A transfiguração e o estado dos mortos

A transfiguração e o estado dos mortos

Leiamos o relato da Transfiguração como registrado por Mateus:

Seis dias depois, tomou Jesus a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. Então, disse Pedro a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas; uma será tua, outra para Moisés, outra para Elias. Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi. Ouvindo-a os discípulos, caíram de bruços, tomados de grande medo. Aproximando-se deles, tocou-lhes Jesus, dizendo: Erguei-vos e não temais! Então, eles, levantando os olhos, a ninguém viram, senão Jesus. Mateus 17:1-8 (cf. Mc 9:2-8; Lc 9:28-36)

Afirmar que Moisés estava “em espírito” no Monte da Transfiguração, como o fazem alguns leitores, é dar aos amigos espíritas um forte argumento a favor da consulta aos mortos. Jamais Jesus se comunicaria com o espírito de um morto, mesmo sendo Deus, se em Deuteronômio 18:9-14 Ele inspirou Moisés a escrever que o Criador abomina a comunicação com os mortos. Leia também Isaías 8:19-20.

Pedro, Tiago e João teriam ficado totalmente confusos entre aquilo que aprenderam na Torá (em Deuteronômio 18:10-14) e aquilo que viram Jesus fazer. Seria o mesmo que Jesus dizer: “filhos, façam o que eu digo em Deuteronômio 18:9-14 e não façam o que eu faço em Mateus 17”, ou seja: um péssimo exemplo.

Os estudiosos da Bíblia de Estudo Defesa da Fé (atualmente intitulada Bíblia de Estudo Apologia Cristã) reconheceram o perigo de argumentar que o “espírito” de Moisés apareceu no monte. Mesmo discordando das doutrinas distintivas adventistas1, os autores da Bíblia Defesa da Fé parcialmente concordam conosco, de que Judas 1:9 sugere a ressurreição de Moisés:

Os espiritualistas e os médiuns que passam por transes referem-se a estes versículos [Mt 17:1-13] como um exemplo de comunicação com os mortos. Eles não percebem que Elias nunca morreu, mas, na verdade, foi arrebatado ao céu. Judas 9 sugere que o corpo de Moisés foi provavelmente levado ao céu, colocando-o em uma categoria exclusiva. Embora Jesus possa ter a capacidade de se comunicar com os mortos [nisso nós adventistas diferimos deles], esta prática é estritamente proibida para nós (Lv 19:31; 20:27; Dt 18:10-12; Is 8:19; Gl 5:20; Ap 21:8).2

Outro argumento insustentável por parte de apologistas é o de que a experiência poderia ser sido não mais do que “uma visão sobrenatural”, sem que Moisés e Elias estivessem realmente presentes. Entre outras coisas, alegam que o termo “visão” (grego horama) que aparece em Mateus 17:9 indica que o evento não foi literal, devido a seu uso “simbólico” em outros textos bíblicos.

Sobre isso, Gilberto Theiss, moderador dos blogs www.gilbertotheiss.blogspot.com e www.fideismo.com, bem destacou:

Horama e horasis são duas palavras, dentre outras, utilizadas para descrever uma visão concreta ou abstrata. A palavra com terminação “ma”, neste caso horama, diferente da terminação “sis” é comum para algo mais real. Embora ela possa ser utilizada para uma simples visão, também pode ser utilizada para algo que pode ser visto com os olhos. Uma espécie de vista extraordinária, um acontecimento real ocorrido fisicamente na terra, como por exemplo em Atos 7:313. De um modo semelhante Jesus usa a palavra para se referir a uma “vista” extraordinária que apareceu aos discípulos, quando Ele foi transfigurado. Marcos 9: 6 não diz que Pedro não sabia o que ele estava dizendo [como afirmam alguns] , mas que ele não sabia o que dizer. A “vista” era muito real, mas Pedro não sabia como responder a tal aparência extraordinária e real.4

Sobre a possibilidade de que o evento poderia ter sido apenas uma “visão” sobre algo não real, R. V. G. Tasker, explica: “A tradução a visão (to horama) não é muito feliz, pois pode dar a impressão de que a experiência da transfiguração foi da natureza de um sonho. ‘O que vistes’ é melhor”.5

Tasker está correto porque o verbo horao é usado para coisas físicas. Temos, por exemplo, o uso do substantivo horama na palavra paranorama, que se refere à visão do todo. Por sua vez, o geógrafo grego Pausânias (115 – 180 d.C) usou a palavra panorama para fazer uma descrição geográfica da terra da Grécia. Ou seja: alegar que o significado principal de horama é somente “visão”, é uma alegação totalmente infundada.

Já Norman Champlin, mesmo crendo erroneamente que era o “espírito” de Moisés que estava presente no Monte da Transfiguração, comenta:

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Alguns intérpretes não aceitam a aparição objetiva desses homens, mas acham que o acontecimento foi um tipo de visão que dispensava a presença literal dos mesmos. Mas, a maior parte dos intérpretes compreende corretamente que eles realmente apareceram, e não há razão alguma para que se negue a possibilidade de tal aparição […] a palavra ‘visão’, como visto anteriormente, não equivale a ‘fantasia’ e não implica em que tal acontecimento não tenha incluído a presença autêntica de Moisés e Elias […] Nesse acontecimento, Jesus não dependeu de qualquer documento escrito, como o V.T., mas do próprio testemunho pessoal de Moisés.6

A análise de alguns detalhes do relato não deixa dúvidas de que Jesus teve uma conversa real com Moisés. Vejamos:

    1. Em Mateus 17:1 vemos que Cristo separou três pessoas para testemunharem Sua transfiguração. Se fosse apenas uma visão simbólica ou algo que passou “dentro da mente” dos participantes, por que houve a necessidade de separar três dos demais? Por que a “visão” não ocorreu diante do grupo todo, já que apenas Pedro, Tiago e João veriam a cena? Isso não faria sentido.

  1. Em Lucas 9:30 lemos que “dois varões” “falavam” com Jesus. Para Lucas, Moisés e Elias mantiveram um diálogo real com Cristo sobre Sua morte na cruz. Afinal, já imaginou se Cristo desistisse no Getsêmani? Eles teriam de voltar e morrer e, com certeza, tal conversa motivou ainda mais ao Salvador a continuar em Sua missão, pois dela dependiam Moisés, Elias e Enoque (Gn 5:24) para permanecerem no Céu, bem como todos os justos de todas as épocas que viessem a ressuscitar.

  2. Por sua vez, Lucas 9:31 informa-nos que Moisés e Elias “apareceram em glória”. Não há margem para dúvidas: o relato se constitui numa visão real de corpos glorificados. Jesus não estava falando com pessoas “irreais” – ao contrário de Paulo em Atos 16:9,10.7

  3. Pedro, ao contar que foi testemunha ocular do evento da Transfiguração, demonstra ter visto algo real e que o impactou positivamente: “Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade, pois ele recebeu, da parte de Deus Pai, honra e glória, quando pela Glória Excelsa lhe foi enviada a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. Ora, esta voz, vinda do céu, nós a ouvimos quando estávamos com ele no monte santo”. (2Pe 1:16-18).

Argumentando contra a hipótese de Pedro ter dito nesse texto que ele havia sido testemunhar ocular “de uma visão simbólica”, o apologista Ricardo dos Santos Oliveira afirmou:

Agora, pensemos: testemunhas oculares de uma mesma visão? Existe tal situação? Sem sombra de dúvidas, Tiago e João, assim como Pedro, viram algo real, e não passaram por um êxtase coletivo. Se aquela visão não era real e “só estava na mente dos discípulos”, então deveríamos supor que Jesus também era uma “visão”, pois é informado nos textos bíblicos sobre a Transfiguração que os dois profetas estavam falando com o Mestre. Porém, se Jesus está literalmente presente e a visão só se refere a Moisés e Elias, o problema ainda é maior: temos um personagem literal – Jesus – conversando com uma visão, falando com algo que realmente não está ali, mas que se encontra apenas na mente dos discípulos. Ou seja: teríamos de aceitar que Jesus, ao mesmo tempo em que está presente fisicamente, está “em visão” na mente dos discípulos. Tem sentido essa teoria? Claro que não. Os que negam a ressurreição de Moisés precisam nos mostrar quantos relatos há nas Escrituras que nos mostrem pessoas tendo visões simbólicas coletivas8

Precisamos também considerar, como já foi dito, que a ideia de uma “vida sem corpo” é inconcebível nas Escrituras, inclusive no Novo Testamento. Ronald Hall, anglicano, acertadamente diz:

Mesmo no além-túmulo, o corpo não é um mero adorno do espírito, mas um elemento essencial no ser de uma pessoa. Seria difícil entender por que Paulo centralizava a fé na crença da ressurreição se ele tivesse outra ideia. Se ele pensasse, por exemplo, que a salvação tivesse que ver somente com uma alma desincorporada liberta do corpo, certamente não teria insistido tanto o tema da ressurreição do corpo; ele teria se contentado com a noção grega de uma alma imortal.9

Portanto, o evento da Transfiguração é um golpe na doutrina da imortalidade da alma. É por isso que os apologistas imortalistas se esforçam tanto para negar a ressurreição de Moisés.

Referências:

1 Doutrinas “distintivas” são aquelas que distinguem os adventistas do sétimo dia dos demais cristãos, e que são tidas como verdades apenas pela Igreja Adventista do Sétimo Dia: doutrina do Santuário Celestial e do Juízo Pré-Advento (1ª fase do juízo que ocorre antes da segunda vinda de Cristo), imortalidade condicional da alma, dom profético na vida e obra de Ellen G. White e doutrina da Reforma de Saúde como parte do processo de santificação. Deve-se destacar que algumas dessas doutrinas, especialmente da imortalidade condicional, que está relacionada ao sono da alma e aniquilação final dos ímpios, têm sido aceitas por teólogos de outras confissões religiosas cristãs. Entre estes se destacam: Oscar Cullmann, Basil Atkison, John Stott, Clarke Pinnock, Edward Fudge, entre outros.

2 Bíblia de Estudo Defesa da Fé: questões reais, respostas precisas, fé solidificada (Rio de Janeiro: CPAD, 2010), p. 1506. Grifo acrescido.

3 Para entendermos Atos 7:31 é importante lermos Êxodo 3. A “visão” de Moisés foi da sarça ardente, na qual ouviu a ordem divina para tirar as sandálias, pois pisava em terra santa. Isso não foi uma “visão simbólica” dentro “de sua mente”, e sim algo concreto, situado na história. Deus estava presente ali com Moisés, e a presença dEle tornava aquele lugar santo (veja também Js 5:13-15).

4 Gilberto Theiss, mensagem de correio eletrônico ao autor, 17 de setembro de 2016. Grifos Acrescidos.

5 R. V. G. Tasker, Mateus: Introdução e comentário. Série Cultura Bíblica (São Paulo: Vida Nova, 1980), p. 134.

6 R. N. Champlin, O Novo Testamento Interpretado Versículo Por Versículo, vol. 1 (São Paulo: Hagnos, 2002), p. 453. Grifos acrescidos.

7 Alguns imortalistas que não creem na ressurreição física de Moisés alegam que “a visão que Paulo teve do varão Macedônio em Atos 16:9 é semelhante a visão que os discípulos tiveram no monte da Transfiguração”, ou seja: simbólica. Deve-se destacar que Paulo não conversou com a visão registrada em Atos 16:9, 10. Por sua vez, Jesus conversou com Moisés e Elias a respeito de um assunto muito importante (Lc 9:31). Portanto, isso prova que tais personagens estavam presentes com Cristo, e que Atos 16:9,10 trata de outro tipo de visão, que não pode ser relacionada ao evento da transfiguração.

8 Ricardo dos Santos Oliveira, mensagem de correio eletrônico ao autor, 18 de novembro de 2016. Grifos Acrescidos.

9 Ronald L. Hall, “Dualism and Christianity. A Reconsideration” em Center Journal (outubro de 1982), p. 43-44.

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Leandro Quadros
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3 Comentários

  1. MarinhoSul
    março 26, 03:49 Resposta

    Simples: O q determina se foi ou não uma visão , é a lógica do texto, da passagem, em relação a se há ou não um comparativo.
    Se vc crê q Moisés e Elias vieram fisicamente, onde eles estariam antes?
    Vc está dizendo prof, q temos DEUSES híbridos. Pois nossos deuses seriam E.Ts.
    Se Moisés morreu, e foi fisicamente para o céu, não podemos ter uma outra hipótese plausível, e bem mais: onde seria tal planeta, se uma galáxia de porte médio, são necessários 20 mil anos-luz para transpô-a?!
    Bem mais: para que um corpo levitasse, haveria a necessidade de uma contra-gravitação , muito maior q na Lua, e a vida na Terra, extinguira-se, e certamente, demonstraria um colapso no Universo, e uma reação em cadeia, e o Universo tbm estaria comprometido, ou no mínimo nosso Sistema solar.

    É mais fácil crer em Papai Noel, do q aceitar isso, ou aceitar de vez , q E.Ts existem, e nessa visão com viseira simplista, q só enxerga o improvável , seriam eles deuses.

    Veja q a passagem diz, VISÃO, e pq fica determinado? Pq quando eles levantam os olhos, Moisés e Elias, não estão mais.
    Se fosse fisicamente prof, era só eles aparecerem aos outros e o problema estaria resolvido.

    Moisés morre, e 30 dias ou mais, eles vão a Deus, e Deus lhes diz q seu servo Moisés, continua e continuará morto, ( o verbo, gerundia entre o presente e futuro). Logo, o senhor contraria Deus, pois judeu algum crê nisso.
    Elias não morreu?
    Será?
    A passagem, principalmente na fonte hebraica, deixa clara a msgm de que Elias sofreu um ataque dos soldados de Israel, pois já estava preocupado, e o substantivo-abstrato VENTOS, nas passagens do Velho Testamento como Eclesiastes, Salmos e outros, determina quase sempre ATIVIDADE ESPIRITUAL, OU ESPÍRITO. É só ir a estes livros e notar , q isso é claro com o Sol ao meio-dia.
    Seguramente Elias morreu. Tanto q a passagem diz q Eliseu pede “porção dobrada do teu espírito”, e isto no judaísmo é algo q transpõe as barreiras físicas, e eleva à espiritualidade, é algo oculto cm méritos de um seguidor.
    Antes disso, é usada a expressão “REDEMOINHO DE VENTOS “, denotando atividade espiritual
    Ora ( lógica) , Elias morreu, pois nunca mais foi visto, e Eliseu era médium e provavelmente viu seu espírito desprender-se, e 10 anos depois, comunicou-se com Eliseu através de psicografia, já q a psicografia, é demonstrável, e principalmente a escola técnica espírita q pode ser verificada e confrontada em áreas do conhecimento como história, e outras mas profundas como; psicologia, neurociências ( neurofisiologia moderna) por ex.
    Até o q se sabe, o Espiritismo é único nessa escola, e é a mais evidenciável das faculdades, ( principalmente a psicografia técnica) , q deixa um resultante ( a obra), e pode ser cruzada com tais áreas.

    Td deixa claro q Eliseu era médium
    As aparições no Monte Tabor, são o caso da materialização ectoplasmáticas, estudadas profundamente pelo Espiritismo, no seu corpo técnico, desde as bases, com uma das únicas fotos registradas de um espírito materializado por um dos mais eminentes físico-químicos da Inglaterrra até hj, William Crookes.
    Estão na aparição do Monte Tabor, TODOS os elementos dessa faculdade raríssima, mas já registrada no Espiritismo e estudada tecnicamente, e dura pouco tempo, pois ela se dá, pela harmonização de pensamentos de grandes médiuns e espíritos, pela sintonia em frequências específicas ( em torno de 10Hz), já q é a única forma do homem comunicar-se com o plano espiritual ou divino, além do físico, ( o pensamento), pois ele, incide no meio,k altera moléculas de água por ex, e nesta frequência com o médium adequado e a capacidade e harmonia entre espirito e médiuns, o fenômeno acontece, sendo q o pensamento é traduzido pelo complexo pineal-tálamo, e a epífise é o órgão responsável pela tradução de sinais eletromagnéticos em neuroquímica, onde o órgão responsável pela respiração celular ( mitocôndrias), recebe estas frequências e libera um resultante pelo atrito e é o ectoplasma, q tem formato de NUVEM, citado nessa passagem na Biblia.

    Há tbm a sonolência registrada q ocorre nessa fenomenologia mediúnica tão rara, pela ozonização do ar à nível 3, ( quase uma anestesia), causando sonolência nos intermediários, e podendo haver a transfiguração, ou seja os TRÊS ELEMENTOS ELETROFISIOLÓGICOS, CONSTAM DESTA PASSAGEM.

    É fazer exercício ou ginástica tergiversativa, dar nó na lógica, para demonstrar ou contrário, ou.. eles, eram E.Ts, ou seres transgalacticcais.
    Abração.

  2. Marlene Gomes soares
    março 17, 18:14 Resposta

    Como explicar a passagem de 1Samuel onde Saul consulta uma” adivinho” e conversa com Samuel que já era morto?

    • MarinhoSul
      março 30, 00:48 Resposta

      Pois é Marlene, isso ai, e fica bem claro a passagem O diálogo estabelece-se entre o Rei Saul e Samuel, e a Bíblia, não nega. Só me permite uma pequena correção, q não afeta o q vc disse; nesse caso, não era ADIVINHA, e sim médium. Adivinhação fere as Leis espirituais, principalmente a reencarnação, pois se alguém é dado adivinhar o futuro, a reencarnação, torna-se desnecessária, ou é ferida na sua proposta , para evolução Moral como cita Jesus : ” Não saíreis daqui, até q se pague, até o último ceitil da Lei”. Essa passagem, Jesus demonstra a reencarnação, pois eles, não estão fisicamente até hj conosco, e só a reencarnação explica. Se analisarmos dentro do hebraico e cultura de Jesus, o “CEITIL”, seria o YOD, a menor letra do alfabeto hebraico, e sempre ( segundo os rabis e tradutores), com o sentido MORAL.
      Paulo diz: ” A semente, para dar bons frutos, deve ser REPLANTADA”; aqui, mais uma evidência clara da reencarnação, q tbm pode ser identificada com o termo RESSURREIÇÃO, e a expressão usada em Lucas, q remente ao Velho Testamento, o OLAM HABA, muto espiritual, o mundo por vic, quando Luca cita q seríamos “como Anjos do Céu”, não mais dados a casamentos. Ora, está aí, mais uma aplicabilidade para a ressurreição FINAL, quando o homem cumpre o Torah, as Leis morais, e não há mais a necessidade de reencarnar.
      Esta expressão ” mundo vindouro “, ” mundo por vir”, é o mundo espiritual lançado pelo Rei David e os Profetas, onde determina pq a Lei de Deus é Perfeita: ” A Lei de Deus é Perfeita, faz descer à sepultura e de lá RETORNAR. Mas no Brasil, sem respeitar o hebraico e o sentido do vocábulo, certamente para omitir a reencarnação, pois não adianta, “omitem aqui”, “ela surge ali”, traduzem: ” A Lei de Yahveh é Perfeita, refrigera a Alma.
      Não sei, mas eu perguntaria, é Perfeita ( para Deus), por refrigerar a Alma? De que forma? por mais q se tergiverse na lógica, isto, não é possível.
      Eu procuro ver historiadores e depois comparar, e usar a lógica, na interpretação.
      Outras:
      Jó 14:14 – Esperarei até viver novamente.
      27
      Jó 14:14 – Esperarei até viver novamente.
      Reencarnação
      A modern English translation of the Greek Septuagint
      Jó 33:21-30 – Salvou minha alma da sepultura, e minha vida se inunda
      28
      Jó 33:21-30 – Salvou minha alma da sepultura, e minha vida se inunda
      de luz. Tudo isso faz Deus duas ou três vezes ao homem,…
      Reencarnação
      …para tirar sua alma da sepultura e iluminá-lo com a luz da vida.

      E não: refrigera a alma, como em algumas traduções
      29
      Salmo 19:7 – O ensinamento de Deus é perfeito, faz o Espírito regressar.
      Reencarnação
      E não: refrigera a alma, como em algumas traduções

      ייה = ato do renascimento, ressurreição, renovação
      34
      Salmo 85:6-8 – …voltarás a nos dar vida ou fazer reviver (reencarnar)…
      Reencarnação
      תחייה = ato do renascimento, ressurreição, renovação

      Abçs. Fica c Deus, e um ótimo ex vc deu.

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