Como Estudar a Bíblia

Como Estudar a Bíblia

As perguntas de Jesus: “Que está escrito na lei? Como interpretas?” dirigidas a alguém que quis saber o caminho da salvação mostram ser o plano de Deus que conheçamos o sagrado Livro. A mesma idéia está implícita na declaração, também dEle, feita a membros da seita dos saduceus: “Errais, não conhecendo as Escrituras” (Mateus 22:29). Temos também o exemplo dos crentes de Beréia, na Macedônia, que examinavam as Escrituras todos os dias para ver se as coisas ensinadas pelos apóstolos eram de fato assim (Atos 17:11).

 

 

Amigo, Deus nos fala pelo Santo Livro. Se faz conhecido de nós por meio dele. É na Bíblia que encontramos o plano de salvação. O caminho que devemos trilhar está revelado nas páginas sagradas.

No estudo de hoje quero apresentar algumas regras ou normas de interpretação para entendermos a Bíblia. A primeira delas: o estudo das Escrituras deve ser feito com oração. Há uma dimensão espiritual na mensagem do Livro. E esta só pode ser discernida espiritualmente. Antes de abrirmos a Bíblia devemos pedir, com humildade, a iluminação do céu. Então o Espírito Santo nos abrirá a mente para entendermos o que está escrito.

Para compreendermos as Escrituras devemos também ter disposição de praticar seus ensinos, de seguir a luz que recebemos da Palavra do Senhor.

O próprio Cristo ensinou: “Se alguém quiser fazer a vontade dEle, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se falo por Mim mesmo” (João 7:17).

Outra regra é que um assunto das Escrituras deve ser interpretado em harmonia com o conjunto de ensino do Livro. Devidamente compreendido, um ensino não contradiz o outro. Com certa freqüência encontramos declarações que podem ter vários sentidos. Devemos dar, a cada uma, o sentido que se harmonize com os demais ensinos.

Ao determinar qual seja o sentido de um trecho ou porção da Bíblia, devemos levar em conta o seu contexto. Devemos pesquisar sobre o que trata o autor nesse trecho. E devemos também situar nossa interpretação dentro dos limites estabelecidos pelo autor do texto em consideração.

Também não podemos esquecer que o Santo Livro deve ser seu próprio intérprete. Daí a necessidade de comparar um trecho com outro. Nas palavras de Paulo, devemos conferir “as coisas espirituais com espirituais” (I Coríntios 2:13). E, segundo o profeta Isaías, “… é preceito sobre preceito, preceito e mais preceito; regra sobre regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali” (Isaías 28:10).

Também devemos dar sentido literal às declarações da Bíblia, a não ser que haja clara indicação de serem elas simbólicas, ou figurativas. As parábolas de Jesus estão entre os trechos figurativos. As parábolas, como também as profecias simbólicas em Daniel e Apocalipse, devem ter a interpretação que lhes dão as próprias Escrituras.

Quero falar agora um pouquinho sobre os métodos de estudo da Bíblia. Há vários métodos que podem ser seguidos: o de estudar por livro, o de estudar por capítulo, por versículo, por palavra. Também estudar por tópicos. O estudo por capítulos é interessante e proveitoso. Uma sugestão ao ler um capítulo é fazer as seguintes perguntas: Qual é o principal assunto desse capítulo? Qual é a principal lição? Qual é o melhor de seus versículos? Quais são as principais pessoas nele consideradas? O que ensina quanto a Cristo? Há nele qualquer exemplo que eu deva imitar? Há nele algum erro que eu deva evitar? Há algum dever para eu cumprir? Alguma promessa para eu reclamar? Alguma prece que eu faça eco?

Outra dica para entendermos a Bíblia é ter um dicionário bíblico ou uma chave bíblica. Facilita a localização de textos e também o significado de alguns nomes ou assuntos.

Amigo querido, a Bíblia é como uma rica mina do mais precioso metal. Se a explorarmos vamos encontrar a história da origem do mundo e do homem – a única história verdadeira. Vamos compreender como entrou o pecado no mundo e a história do dilúvio. Vem depois o relatório de como Deus escolheu Israel e o tirou do Egito. Vamos encontrar também os tesouros dos Salmos, os Provérbios de Salomão, as grandes cadeias proféticas de Daniel, complementadas pelas do Apocalipse, nas quais foi revelada a história e o futuro do mundo.

 

 

No Novo Testamento encontramos a maravilhosa história do nascimento de Cristo, a Sua morte e ressurreição, bem como Seus grandes ensinos.

Também o surgimento da igreja cristã e as conquistas desta no primeiro século. Também temos as preciosas cartas dos apóstolos.

Ao estudarmos a Bíblia veremos que todo o Livro dá destaque a dois ensinos: primeiro, o de que somos pecadores e como tais temos sobre nós uma sentença de morte. Em segundo lugar, a verdade que transforma as nossas trevas em luz, a saber: Deus é poderoso e misericordioso Salvador. No dizer do versículo que tem sido chamado “o evangelho em resumo”, “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

Pr. Montano de Barros (Via Sétimo dia)
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Leandro Quadros
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