Apologética Cristã

Dom de cura: como saber se é verdadeiro ou falso?

A Palavra de Deus apresenta o dom da cura como sendo uma possibilidade de Deus e de Satanás. Jesus realizou muitos milagres de cura. Pedro, após a cura do coxo junto à porta chamada Formosa, afirmou claramente que aquele ato fora realizado pelo poder de Cristo Jesus e não pela sua capacidade, veja Atos 3:12-16):

“Pela fé em o nome de Jesus, é que esse mesmo nome fortaleceu a este homem que agora vedes e reconheceis; sim, a fé que vem por meio de Jesus deu a este saúde perfeita na presença de todos vós” (Atos 3:16).

Assim, em toda a Escritura, a possibilidade de cura é alcançada pelo poder de Deus. Os instrumentos usados para tal milagre podem ser profetas, apóstolos ou alguém designado por Deus. A ciência e os médicos também podem ser usados hoje como instrumentos nas mãos de Deus para a operação de curas. As Escrituras não limitam a possibilidade de cura a uma determinada época ou período. Os milagres dão evidência do poder de Deus, mas não esqueçamos da contrafação satânica e vejamos como isso acontece. O apóstolo Paulo descreve a ação fraudulenta de Satanás da seguinte forma:

“Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo. E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim deles será conforme as suas obras” (2 Coríntios 11:13-15 RA).

Satanás se disfarça em anjo de luz, bem como os seus apóstolos. O livro de Apocalipse apresenta os sinais e as maravilhas da besta que representam Satanás e o Anticristo:

“Também opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens.  Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu” (Apocalipse 13:13-14 RA). “Então, vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs, porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso” (Apocalipse 16:13-14 RA).

Em seu sermão profético, Jesus evidencia a ação devastadora dos falsos Cristos e falsos profetas enganando até os escolhidos. “… porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mateus. 24:24 RA). Em Mateus 7:22, 23, Jesus relata a decepção que muitos supostos cristãos experimentarão, por ocasião da Sua volta. Segundo este relato, alguns expulsaram demônios, outros profetizaram e outros fizeram muitos “milagres”. Mas para o horror deles Jesus dirá:

 “Apartai-vos de Mim, não vos conheço”. “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade” (Mateus 7:21-23 RA).

Se assim Jesus adverte é porque existiriam práticas religiosas espúrias, falsas. De acordo com as palavras de Jesus um milagre não é prova inequívoca de ser de origem divina, pois algumas curas são preparadas por Satanás para enganar. Ninguém deve acreditar num pregador ou apóstolo só porque realiza milagres. Se a sua vida e os seus ensinos não estiverem de acordo com a doutrina bíblica de nada servirão tais milagres (Isaías 8:19 e 20). A cura não prova a verdade e sim a verdade (Bíblica) é que comprova a cura ter sido divina“Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos? À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva”. (Isaías 8:19-20 RA).

Inúmeras religiões dão a entender que se não houver cura, se não houver enriquecimento, não há motivação para seguir a Cristo. Será isto fé ou barganha? Se não houver compensação não há relacionamento? O apóstolo Paulo pediu para Deus curá-lo de sua enfermidade, mas Deus não o curou. Quer dizer então que o apóstolo Paulo não tinha fé? De modo nenhum. Paulo tinha tanta fé a ponto de aceitar a vontade de Deus para a sua vida, mesmo que esta vontade representasse continuar com o espinho na carne, sem ser curado miraculosamente.

Nos primórdios da era cristã, Deus deu a igreja o dom da cura e outros dons, para dar crédito à pregação das boas-novas da salvação. Anunciar às pessoas daquela época que a salvação era provida por um Deus que foi morto por simples mortais, era naquela época loucura para os incrédulos. Os dons dados à Igreja proviam uma forma de quebrar esta barreira de preconceito contra os humildes servos de Deus que proclamavam a Cristo como o Senhor dos Senhores. Era também uma evidência da aprovação de Deus à mensagem que estava sendo pregada.

Ao mesmo tempo notamos que a ênfase da pregação do evangelho que revolucionou o mundo, não era baseada no dom da cura, mas no amor de Jesus demonstrado na cruz do calvário. Hoje há muita exploração comercial e espiritual em volta das curas, onde se vê charlatanismo, truques baratos, auto-sugestão, e manifestações demoníacas. Portanto temos que estar atentos para não sermos enganados. Jesus pode e realiza milagres e curas maravilhosas. Ele já efetuou muitas curas no passado e continua a operá-las hoje em diversos lugares.

A nossa fé em Cristo não deve basear-se ou depender de curas. Cremos em Jesus, porque na cruz Ele demonstrou ser o nosso amorável Salvador! Estando com Jesus estaremos sempre bem. Devemos nos lembrar que existem leis naturais que devem ser obedecidas, pois a violação destas leis resultam em enfraquecimento e enfermidades. Através de atitudes positivas e hábitos saudáveis como (1) ar puro, (2) água, (3) exercício físico, (4) repouso, (5) abstinência, (6) alimentação saudável, (7) confiança em Deus, o Senhor opera a restauração do ser, transforma o caráter (pois hábitos errados e vícios são abandonados) e efetua a cura.

Se em Sua infinita bondade e sabedoria, Jesus achar por bem não curar a nós ou a algum de nossos familiares, numa determinada circunstância, não iremos desanimar da caminhada da fé. Nossa humilde fé deve se apegar a certeza de que Deus é bom mesmo quando não somos curados.

O cristão extrai da Bíblia uma certeza: um dia todas as doenças irão findar, quando o reino eterno de Cristo for estabelecido neste mundo. Sabendo disso podemos orar pela cura, mas não desanimar se pela sabedoria divina ela não ocorrer.

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