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O Chip será o menor dos seus problemas!

Muitas pessoas se preocupam demais com o famoso “microchip”, supondo que ele será a “marca da besta de Apocalipse 13”. Porém, a tecnologia não para de se desenvolver e as coisas mudam rapidamente!

Por exemplo, na década dos 70, quando não haviam celulares, a ideia de um único microchip capaz de armazenar tantos dados de uma só vez até poderia fazer mais sentido. Porém, hoje há coisas muito melhores e com tecnologia bem mais avançada. Algumas dessas tecnologias você já está usando: celulares e redes sociais que sabem mais sobre você e seus hábitos na internet do que pode imaginar!

Percebeu que o pobre do microchip já ficou para trás? Sem contar que o tema de Apocalipse 13 é adoração fiel a Deus e nada tem a ver com tecnologia…

Leia esta matéria do G1 sobre o assunto:

John McAfee criou o primeiro antivírus comercial de sucesso e já se embrenhou na floresta do Belize, onde se cercou de um mini-exército particular. Foi pré-candidato na eleição que levou Trump à Casa Branca e sua vida vai virar história de cinema. Mas tem uma coisa que ele não faz de jeito algum. “Nunca ligo meu Wi-Fi. Ponto. Nunca. É muito perigoso”, afirma ao G1.

Para ele, permitir que smartphones acessem a internet por esse tipo de conexão sem verificar quem é o provedor pode abrir uma porta em um aparelho já não tão confiável. McAfee, de 71 anos, diz que smartphones “nos espionam e ainda os carregamos conosco e pagamos para isso”.

Em 2017, ano em que McAfee Associates, empresa que fundou e comandou até 1994, completa 30 anos, ele pretende solucionar o problema de segurança de outro setor: o dos smartphones. Quando surgiu, a companhia foi uma das primeiras a fazer do combate a programas maliciosos para computador um negócio. Agora, ele não só quer fazer dos celulares aparelhos mais seguros mas fechar algumas de suas portas abertas para invasões de privacidade.

Parece uma tarefa difícil, mas, ao lado da inacreditável vida de McAfee, acreditar nisso fica mais fácil: nascido em uma base militar dos Estados Unidos na Irlanda, ele se formou em matemática e foi trabalhar como programador da Nasa. Daí trabalhou na Xerox, Computer Sciences Corporation, Booz Allen e Lockheed. Depois de deixar a administração da McAfee, fez parte de conselhos de empresas de cibersegurança e acumulou uma fortuna. Só que, em 2009, vendeu tudo e foi morar no meio de uma floresta no Belize, na costa nordeste da América Central.

Ele sequer viu a empresa que criou ser vendida em 2010 para Intel por US$ 7,7 bilhões. Sem acesso a internet e isolado do resto do mundo, ele se envolveu com menores de idade, foi acusado de produzir drogas e de ter armas sem autorização. Em 2012, a aventura chegou ao fim quando entrou na Guatemala sem autorização e foi deportado para os EUA. A história deve chegar ao cinema com Johnny Depp no papel de McAfee.

McAfee vem ao Brasil pela primeira vez em maio para participar de uma conferência sobre cibersegurança. Leia abaixo a entrevista ao G1:

G1 – Há vinte anos você fundou a McAfee em um tempo que os cibercriminosas atacavam só computadores. Hoje, os alvos são TVs, smartphones e todo tipo de dispositivo conectado. Se você criasse a McAfee hoje, o que você faria para responder a esse tipo de ameaça?

John McAfee – São ameaças às TVs, até a torradeiras e geladeiras. Tudo se tornou conectado. O problema é que um fabricante de geladeira entende tudo sobre a geladeira, mas não sabe muito sobre engenharia de software ou segurança. Eles constroem esses aparelhos usando hardware e software de prateleira, sem segurança. Os fabricantes desses dispositivos têm primeiro de entender que não é só uma ameaça aos consumidores mas também à sociedade. Se um computador pessoal é hackeado, ele não funciona direito, o que motiva seu dono a consertá-lo. Se uma geladeira for hackeada, para fazer parte de um ataque de negação por exemplo, ela ainda vai funcionar e você não vai nem notar.

G1 – Como evitar esse cenário?

John McAfee – É muito difícil. Os atacantes podem até comprar programas na internet como o Mirai, um malware que ataca dispositivo muito facilmente já que não têm defesa. E você não pode colocar nenhum software de defesa nesses aparelhos, porque eles não foram desenhados para receberem software desse tipo. E, antes mesmo de instalar um software para aumentar a segurança, os fabricantes têm de criar um sistema mais aberto. Mas, em vez disso, criam sistemas em que ninguém pode entrar. Não é possível dar suporte a todos que fabricam algum dispositivo que se conecta a internet. É quase impossível. Eu precisaria da cooperação de fabricantes de torradeiras, termostatos, câmeras, geladeiras etc.

G1 – Falamos com robôs, usamos sistemas alimentados por inteligente artificial, pilotamos drones. Aparentemente todas essas tecnologias têm algum brecha de segurança. Então qual é a principal ameaça à cibersegurança hoje?

John McAfee – São os smartphones. Eles nos espionam e nós ainda os carregamos conosco e pagamos para isso (risos). Não importa a segurança das redes e sistemas corporativos, se você permite que os funcionários conectem os smartphones deles, quem liga, tão logo eles acessam e-mails e a algo no banco de dados corporativo, todos os mecanismos de segurança são contornados. Nós temos que tornar os smartphones mais seguros, senão não haverá segurança em lugar nenhum.

G1 – Qual é o problema dos smartphones?

John McAfee – O real problema dos smartphones é que não há segurança neles de jeito nenhum.

Quando você desliga um smartphone, isso é apenas um interruptor do software. É uma operação realizada pelo software. Hackers podem interceptar isso, desligar as luzes, fazer a tela ficar preta para dar a impressão de que o celular foi desligado. Mas ele continua ligado, ouvindo você, vendo você. Os fabricantes de smartphones precisam desesperadamente colocar botões de liga e desliga também no hardware, como um interruptor de luz.

Quando você desliga a luz, a corrente elétrica simplesmente é desconectada. Eles precisam fazer a mesma coisa com o hardware. Esse é o problema um. O segundo problema é que as pessoas não parecem ligar e baixam aplicativos sem ler o contrato em que os objetivos do programa estão escondidos. Quando você faz o download, muitas aplicações pedem permissão para ler seu e-mail, seus contatos, para acessar seu Wi-Fi, seu Bluetooth, sua localização, sua câmera ou seu microfone. Muitas nem precisam disso. Por que você acha que esses aplicativos são gratuitos? Meu pai e minha mãe me disseram que não há nada grátis na vida.

Esses apps fazem dinheiro espionando a gente e vendendo essa informação para terceiros. É dessa forma que eles conseguem gastar US$ 1 milhão para criar um app sofisticado e dá-lo a você de graça. Não estamos pensando, apenas aceitando que ‘isso não é legal, é só não exagerarmos, então me deixe ter meu aplicativo sem pagar nada’ (risos). Por favor, o mundo não funciona assim.

G1 – E o que você faz para tornar o seu celular mais seguro?

John McAfee – Tenha muito cuidado com que o que os apps pedem. Sou infectado o tempo todo e até peço a hackers que tentem. Quero ver quais são as técnicas e tecnologias que usam. Quando há um malware no meu celular, eu o observo por um tempo e aí eu o removo. A maior parte das pessoas os esquecem. E, como eu sei que eu sou hackeado, não coloco no meu celular nada que eu não queira que as pessoas saibam. Faço o contrário: deixo no meu celular coisas que confundem os hackers. A desinformação é muito mais poderosa que a informação.

G1 – Você anunciou na semana passada que vai lançar um “smartphone seguro”. Pretende vendê-lo no Brasil? O que ele terá de diferente?

John McAfee – Venderemos o smartphone em todo mundo, mas ele não sairá até o fim do ano. Nós teremos um navegador “anonimizado”. Por exemplo: você busca por camisas na internet e, ao entrar no Facebook, vai ver que querem te vender camisas. Isso é irritante, consome seu tempo e invade sua privacidade. No nosso telefone, quando fizerem uma pesquisa na internet, o Google não saberá quem é você, apenas que alguém está pesquisando por camisas, sapatos ou por camisinhas. Isso é um problema para mim, porque não gosto do mundo sabendo quais são meus interesses. E o Google vende esses interesses para todo mundo. Isso é uma tremenda invasão da minha privacidade. Mas nós corrigiremos isso.

Assista esses vídeos sobre o assunto:

Fonte: G1 (poderá ler mais clicando aqui)

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