Crônicas para a Alma

O que as mães podem aprender com Maria, a mãe de Jesus

A maior parte dos religiosos vai para os extremos quando o assunto é Maria, a mãe de Jesus. Os irmãos católicos a veneram, desobedecendo ao mandamento bíblico que ordena adorarmos ou venerarmos somente a Deus (Êx 20:4, 5; Mt 4:10). Já irmãos protestantes a rebaixam de tal maneira que chegam ao ponto de quase caluniá-la, sem se tocar que, mesmo não sendo idólatras, estão pecando em desrespeitar uma pessoa (Cl 4:6; Tt 2:8) que nos deixou um grande exemplo de como devemos obedecer a Cristo (Jo 2:5).

Porém, não é sobre isso que o quero “falar” com você. Quero lhe mostrar brevemente o papel de Maria como mãe e educadora do Salvador do mundo. Você perceberá que ela não foi uma mãe perfeita, porém, teve a direção de Deus e conseguiu dar o melhor que tinha para ajudar o menino Jesus a formar uma excelente estrutura psíquica que lhe proporcionou ser o homem de valor que foi, capaz de superar os maiores desafios da vida.

Maria não era muito diferente de você

Se você é mãe, com certeza se sentirá mais tranquila em saber que, por mais especial que Maria fosse, ela era uma pessoa imperfeita como qualquer outra mulher. Quando o anjo Gabriel a visitou para contar-lhe que seria a mãe humana do Salvador, ela duvidou de que realmente pudesse ser uma mãe virgem: “Perguntou Maria ao anjo: Como acontecerá isso, se sou virgem?” (Lc 1:35).

É perfeitamente compreensível uma pessoa manifestar esse tipo de dúvida. Mas, Deus registrou na Bíblia algo que parece óbvio para lhe ensinar que uma boa mãe não é necessariamente perfeita. Há momentos de incerteza, frustração, medo, raiva, e isso faz parte da natureza humana pecadora. Cabe à mãe aprender a lidar com seus sentimentos, para que saiba direcionar a energia da ira na solução dos problemas, ao invés de direcioná-las aos filhos e ao esposo.

A maneira como Maria lidou com sua pequena “descrença” deve servir de exemplo para todas as mães cristãs que estão preparando os filhos para serem bons cidadão nesse mundo e no por vir.

A seguir, listarei outras características da mãe de Jesus.

Qualidades de Maria que podem tornar qualquer mãe uma excelente educadora

1) Maria era submissa a Deus, e se portava diante dele como uma serva. Depois que o anjo Gabriel lhe explicou como seria o nascimento de Cristo (Lc 1:35-37), ela se colocou inteiramente nas mãos do Criador para poder cumprir com uma missão tão especial que, sem ela (essa missão), ninguém se salvaria: “Sou serva do Senhor; que aconteça comigo conforme a tua palavra” (Lc 1:38).

2) Maria era agradecida a Deus. Em seu cântico de adoração ela reconheceu que o Senhor era digno do seu louvor por torná-la uma pessoa “bem-aventurada” (Lc 1:48), ou seja, feliz. O chamado de Deus para educar a Segunda Pessoa da Divindade (Fp 2:5-8) encheu-a de gratidão e foi uma força motivadora para que pudesse enfrentar os desafios da maternidade.

Toda mãe precisa estar de bem com Deus e com a vida para cumprir corretamente seu papel insubstituível.

A educadora Ellen White escreveu:

As crianças são atraídas por uma atitude alegre e radiante. Mostrai-lhes bondade e cortesia, e manifestarão o mesmo espírito para convosco, e umas para com as outras[i] 

Com certeza, Maria teve esse tipo de temperamento alegre, radiante e cortês, para que Jesus se sentisse atraído a Sua mãe, preferindo assim a companhia dela ao invés de se relacionar com os meninos escarnecedores pelas ruas (cf. Sl 1:1, 2).

3) Maria era humilde em reconhecer os próprios defeitos. A mãe de Jesus tinha uma boa autoestima, porém, reconhecia que, como ser humano, sempre tinha algo a melhorar. Isso fica evidente em Lucas 1:47, onde ela reconhece a necessidade de um Salvador.

Não tenha receios em reconhecer que precisa ser uma pessoa cada vez melhor. Não tema pedir desculpas aos seus filhos quando errar com eles. Longe de “perder” sua autoridade, estará conquistando o respeito deles ao mesmo tempo em que prepara sua mente para a aprendizagem de novos conceitos.

Conclusão

A história da mãe de Jesus (encarnado) é um testemunho bíblico do que um filho pode ser tornar se tiver uma mãe presente e, acima de tudo, temente a Deus. Maria também dá a cada cristão um exemplo de submissão ao Eterno e humildade em reconhecer seus próprios defeitos.
Evitemos os extremos: venerá-la, transgredindo desse modo o claro mandamento bíblico (Êx 20:4-6; Dt 4:15-19; Mt 4:10); e caluniá-la, também desobedecendo ao que ensinam as Escrituras contra a maledicência (Cl 3:8; Mt 12:36, 37; Tg 3:1-12).

Católicos, protestantes, budistas, muçulmanos, judeus, podem e devem estar familiarizados tais aspectos da vida de Maria, pois contribuirão significativamente para nosso crescimento pessoal, tornando-nos crentes e pais ainda melhores.

REFERÊNCIA

[i] Ellen G. White, Educação (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2008), p. 240.

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9 comments

  1. Excelente tema pastor. Podría compartirlo en español por favor???

    1. Vamos a traducirlo!

  2. Querido Leandro Quadros, somente corrija e substitua a palavra “mais” no início de sua conclusão pela palavra “mãe”. A história da “mais” de Jesus (encarnado) é…

    1. Obrigado! Corrigido!

  3. Olá pastor!
    Queria saber se tem alguma passagem na Bíblia que fala sobre mães que semeam ódios nos filhos, ou algo assim, desde já agradeço !

  4. Bom dia pastor. Achei excelente o texto! Meus familiares são católicos e o assunto “Maria, mãe de Jesus” é algo meio delicado para ser falado com eles, porém vou compartilhar, acredito que é uma maneira de se achegar devagarzinho. .. Agradeço!

    1. Agradeço também por seu retorno, Rafaela! Deus use você como Sua luz para iluminar o entendimento de seus familiares. Abs!

  5. Pastor, tenho formação evangélica e nunca ouvi algum membro de igreja rebaixar ou falar mal de Maria ou caluniá-la, ainda bem!

    1. Que bom, Kika, que não teve essa experiência negativa. Isso demonstra que tal atitude não mais está fazendo parte da conduta do povo de Deus. Um abraço!

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