Falsos argumentos contra o dízimo

Falsos argumentos contra o dízimo

Por Leandro Quadros e Nelson Wasiuk

Muitos argumentam contra a vigência do sistema de dízimos fazendo uso de textos bíblicos fora de contexto e de argumentos extremamente fracos.

Um dos argumentos principais é a alegação de que “o dízimo foi dado por Deus apenas aos Levitas no período Antigo Testamento”, e que “com a morte de Cristo na cruz, essa prática não mais é válida para o Novo Testamento” – muito menos para os cristãos da atualidade.

Antes de analisar alguns desses argumentos queremos destacar que a defesa ao sistema de dízimos apresentada ao longo desse artigo não tem como pressuposto a teologia da prosperidade, que enfatiza o ganho financeiro como prova das bênçãos de Deus.

Partimos da ideia que o dízimo é um princípio de adoração ao Criador e Mantenedor de todos, e que o motivo do cristão ao dizimar dever ser adorar Aquele que é dono da “terra e tudo o que nela se contém” do “mundo” e dos “que nele habitam” (Sl 24.1). Ao dizimar a pessoa também reconhece que Deus é Proprietário de todas as riquezas (Ag 2.8) e recursos disponíveis na natureza.

Outro pressuposto é que devemos dizimar e ofertar a Deus “não com tristeza ou por necessidade” de ganhar dEle alguma coisa, mas com “alegria” (2Co 9.7) e gratidão pelas bênçãos recebidas. Dizimamos e ofertamos porque é um privilégio contribuir para o avanço do evangelho e do ensino bíblico (1Co 9.13-14), a fim de abreviarmos a volta de Jesus a esse mundo (Jo 14.1-3; 2Pe 3.12) para que seja estabelecido definitivamente o reino de amor e paz que Deus sempre sonhou (Ap 21.4).

Com tais pressupostos em mente, demos sequência à análise.

Falsos argumentos gramaticais

Alguns dizem que a palavra “dízimo” significa “dizimar ou segar” e que, portanto, esse termo se aplica ao ato de “segar” ou “cortar” o trigo. Porém, esse é um grave erro gramatical e exegético (interpretativo).

A palavra “dízimo” no hebraico é “ma‘aser” e significa simplesmente “décima parte”, e se referia à um décimo (ou 10%) não apenas do que era colhido, mas também à 10% de tudo o que chegasse ao doador como resultado das bênçãos de Deus. Prova clara disso encontramos em Gênesis 14.20 e 28.22.

Além disso, a palavra hebraica traduzida em Malaquias 3.10 por “Casa do Tesouro”, se referia a “um local do templo onde era entregue e armazenado o dízimo (leia Neemias 10.38), que não era composto apenas de moedas, mas também de produtos agrícolas”. Desse modo, a “Casa do Tesouro” era “uma espécie de tesouraria do templo”.[1]

Por isso, o Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento destacou que dos cinco trechos em que o verbo “dizimar” é utilizado, em quatro deles (Gn 28.22; Dt 14.22; Dt 26.12; Ne 10.37-39) “dar o dízimo é descrito como um ato de adoração a Deus”.[2]

Outro argumento gramatical infundado é a alegação de que a palavra “bênção” em Malaquias 3.10 se refere exclusivamente à “bênção da chuva”. Desse modo, o dízimo só deveria ser aplicado à Israel porque o povo era agrícola e contava com a “chuva” para ser abençoado.

Porém, na Bíblia, muitas vezes a “chuva” é associada à vários tipos de bênçãos divinas. Além disso, a palavra hebraica para “bênção” – “b?rakah” – significa “prosperidade”. É mais correto ver o texto de Malaquias 3.10 como uma promessa não somente de bênção da chuva, mas, ao invés disso, como promessa de chuvas de bênçãos, abrangendo assim várias áreas da vida!

Veja como é importante estudarmos a Bíblia corretamente, para não sermos enganados com argumentos parciais, frágeis e tendenciosos.

Os cristãos não devem mais dizimar já que não há mais Levitas?

Os detratores do dízimo afirmam que nós cristãos estamos sobre um novo pacto e sacerdócio (de Jesus Cristo), de modo que nenhum ser humano na atualidade deveria receber os dízimos. Eles raciocinam: “se o dízimo foi designado originalmente aos Levitas, como poderia ser recolhido por pastores que não têm nenhuma ascendência hebraica?”

Essa questão pode ser respondida facilmente com a leitura de Hebreus 7, por exemplo.

É verdade que estamos sobre um novo Sacerdócio: o de Jesus Cristo, nosso Sumo Sacerdote que intercede por nós e atua como Juiz no Santuário Celestial (Hb 4.14-16; 7.25-26; 8.1-2; 1Jo 2.1-2; Jo 5.22). O Sacerdócio de Cristo é superior ao Sacerdócio Levita por ser Cristo o Sumo Sacerdote segundo uma ordem superior: a de Melquisedeque (leia Hebreus 7).

Todavia, mesmo estando sobre um novo pacto ou aliança[3], como ensina Hebreus (ver tb 2Co 3.1-11), e sendo abençoados com um novo e superior Sacerdócio de um Ser divino-humano (Jo 1.1-3m 14; Cl 2.9; 1Tm 2.1-6), o plano de salvação continua o mesmo. Mudou o recurso pedagógico (Deus não mais nos ensina através de sacrifícios de cordeiros), chamado agora de “nova aliança”, mas o sistema de dízimos continua fazendo parte do estilo de vida do adorador, pois Hebreus 7 faz menção ao dízimo. Seria totalmente irrelevante o autor de Hebreus mencionar a prática do dízimo nesse contexto se dizimar não mais fizesse parte da adoração dos judeus cristãos a quem ele dirigiu sua carta (ou sermão)!

Acrescente-se a isso o fato de que Hebreus 7.2 afirma que Abraão devolveu o dízimo a Melquisedeque porque este era “sacerdote do Deus Altíssimo” muito antes de existir qualquer Israelita ou Levita. Isso indica claramente que o sistema de dízimos não foi inaugurado com os Levitas e muito menos estabelecido só para eles. Era uma prática de adoração bem anterior feita com base em um pacto pessoal com Deus.

Outra verdade preciosa é que o Sacerdote Melquisedeque não pressionou Abraão, como o fazem certos teólogos da prosperidade ao tratar do tema com os membros de suas igrejas. Tanto o pai da fé quanto o líder religioso mais próximo dele sabiam que a adoração precisa vir de dentro para fora (cf. Jo 4.23,24), até mesmo porque Deus só aceita algo que seja voluntário (leia Êx 25.1-2 e 2Co 9.6-7).

Explicando a atitude de Abraão em dizimar, em seu comentário sobre Hebreus 7.2 Matthew Henry destacou:

E isto (dar o dízimo) Abraão fez como uma expressão da sua gratidão por aquilo que Melquisedeque fez por ele, ou como testemunha de sua deferência e sujeição a ele como rei, ou como uma oferta consagrada e dedicada a Deus, para ser apresentada por seu sacerdote. E assim somos obrigados a fazer todas as retribuições possíveis de amor e gratidão ao Senhor Jesus por todas as riquezas e favores reais que recebemos dEle, para prestar nossa honra e sujeição a Ele como nosso Rei, e para colocar todas as nossas ofertas em suas mãos, para que sejam apresentadas por Ele ao Pai no incenso do seu próprio sacrifício.[4]

Jesus Cristo, nosso grande Melquisedeque, merece nossa homenagem e nosso reconhecimento de que Ele é nosso rei e sacerdote. Por isso, Ele não deve receber apenas nossos dízimos, mas todo nosso ser em consagração a Ele.

Por sua vez, os comentaristas Jamieson, Fausset & Brown também comentaram sobre Hebreus 7.2:

Os dízimos dados (por Abraão) estão intimamente associados com o sacerdócio: o sacerdote mediador os recebeu como garantia de que toda a prosperidade do doador pertencia a Deus. E como o sacerdote transmitiu ao homem (Abraão) os dons de Deus (“o bendisse”), assim também transmitiu a Deus os dons do homem. O caso de Melquisedeque é uma amostra de como Deus conserva, em meio à apostasia geral, um remanescente eleito… O sacerdócio de Melquisedeque permanece em Cristo para sempre. Para outros pontos sobre a superioridade do sacerdócio de Cristo, veja-se Hebreus 7.16-21. Melquisedeque deve ter tido alguma consagração especial acima dos demais patriarcas que assim como Abraão, eram sacerdotes. Do contrário, o pai da fé não teria dado o dízimo a ele. [5]

O dízimo na atualidade

Até aqui você percebeu que desde a era patriarcal – muito antes dos Levitas existirem – o dízimo era uma forma de adorar e reconhecer a Deus como Soberano e Dono de tudo. O dízimo está relacionado com as bênçãos de Deus sobre o adorador fiel que Lhe é grato por tudo o que Deus fez em sua vida.

O que podemos dizer da prática do dízimo nos dias atuais?

Em primeiro lugar: mesmo que os Levitas não sejam mais nossos líderes espirituais, continuamos tendo líderes espirituais. O que mudou foi apenas o tipo de líder religioso, não a natureza espiritual da liderança religiosa. Obviamente, enquanto houver liderança espiritual e a necessidade evangelística de salvar pessoas da morte eterna, a prática do dízimo e ofertas vigorará.

Em segundo lugar: voltemos para Hebreus 7 para obtermos mais respostas. Paulo fala de um sacerdócio superior ao Levita, a “ordem de Melquisedeque”, da qual Cristo é o Sumo Sacerdote. Se a ordem sumo-sacerdotal de Cristo é superior e eterna, o dízimo como princípio de adoração ao Sumo Sacerdote Jesus também o é, pois Melquisedeque é um “tipo” de Cristo e este, muito mais que Melquisedeque, é digno de nossos dízimos e ofertas!

Além disso, Jesus se referiu ao dízimo em Mateus 23.23 demonstrando claramente Sua aprovação e permanência desse princípio de adoração: “Que aflição os espera, mestres da lei e fariseus! Hipócritas! Têm o cuidado de dar o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas negligenciam os aspectos mais importantes da lei: justiça, misericórdia e fé. Sim, vocês deviam fazer essas coisas, mas sem descuidar das mais importantes” (Mt 23.23 – Nova Versão Transformadora. Grifo acrescido). Perceba que Jesus aprovou a prática do dízimo e condenou a hipocrisia na adoração.

O apóstolo Paulo também viu essa prática (dizimar) do sacerdócio Levita (e do Sacerdócio de Melquisedeque – Gn 14.20) como sendo vigente em seus dias, em 1 Coríntios 9.9-14, mesmo que tivesse optado por não fazer uso desse direito em Corinto (1Co 9.15) como o fez em Filipos: “Como sabem, Filipenses, vocês foram os únicos que me ajudaram financeiramente quando lhes anunciei as boas-novas pela primeira vez e depois segui viagem saindo da Macedônia” (Nova Versão Transformadora. Leia também os versos 16-20).

Leiamos especialmente os versos 13 e 14 de 1 Coríntios 9: “Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar do altar tira o seu sustento? Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho”.

Paulo demonstra com extrema clareza que a mudança do tipo de liderança espiritual (não mais os Levitas) em nada interfere no princípio do dízimo porque continua existindo uma liderança espiritual que precisa ser mantida para dedicar sua vida na propagação da mensagem de Deus.

“Por que deveria dizimar se muitas igrejas fazem mal-uso do dízimo?”

Sobre isso quero destacar algumas coisas para que reflita melhor nesse tipo de argumento.

  • Existem igrejas sérias que administram o dízimo. Não é justo apresentar todas como sendo “farinha do mesmo saco”. Além de injusto, generalizar é falta de cultura, pois o todo não deve ser julgado e avaliado pela parte.
  • Sua responsabilidade é com Deus, não com um pastor. A adoração através dos dízimos e ofertas deve ser focada nEle, não em um ser humano. Não deve em hipótese alguma depender da fidelidade ou infidelidade dos outros! É uma questão pessoal entre a criatura e o Criador.
  • Se um pastor roubar a Deus, isso não é desculpa para você também roubar. Devemos fazer o certo independente dos outros. Se Malaquias 3.8,9 ensina que o não dizimar é uma transgressão inclusive a nível moral (pois a Bíblia considera “roubo”), você não pode pecar porque outros pecam. Deus cobrará pesado dos líderes desonestos que são o “joio” no meio do trigo, e você e eu nada temos a ver com isso: “… portanto, derramarei minha fúria sobre eles e os consumirei com o fogo da minha ira. Farei cair sobre a sua cabeça o castigo merecido por tudo que fizeram. Eu, o Senhor Soberano, falei!” (Ez 22.31 – Nova Versão Transformadora).[6]

Matthew Henry em seu comentário sobre Romanos 2.21-22 destacou que roubar, inclusive nos dízimos e nas ofertas, é um sacrilégio, ou seja: um pecado grave contra coisas sagradas. Você não pode cometer tal sacrilégio porque outros cometem. Além disso, o sacrilégio é comparado pelo autor à idolatria, indicando que quem se atreve a mexer naquilo que Deus consagrou para Si – inclusive dízimos e ofertas – é um sacrílego e um idólatra:

Sacrilégio – roubar coisas, que eram então por meio de leis específicas dedicadas e devotadas a Deus; e disso são acusados aqueles que professavam repudiar os ídolos. Dessa maneira os judeus fizeram notoriamente, após seu cativeiro na Babilônia; esse forno os separou para sempre da escória de sua idolatria, mas eles agiram muito traiçoeiramente no culto a Deus. Foi nos últimos dias da igreja do Antigo Testamento que eles foram acusados de roubar a Deus “nos dízimos e nas ofertas” (Ml 3.8-9), convertendo para seu próprio uso, e para o serviço de seus desejos, o que era, de maneira especial, separado para Deus. E isso equivale à idolatria, embora esse sacrilégio fosse mascarado com o repúdio aos ídolos. Serão severamente responsabilizados outro dia aqueles que, enquanto condenam o pecado em outrem, fazem o mesmo, ou pior, eles mesmos.[7]

  • No caso da Igreja Adventista do Sétimo Dia da qual fazemos parte, o dízimo é administrado por pastores que têm formação e conhecimento nas áreas de administração de empresas, contabilidade e economia. Por adotarmos um sistema representativo de governo, nenhum pastor é dono da igreja local e nem ganha mais do que os outros que cuidam de igrejas menores. Afinal, todos os dízimos são recolhidos, administrados e direcionados equitativamente a todos os pastores e obreiros do mundo, para que vivam dignamente enquanto dedicam suas vidas na pregação do evangelho de Cristo. Tal sistema espiritual, profissional, transparente e justo. Qualquer membro da igreja pode solicitar à Administração local um relatório do uso dos dízimos e lhe será dado sem qualquer ressalva.

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Por isso, caro leitor, só duvide da maneira como certas igrejas administram o dízimo, mas jamais do princípio em si, pois o mesmo é um plano divino de adoração, sustento e manutenção do evangelismo. Eu mesmo (Leandro) não teria conhecido a Bíblia se irmãos fieis ao sistema de dízimos não tivessem cumprido a parte deles, para que eu pudesse receber estudos bíblicos grátis. Afinal, jamais eu pagaria por um estudo bíblico na época, ainda mais com meus 16 ou 17 anos… A TV e rádio Novo Tempo só existem porque a Igreja Adventista acredita que o dízimo (e as ofertas) é o meio pelo qual Deus provê aquilo de que precisamos para pregar o evangelho (Ap 14.6-12) e enviar cursos bíblicos grátis para todas as pessoas.

Acima de tudo, dizimar e ofertar é um pacto entre você e o seu Deus. É um reconhecimento de sua parte de que Ele é o dono de tudo e de que Ele precisa voltar o mais rápido possível para resgatar novamente tudo o que é seu, inclusive nós mesmos:

Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo, assim também Cristo foi oferecido em sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitos; e aparecerá segunda vez, não para tirar o pecado, mas para trazer salvação aos que o aguardam (Hb 9:27,28 – Nova Versão Internacional).

Portanto, seja no dizimar, trabalhar, se relacionar com os outros, é extremamente importante que o cristão salvo pela graça se guie pelos princípios de Colossenses 3.23-24 e 1 Coríntios 15.58:

Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens, cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo.

Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, vosso trabalho não é vão.

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Notas e Referências

[1] Moisés Mattos, “O Que Significa a ‘Casa do Tesouro’?” Revista Parousia, ano 2, No 2 (2º Semestre de 2001), p. 59. O autor também explica, entre outras coisas, que levar o dízimo à “Casa do Tesouro” significava “devolver o dízimo no lugar designado” por Deus e deixar que o mesmo fosse administrado por uma liderança religiosa incumbida disso (ver Gn 14.20). Ou seja: não é função do adorador administrar os dízimos. Deus foi sábio em estabelecer essa regra porque, se cada pessoa decidisse onde e como empregar o dízimo, haveria uma desordem total na igreja pela falta de critérios administrativos adequados, prejudicando o avanço da obra evangelística. Afinal, certas necessidades evangelísticas emergenciais, necessárias e mais abrangentes não seriam devidamente supridas.

[2] R. Laird Harris, Gleason L. Archer Jr. e Bruce K. Waltke, Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento (São Paulo: Vida Nova, 1998), p. 1184.

[3] Nova Aliança se refere ao novo recurso pedagógico usado por Deus para ensinar a salvação: a própria vida e ministério de Cristo, ao invés do o antigo sistema pedagógico (sacrifícios de animais) chamado “antigo pacto” ou “antiga aliança”.

[4] Matthew Henry, Comentário Bíblico do Novo Testamento – Atos a Apocalipse (Rio de Janeiro: CPAD, 2012), p. 782. Grifos acrescidos.

[5] Robert Jamieson, A. R. Fausset and David Brown, Commentary Critical and Explanatory on the

Whole Bible (Edição de 1871). Disponível em: http://www.jesuseveryday.com/free_christian_books/Jamieson_Fausset_Brown-Commentary_on_the_Whole_Bible.pdf (acessado em 12 de maio de 2017).

[6] Veja que contextualmente (v. 23-31) Deus promete castigar líderes religiosos corruptos.

[7] Henry, Comentário Bíblico do Novo Testamento – Atos a Apocalipse, p. 320. Grifo acrescido.

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18 Comentários

  1. ALDINEY PRESTES
    setembro 17, 07:59 Resposta

    eu creio que quando o Senho cita na sua palavra que e impossível adorar a 2 Senhores ele ja sabia da cobiça que o dinheiro traria.
    A MINHA 1 PERGUNTA E SERA QUE PRECISAMOS DE DINHEIRO PARA ANUNCIAR O EVANGELHO DE CRISTO.(LUCAS.22.35)
    A PALAVRA DO SENHOR DIZ EM 2 PEDRO 2.3-POR AVAREZA FARÃO DE VOS NEGOCIO COM PALAVRAS FINGIDAS,SOBRE OS QUAIS JÁ DE LARGO TEMPO NÃO SERA TARDIA A SENTENÇA E A SUA PERDIÇÃO NÃO DORMITA.

    O ÚNICO TEMPLO AUTORIZADO POR DEUS FOI O CONSTRUÍDO POR SALOMÃO(1 REIS 9.3-7.2)(REIS 21.7-8) PARA ABRIGAR A ARCA (2 SAMUEL 7)AS SINAGOGAS ERAM SIMPLES LOCAIS DE ESTUDO,BIBLIOTECA E NÃO LOCAIS DE ADORAÇÃO.
    APOS A MORTE DE JESUS NÃO DEVEM EXISTIR TEMPLOS FÍSICOS O TEMPLO E ESPIRITUAL E ESTE VEIO ABOLIR O TEMPLO FISICO (HEBREUS 8.13-HB.9.1-HB.9.11-JOAO 2.19-21)
    JESUS NÃO EDIFICOU TEMPLOS ELE DERRUBOU.
    O VÉU DO TEMPLO SE RASGA DE ALTO A BAIXO E AS PEDRAS SE FENDEM -MATEUS 27.51
    A NOVA ALIANÇA INUTILIZOU A PRIMEIRA QUE TINHA CULTO DIVINO EM SANTUÁRIO TERRESTRE -HEBREUS 8.13-HEBREUS 9.1
    NÃO FEITA POR MÃOS DE HOMENS(HEBREUS 9.11) ESPIRITUAL E NÃO FÍSICA
    ELE CRIOU O ÚNICO TEMPLO INVISÍVEL(HEBREUS 8.2)
    DEUS NÃO HABITA EM TEMPLOS FEITO POR MÃOS HUMANA TAO POUCO PEDE PARA SER SERVIDO (ATOS 17-24)
    A CASA DE DEUS E O POVO O ESPIRITO DO PAI HABITA NAS PESSOAS NÃO NO TIJOLO E CIMENTO(1CO.3,16)
    SABEMOS QUE TODA ESSA HERESIA FOI CRIAÇÃO DA TEOLOGIA PARA ABRIREM IGREJA E ENGANAREM O POVO DE DEUS COM A COBRANÇA DO FALSO DIZIMO EU SEMPRE FAÇO A MESMA PERGUNTA AOS BACHARES ILUDIDOS COM ANÉIS E DIPLOMAS
    ONDE O DIZIMO VIROU DINHEIRO,ONDE DEUS MANDA ABRI IGREJAS DE PEDRA E ONDE DEUS AUTORIZA A TEOLOGIA A LEVANTAR PASTORES,TUDO ISSO ENVERGONHA O EVANGELHO DE CRISTO,HOMENS COMO VOCE SO SERVEM A DEUS PELA GANANCIA DE TER UMA VIDA BOA NESSA TERRA E NÃO SI PREOCUPAM QUE IRAO PADECER NO INFERNO POR NÃO ADORAREM A DEUS COMO MANDA AS ESCRITURAS SAGRADAS,HJE PODEMOS TER CERTEZA QUE SI JESUS FALASSE PRA VCE E PROS MAGNATAS DOS DIZIMOS E DOS FALSO TEMPLOS,VENDE TUDO QUE TU TEM E DER AOS POBRES,COM TODA CERTEZA IRIAM BAIXAR A CABEÇA E IR EMBORA PORQUE SEM ESSA FALSA RIQUESA, NAO SABEM MAS ADORAR AO CRIADOR.
    O DIZIMO E AS PLACA DE TEMPLOS ESTAO TIRANDO OS FILHOS DE DEUS DA SUA PRESENÇA.
    NAO CONVIDO VOCE E MUITOS OUTROS FALSOS PASTORES LEVANTADOS PELA TEOLOGIA PORQUE TRABALHO COM INDIGENAS E DENTRO DAS ALDEIAS NAO EXITE DINHEIRO E ALTARES LUXUOSOS PORISO O POVO INDIGENA ESTA ESQUECIDO.
    PORISO MAS UMA VES LHE PERGUNTO ONDE O DIZIMO VIROU DINHEIRO E QUANDO ELE FOI MUDADO,POIS ELE FOI CRIADO PARA AJUDAR AO ORFAO A VIÚVA OS NECESSITADOS E ESTRANGEIRO,E HOJE SERVIR SOMENTE PARA PAGAR ALUGUEL DE PREDIOS ALUGADOS E ASSALARIAR PASTORES,
    PASTOR NAO E PROFISSAO E CHAMADO E OS LEVANTADOS PELA TEOLOGIA LHE GARANTO QUE NAO SAO ESCOLHIDOS DE DEUS E SIM DO HOMEM,

  2. Lelio
    agosto 21, 10:41 Resposta

    Abraão quando voltava da matança dos reis ,ele pagou a Melquisedeque ,despojos de guerra , que tomou das mãos do inimigo e não pagou um centavo de suas próprias finanças, e foi voluntário e pagou uma única vez e não se ouviu mais falar que Abraão pagou dízimo até a sua morte! A ordenança do dízimo foi estabelecida em Levíticos e era de 3 em 3 anos , e era repartido entre o órfão ,a viúva eo estrangeiro, perguntem os pastores se eles estão repartindo? Em Hebreus está escrito que todo homem da tribo de Levi que recebe o sacerdócio tem ordem segundo a lei de tomar dízimos ,perguntem se os pastores são levitas ou se são sacerdotes?se o sacerdócio levita tivesse sido perfeito não seria necessário que se levantasse outro sacerdote que não era da tribo de Levi. Por isto está escrito em Coríntios que o mesmo véu está por se levantar na lição do velho testamento o qual foi por Cristo abolido e outra vez diz mas vindo a plenitude dos tempos Deus enviou seu filho nascido de mulher nascido sob a lei para remir( resgatar,tirar) os que estavam debaixo da lei ,mas para estes que usam da palavra de Deus para enriquecer e são pesados ao seu próximo tem uma sentença: por avareza farão de voz negócio com palavras fingidas sobre os quais já largo tempo não será tardia a sentença ea sua perdição não dormita.

  3. Antonio Maciel
    abril 27, 09:45 Resposta

    Parabéns pelo cometário verdadeiro Ir. Martins, transformaram o sangue de Jesus em um verdadeiro negocio e temos que lutar contra isso. Avisar ao máximo de irmãos desse erro. A igreja precisa de recursos, mas não obtendo dessa forma a custa de mentiras e sim conforme Paulo nos ensina em 2 cor 9:7. Não sei como deixaram publicar seu comentário, daqui a pouco vão exclui-lo como já vi alguns o serem.

  4. Martins
    abril 27, 09:07 Resposta

    É incrível como um sujeito faz tantos arrodeios e “arrumadinhos” para tentar justificar o injustificável. Apenas um ponto destrói toda essa farsa: O DÍZIMO NUNCA FOI DINHEIRO! Além do mais nunca foi para empresas religiosas (erroneamente chamadas de igrejas), nem mensal, nem no tempo da graça. O dízimo é um dos mais de 600 precceitos da lei que foram cumpridas em Cristo. Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. (Gálatas 3:10) . Vocês fazem sacrifícios de animais?? Deixam de comer certos animais?? De vestir certos tipos de tecidos?? Por que fazem uma coisa e não outra?? Só o que lhe convêm?? Vocês são hipócritas e hereges. Sabem que estão errados e mesmo assim permanecem no erro. Dízimo em dinheiro é uma grande mentira e os mentirosos não herdarão o reino dos céus. Parem de enganar o povo. Malaquias 3:8-10 é usado fora de contexto pra enaganar o povo. Leia todo o livro de Malaquias, e observem no capítulo 2, que o profeta fala com os sacerdotes das tribos, eles que estão “roubando a Deus” e não o povo que não dizimam. Se em Mateus 5:18 diz que: “…nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido.” Como vocês mudaram a lei, mudando o dízimo em alimentos para os levitas para dinheiro para sustentar esse sistema corrompido??? “Sai dela, povo meu!”

  5. Jefferson
    fevereiro 05, 03:40 Resposta

    Eu acho, e continuo torcendo, para que tenha imposto nas igrejas sim, porque assim acaba essa palhaçada de pastores ladrões

  6. Marcelo
    outubro 10, 17:08 Resposta

    Boa tarde professor Leandro,

    Tenho visto muitas igrejas defendendo além de dízimo e ofertas,as primícias.Isso é correto?.Seria mais ou menos assim:A pessoa separa uma parte,a primeira,do que ganha,seja mensal,diário ou quinzenal e entrega na igreja e esta oferta poderá ir para um fundo ministerial ou para o pastor.Alegam que Abel deu as primícias a Deus e dizem que a Didaquê tbm fala das primícias.

  7. Mauro
    setembro 12, 13:04 Resposta

    A paz Leandro, como dizem os antigos…”esta aqui é de lascar.”
    VOCÊ ESCREVEU:
    “…dos cinco trechos em que o verbo “dizimar” é utilizado, em quatro deles (Gn 28.22; Dt 14.22; Dt 26.12; Ne 10.37-39) “dar o dízimo é descrito como um ato de adoração a Deus”.

    COMENTANDO:
    “Monta um boneco de neve, passa com um tanque de guerra por cima e se vangloria por destruí-lo.”
    Tudo que se fazia para Deus, era um ato de adoração.
    Acrescentou o que aqui?

    Ainda sim penso que a Bíblia por falar mais sobre determinado assunto, não seja parâmetro de confirmação de uma ideia, doutrina, mandamento… pois veja:

    Já postei na mensagem anterior que antes da lei, encontramos TRÊS passagens que fala da EDIFICAÇÃO DE ALTAR:

    Gn. 8:20 “Levantou Noé um altar ao Senhor.”
    Gn. 12:7 “… ali edificou Abrão um altar ao Senhor…”Gn. 26:25 Isaque “… levantou
    Gn. 26:25 Isaque “… levantou ali um altar e tendo invocado o nome do Senhor, armou a sua tenda…”

    Sobre o dízimo, encontramos DUAS.
    Gênesis 14.20 e 28.22.

    A prática de LEVANTAR ALTARES, seria então pela sua premissa, o que deveríamos seguir hoje?
    São 3 contra 2.
    Se não, então poderíamos desconsiderar estas duas passagens sobre dízimo antes da Lei e quem sabe, de uma forma ou de outra, considerar as EDIFICAÇÕES DE ALTARES?

    VOCÊ ESCREVEU:
    Outro argumento gramatical infundado é a alegação de que a palavra “bênção” em Malaquias 3.10 se refere exclusivamente à “bênção da chuva”. Desse modo, o dízimo só deveria ser aplicado à Israel porque o povo era agrícola e contava com a “chuva” para ser abençoado.

    COMENTANDO:
    E não é que é isso mesmo?

    “Se vocês seguirem os meus decretos, obedecerem aos meus mandamentos e os puserem em prática, eu mandarei a vocês chuva na estação certa, e a terra dará a sua colheita e as árvores do campo darão o seu fruto.
    Levítico 26:3,4

    Não temais, animais do campo, porque os pastos do deserto reverdecerão, porque o arvoredo dará o seu fruto, a vide e a figueira darão a sua força, e vós, filhos de Sião, regozijai-vos e alegrai-vos no Senhor vosso Deus, porque ele vos dará em justa medida a chuva temporã; fará descer a chuva no primeiro mês, a temporã e a serôdia, e as eiras se encherão de trigo, e os lagares trasbordarão de mosto e de azeite. Joel 2:22,24

    • Antonio Maciel
      fevereiro 15, 16:45 Resposta

      Ir. Mauro,

      Aqui é Antonio Maciel,

      Graça e paz,

      Faz algum tempo que não nos encontramos nos foruns de debates e novamente vejo o irmão magnificamente derrubando um a um os fraquíssimos argumentos de um pastor que se mostra forte por estar apoiado em uma Igreja de Grande Porte, e humildemente o Irmão mostra para quem quer ver a Verdade, que o dízimo só enrica estas igrejas privilegiando o dinheiro ao invés de privilegiar a Jesus .

  8. Mauro
    setembro 05, 08:57 Resposta

    Antes de qualquer comentário, peço a gentileza de o autor, Leandro Quadros, diferentemente do que vinha acontecendo em alguns sites, onde fomos bloqueados e com exclusões de comentários e até mesmo no “Na mira…”, onde fiz alguns comentários que até hoje não aparece, que não faça o mesmo aqui.
    Não dá nem pra dizer que foi por desrespeito as normas nestas páginas.
    Há comentários de outras pessoas com palavras fortes e está lá registrado até hoje.

    Assim, permita-me comentar alguns pontos sobre o DÍZIMO, que considerei importantes.

    VOCÊ ESCREVEU:
    “Muitos argumentam contra a vigência do sistema de dízimos fazendo uso de textos bíblicos fora de contexto e de argumentos extremamente fracos.
    “…e que o motivo do cristão ao dizimar dever ser adorar Aquele que é dono da “terra e tudo o que nela se contém” do “mundo” e dos “que nele habitam” (Sl 24.1”

    COMENTANDO:
    Você fala de “uso de textos bíblicos fora de contexto e de argumentos extremamente fracos” e logo no início dá como exemplo, justamente o Salmo 24:1, que não tem nada a ver com dízimo?

    Talvez seu intento seja a seguinte premissa:
    “Deus É Dono de tudo, logo, o dízimo é dEle, então devemos devolve-Lo.”

    Porém Ele determinou, orientou, especificou quem deveria dar, receber, o que fazer, onde dar PARTE desse dízimo e o fez a um povo especifico e essas informações contidas nas Escrituras devem ser respeitadas, não podemos especular, ir além do que ela (a Bíblia) nos informa, nos ensina.
    Logo, não podemos generalizar com essa forçada de barra, ao citar o Salmo, satanás e suas hostes povoam e habitam os ares, a terra e o abismo, e, mesmo assim, NÃO SÃO de Deus.
    Não basta dizer simplesmente que tudo é de Deus, e colocar o dízimo no meio como mandamento, é preciso verificar o contexto escriturístico, o Salmo portanto, não tem nada a ver com contribuição a Deus, ele fala do Seu poder.

    Usar este trecho do Salmo, é como se quisesse mostrar pra uma pessoa, que ela não sabe nadar então amarram-na dos pés a cabeça e a jogam no mar, ao se afogar, conclui-se: “Essa pessoa realmente não sabia nadar.
    Simples se fosse assim, não?
    Est é o famoso ARGUMENTO DO SILÊNCIO, um termo utilizado para denominar uma conclusão que se baseia na indução e ou ausência de uma afirmativa em documentos históricos (ao contrário da conclusão mais comum, baseada na presença de uma). No caso aqui, considerado uma INDUÇÃO, por da falta de referências ao dízimo ignorada por Deus.

    VOCÊ ESCREVEU:
    “…um décimo (ou 10%) não apenas do que era colhido, mas também à 10% de tudo o que chegasse ao doador como resultado das bênçãos de Deus. Prova clara disso encontramos em Gênesis 14.20 e 28.22.”

    COMENTANDO:
    Você diz que um décimo (ou 10%) não apenas do que era colhido…” e cita Abraão como exemplo.
    A Bíblia não diz e nem sugere, conforme veremos nos textos que se seguem, que Abraão NÃO era dizimista, não dando margem assim, a especulações mais uma vez e nem a possibilidade de se pensar que ele regularmente o fazia do que era “colhido”, além dos despojos.
    A lei do dízimo, com a regulamentação na forma de alimento, colheita, animais, viria depois e está em Lv. 27:30 a 34.
    A Bíblia também não diz e nem sugere que TUDO que chegasse a Abraão, mas foi ele que se “SE CHEGOU” a uma guerra e dela separou 10% das melhores partes e nem fez questão de ficar com os 90%.

    E se é “verdade preciosa que o Sacerdote Melquisedeque não pressionou Abraão”, só nos serve de subsidio, PROVA de que este dízimo foi VOLUNTÁRIO.
    E se isso ainda não o satisfaz, veja que em Nm 31, nos dá informações de que despojo não é nenhum parâmetro para divisão em 10%, como é o dízimo.
    Lá encontra-se relatos de outra vitória numa guerra, onde coube aos Sacerdotes e Levitas 2% dos despojos.
    O que se prova aqui?
    Que Abraão deu 10% (como poderia dar 2,3%…)dos despojos e VOLUNTARIAMENTE e não porque Deus o tenha exigido.
    Fica mais do que provado ainda, em Nm. 31, que a partilha de despojo ordenada por Deus (2%) é diferente da praticada por Abraão e isso é também uma “verdade preciosa.” Assim, ele deu 10% por que quis dar.

    Gênesis 28:20,22 (O VOTO DE JACÓ)
    Vê-se claramente nestes versos a ausência de uma ordenança bíblica acerca do dízimo e muito menos de TUDO.

    Sabe-se que era costumes dos Patriarcas, os ensinamentos passar de geração para geração.
    Abraão circuncidou a Isaque ” como Deus lhe ordenara” (Gn 21:4), mas nunca fez “MENÇÃO” e não lhe disse nada sobre algo tão importante, o dízimo?????

    Agora veja por exemplo algo que NÃO foi ordenado, a edificação de altares ao Senhor, por exemplo, era uma prática:
    Gn. 8:20 “Levantou Noé um altar ao Senhor.”
    Gn. 12:7 “… ali edificou Abrão um altar ao Senhor…”
    Gn. 26:25 Isaque “… levantou ali um altar e tendo invocado o nome do Senhor, armou a sua tenda…”

    O dízimo, tão “importante” e nenhum relato, de modo a dar a entender que Abraão, praticava e que naturalmente teria ensinado a seu filho Isaque, como nos casos acima dos ALTARES???

    Uma observação interessante.
    Abraão circuncidou a Isaque, porque ” o Senhor lhe ordenara” (Gn 21:4), mas nunca lhe disse nada sobre o dízimo.
    Ora, é porque o Senhor não lhe ordenara.
    Simples, não? Sim, veja:
    “são esses os mandamentos que o Senhor ordenou a Moisés, para os filhos de Israel no Monte Sinai”. Lv. 27:34
    Se o Senhor estava ordenando ali que desse o dízimo, é que Ele antes NÃO era requerido.
    Enquanto que a circuncisão, não foi instituída junto com as demais ordenanças porque já tinha sido dado em Abraão, em Gn 21:4. No entanto, o dízimo o foi EM Lv, porquanto não tinha ainda sido ordenado.
    Agora ficou muito, mas muito simples, não?

    E o voto de Jacó?
    Se a Bíblia relata que Abraão DEU (não dava) o dízimo uma única vez.
    Relata que Abraão deu de sobras de guerra, não de seu patrimônio
    Relata uma verdade preciosa que Abraão deu o dízimo VOLUNTÁRIO, pois não foi pressionado, obrigado por ninguém a fazê-lo.

    Relata que Abraão circuncidou Isaque, por ordem de Deus, mas não relata nada sobre dízimo com seu filho
    Relata várias passagens de práticas de edificações de altares, que NÃO foi ordenado, porém sobre o dízimo, não há relatos e nem sugestão de que essa ordenança passou de pai pra filho.
    E relata também que Jacó ao fazer um voto, mostra mais uma, exaustiva vez que não existia tal pratica, se o dízimo, fosse PRÁTICA, Jacó não votaria, cumpriria, pois não se vota em fazer aquilo que já se faz.

    A propósito, a título de que Jacó teria dado o dízimo a Deus?
    Não existiam templos, nem sacerdotes levitas, o que nos leva a conclusão que o dízimo de Jacó não foi repassado a nenhum homem e muito menos a sacerdote. Caso ache estranho, leia em Dt. 14.23, o dízimo consumido pelo próprio ofertante, isso se de fato ele cumpriu o voto, pois a Bíblia não nos dá nenhuma pista de sua fidelidade neste quesito.

    E pensar que pra você basta, “MENCIONAR” sobre algo (sobre Hebreus 7) e vira mandamento.

  9. Mauro
    setembro 05, 08:53 Resposta

    Antes de qualquer comentário, peço a gentileza de o autor, Leandro Quadros, diferentemente do que vinha acontecendo em alguns sites, onde fomos bloqueados e com exclusões de comentários e até mesmo no “Na mira…”, onde fiz alguns comentários que até hoje não aparece, que não faça o mesmo aqui.
    Não dá nem pra dizer que foi por desrespeito as normas nestas páginas.
    Há comentários de outras pessoas com palavras fortes e que está lá até hoje.

    Assim, permita-me comentar alguns pontos sobre o DÍZIMO, que considerei importantes.

    VOCÊ ESCREVEU:
    “Muitos argumentam contra a vigência do sistema de dízimos fazendo uso de textos bíblicos fora de contexto e de argumentos extremamente fracos.
    “…e que o motivo do cristão ao dizimar dever ser adorar Aquele que é dono da “terra e tudo o que nela se contém” do “mundo” e dos “que nele habitam” (Sl 24.1”

    COMENTANDO:
    Você fala de “uso de textos bíblicos fora de contexto e de argumentos extremamente fracos” e logo no início dá como exemplo, justamente o Salmo 24:1, que não tem nada a ver com dízimo?

    Talvez seu intento seja a seguinte premissa:
    “Deus É Dono de tudo, logo, o dízimo é dEle, então devemos devolve-Lo.”

    Porém Ele determinou, orientou, especificou quem deveria dar, receber, o que fazer, onde dar PARTE desse dízimo e o fez a um povo especifico e essas informações contidas nas Escrituras devem ser respeitadas, não podemos especular, ir além do que ela (a Bíblia) nos informa, nos ensina.
    Logo, não podemos generalizar com essa forçada de barra, ao citar o Salmo, satanás e suas hostes povoam e habitam os ares, a terra e o abismo, e, mesmo assim, NÃO SÃO de Deus.
    Não basta dizer simplesmente que tudo é de Deus, e colocar o dízimo no meio como mandamento, é preciso verificar o contexto escriturístico, o Salmo portanto, não tem nada a ver com contribuição a Deus, ele fala do Seu poder.

    Usar este trecho do Salmo, é como se quisesse mostrar pra uma pessoa, que ela não sabe nadar então amarram-na dos pés a cabeça e a jogam no mar, ao se afogar, conclui-se: “Essa pessoa realmente não sabia nadar.
    Simples se fosse assim, não?
    Est é o famoso ARGUMENTO DO SILÊNCIO, um termo utilizado para denominar uma conclusão que se baseia na indução e ou ausência de uma afirmativa em documentos históricos (ao contrário da conclusão mais comum, baseada na presença de uma). No caso aqui, considerado uma INDUÇÃO, por da falta de referências ao dízimo ignorada por Deus.

    VOCÊ ESCREVEU:
    “…um décimo (ou 10%) não apenas do que era colhido, mas também à 10% de tudo o que chegasse ao doador como resultado das bênçãos de Deus. Prova clara disso encontramos em Gênesis 14.20 e 28.22.”

    COMENTANDO:
    Você diz que um décimo (ou 10%) não apenas do que era colhido…” e cita Abraão como exemplo.
    A Bíblia não diz e nem sugere, conforme veremos nos textos que se seguem, que Abraão NÃO era dizimista, não dando margem assim, a especulações mais uma vez e nem a possibilidade de se pensar que ele regularmente o fazia do que era “colhido”, além dos despojos.
    A lei do dízimo, com a regulamentação na forma de alimento, colheita, animais, viria depois e está em Lv. 27:30 a 34.
    A Bíblia também não diz e nem sugere que TUDO que chegasse a Abraão, mas foi ele que se “SE CHEGOU” a uma guerra e dela separou 10% das melhores partes e nem fez questão de ficar com os 90%.

    E se é “verdade preciosa que o Sacerdote Melquisedeque não pressionou Abraão”, só nos serve de subsidio, PROVA de que este dízimo foi VOLUNTÁRIO.
    E se isso ainda não o satisfaz, veja que em Nm 31, nos dá informações de que despojo não é nenhum parâmetro para divisão em 10%, como é o dízimo.
    Lá encontra-se relatos de outra vitória numa guerra, onde coube aos Sacerdotes e Levitas 2% dos despojos.
    O que se prova aqui?
    Que Abraão deu 10% (como poderia dar 2,3%…)dos despojos e VOLUNTARIAMENTE e não porque Deus o tenha exigido.
    Fica mais do que provado ainda, em Nm. 31, que a partilha de despojo ordenada por Deus (2%) é diferente da praticada por Abraão e isso é também uma “verdade preciosa.” Assim, ele deu 10% por que quis dar.

    Gênesis 28:20,22 (O VOTO DE JACÓ)
    Vê-se claramente nestes versos a ausência de uma ordenança bíblica acerca do dízimo e muito menos de TUDO.

    Sabe-se que era costumes dos Patriarcas, os ensinamentos passar de geração para geração.
    Abraão circuncidou a Isaque ” como Deus lhe ordenara” (Gn 21:4), mas nunca fez “MENÇÃO” e não lhe disse nada sobre algo tão importante, o dízimo?????

    Agora veja por exemplo algo que NÃO foi ordenado, a edificação de altares ao Senhor, por exemplo, era uma prática:
    Gn. 8:20 “Levantou Noé um altar ao Senhor.”
    Gn. 12:7 “… ali edificou Abrão um altar ao Senhor…”
    Gn. 26:25 Isaque “… levantou ali um altar e tendo invocado o nome do Senhor, armou a sua tenda…”

    O dízimo, tão “importante” e nenhum relato, de modo a dar a entender que Abraão, praticava e que naturalmente teria ensinado a seu filho Isaque, como nos casos acima dos ALTARES???

    Uma observação interessante.
    Abraão circuncidou a Isaque, porque ” o Senhor lhe ordenara” (Gn 21:4), mas nunca lhe disse nada sobre o dízimo.
    Ora, é porque o Senhor não lhe ordenara.
    Simples, não? Sim, veja:
    “são esses os mandamentos que o Senhor ordenou a Moisés, para os filhos de Israel no Monte Sinai”. Lv. 27:34
    Se o Senhor estava ordenando ali que desse o dízimo, é que Ele antes NÃO era requerido.
    Enquanto que a circuncisão, não foi instituída junto com as demais ordenanças porque já tinha sido dado em Abraão, em Gn 21:4. No entanto, o dízimo o foi EM Lv, porquanto não tinha ainda sido ordenado.
    Agora ficou muito, mas muito simples, não?

    E o voto de Jacó?
    Se a Bíblia relata que Abraão DEU (não dava) o dízimo uma única vez.
    Relata que Abraão deu de sobras de guerra, não de seu patrimônio
    Relata uma verdade preciosa que Abraão deu o dízimo VOLUNTÁRIO, pois não foi pressionado, obrigado por ninguém a fazê-lo.

    Relata que Abraão circuncidou Isaque, por ordem de Deus, mas não relata nada sobre dízimo com seu filho
    Relata várias passagens de práticas de edificações de altares, que NÃO foi ordenado, porém sobre o dízimo, não há relatos e nem sugestão de que essa ordenança passou de pai pra filho.
    E relata também que Jacó ao fazer um voto, mostra mais uma, exaustiva vez que não existia tal pratica, se o dízimo, fosse PRÁTICA, Jacó não votaria, cumpriria, pois não se vota em fazer aquilo que já se faz.

    A propósito, a título de que Jacó teria dado o dízimo a Deus?
    Não existiam templos, nem sacerdotes levitas, o que nos leva a conclusão que o dízimo de Jacó não foi repassado a nenhum homem e muito menos a sacerdote. Caso ache estranho, leia em Dt. 14.23, o dízimo consumido pelo próprio ofertante, isso se de fato ele cumpriu o voto, pois a Bíblia não nos dá nenhuma pista de sua fidelidade neste quesito.

    E pensar que pra você basta, “MENCIONAR” sobre algo (sobre Hebreus 7) e vira mandamento.

    (CONTINUA)

  10. Dener Sicsú pantoja
    agosto 04, 12:55 Resposta

    O Novo Testamento, em lugar algum, determina certa porcentagem de ganhos que deva ser separada, mas apenas diz “conforme a sua prosperidade” (I Coríntios 16:2). A igreja cristã basicamente tomou esta proporção (10%) do dízimo do Velho Testamento e a incorporou como um “mínimo recomendado” para o ofertar cristão.

  11. Lívia Rayane
    maio 15, 01:20 Resposta

    Muito esclarecedor, gostei muito do artigo. Muito obrigada Leandro Quadros por esclarecer temas tão importantes como esse.

  12. Francisco
    maio 14, 22:31 Resposta

    Tenho uma dúvida há tempos.

    Considere a seguinte situação hipotética:

    Alguém recebe um salário bruto de 1.000,00;
    10% é descontado para a aposentadoria;
    10% é descontado do imposto de renda;
    Sobram 80% ou seja 800,00
    Deve devolver 10% dos 800,00 que sobraram, 900,00 ou 1.000,00?

    Grato pela atenção.

    • Eu entendo que deve ser devolvido sobre o valor bruto,pois de certa forma você terá benefícios sob o dinheiro que foi descontado. Sua aposentadoria e seu imposto de renda ou seja de qualquer maneira o dinheiro será seu mesmo.
      Quero deixar claro que é minha opinião não sei se é o correto.

    • Tiago Torres
      maio 16, 14:41 Resposta

      Tem que devolver aquilo que chegar na sua mão, ou na sua conta. Se vc teve acesso aos R$1000,00 e foi pagar essas 2 despesas que citou separadamente, então não é válido, pq pela sua livre vontade você poderia não pagá-las e ficar com os R$1000,00. Agora se esses 2 despesas são descontadas antes desse valor chegar na sua mão, no seu controle, então só devolva daquilo que chegou em sua mão. Se chegou em sua posse somente R$800,00 então é dos 800 que deve dar. Eu sou dizimista à 5 anos e não me arrependo, Deus dá muitos livramentos materiais pela obediência a esse princípio, não tenha medo de praticá-lo.

    • LUIZ RAMOS
      junho 24, 22:35 Resposta

      Gostaria de ver a resposta do Leandro Quadros. Mas procuro também respostas oficiais da igreja para esta dúvida e não obtive.Na minha opinião não tenho que dizimar em cima do imposto de renda, pois ficaria a cargo do governo dizimar sobre este valor, que vai para seus cofres, e em muito pouco se reverte em benefícios para a população.
      Teve pastor da igreja que foi direto na resposta, sobre imposto de renda não preciso devolver.

    • Soares
      agosto 04, 06:01 Resposta

      Faz mais sentido usar o valor líquido,ou seja,o valor que de fato recebeu em mãos.
      Se vc recebe líquido R$800,00 e dizimar R$ 100 ao invés dos R$ 80,00 ,vc estará contribuindo um percentual maior que 10%.

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