Qual é o melhor regime alimentar?

Qual é o melhor regime alimentar?

Atualmente, com os avanços da ciência e baseados em pesquisas realizadas na área científica e médica, vemos que o regime alimentar mais saudável que existe é o regime vegetariano. Descubra mais sobre esse assunto.

O Plano Original

Atualmente, com os avanços da ciência e baseados em pesquisas realizadas na área científica e médica, vemos que o regime mais saudável que existe é o regime vegetariano. Este fato também é confirmado quando lemos os primeiros capítulos de Gênesis, que falam sobre a criação. Através da análise do relato da criação do mundo (Gênesis 1), em especial o momento em que o Senhor proveu a alimentação que seria adequada aos seres recém-criados, vê-se que a dieta original dada por Deus era vegetariana:“ Disse Deus: ‘Eis que lhes dou todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes. Elas servirão de alimento para vocês’” (Gênesis 1:29). Mas, então por quais motivos Deus permitiu a utilização da carne, conforme é citado em Gênesis 9:3: “Tudo o que vive e se move servirá de alimento para vocês. Assim como lhes dei os vegetais, agora lhes dou todas as coisas” (Deuteronômio 12:15; 1 Reis 17:2-6).

Adaptação

Um dos motivos pelos quais Deus permitiu o uso da carne foi por não haver vegetação sobre a face da terra, naquele momento. O Dilúvio havia destruído tudo. Não havia plantas nem cereais para a raça humana comer. Qual seria o alimento do homem? É claro que Noé não sairia comendo cobra, urubu, sapo, barata,  carne humana, etc. Noé conhecia muito bem quais eram os animais comestíveis e quais não eram, pois esta separação já havia sido feita há muito tempo atrás, antes do Dilúvio. Observe isto em Gênesis capítulo 7, versos 2 e 3 em diante. Ali em Gênesis 7 você já pode ver Deus “montando o estoque” das carnes que serviriam de alimento para Noé depois do Dilúvio, conforme ordenado em Gênesis 9.

O fato de Deus declarar a Noé que poderia comer de “tudo o que se move”, não significa que antes do dilúvio os homens não tenham comido carne. Embora Deus tenha permitido o consumo de certas carnes após o dilúvio, sabemos que esse não foi o plano original de Deus, pois se fosse, Ele teria incluído os animais dentre os alimentos do homem desde a criação. Ao criar a Terra, Deus proveu ao ser humano (e às outras criaturas) tudo aquilo que era necessário para sua subsistência e a carne não estava incluída entre estes alimentos necessários para a vida. Note que Sete, Enos, Cainã, Maalaleel, Jerede, Metusalém e outros antediluvianos descendentes de Adão que foram fiéis a Deus, viveram em média, mais de novecentos anos (Gênesis 5:3, 8, 11, 14, 17, 20). Eles eram vegetarianos!

Noé viveu 950 anos (Gênesis 9:29). Seu filho Sem, viveu 600 anos (Gênesis 11:10-11). O neto de Noé, Arfaxade, viveu 438 anos (versos 12-13); o próximo na descendência foi Sala, que viveu 433 anos (versos 14-15). Seu filho, Héber viveu 464 anos. O próximo na descendência, o filho de Héber, Pelegue, viveu apenas 239 anos. Que diferença! Contudo, após Deus permitir o uso da carne, foram sendo diminuídos os números de dias da existência humana, mesmo entre o povo de Deus. Não é interessante que, após quatro gerações dos filhos de Noé, a vida tenha diminuído tanto? Parece não ser coincidência e sim uma consequência de um estilo de vida mais distante do ideal designado por Deus na criação.  A longevidade do homem ante-diluviano passou de 900 anos para 120 anos do homem pós-diluviano (ver Gênesis 6:3 – talvez a idade máxima que alguém conseguiria viver atualmente).

Voltando ao plano original

Quando seguimos o regime orientado por Deus desde o princípio, recebemos bênçãos sem medida. Ainda que sob um contexto e uma aplicação diferentes da nossa atualidade, o pensamento de Paulo também estava na direção de apoiar aqueles que não querem comer carne. Note (mesmo que num outro assunto) suas palavras: “É melhor não comer carne”. Mesmo que as Escrituras não proíbam o uso da carne, sabemos que não usá-la é o ideal. Existem muitos alimentos de origem vegetal que são ricos em proteínas e vitaminas que ultrapassam os valores nutricionais da carne. Além disso, em seu estado mais natural possível, são alimentos que oferecem grande benefício à saúde. Essa é uma questão individual, na qual cada um deve decidir, pois não se trata de um princípio ou ponto de salvação eterna.

O exemplo bíblico de Daniel e seus três amigos na Babilônia realça os benefícios de uma dieta mais simples e mais próxima do ideal de Deus dado na criação. Daniel havia se decidido a permanecer leal ao Senhor. Por isso não podia se misturar à cultura babilônica naquilo que conflitasse com a santidade ao Senhor. Um exemplo disso foi a recusa em comer carne de espécies animais consideradas “imundas” (Levíticos 11; Deuteronômio 14; comparar com Gênesis 7:2, 8, 9). É provável que houvesse outros problemas com a alimentação babilônica: possivelmente os animais fossem abatidos sem o sangue ser drenado de maneira apropriada (Gênesis 9:4; Levíticos 17:10-12; comparar com Atos 15:20, 29) e, além disso, as comidas e bebidas podiam ser oferecidas a ídolos (comparar com Números 25:2; Atos 15:20, 29).

“Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se. […] Então disse Daniel […]: – ‘Quero pedir que o senhor faça uma experiência com a gente. Durante dez dias, dê-nos somente legumes para comer e água para beber. No fim dos dez dias, faça uma comparação entre nós e os jovens que comem a comida do rei. Então, dependendo de como estivermos, o senhor fará com a gente o que quiser’. O guarda concordou e durante dez dias fez a experiência com eles. Passados os dez dias, os quatro jovens israelitas estavam mais sadios e mais fortes do que os jovens que comiam a comida do rei” (Daniel 1:12-15).

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Leandro Quadros
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Escritor e apresentador dos programas "Na Mira da Verdade" e "Lições da Bíblia"

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