Bons Debates

“Jesus entrou no Santo dos Santos do santuário celestial 40 dias depois da sua ressurreição?

Como Cristo “não tinha nada para fazer” se a função sacerdotal era (1) interceder – 1 Timóteo 2:5 e (2) julgar? (Compare Levítico 16 com João 5:22). Estude o ritual do santuário na Bíblia; perceba que em Êxodo 25:8, 40 o santuário terrestre [com suas cerimônias] passou a existir por causa de um “modelo” que foi apresentado por Deus a Moisés. A realidade do lugar santo tem que ter um cumprimento no ministério de Cristo, pastor Rinaldi. Do contrário, o sacerdócio no lugar santo do santuário terrestre não teria significado algum para o povo de Israel, que aprendia do evangelho através de tais símbolos (Hebreus 4:2).

Apresentarei um resumo:

1. O sacerdócio do Antigo Testamento apontava para o sacerdócio de Cristo no lugar santo (Hebreus 8:3-6) como nosso intercessor (1 João 2:1, 2). Se Cristo foi diretamente para o santíssimo A FIM DE MINISTRAR, em que momento da história se cumpriu a realidade do lugar santo do santuário?

2. O sumo sacerdócio do Antigo Testamento apontava para o sumo sacerdócio de Jesus, onde, além de ser nosso intercessor (Ele NUNCA o deixou de ser), acumulou a função de juiz (lembre-se que o Dia da Expiação, quando o sumo sacerdote entrava no santíssimo, era um “dia de juízo” para os hebreus). João 5:22 apresenta-nos o Salvador em Sua função judicial.

Nós adventistas não negamos que, por ocasião de Sua ida para o Céu, Cristo foi diretamente ao santíssimo. O detalhe é que Ele o foi para a “inauguração” do santuário, e, depois (quanto voltou de nosso planeta), foi para o lugar santo realizar sua obra ao lado do Pai.

Além disso, nada há na Bíblia que mostre Deus ser “estático”, como ensinava Aristóteles. O ministério de Jesus no lugar santo do santuário não O deixou “trancafiado” no local. E, quem disse que o trono de Deus Pai não poderia ser mudado de lugar (do santo para o santíssimo) por ocasião de 1844? Afinal, em Daniel 7:9 percebemos que o trono de Deus é móvel. Isso não é fantasia: é aceitar a Palavra de Deus como ela é (Agora o senhor pode entender o porquê de o autor de Hebreus – para eu, Paulo – pôde escrever que Cristo já estava ao lado do Pai).

Aceito os textos que citou pastor Rinaldi. Porém, discordo da forma como interpreta, sem levar em conta a profecia dos 2300 anos de Daniel 8:14 (profecia essa que os protestantes não questionavam até o século 19 em referência ao poder representado pelo chifre pequeno…), o livro de Levítico e o sermão aos Hebreus.

Unicamente outubro de 1844 dá sentido à profecia de Daniel 8 e 9. E, se não estudarmos a doutrina no contexto dos livros que mencionei, será impossível a entendermos e desfrutarmos das maravilhas que aprendemos, entre elas: a de que nosso intercessor é nosso juiz ao mesmo tempo e que, por isso, se permanecermos ao lado dEle, nossa vitória é garantida!

HEBREUS 6:19

Não deveria usar tal texto de forma dogmática para ensinar que Cristo não teve um ministério no lugar santo do santuário celestial (o senhor está tentando “demolir” parte do sagrado templo de Deus… O FATO DE HAVER UM LUGAR SANTÍSSIMO NO CÉU PRESSUPÕE A EXISTÊNCIA E IMPORTÂNCIA DO LUGAR SANTO. Lembre-se que Apocalipse 21:22 não ensina que Deus irá “destruir” algo bom que fez no Céu, mas que santuário perderá sua função salvífica, pois, todos estaremos no Céu).

A palavra véu (grego katapetasma) possui 3 significados. Por isso, não se pode dizer categoricamente que Jesus entrou diretamente no santíssimo. No Novo Testamento ela aparece seis vezes:

1. Três para se referir ao véu do templo que se rasgou quando Cristo morreu (Mateus 27:51; Marcos 15:38; Lucas 23:45);

2. Três vezes é usada no livro de Hebreus (6:19; 9:3; 10:20).

Na Septuaginta pastor Rinaldi, quando os 70 tradutores se referiram ao santuário, usaram a palavra katapetasma para descrever:

(1) A cortina que separava o lugar santo do lugar santíssimo (Êxodo 26:31,33);

(2) A cortina da porta do tabernáculo (Êxodo 26:37; 36:37; Números 3:26);

(3) A cortina de entrada do átrio (Êxodo 38:18).

Perceba pastor que não podemos fazer doutrina, com base em Hebreus 6:19, sobre “onde Cristo entrou por ocasião da ascensão dEle”. Além disso, O PROPÓSITO DO AUTOR é outro: mostrar que todo o crente tem acesso direto a Cristo no Santuário. Paulo (ou outro escritor, se preferir) não está preocupado em dizer em que lugar do santuário Cristo foi ao subir aos Céus. Mesmo por que, como conhecedor de todo o ritual, sabia muito bem que a existência de um lugar santíssimo pressupõe (como afirmei) a existência do lugar santo. Isso era muito claro na mente dos hebreus.

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