Não cochile!

Não cochile!

“Sede vigilantes, permanecei firmes na fé, portai-vos varonilmente, fortalecei-vos” (1 Coríntios 16:13).

À frente destas quatro palavras de ordem para uma vida cristã vitoriosa, está a frase: “Sede vigilantes.” Um deslize em relação ao primeiro preceito, pode levar de roldão os demais. Um perigo mortal para a fé vida cristãs é o dormir. É a mente distraída que permite que tentações penetrem despercebidas e grandes oportunidades passem sem ser aproveitadas. O Novo Testamento está repleto de advertências contra o cochilar. Nenhuma é mais incisiva do que a advertência implícita na parábola das cinco virgens prudentes e das cinco tolas.

Naturalmente, a igreja tem tido uma luta constante com o cochilar desde que o jovem Êutico caiu de uma janela do sobrado onde Paulo estava pregando. Diga-se, porém, que Êutico tinha uma desculpa, porque o sermão se prolongou até à meia-noite. Para os Puritanos da Nova Inglaterra, dormir na igreja era considerado pecado, e havia pessoas encarregadas de acordar os que sucumbissem ao sono. Bem fariam os pregadores de hoje em lembrar-se de que não é costume mais haver nas igrejas pessoas encarregadas de acordar os que cochilam. Hoje o pregador não pode contar senão com a qualidade vibrante de seus sermões para manter a congregação alerta.

“Sede sóbrios e vigilantes”, escreve o apóstolo Pedro. “O diabo, vosso adversário anda ao derredor, como leão que ruge procurando alguém Para devorar.” I S. Pedro 5:8. Tudo indica que o adversário, mais experiente agora, espreita suas vítimas silenciosamente enquanto dormem. Seus métodos são mais sutis. Tanto maior razão para sermos vigilantes.

Considerai outra razão para exercer vigilância sobre o que passa as portas não guardadas da mente. Uma razão é o perigo de tomar a cor de nosso ambiente. É essa capacidade de se adaptar à cor do ambiente que garante a sobrevivência dos animais brancos nas regiões árticas cobertas de neve, e de muitos animais, entre eles o camaleão, que iludem o inimigo, confundindo-se com o verde das florestas. Sem constante vigilância, o cristão pode também assumir não só a cor, mas mesmo os costumes e os pontos de vista do ambiente em que vive.

Foi o que aconteceu a Pedro na noite em que seguiu a Jesus de longe, e assumiu os modos da turba que no pátio da residência, do sumo sacerdote mofava do Filho de Deus. Se Pedro tivesse vigiado e orado no jardim do Getsêmani em vez de cochilar, não teria sucumbido tão facilmente à tentação de negar seu Mestre.

Sem vigilância não é possível permanecer firme na fé, e tão pouco portar-se varonilmente na hora da prova.

Autoria: Siegfried J. Schwantes

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Leandro Quadros
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Escritor e apresentador dos programas "Na Mira da Verdade" e "Lições da Bíblia"

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