Existe evidências de que o povo de Israel tenha habitado no Egito?

Existe evidências de que o povo de Israel tenha habitado no Egito?

“Meu professor de Filosofia me disse que não há evidências de que o povo de Israel tenha habitado no Egito. Vocês poderiam me ajudar mencionando algum documento?”

Ao contrário do que disse seu professor de Filosofia, há evidências de que Israel esteve no Egito. O Dr. Rodrigo Pereira Silva, Doutor em Teologia com especialização em Arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém, mostrou no programa “Está Escrito”, em uma entrevista concedida ao Pastor Fernando Iglesias (o tema era: “É minha Bíblia igual a que foi escrita pelos profetas?) a réplica de um papiro, cujo original se encontra no Museu da Holanda, que serve como prova de que Israel esteve no Egito (e também que na época de Moisés havia uma escrita alfabética). Veja o que diz o Dr. Rodrigo:

“[o papiro] traz o relato de um sacerdote egípcio chamado Ipuver que faz uma oração ao deus Órus, um dos principais deuses dos egípcios, reclamando de desgraças que estavam caindo sobre a terra do Nilo. Ele menciona o rio sagrado do Nilo se transformando em sangue. Isto lembra as pragas. Eu consigo identificar aqui seis da dez pragas descritas por Moisés no Êxodo, ou seja, a Bíblia não é a única que testemunha a ocorrência de pragas sobre o Egito”.

Veja que esse documento, de um ancestral egípcio, mostra que, se houve as pragas no Egito, é porque Israel realmente esteve lá. No seu livro “Arqueologia do Velho Testamento” (pág. 66-68 – Publicado Pela Imprensa Batista Regular), o Dr. Merril F. Unger, grande autoridade na área da Arqueologia, apresenta evidências arqueológicas da estadia de Israel no Egito. Irei transcrevê-las algumas delas, resumidamente:

1. Nomes pessoais egípcios aos levitas. (ele considera este como sendo talvez o mais irreplicável testemunho da residência de Israel no Egito): Moisés, Assir, Passur, Hofni, Finéias, Merari e Putiel (este, em seu primeiro elemento, Púti), são todos inquestionavelmente egípcios. Muitos críticos eruditos concordam que a proporção de nomes egípcios entre os levitas é surpreendentemente grande, e dificilmente poderia ser acidental.

2. Autêntico colorido egípcio. A história de José, por exemplo, dramática em toda a literatura, fornece um exemplo. Nessa comovente narrativa, há “muitas porções de colorido egípcio… que têm sido plenamente ilustradas por descobertas egiptológicas”.

3. Nomes de lugares cananeus, no Delta. Uma longa ocupação semita ao norte do Delta, anteriormente ao Novo Império Egípcio (1546-1084 a.C.), é certa, baseando-se nos nomes cananeus de lugares ali encontrados no Novo Império, que incluem Sucote (Êxodo 12:37), Baal-Zefom (Êxodo 14:2), Migdol (Êxodo 14:2), Zilu (Tel Abu Seifah) e muito provavelmente a própria Gosen (Êxodo 8:22; 9:26).

Esses são alguns exemplos que apresentei a você. Poderá reparti-los com seu professor. Há ainda outras evidências, mais livros de arqueologia a serem consultados. Contudo, creio que o que transcrevi servirá pelo menos para o começo de uma pesquisa mais detalhada.

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Leandro Quadros
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