O que a Bíblia diz sobre o espiritualismo?

O espiritualismo ocultista era comum entre os pagãos nos tempos bíblicos. Deus preveniu os filhos de Israel para não se envolverem com o espiritismo, justamente antes de entrarem na Terra Prometida de Canaã. Leia este artigo e conheça mais sobre esse tema!

Espiritualismo é um nome moderno para o que a Bíblia chama feitiçaria ou espiritismo. Um espírita é um místico que se torna num canal de comunicações que vem do mundo dos espíritos. Que Diz Deus sobre o espiritismo? Levítico 19:31 é enfático em dizer: “Não vos voltareis para os que consultam os mortos nem para os feiticeiros; não os busqueis para não ficardes contaminados por eles. Eu sou o Senhor vosso Deus”.

O espiritualismo ocultista era comum entre os pagãos nos tempos bíblicos. Deus preveniu os filhos de Israel para não se envolverem com o espiritismo, justamente antes de entrarem na Terra Prometida de Canaã. Em seu discurso registrado em Deuteronômio 18:9-12, Moisés disse: “Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti”.

Há pessoas que buscam conselhos dos médiuns, pessoas que recebem mensagens do mundo espiritual. Qual é a fonte verdadeira das mensagens transmitidas por eles? Um episódio na vida do Apóstolo Paulo esclarece o assunto da identidade do espiritismo. Veja o relato de Lucas em Atos 16:16-18: “Ora, aconteceu que quando íamos ao lugar de oração, nos veio ao encontro uma jovem que tinha um espírito adivinhador, e que, adivinhando, dava grande lucro a seus senhores. Ela, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: São servos do Deus Altíssimo estes homens que vos anunciam um caminho de salvação. E fazia isto por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou- se e disse ao espírito: Eu te ordeno em nome de Jesus Cristo que saias dela. E na mesma hora saiu”.

Espíritos maus são anjos que antes viviam com Deus no céu. Eles se rebelaram com Satanás e foram lançados ao planeta Terra. A Bíblia diz em Apocalipse 12:7-9: “Então houve guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão. E o dragão e os seus anjos batalhavam, mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou no céu. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama o diabo e Satanás, que engana todo o mundo; foi precipitado na terra, e os seus anjos foram precipitados com ele”.

É importante definir pela Bíblia o que são os seres espirituais. Eles são anjos criados por Deus, seres pessoais que possuem uma natureza menos limitada que a natureza humana. Tem a capacidade de atravessar o Universo em pouquíssimo tempo (Daniel 9:20, 21), aparecer e desaparecer e se personificar em forma humana (cf. Daniel 9:21), porque eles têm a capacidade de extrapolar a dimensão natural física em que os seres humanos vivem. Conforme Apocalipse 12:4, um terço desses anjos se rebelaram com Satanás e foram expulsos do céu. Embora, menos poderosos que os anjos que permaneceram com Deus, eles ainda carregam em seu corpo as capacidades angélicas.

Com isso em mente, podemos compreender que, da mesma forma como o anjo Gabriel compareceu diante de Daniel como um homem na visão de seu livro (Daniel 9), a mesma capacidade tem Satanás e seus anjos rebeldes de personificar pessoas que já morreram, imitando sua forma física e sua voz (1 Samuel 28; cf. 2 Coríntios 11:14).

Como os espíritos do espiritualismo são personificações satânicas, esta atividade é odiosa nos olhos de Deus. De fato, durante os tempos dos israelitas, qualquer pessoa envolvida em espiritismo era morta. Por ser o povo de Deus, a Torá condenava qualquer atividade espiritualista. Veja em Levítico 20:27: “O homem ou mulher que consultar os mortos ou for feiticeiro, certamente será morto. Serão apedrejados, e o seu sangue será sobre eles”. O profeta Isaías também alertou o povo já afastado de Deus e envolvido na idolatria espiritualista: “Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? Acaso a favor dos vivos consultará os mortos”? (Isaías 8:19).

É verdade que existem pessoas sinceras que cresceram na doutrinação de diferentes religiões espiritualistas, que defendem valores de proteção ao meio ambiente, de cuidado com o próximo, de harmonia que deve existir em si mesmo, com o meio ambiente, com as pessoas e com o transcendente. A Bíblia nos ensina que Deus não leva em conta o tempo de ignorância (Atos 17:30), porém, a partir do momento que alguém se depara com as verdades bíblicas sobre estas questões, é demandada uma reação, uma resposta de confiança na Palavra de Deus.

De acordo com a Bíblia os mortos são sepultados na sepultura (lugar dos mortos) e o homem não possui alma. Gênesis 2:7 diz que a pessoa é uma “alma vivente” ou “ser vivente”. “Alma” é a pessoa em sua totalidade (integralidade) – corpo, mente e espírito (ou fôlego de vida). O conceito de uma alma imaterial e independente do corpo é oriunda do paganismo e do platonismo, não das Escrituras Sagradas. Conforme o ensino bíblico, a “alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18:4). Portanto, a alma é mortal.

Na morte o corpo se desintegra e volta ao pó (Gênesis 3:19). O ser humano é um ser indivisível e, portanto, não pode ser desintegrado e ainda existir de forma espiritual. O espírito equivale ao fôlego de vida que Deus deu ao homem na criação. Quando o homem expira e morre, esse poder vital, chamado “fôlego de vida”, ou “espírito”, volta para Deus (Eclesiastes 12:7). Não existe nenhuma entidade incorpórea ou separada do corpo que resiste à morte. A Bíblia descreve essa condição como um estado de total inconsciência em que não há projetos, sentimentos ou pensamentos, pois “a memória jaz no esquecimento” (Eclesiastes 9:5, 6). Também não é bíblica a ideia da recompensa ou retribuição imediatamente após a morte. Para os justos a recompensa será dada na vinda de Jesus Cristo, quando ocorrerá a ressurreição dos justos (ver Lucas 14:14; 1 Tessalonicenses 4:13-18). A retribuição final dos ímpios ocorrerá por ocasião da execução do juízo divino, depois do milênio (Apocalipse 20:5-10).

Além disso tudo, as Escrituras afirmam com clareza: “Deus é o único que possui imortalidade” (1 Timóteo 6:16). A condição para se obter a vida eterna é aceitar a Jesus Cristo como Senhor e Salvador que morreu pelos nossos pecados. A transgressão da lei divina demandava a morte eterna do pecador, mas Cristo morreu em seu lugar. Portanto, aquele que aceita a provisão divina para a salvação irá receber a recompensa da vida eterna quando Jesus voltar, conforme Ele prometeu (João 14:1-3; 2 Timóteo 4:7, 8). Será nessa ocasião em que os mortos “em Cristo ressuscitarão” […] “incorruptíveis” (1 Tessalonicenses 4:16, 17; 1 Coríntios 15:51-54; Hebreus 9:27, 28). Que o nosso coração seja confortado pela palavra de Deus, conforme Paulo escreveu: “Confortai-vos uns aos outros com estas palavras” (1 Tessalonicenses 4:18). –  Biblia.com.br

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Leandro Quadros
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Escritor e apresentador dos programas "Na Mira da Verdade" e "Lições da Bíblia"

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