O pecado imperdoável

O pecado imperdoável

Por isso vos declaro: Todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada (Mateus 12:31)

Este texto tem duas partes. A primeira é uma promessa maravilhosa de Jesus: “Todo pecado e blasfêmia se perdoará aos homens”. Adultério? Sim. Assassinato? Também. Drogas? Tudo. Não existe palavra para descrever algo mais do que tudo. Deus diz que não há nada que Ele não possa perdoar. Não importa quão baixo o homem tenha caído. Não importa quão longe o homem tenha ido. Todo pecado lhe será perdoado. Menos o pecado contra o Espírito Santo. E por que Deus não perdoa este pecado? Será que Deus se cansa de perdoar? Será que o homem fez tanto mal que Deus diz: “Acabou a oportunidade deste homem”?

O pecado contra o Espírito Santo é imperdoável, não porque Deus não queira perdoar, mas porque o homem que chegou a cometê-lo não quer ser perdoado e Deus não pode perdoar ninguém a força. O ser humano tem que querer ser perdoado, tem que cair arrependido aos pés da cruz. Então Deus imediatamente envia milhares de anjos em seu auxílio.

Deus fala todo dia ao ser humano através da voz da consciência, da Palavra escrita e também da Natureza. Uma consciência santificada pela presença de Jesus na vida é sem dúvida a voz do Espírito Santo. Quem prestar ouvidos a essa voz tem a garantia de continua ouvindo-a e permanecer sensível a ela. Quem desatender à voz de Deus, apesar de ouvi-la, corre o risco de endurecer lentamente o coração e chegar ao ponto de não sentir mais a voz de Deus. Não significa que Deus não fale mais, não. O Espírito de Deus nunca Se cansa, continuará sempre falando, sempre suplicando, sempre esperando. O problema não está com Deus, está conosco. Somos nós que corremos o perigo de chegar ao ponto de não mais ouvir a Sua voz.

Que hoje seja a nossa oração: “Senhor, ajuda-me a prestar ouvidos à Tua voz. Quando eu sentir que outras vozes me chamam a transitar por caminhos perigosos, dá-me a força e a sensibilidade necessárias para ouvir Tua voz. Guia os meus passos neste dia. Caminha ao meu lado; dá-me Teu braço poderoso para sustentar meus passos. Amém!”

Autor: Pr. Alejandro Bullon

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Leandro Quadros
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1 Comentário

  1. Carlos
    dezembro 11, 20:06 Resposta

    Espírito Santo como a Terceira Pessoa da Trindade não existe, é uma invenção humana. Nos originais gregos do Novo Testamento aparece muito mais vezes“Pneuma Hagion” (Espírito Santo), sem o artigo definido “ho” (o) diante dele. Neles não há também o artigo indefinido (um), porque este não existe em Grego, mas em Português existe. Quando não há artigo definido é porque devemos ler em Português com artigo indefinido. Logo, devemos dizer “um” Espírito Santo” e não “o” Espírito Santo. Isso mesmo, um espírito superior, um bom espírito, encarnado ou desencarnado, mas não o Espírito Santo da Trindade.

    “em 17 vezes aparece to pneuma to hagion (o Espírito Santo), em 6 vezes aparece to hagion pneuma (o Santo Espírito), em 18 vezes aparece o indeterminado pneuma hagion (Espírito Santo) sem qualquer artigo,”, diz um texto católico em http://www.portal.ecclesia.pt/ecclesiaout/liturgia/liturgia_site/pdf/bpl/092-096.pdf

    Só a partir dos Concílios de Nicéia (325) e Constantinopla (381), é que o Espírito Santo e a Santíssima Trindade foram instituídos, com as subseqüentes adaptações no Novo Testamento. Nas primeiras comunidades cristãs e no Velho Testamento, eles são desconhecidos. No V.T., só aparece o E.S., como sendo um espírito humano evoluído, santo. Em Daniel 13:45 (Bíblia católica, pois a protestante só tem 12 capítulos), lemos: “Suscitarei entre vós um homem de um Espírito Santo chamado Daniel.”
    Foi por isso que São Paulo disse que somos templos de um (como está no original grego) Espírito Santo.
    Exatamente assim lemos na Bíblia católica Vulgata, em latim:
    “Aquele que pede, recebe, o que procura, acha; ao que bate, se abrirá. Se, portanto, bem que sejais maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos; com muito mais forte razão vosso Pai enviará, do céu, um BOM ESPÍRITO aqueles que lhe pedirem” (Lucas, cap. XI) (Nota: Será que Deus enviaria a si mesmo? O enviado é inferior ao que envia, da mesma forma que Jesus não é Deus e se dizia um enviado de Deus, que é um só e não 2 ou 3).
    Jesus ainda prometeu o Consolador , que é a Doutrina Espírita, enquanto católicos e protestantes acreditam ser a assistência do Espírito Santo à Igreja. Dizem que basta pedir ao Espírito Santo, que não haverá erros. Quando diante de algo que a razão contraria, como uma contradição bíblica evidente, ou quando diante de passagens bíblicas que contrariam frontalmente uma de suas crenças, dizem que o questionador ainda não tem o “Espírito Santo” em si. É uma explicação criada pela Igreja para que o homem caminhe para a fé cega e não use da razão. Se Espírito Santo assiste a Igreja Católica e não permite erros, como explicar, então, todos os absurdos cometidos pela Igreja Católica, principalmente na Idade Media? E pra piorar, os protestantes, com todas suas divergências em relação aos católicos, também se dizem inspirados pelo mesmo infalível Espírito Santo. Para ficar nos dogmas mais óbvios, evangélicos não acreditam na presença real do Cristo na Eucaristia, que o Papa é infalível em questões de fé, na existência do Purgatório e também não idolatram Maria, como os católicos. As várias igrejas evangélicas, cada uma se dizendo a mais cristã, divergem, por exemplo, quanto a idade certa para o batismo, quanto ao dízimo, ofertas, prosperidade, doação de sangue, etc. Com quem está esse “Espírito Santo”, afinal?
    Insistem que o Consolador não seria uma doutrina porque é uma pessoa. Mas no grego, ao falar no Espírito que seria o Consolador, Jesus usa um pronome neutro, como o “it” em inglês. Portanto, no caso do Consolador o Espírito Santo/Espírito da Verdade não é uma pessoa.
    “… mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada” (Mateus 12:31)
    Sobre esse versículo, assim diz Emmanuel, no livro O Consolador:
    “A aquisição do conhecimento espiritual, com a perfeita noção de nossos deveres, desperta em nosso íntimo a centelha do espírito divino, que se encontra no âmago de todas as criaturas.
    Nesse instante, descerra-se à nossa visão profunda o santuário da luz de Deus, dentro de nós mesmos, consolidando e orientando as nossas mais legítimas noções de responsabilidade na vida. Enquanto o homem se desvia ou fraqueja, distante dessa iluminação, seu erro justifica-se, de alguma sorte, pela ignorância ou pela cegueira. Todavia, a falta cometida com plena consciência do dever, depois da bênção do conhecimento interior, guardada no coração e no raciocínio, essa significa o “pecado contra o Espírito Santo”, porque a alma humana estará , então, contra si mesma, repudiando as suas divinas possibilidades.
    É lógico que esses erros são os mais graves da vida, porque consistem no desprezo dos homens pela expressão de Deus, que habita neles.”

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