Apologética Cristã

Jesus, sábado, a marca da besta e o proselitismo

Olá amigos! Quero compartilhar com vocês alguns argumentos que usei para responder um internauta uns anos atrás. Boa leitura!

A observância do domingo e o sinal da besta

Ensinamos que no futuro, quem observar o falso sábado – o domingo – terá sim o sinal do poder representado pela besta. Porém, isso não significa que os filhos de Deus que hoje observam do domingo irão se perder, por pelo menos dois motivos: (1) O momento de cada pessoa ser provada ao extremo (na grande tribulação, pelo decreto dominical) ainda não chegou. Portanto, há chances de arrependimento; (2) Cada pessoa é julgada de acordo com a luz que recebeu (ler Mateus 16:27; Lucas 12:48; Apocalipse 22:12), o que nos leva a concluir que MUITOS serão salvos mesmo tendo observado um dia que não era o de guarda. Entre tais filhos sinceros de Deus se encontra Martin Lutero, que viveu de acordo com a luz que recebeu do Espírito Santo.

O ensino de que o sinal da besta será o domingo não é novo, e muito menos invenção dos adventistas. Ele é baseado em um estudo sério e Historicista da Bíblia e foi seguido pelos protestantes até o século 19, que usavam o Historicismo como meio de interpretação da Bíblia. Esse modelo interpretativo identifica Roma papal como sendo o poder representado pelo chifre pequeno de Daniel 7 (é a única instituição que se enquadra na característica de Daniel 7:25: de mudar a LEI, como o fez no catecismo) e pela primeira besta de Apocalipse 13. Mas, como aceitar que Roma papal seria “dar um tiro no próprio pé” – pelo fato de o domingo ter sido fortalecido pelo Catolicismo Romano – mudou-se a forma de entender os temas proféticos bíblicos. O Historicismo foi substituído pelo Preterismo (colocar as profecias no passado) e Futurismo (jogá-las para o futuro).

Se os irmãos protestantes aceitarem o fato de que, além do Espírito Santo (Efésios 4:30) Deus tem o sábado como sinal de fidelidade a Deus (Ezequiel 20:12, 20, 21), terão que se conformar com a declaração do católico Monsenhor Segur em Plain Talk About Protestantism of Today, p. 213:

“Foi a igreja católica… que transferiu este descanso para o domingo… Dessa forma, a observância do domingo pelos protestantes é uma homenagem que os mesmos prestam, a despeito de si mesmos , á autoridade da igreja [Católica]”

Veja que não é por acaso que o pastor e professor pentecostal Myer Pearlman escreveu:

“O Grande Arquiteto do Universo completou em seis dias Sua obra da criação, e descansou no sétimo dia… No sétimo dia Ele descansou, dando ao homem um exemplo, trabalhando seis dias e descansando no sétimo” – Através da Bíblia, p.p. 14 e 15.

O “pescar no aquário dos outros”

Por natureza, toda igreja procura ter prosélitos. A sua própria denominação já tirou várias pessoas do catolicismo, mormonismo, jeovismo, etc… Eles poderiam alegar que sua denominação religiosa é proselitista sem que isso os ofendesse.
Afinal, têm uma mensagem e, o aceitar tal mensagem ou não é uma escolha da pessoa.

O mesmo se aplica em relação ao adventismo. Temos uma mensagem para contribuir com o meio evangélico: o ensino da adoração ao Sumo Sacerdote Jesus no dia que Ele estabeleceu por que chegou a hora do juízo (Apocalipse 14:6, 7; Marcos 2:28; Êxodo 20:8-11). O aceitar essa mensagem é algo individual e não podemos ser culpados por uma pessoa procurar uma doutrina que, segunda o estudo dela, está amparada pela Bíblia.

Do mesmo modo que não vejo problema em um católico se tornar assembleiano, não vejo problemas em assembleianos se tornarem adventistas.

Jesus, João 5 e a Lei

Precisamos entender que a atitude de Jesus nunca foi contra a observância do sábado e sim contra a maneira como o mesmo era observado pelos judeus da época.

Eles haviam fanatizado a observância do dia do Senhor de modo que nem a vida poderia salva naquele dia (Lucas 6:9). O que Jesus fez foi – através das curas que realizava – mostrar a maneira correta da observância do sábado. Que Ele nunca foi contra o mandamento em si fica em (1) Sua atitude de obediência aos mandamentos (Lucas 4:16; João 15:10); (2) no valor que deu ao ser humano ao estabelecer um dia de guarda para o benefício dele (Marcos 2:27); (3) na declaração de que é o “Senhor do Sábado” (Mateus 2:28; Marcos 2:28); (4) no valor que deu aos livros do Antigo Testamento, que contêm a Lei e o sábado (Lucas 24:27,44); (4) na atitude de realizar no sábado apenas o tipo de trabalho que era necessário à vida e à salvação (João 5:17). A palavra grega para “trabalho” em João 5:17 – e em todo o evangelho de João – se refere ao trabalho salvífico e não ao cotidiano, proibido por Deus (Êxodo 20:10).

Cristo desobedeceu ao mandamento na compreensão judaica da época e não na concepção Divina. Isso é o que afirma João 5:18. Se o Salvador tivesse transgredido a um claro mandamento da Lei (Êxodo 20:8-11), seria um pecador e, consequentemente, não poderia ser o sacrifício perfeito (Levítico 22:20; Hebreus 4:14-15) oferecido em favor da humanidade.

Para finalizar, gostaria de comentar a sua frase a seguir: “O engraçado é que vocês gostam de citar esse texto. Porém, Jesus [em Marcos 2:27, 28] não está defendendo a lei da guarda do sábado e sim o homem, de extremista religiosos.” Concordo com você em parte. Ele está defendendo o ser humano e o mandamento do Sábado dos extremismos.

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Veja caro Jean que a importância dada pelos adventistas à Lei não a coloca no lugar de Cristo, nosso único meio de salvação (Efésios 2:8, 9). Coloca-a sim no seu devido lugar: como sendo o resultado de um coração transformado pela graça (Efésios 2:10 – leia com atenção Hebreus 8:10). Isso é santificação e está em perfeita harmonia com a frase de Barnhouse, que está em seu blog: “Estude a Bíblia para ser sábio; creia na mesma para ser salvo; siga os seus ditamos para ser santo”.

Creio que Deus quer usá-lo cada vez mais para a obra dEle e, estando aberto ao conhecimento bíblico, com certeza os sonhos de Deus para você se realizarão.

Aguardo seu retorno. Um abraço,

Leandro Quadros.

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