FAQ - Dúvidas FrequentesRespostas bíblicas

Perguntas e Respostas Sobre o Dízimo

Introdução

Antes de ler as respostas sobre o dízimo do presente post, você deve ter um pressuposto correto sobre a prática de dizimar. Afinal, é sobre uma base sólida que se constrói uma casa. Se a compreensão que tem da doutrina do dízimo é errada, sua base doutrinária é fraca e prejudicará grandemente a construção de seu pensamento. Assim, o post não lhe ajudará em nada.

Precisamos partir do pressuposto de que não somos salvos pelo dízimo. Somente Jesus é nosso caminho para o céu (Jo 14:6) e a salvação é um presente de Deus. Não a conquistamos por aquilo que fazemos (Ef 2:8, 9).

Por isso, o dizimar é a consequência de um coração que adora a Deus (Ml 3:10) e reconhece-O como o dono de tudo aquilo que a pessoa tem (ver Sl 24:1). Como desejamos que Jesus volte logo, seguiremos esse princípio de adoração para que existam cada vez mais recursos financeiros para a pregação do evangelho (1Co 9:13, 14).

Agora estamos mais preparados para compreendermos as respostas que serão dadas a seguir.

Se eu não dizimar, posso perder minha salvação?

Como destacado anteriormente, a salvação não é pelas nossas obras (Ef 2:8,9). Tudo o que fazemos, por mais bem-intencionado que seja, é comparado a “trapo de imundícia” (Is 64:6), pois até mesmo nossas boas intenções estão corrompidas pelo pecado (Jr 17:9; Rm 3:23). Dependemos totalmente da graça de Deus.

Entretanto, a graça de Deus não nos salva para sermos “pecadeiros”, que fazem do pecado um estilo de vida. Desse modo, uma pessoa que aceita a Cristo e recebe Sua graça, mesmo continuando a ser uma pecadora (1Jo 1:8), não pode ser uma “pecadeira” (1Jo 3:9).

O não dizimar é visto na Bíblia como “roubo” a Deus (Ml 3:8, 9). Considerando que os ladrões que não se arrependerem ficarão de fora do reino dos céus (1Co 6:10), podemos concluir que qualquer pessoa que rebeldemente rouba ao Criador está dizendo não à graça transformadora e, desse modo, não poderá fazer parte do grupo de salvos se não vier a se arrepender.

Ellen G. White bem escreveu: “Toda negligência do dever que é um roubo para com Deus, significa maldição sobre o delinquente”[1].

Devo devolver o dízimo de presentes que recebo?

É óbvio que não vamos ficar dizimando até mesmo uma “bala” que ganhamos. Porém, Levítico 27:32 nos diz que “de tudo o que passar debaixo do bordão do pastor, o dízimo será santo ao SENHOR”. Esse princípio nos mostra ser importante dizimarmos presentes significativos que ganhamos de Deus através de outras pessoas e que nos geram lucros reais.

Certa vez ganhei um terno de presente após uma semana de oração que realizei. Decidi dizimar o valor do mesmo por ter ganhado algo que me fez economizar na compra de uma roupa que eu realmente precisava. Faço isso sempre que recebo algo de valor mais significativo, e sou cada vez mais abençoado pelo Criador.

O dízimo deve ser devolvido sobre o salário bruto?

Com certeza. Afinal, não nos beneficiamos somente do nosso salário líquido.

A exceção se aplica aos comerciantes, por exemplo. Eles não deveriam dizimar do lucro bruto, mas do seu lucro real: o líquido. Por isso, devem subtrair as despesas operacionais (que fazem o negócio funcionar), entre outras.

Empresários deveriam também deduzir salários dos empregados, materiais usados para a produção, o aluguel pago para estar naquele estabelecimento, etc. Após deduzir essas coisas, sobra seu real lucro, do qual deve dizimar.

Devolvendo hoje o dízimo sobre o salário bruto, quando me aposentar preciso devolver visto que o INSS já foi dizimado?

A seguir, disponibilizarei parte da resposta dada pelo Pr. Roberto R. Roncarolo em seu livro Perguntas Sobre o Dízimo, publicado em 1984 pelo então Departamento de Mordomia e Desenvolvimento da Divisão Sul-Americana da IASD:

“Do ponto de vista técnico-contábil parece que a resposta é não […] O capital que se formou para o pagamento da aposentadoria não foi constituído somente das contribuições dizimadas do interessado, mas também das quantias não dizimadas do patrão. Nesse caso, cada vez que recebe sua aposentadoria, o aposentado deveria dizimar pelo menos a parte da quantia do patrão”[2].

Vendi uma casa. Preciso devolver o dízimo do valor total?

Se a casa foi adquirida com dinheiro previamente dizimado, obviamente não há necessidade de dizimar após sua venda. Entretanto, se foi comprada com recursos que não foram dizimados, deve-se sim dizimar seu valor.

Consideremos o exemplo de Abraão em Gênesis 14:20: “Aí Abrão deu a Melquisedeque a décima parte de tudo o que havia trazido de volta”.

Se quiser, proponha mais perguntas e ampliarei esse artigo ou produzirei outro 😉

Fique com a paz de Cristo.

Referências

[1] Ellen G. White, Testemunhos Para Ministros (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2012), p. 307.

[2] Roberto R. Roncarolo, Perguntas e Respostas Sobre o Dízimo (Brasília, DF: Divisão Sul-Americana, 1984), p. 39.

 

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11 comments

  1. Embora não seja errado dizimar, o dízimo não é mais obrigatório porque fazia parte da lei que se encerrou com a morte de Cristo. (Rom 10:4)

    Mas o princípio por trás da lei do dízimo continua no N.T, ou seja, dá com alegria nosso melhor pra Deus ( 2 Cor 9:7).

    Portanto, quem dá o dízimo por amor, faz bem. Quem não dá o dízimo, mas oferta seu máximo com amor, mesmo que seja “duas moedinhas de pouco valor”, também faz bem.

    1. Embora discorde do irmão do modo como aplicou Romanos 10:4, gostei de sua maneira de expor seus argumentos de forma equilibrada e respeitosa. Creio que o dízimo é sim obrigatório.

      1. Caro irmão Juninho: obrigado por seu retorno sobre o artigo! Agradeço também por sua forma respeitosa em discordar de minha posição sobre Romanos 10:4. Escreverei um post sobre isso e o irmão se sinta à vontade para expor sua opinião 😉 Um abraço.

        1. Leandro Quadros, creio que o Juninho se refira ao meu comentário sobre Romanos 10:4.

          Ele concorda que dizimar seja obrigatório.

      2. Juninho, obrigado por também expor com respeito sua opinião.

        Mas estude com calma os textos que vou lhe passar e verás que o dízimo não é mais obrigatório:

        A tribo de Levi foi separada para o sacerdócio em Israel, sendo assim, eles não podiam trabalhar pra se sustentar, já que estavam 100% dedicados ao serviço de Deus. As outras tribos então contribuam com 10% de tudo o que tinham pra sustentar essa tribo. (Hebreus 7:5; Lev 27:30-32; Núm 18:21, 24)

        Os levitas, por sua vez, davam um décimo do que recebiam ao sacerdócio arônico, para o sustento deste. (Núm 18:25-29)

        Mas, quando a Lei findou, tendo cumprido seu objetivo, o requisito do dízimo, que fazia parte dessa Lei, também foi abolido. Sobre isso, o apóstolo Paulo afirmou: “Pois, mudando-se o sacerdócio, NECESSARIAMENTE HÁ TAMBÉM MUDANÇA DA LEI.” (Heb. 7:12)

        A nação de Israel e seu respectivo templo deixaram de ser o centro da adoração a Deus, sendo assim, a salvação estendida a todas as pessoas de todas as nações. Não temos mais uma tribo pra sustentar.

        Cristo agora é nosso sacerdote, não uma tribo.

        Agora façamos um exame honesto de Malaquias 3:10.

        Quando foi escrito o livro de Malaquias, a Lei dada a Israel vigorava. Era, pois, natural que Jeová esperasse que os que compunham o seu povo naquele tempo mostrassem o seu apreço pelas provisões divinas por pagarem prazerosamente o dízimo.

        Mas observe o objetivo desse requisito: “Para que venha a haver alimento na minha casa.”

        Visto que os levitas atuavam em seu cargo sacerdotal por tempo integral, Jeová fez esse amoroso arranjo para o sustento deles. (Veja Nee. 10:37)

        Quando os israelitas deixavam de cumprir com o requisito do dízimo, os que trabalhavam no templo tinham de deixar seu serviço sagrado para se empenhar em trabalho secular para o sustento próprio, resultando no prejuízo da adoração verdadeira. (Nee. 13:10-12) Mas, como disse Paulo, no cristianismo o arranjo do sacerdócio levítico deixou de existir, havendo necessariamente também “mudança da lei” – da Lei mosaica para a “lei do Cristo”. (Heb. 7:12; Gál. 6:2)

        “Mais e a igreja e os pastores pra se sustentar precisa de dinheiro”, dizem os dizimistas. Sim, mas a bíblia no NT não exige o dízimo, mas sim ofertas voluntárias dadas de coração pra se sustentar a igreja. E os pastores que trabalhem pra viver. Paulo fazia isso, pq os pastores de hoje não podem fazer o mesmo?

        “Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria”. (2 Coríntios 9:7)

        “Porque, se há prontidão, a contribuição é aceitável de acordo com aquilo que alguém tem, e não de acordo com o que não tem.” (2 Coríntios 8:12)

  2. Bem eu não tenho o seu conhecimento bíblico Leandro, mais então se eu não der o dizimo estarei roubando a Deus, e por isso irei para o inferno???

    O dízimo é obrigatório para quem quer ser salvo.

    No nosso país ninguém tem dinheiro pra nada.

    mais que Deus abençoe amigo, espero do fundo do coração que vc esteja errado!!! pq senão eu não vou para o céu 🙁

    1. Christopher,

      Querido irmao em Cristo, eu tenho a plena conviccao que o dizimo e um principio de Deus dado a todo ser humano, visto que “roubo sempre sera roubo” seja no velho ou novo testamento.Eu particularmente, demorei para perceber que o ato de dizimar esta ligado a fidelidade, lealdade e amor a um Deus tao maravilhoso que nos dar tanto e que fica feliz com a nosso gesto de devolver um pouquinho do tanto que recebemos.
      Jesus disse que ” O Espirito Santo nos guiaria a toda verdade” e este fato e tao real, pois aos poucos o Espirito Santo foi implantando o desejo em meu coracao de dizimar e alguns meses depois de dar as minhas ofertas para ajudar o proximo.Hoje me sinto feliz, sinto paz em meu coracao e posso afirmar que sem esperar as bencoes se multiplicaram.
      Que o Espirito Santos te ilumine e molde a sua vida de acordo com a vontade de Deus.

  3. Shalom lekulam! (Paz para todos!)

    Respeito o posicionamento do pastor Leandro Quadros. Todavia, a forma como conduz as supostas assertivas está repleta de sofismas. As Escrituras trabalham sobre a perspectiva da justiça social. Logo, não há Mandamento expresso sobre a ordenança do Dízimo destinado a pastor ou a instituição religiosa (as denominações). Tudo isso é fruto de manipulação agregada à fé cega da maioria das pessoas. Como citou o pastor, Malaquias 3:8-9 é a referência fundamental para se enganar impondo medo nos indivíduos. Sejamos coerentes e pratiquemos uma Emuná (Fé) racional.

    Levítico 27:30 – “Todos os Dízimos na terra pertencem a YHWH (O ETERNO), e são dedicados a YHWH (O ETERNO).”

    Provérbios 19:17 – “Quem dá aos pobres, dá a YHWH, e ELE o recompensará”.

    Na mesma ótica, em Mateus 25:31-46, Yeshua (Jesus) ensina que quando fazemos a um necessitado (faminto, sedento, enfermo, presidiário, etc.), estamos fazendo “DIRETAMENTE” a Ele.

    Hoje, é enganado quem quer!

    Judas é uma prova explícita que vender Jesus, até hoje, é lucrativo.

    Por isso, quem cobra ou recebe salário para pregar/cantar vende aquilo que não lhe pertence.

    Yeshua (Jesus) ensinou: “recebei de graça, de graça dai” (Mateus 10:8)

    Que YHWH (O ETERNO) nos abençoe!!!

  4. “Não somos salvos pelo dízimo” OK certíssima a esplanação.

    ” Todas as vezes que ganho um presente de valor significativo, dou o dizimo de seu valor, e tenho sido cada vez mais abençoado pelo criador”

    Quanto mais dízimo eu dou mais eu sou abençoado?

    Achei que as bençãos de Deus também independiam do dízimo!

  5. Obrigado pastor respondeu muitas dúvidas sobre como dizimar mas ficou uma agradecia
    Quando faço um empréstimo bancário devo Lver o dizimo e abater as parcelas no salario novo

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