Apologética Cristã

Os livros da Bíblia e os seus autores

Gênesis – A palavra Gênesis quer dizer “começo”. De autoria de Moisés, segundo a tradição.[1]

Êxodo – Quer dizer “saída” e trata do acontecimento mais importante da história do povo de Israel, isto é, a saída dos israelitas do Egito, onde eram escravos. A tradição atribui Moisés como seu autor.

Levíticos – No livro de Levíticos estão as leis e os mandamentos que Deus mandou Moisés dar ao povo de Israel, especialmente as leis a respeito das reuniões de adoração, dos sacrifícios que o povo devia oferecer a Deus e dos deveres dos sacerdotes. Todos os que serviam no Templo eram da tribo de Levi, tanto os sacerdotes como os seus ajudantes, os levitas. Autoria de Moisés.

Números – Este livro se chama Números, porque nele há duas contagens do povo: a primeira, feita quando os israelitas saíram do Egito (Números 1) e a outra, feita quarenta anos mais tarde, antes de entrarem na terra de Canaã (Números 26). Segundo a tradição, Moisés é o autor.

Deuteronômio – No livro de Deuteronômio estão os discursos que Moisés fez quando o povo de Israel estava na terra de Moabe, a leste do rio Jordão. Depois de terem caminhado quarenta anos pelo deserto, os israelitas estavam prontos para atravessar o Jordão e tomarem posse da terra de Canaã. Sua autoria tem sido tradicionalmente atribuída a Moisés. Os críticos observam corretamente que o último capítulo não poderia ter sido escrito por Moisés. Existe um amplo consenso de que o capítulo 34 é um adendo, talvez acrescentado por Josué.

Josué – Foi composto pelo próprio Josué. Algumas partes, no entanto, como 15:13-17 e 24:29-31, não poderiam ter sido escritas por ele. Tais passagens poderiam ter sido escritas por Eleazar, o sumo sacerdote, ou por Finéias, seu filho. Josué, todavia, é aceito como autor e testemunha ocular da maioria dos eventos registrados, sendo que era o sucessor de Moisés, e comandou a conquista da terra de Canaã.

Juízes – O livro de Juízes conta a história de Israel desde a conquista da terra de Canaã até o começo da monarquia. Nesse tempo surgiram os “juízes”, que eram principalmente chefes militares, mas também resolviam as questões legais do povo. Embora o autor do livro seja desconhecido, o Talmude sugere que foi Samuel, e é bem possível que ele tenha escrito algumas partes do livro.

Rute – A história de Rute passa-se no tempo em que o povo de Israel era governado por juízes. O autor e desconhecido, embora alguns sugiram o nome Samuel.

Samuel 1 e 2 – O Primeiro livro de Samuel registra a passagem do período dos juízes para o dos reis. Esta mudança na vida nacional de Israel gira principalmente em torno de três nomes: Samuel, Saul e Davi. Samuel foi o último dos juízes. Saul foi o primeiro rei de Israel, e Davi, o segundo. Originalmente foram escritos como um único livro. Sua autoria incerta. Devido à morte de Samuel, registrada no capítulo 25, ele não pode ter escrito mais que uma parte de 1 Samuel.

Reis 1 e 2 – Conforme a tradição, escrito num único livro, que depois foi dividido. A autoria tradicionalmente é atribuída a Jeremias, com exceção do último capitulo de 2 Reis, que deve ter sido escrito por alguém que viveu na Babilônia, e não no Egito, onde passou seus últimos dias.

Crônicas 1 e 2 – A autoria tradicionalmente é atribuída a Esdras. Os livros contam novamente os acontecimentos já registrados nos livros de Samuel e de Reis, mas de um ponto de vista diferente

Esdras – O livro de Esdras é continuação do segundo livro das Crônicas. Ele descreve a volta de alguns dos israelitas que estavam prisioneiros na Babilônia, a vida deles em Jerusalém e a adoração no Templo. Autoria de Esdras.

Neemias – O livro de Neemias conta a história da reconstrução das muralhas de Jerusalém, a leitura por Esdras da Lei de Deus e a confissão dos pecados pelo povo. Também conta a respeito de outras atividades de Neemias, como governador de Judá. Autoria atribuída a Esdras.

Ester – Relata a história de Ester, a moça judia que se tornou rainha por causa do seu casamento com um rei. Embora seu nome seja desconhecido, o autor deste livro era evidentemente um judeu, pois o nacionalismo permeia todo o livro.

 – O livro de Jó trata do sofrimento humano. Pensava-se, naquele tempo, que o sofrimento é sempre resultado do pecado. Mas no decorrer do livro, a história demonstra que os seres humanos não podem compreender tudo, nem explicar bem a razão por que às vezes também os inocentes sofrem. Alguns estudiosos dizem ter sido Moisés o autor, tendo escrito enquanto morava no deserto de Mídia, portanto, o primeiro livro da Bíblia a ser escrito.

Salmos – É o livro de hinos e de orações da Bíblia. Os salmos foram escritos durante um período de mais ou menos setecentos anos (1000 a 333 a.C.), e foram usados pelo povo de Israel nas suas reuniões de adoração a Deus. Autoria bastante diversa, com os títulos relacionando 73 deles a Davi, dois a Salomão, doze aos filhos de Core, doze a Asafe, um a Hemã, um a Etã e um a Moisés.

Provérbios – É um livro de sabedoria prática. Os provérbios revelam a sabedoria dos antigos mestres israelitas sobre o que a pessoa sábia deve fazer em certas situações. Alguns provérbios são a respeito das relações de família e outros sobre o comportamento nos negócios. Alguns tratam de boa educação nas relações sociais e outros da necessidade de a pessoa saber se controlar. Autoria tradicionalmente atribuída a Salomão

Eclesiastes – No livro de Eclesiastes estão registrados os pensamentos do “Sábio”, um homem que meditou profundamente sobre a vida humana, com as suas injustiças e decepções, e concluiu que “tudo é ilusão”. Devido às características apresentadas, sua autoria é tradicionalmente atribuída a Salomão.

Cantares – Cântico dos Cânticos é uma coleção de poemas de amor, a maior parte em forma de canções próprias para festas de casamento (Jeremias 33:11). Em algumas traduções, o livro é chamado de “O Cântico de Salomão”. Autoria tradicionalmente atribuída a Salomão.

Isaías – Um dos maiores profetas do Antigo Testamento, anunciou as suas mensagens ao povo do Reino de Judá e aos moradores da cidade de Jerusalém entre 742 e 687 antes de Cristo. Autoria tradicionalmente atribuída ao próprio Isaías.

Jeremias – O profeta Jeremias, que era de uma família de sacerdotes, começou a anunciar mensagens de Deus no ano 627 a.C e morreu por volta de 580, provavelmente no Egito. Autoria tradicionalmente atribuída a ele.

Lamentações – É uma coleção de cinco poemas nos quais se chora a destruição da cidade de Jerusalém no ano 586 a.C. Apesar do livro não possuir o nome do autor, a tradição diz ser Jeremias

Ezequiel – No tempo do profeta Ezequiel, no ano 586 a.C, a cidade de Jerusalém foi tomada pelos babilônios. O profeta viveu na Babilônia, para onde os israelitas tinham sido levados como prisioneiros. Autoria do próprio Ezequiel.

Daniel – É um livro importantíssimo das Escrituras, pois contém mensagens apocalípticas que dizem respeito aos nossos dias (Daniel 12:4; Daniel 2:28). Para melhor compreendê-lo, deve ser estudado juntamente com o livro de Apocalipse. A tradição diz ser Daniel o autor, embora alguns sejam contrários a este pensamento.

Oséias – O profeta Oséias anunciou a mensagem de Deus ao povo de Israel, o Reino do Norte, depois do tempo do profeta Amós e antes da conquista da cidade de Samaria pelos assírios em 721 a.C. Autoria tradicionalmente atribuída ao próprio Oséias.

Joel – Pensa-se que o livro foi escrito entre 450 e 350 a.C, durante o tempo em que a Pérsia dominava Israel. Autoria tradicionalmente atribuída a Joel.

Amós – Amós era pastor de ovelhas em Tecoa, pequena cidade de Judá, o Reino do Sul e foi chamado por Deus para anunciar a sua mensagem em Israel, o Reino do Norte. Isso foi lá pelo ano 750 a.C, durante o reinado próspero de Jeroboão II. A situação de Israel era muito boa, mas havia pecado também. Autoria tradicionalmente atribuída a Amós.

Obadias – Jerusalém foi conquistada pelos babilônios no ano 586 a.C. Os edomitas, povo que morava no país de Edom, ao sul de Judá, não somente se alegraram com a derrota dos israelitas, mas também ajudaram o inimigo e aproveitaram a oportunidade para roubar e levarem consigo os bens dos moradores de Jerusalém. O profeta Obadias denunciou o pecado dos edomitas e anunciou que seriam castigados e derrotados, junto com os outros povos, que eram inimigos do povo de Deus e que este voltaria a ser próspero e poderoso novamente. Autoria tradicionalmente atribuída a Obadias.

Jonas – Na história de Jonas, vemos a importância de não negligenciarmos o chamado de Deus e aprendemos o quanto Deus é bom em perdoar (no caso dos Ninivitas e do próprio Jonas). Autoria tradicionalmente atribuída a Jonas.

Miquéias – Miquéias foi um dos grandes profetas do oitavo século antes de Cristo e viveu no tempo de Isaías. Autoria do livro considerada como do próprio Miquéias.

Naum – O profeta Naum viveu na mesma época em que viveram os profetas Habacuque e Sofonias. O autor do livro é Naum.

Habacuque – O profeta Habacuque viveu na mesma época em que viveram os profetas Naum e Sofonias. Autoria tradicionalmente atribuída ao próprio Habacuque.

Sofonias – Ele viveu na mesma época em que viveram os profetas Naum e Habacuque. A sua mensagem parece ter sido anunciada antes da reforma religiosa feita por Josias, rei de Judá, no ano 621 a.C. Autoria tradicionalmente atribuída a Sofonias.

Ageu – No ano 538 a.C, os israelitas começaram a voltar da Babilônia. Eles construíram as suas casas em Jerusalém, porém não deram atenção ao Templo, que estava destruído. No ano 520 a.C, o profeta Ageu anunciou algumas mensagens de Deus, ordenando ao povo que construísse de novo o Templo. Autoria tradicionalmente atribuída a Ageu.

Zacarias – O profeta Zacarias foi companheiro do profeta Ageu. As mensagens do profeta, anunciadas entre 520 e 518 a.C. são uma série de visões que tratam da reconstrução de Jerusalém e do Templo, do perdão dos pecados do povo e do futuro, quando o Messias viria. Autoria tradicionalmente atribuída a Zacarias.

Malaquias – Entre os anos 500 e 450 a.C, o profeta Malaquias anunciou as mensagens de Deus. Malaquias significa “Meu Mensageiro”. Autoria tradicionalmente atribuída a Malaquias

Mateus – Levi Mateus, o ex-coletor de impostos, que trabalhava para o governo romano (Mateus 9:9) é seu autor. O tema deste evangelho é Cristo, Rei.

Marcos – O jovem João Marcos, o mais novo discípulo de Jesus. É um livro de ação, sendo que a palavra “imediatamente” aparece mais de 40 vezes. O tema deste livro é “Cristo, o Servo”.

Lucas – O médico Lucas foi provavelmente o único autor gentio no Novo Testamento. Ao escrever este evangelho, se fundamentou em pesquisas profundas fazendo deste um documento histórico. Ele apresenta como tema “Cristo, o Filho do homem”.

João – O discípulo amado, irmão de Tiago, por seu temperamento muito forte foi chamado de ‘o filho do trovão’ (Marcos 3:17). Foi o último evangelho a ser escrito. O propósito central do evangelho de João é mostrar que Jesus é o “Verbo Eterno”, é o próprio Deus encarnado.

Atos – Este livro nos oferece o registro da expansão do cristianismo, desde o dia da descida do Espírito Santo, no dia do Pentecostes, até a chegada de Paulo a Roma para pregar o Evangelho na capital do mundo. Fica claro em passagens como (ver 16:10-17; 20:5-21:18; 27:1; 28:16) que o autor foi companheiro de Paulo, ficando dentre eles a Lucas, o médico, como o autor deste livro. Alguns chamam este livro de “Atos do Espírito Santo” devido à presença marcante da 3a Pessoa da Trindade nos episódios do livro.

Romanos à Hebreus[2] – Cartas do apóstolo Paulo às diversas igrejas na qual fundou, exortando e dando orientações. Também escreveu cartas pessoais, com o objetivo de aconselhar líderes em seu ministério (ver 1 Timóteo 3:1-7).

Muitas sugestões têm sido feitas com respeito à autoria do livro de Hebreus, mas a maioria dos especialistas na Bíblia prefere crer que tenha sido da autoria de Paulo. Hebreus é uma vibrante apologia da superioridade de Cristo e do cristianismo sobre o judaísmo em termos de sacerdócio e sacrifício.

O autor demonstra notável perícia literária e retórica. Seu estilo é um modelo de prosa helenista. Tanto ele quanto seus leitores são versados no Antigo Testamento em sua tradução grega. Há 29 citações diretas do Antigo Testamento, além de 53 alusões claras a várias outras passagens. Estas são utilizadas para demonstrar o caráter definitivo da revelação cristã e sua superioridade à velha aliança.

O tema do livro de Hebreus é portanto a superioridade de Cristo e, assim, do cristianismo. As palavras melhor,0 superior, perfeito, e celestial aparecem freqüentemente. O esboço mostra como o tema é desenvolvido demonstrando que Cristo é superior tanto em Sua pessoa quanto em Seu sacerdócio.

Portanto, dentre os nomes sugeridos entre os possíveis escritores do livro de Hebreus, Paulo é o que tem a maior aprovação.

Tiago – O irmão de Jesus chamado Tiago tem sido aceito como seu autor. Ele veio a ser um líder reconhecido da igreja de Jerusalém nos tempos apostólicos (Atos 12:17; 15:13; 21:18)

1ª e 2ª Epístolas de Pedro – O apóstolo Pedro destina esta epístola aos “forasteiros da dispersão” (1:1). Tais pessoas eram crentes espalhados pelo mundo, sendo de origem judia. Foi escrita por volta de 67 depois de Cristo.

1ª, 2ª e 3ª Epístolas de João – O discípulo amado, chamado João, o mesmo que escreveu o evangelho e o livro de Apocalipse.

Judas – Ele se identifica como irmão de Tiago (verso 1), o líder da igreja de Jerusalém (Atos 15) e meio irmão de Jesus. Ele escreve esta carta com o intuito de defender a fé apostólica contra falsos ensinos que surgiam nas igrejas.

Apocalipse – O nome Apocalipse significa revelação. João, o discípulo amado, o mesmo que escreveu o evangelho e as três epístolas. Segundo a tradição, João foi jogado em um caldeirão com azeite fervendo por ordem do imperador Domiciano. Mas Deus preservou sua vida, sendo então banido para a ilha de Patmos, de onde recebeu as visões proféticas contidas neste livro.

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Referências:

1] Apostila de Aulas de Introdução Geral a Bíblia, do Seminário de Teologia do Unasp. (Adaptado). Notas iniciais da Bíblia na Linguagem de Hoje, SBB – Sociedade Bíblica do Brasil.

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