Crônicas para a Alma

Princípios bíblicos para o casamento

Quais são as diretrizes Bíblicas para os maridos? Segundo o plano divino, revelado na Bíblia, encontramos a seguinte instrução: “Vós, maridos, amai a vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela” (Efésios 5:25). A norma não poderia ser mais elevada. A experiência do matrimônio deve ser gratificante para o marido e para a esposa. “Quando os princípios divinos são reconhecidos e obedecidos nesta relação, o casamento é uma bênção; preserva a pureza e felicidade do gênero humano, provê as necessidades sociais do homem, eleva a natureza física, intelectual e moral” [1]. Que princípios bíblicos sobre o casamento podem ser listados aqui?[2].

(1) O princípio da heterossexualidade e unidade, conforme expressado nas palavras de Deus de que o “homem” e a “mulher” se tornariam “uma só carne” no matrimônio (Gênesis 2:24).

(2) O princípio da interdependência: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gênesis 2:24). Sem esquecer ou desconsiderar o apoio físico e moral recebido do círculo exterior de parentes e amigos, agora marido e mulher casados devem depender de maneira mais profunda e permanente do estímulo e consolo que compartilham entre si.

(3) O princípio da endogamia é orientado pela Bíblia: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?” (2 Coríntios 6:14). O princípio endogâmico é o de casar-se dentro do próprio círculo religioso, respeitando o princípio anterior da unidade, como expressada por Adão quando recebeu de Deus a sua esposa Eva: ” Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada” (Gênesis 2:23).

(4) O princípio da monogamia: “Cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido” (1 Coríntios 7:2). A Bíblia descreve a poligamia, inaugurada por Lameque (Gênesis 4:19), como um ato de obstinação dos seres criados. Deus a tolerou, mas essa não era a vontade dEle para o bem estar dos seres humanos. Os problemas conjugais de Abraão com Agar (Gênesis 16:1-6), as calamidades espirituais que sobrevieram a Salomão por meio de suas esposas (1 Reis 11:1-4) e os resultados amargos do harém de Davi são lembretes incisivos das consequências  desse desvio da vontade de Deus.

(5) O princípio da permanência, conforme reafirmado por Jesus Cristo: “Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:6). O casamento foi instituído para ser uma união vitalícia.

(6) O princípio da privacidade é intencionado por Deus para que os parceiros conjugais tenham privacidade. O par casado deve funcionar sem a interferência até mesmo de parentes bem-intencionados. Segundo essa regra, os cônjuges não devem compartilhar descuidadamente detalhes do relacionamento conjugal com quem se acha fora desse círculo sagrado. Em algum momento pode ser necessário buscar ajuda externa. Então, que se busque conselho e orientação preferencialmente de pessoas habilitadas, como pastores, médicos e conselheiros. Entretanto, deve ser lembrado que o aconselhamento conjugal ou familiar deve estar em harmonia com a Bíblia, caso contrário, carece da aprovação de Deus.

(6) O princípio da exclusividade é definido pelo conceito de que marido e mulher são ligados um ao outro por promessas mútuas e a Deus. Por isso o casamento é uma aliança, conforme definido pelo teólogo John Stott: “O casamento é uma aliança heterossexual exclusiva entre um homem e uma mulher, ordenada e selada por Deus, precedida por um deixar público dos pais, consumada na união sexual, resultando numa parceria permanente e mútua, e normalmente coroada pelo dom de filhos.” (Citado em Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 808). No casamento, marido e mulher se tornam, mediante as promessas feitas no altar, propriedade um do outro em regime de pertencimento permanente.

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Ao esposo foi atribuído a nobre responsabilidade de ser o sacerdote do lar e de amar sua esposa de forma sacrifical e voluntária. O marido deve honrar sua esposa, conforme exorta o apóstolo Pedro: “Igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações” (1 Pedro 3:7).

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