A Aparente Crença Espírita do Pr. Martinez

A Aparente Crença Espírita do Pr. Martinez

Introdução

Várias alegações imprecisas foram feitas pelo Pr. João Flávio Martinez, do Centro Apologético Cristão de Pesquisas (CACP) acerca de um vídeo onde refutei sua interpretação imortalista da aparição de Moisés. Segundo Martinez, o profeta apareceu em “espírito” no Monte da Transfiguração (Mt 17:1-9; Mc 9:2-9; Lc 9:28-36), o que, a meu ver, é apoiar a doutrina espírita de certo modo.

Uma das conclusões lógicas a que cheguei é que, se Moisés de fato estava presente “em espírito” e não em corpo, Jesus teria participado de uma sessão espírita.

Obviamente, Martinez não concordou e apresentou uma série de argumentos que serão abordados no presente post. As principais afirmações do referido pastor que serão refutadas neste artigo são as seguintes:

  1. Jesus, ao conversar com Moisés, não estaria numa sessão espírita porque sendo Deus Ele poderia conversar com os mortos.
  2. O espiritismo não está relacionado à imortalidade da alma ou necessariamente à comunicação com os mortos, mas à reencarnação.
  3. A mortalidade da alma é defendida por grupos sectários e heréticos.
  4. A doutrina da mortalidade da alma tem relação com a filosofia epicurista, que negava a existência pós-morte.
  5. A doutrina da imortalidade da alma é ortodoxa.
  6. Além disso, ele alegou que fui “desleal” em minha abordagem sobre o tema.

Ao final de minhas respostas farei uma proposta a ele e aos demais apologistas, para que tenham a mente aberta para o bom debate. Também desejo demonstrar que eles não precisam se sentirem atacados quando suas ideias forem contrariadas.

Reducionismo da doutrina espírita

No print a seguir é possível ver que João Flávio Martinez reduz o espiritismo à reencarnação. Desse modo, ele ignora que a base de tal doutrina é, na verdade, a sobrevivência da alma por ocasião da morte, bem como a possibilidade de comunicação com os mortos:

Porém, contrariando Martinez, Allan Kardec (1804-1869), pai do espiritismo moderno, afirma que o espiritismo não se reduz apenas a isso:

“No Espiritismo, a questão dos Espíritos é secundária e consecutiva; não constitui o ponto de partida. Este é precisamente o erro em que caem muitos adeptos e que, amiúde, os leva ao insucesso com certas pessoas. Não sendo os Espíritos senão as almas dos homens, o verdadeiro ponto de partida é a existência da alma[1]

Além do mais, ao definir o significado do termo “espírito” na mesma obra, Kardec continua:

“Espírito — No sentido especial da Doutrina Espírita, os Espíritos são os seres inteligentes da criação, que povoam o Universo, fora do mundo material, e constituem o mundo invisível. Não são seres oriundos de uma criação especial, porém, as almas dos que viveram na Terra, ou nas outras esferas, e que deixaram o invólucro corporal[2]

Portanto, é evidente que a alegação de Martinez, de que Jesus não poderia estar numa sessão espírita porque a reencarnação não está em pauta, é totalmente infundada.

Percebe-se que Martinez ignora o próprio conceito espírita sobre o espiritismo. Afinal, Allan Kardec não vincula o espiritismo simplesmente à doutrina da reencarnação, mas à “existência da alma” e ao abandono desta do “invólucro corporal”.

Por isso, reitero que a crença do Pr. Martinez de que Jesus manteve diálogo com um “espírito” do falecido Moisés é, sem dúvida, mais espírita do que cristã.

O “médium” Jesus Cristo

Em um vídeo anterior demonstrei que se Cristo não tivesse conversado com Moisés ressuscitado; se ao invés disso tivesse falado com um “espírito desencarnado”, estaria assumindo um papel de médium, apoiando a doutrina espírita.

Martinez alegou que Jesus, ao conversar com o suposto “espírito” de Moisés, não estaria agindo como médium, pois Deus pode falar com os mortos. Porém, mesmo supondo que Jesus não tivesse em uma atividade mediúnica, estaria numa sessão espírita mesmo assim, caso estivesse conversando com um morto.

Ou seja: Jesus estaria ignorando completamente Deuteronômio 18:9- 14 e Isaías 8:19-20 (entre outros textos):

“Quando vocês entrarem na terra que o Senhor, seu Deus, lhes dá, tenham muito cuidado para não imitarem os costumes detestáveis das nações que vivem ali. Jamais deverá haver entre vocês alguém que queime seu filho ou sua filha como sacrifício. Não permitam que alguém do povo pratique adivinhação, use encantamentos, interprete agouros, envolva-se com bruxaria, lance feitiços, atue como médium ou praticante do ocultismo, ou consulte os espíritos dos mortos. Quem pratica tais coisas é detestável ao Senhor. É justamente porque as outras nações praticam essas coisas detestáveis que o Senhor, seu Deus, as expulsará de diante de vocês. Sejam inculpáveis perante o Senhor, seu Deus. As nações cujas terras vocês estão prestes a conquistar consultam feiticeiros e adivinhos, mas o Senhor, seu Deus, os proíbe de fazerem essas coisas.” (Dt 18:9-14 – Nova Versão Transformadora)

“Algumas pessoas vão pedir que vocês consultem os adivinhos e os médiuns, que cochicham e falam baixinho. Essas pessoas dirão: “Precisamos receber mensagens dos espíritos, precisamos consultar os mortos em favor dos vivos!” Mas vocês respondam assim: “O que devemos fazer é consultar a lei e os ensinamentos de Deus. O que os médiuns dizem não tem nenhum valor.” (Is 8:19-20 – Nova Tradução Na Linguagem de Hoje)

O mau exemplo de Cristo

Se conversasse com o “espírito” de um morto (nesse caso, Moisés) na frente de Pedro, Tiago e João, Jesus estaria transgredindo tais textos, dando um péssimo exemplo a  eles. Além disso, os confundiria totalmente!

Certo é que eles conheciam a proibição veterotestamentária quanto à comunicação com os mortos, e certamente ficariam confusos em lembrar de tais textos e ver Jesus, na prática, fazendo outra coisa.

Com isso, Cristo seria o típico pai irresponsável, que não sabe educar os filhos pelo exemplo, e diz sem qualquer constrangimento:

“Façam o que eu digo e não façam o que eu faço”.

Portanto, mesmo sem querer, o Pr. Martinez insinua que Jesus participava de uma reunião espírita, quando supostamente conversou com o espírito ou a alma de Moisés.

Para evitar se comprometer com sua alegação, ele simplesmente reduziu o espiritismo à reencarnação. Desse modo, ele negar o fato de que a essência de tal prática é a comunicação com os mortos. Sem dúvidas, sua justificativa deixou as coisas ainda piores.

Além disso, se em Lucas 9:30-31 é revelado o teor da conversa entre Cristo, Moisés e Elias (levado VIVO para o céu – ver 2Rs 2), é óbvio que Cristo se comunicou com eles.

Digamos que os discípulos não tivessem sabido de todo conteúdo da conversa, e o Salvador tivesse lhes contado algum detalhe do diálogo. Isso seria necessário porque o evento viria a ser registrado no evangelho de Lucas. Se isso ocorreu, Jesus estaria sendo médium, o intermediário entre uma informação dada por um espírito de um morto (Moisés) e os demais (Pedro, Tiago e João).

Não quero dizer que isso aconteceu de fato. Estou argumentando que teria acontecido se fosse o “espírito” de Moisés – algo que a própria Bíblia Apologética, (entre outras), indicada pelo CACP, faz bem em refutar.

Em nenhum momento nego que o CACP combate o espiritismo. Num vídeo anterior lembro de ter afirmado que mesmo sem querer, Martinez dá margem ao espiritismo. Com isso, quis destacar que certas afirmações dele apoiam o espiritismo – mesmo que não tenha tal intenção. O fato é que o Pr. Martinez se contradiz.

A mortalidade da alma e os grupos sectários

Outra alegação infundada é a de que grupos sectários defendem o sono da alma.

Todavia, se tivesse pesquisado a obra Imortalidade ou Ressurreição, de Samuele Bacchiocchi, Martinez teria percebido que nela há mais de 1.000 estudos de eruditos protestantes e católicos que creem na mortalidade da alma.

Só posso concluir que Martinez não os chama de sectários por desconhecimento ou por ter sido tendencioso.

Roger Olson, em sua obra História das Controvérsias na Teologia Cristã, discorda de Martinez e de outros apologistas que afirmam ser os aniquilacionistas “hereges”. Isso por terem abandonado a crença na imortalidade da alma e do tormento eterno:

“O aniquilacionismo não compromete o âmago do evangelho, nem mesmo nega qualquer conteúdo central da fé cristã. Simplesmente constitui uma reinterpretação do inferno. Mais importante é que sua severa condenação por parte de alguns fundamentalistas não deveria refrear os cristãos de aceitar um ao outro como igualmente crentes no evangelho de Jesus Cristo, apesar de diferenças de opinião sobre a natureza do inferno. Ao contrário do que alegam alguns críticos fundamentalistas, o aniquilacionismo não é equivalente ao universalismo ou à apocatástase[3]. Simplesmente é uma visão minoritária sobre a natureza do inferno, não uma negação do inferno”.[4]

Percebe-se que Martinez, o CACP e outros apologistas no Brasil, na visão de Olson, são fundamentalistas.

Essa tendência de “marginalizar” os que creem na mortalidade da alma foi apontada pelo respeitado teólogo canadense Clark Pinnock (que também abandonou o imortalismo) como sendo uma “tática de pressão”. Esta é usada para desacreditar eruditos evangélicos que abandonaram o imortalismo:

“Parece que um novo critério para a verdade foi descoberto, segundo o qual, se os adventistas e os liberais mantêm algum ponto de vista, esse deve estar errado. Aparentemente, a defesa de uma verdade pode ser decidida por sua associação e não precisa ser testada por critérios públicos em debate aberto. Tal argumento, embora inútil em discussão inteligente, pode surtir efeito com os ignorantes que são ludibriados por tal retórica”.[5]

Não há necessidade de dizer mais nada.

A mortalidade da alma e o Epicurismo

Mais uma afirmação insustentável de Martinez é a ideia de que a crença na mortalidade da alma tem relação com o Epicurismo, escola popular de filosofia grega fundada por Epicuro (341-270 a.C).

Os epicureus, juntamente com os estoicos, são mencionados em Atos 17:18 num debate com o apóstolo Paulo.

Os epicuristas acreditavam, entre outras coisas, que o principal objetivo da vida era assegurar a felicidade, e que a morte simplesmente marcava o fim da existência humana.

Todavia, essa comparação entre epicurismo e mortalismo é absurda. Afinal, um mortalista não crê no fim definitivo da existência dos justos justamente por crer na ressurreição do corpo.

Um mortalista não crê no fim da existência como os epicureus porque acredita na 2a Vinda visível de Cristo, momento em que Jesus dará novamente a vida aos Seus, ressuscitando-os dentre os mortos (Jo 5:28-29; 6:40; 11:25; 1Ts 4:13-18; 1Co 15, etc.)

A imortalidade da alma e o paganismo

Se há alguém que pode ser relacionado de algum modo (não totalmente, é óbvio) a um filósofo pagão é um imortalista, segundo Oscar Cullmann (teólogo evangélico). Ele afirmou:

“Pus a morte de Sócrates e a morte de Jesus lado a lado, pois nada revela melhor a diferença radical entre a doutrina grega da imortalidade da alma e a doutrina cristã da ressurreição… Ele (Jesus) não pôde obter essa vitória simplesmente vivendo como uma alma imortal, e assim, fundamentalmente não morrendo”[6]

“Nós não somos libertados do corpo; pelo contrário, o próprio corpo é libertado”.[7]

Em nenhum momento se percebe o Pr. Martinez acusando Cullmann de heresia ou sectarismo, mas apenas aos adventistas (noutros vídeos ele já se referiu às Testemunhas de Jeová).

Quem fez essa comparação entre imortalismo e paganismo foi nada menos que Cullmann. Isso não é invenção minha. Não apenas Cullmannm, mas outros teólogos evangélicos fizeram tal comparação, entre eles Edward Fudge:

“A imortalidade da alma era uma das principais doutrinas do filósofo grego Platão, que nasceu na época em que o último livro do Antigo Testamento estava sendo escrito”.[8]

Veja, leitor, que autores protestantes fazem essa analogia entre paganismo e imortalismo. Nem por isso eles são chamados de “desonestos” e “desleais”. Mas, por eu ser um adventista e fazer uso da mesma analogia, sou rotulado de “desleal”. Dois pesos e duas medidas…

Sem dúvidas, o referido pastor do CACP está exagerando. Precisa parar de pensar que todo mundo que contraria suas ideias está brigando com ele, pois não estou fazendo isso.

Assim sendo, estou discutindo argumentos, e não debatendo sobre sua pessoa ou suas reais intenções, pois só Deus as conhece. Tivemos algumas conversas pelo WhatsApp e gostei muito do teor das mesmas. Isso porque na ocasião, o pastor foi bastante amistoso para comigo.

Desse modo, me sinto à vontade para pedir que ele não assuma uma postura tão defensiva porque não o estou atacando. Ele precisa estar disposto a reavaliar sua crença, ou pelo menos a mudar sua abordagem. Deveria parar de dizer que estou sendo desleal por afirmar que o platonismo influenciou a crença imortalista.

A imortalidade da alma e a ortodoxia

Outra alegação que carece de fundamento diz respeito à ortodoxia da doutrina da imortalidade da alma.

Em primeiro lugar, não se pode negar que o imortalismo é a posição majoritária. Porém, insinuar com isso que se trata de uma doutrina ortodoxa, é ser parcial com os fatos.

Em seu artigo “Os Pais da Igreja Criam na Imortalidade da Alma?”, Lucas Banzoli demonstrou que os primeiros Pais da Igreja do século I, até meados do século II, não adotaram a crença na imortalidade da alma.

Entre os autores citados no referido artigo, destacam-se Inácio de Antioquia (68-107 d.C), Policarpo (69-155 d.C), Justino (100-165 d.C), Teófilo de Antioquia (120-180 d.C) e Taciano, o Sírio (120-180 d.C).

Para ler o artigo de Lucas Banzoli e ver que não há fundamentação para a opinião do Pr. Martinez, clique aqui.

Conselho de um Pr. Evangélico ao Pr. Martinez

Mesmo crendo na existência de um estado intermediário, em sua obra História das Controvérsias na Teologia Cristã, o autor protestante Roger Olson aconselha que os apologistas foquem suas mensagens na doutrina da ressurreição. Não na imortalidade da alma:

“Ministros cristãos de todas as denominações precisam proclamar nos funerais a bendita esperança da ressurreição futura e evitar estritamente concessões ao que os familiares do falecido querem ouvir. Uma ênfase excessiva foi dada à ‘mobília do céu e temperatura do inferno’ em sermões fúnebres e celebrações ao lado dos túmulos. Nossa esperança cristã reside no futuro de Jesus Cristo, em que ele ressuscitará a todos os mortos para que se apresentem diante dele no juízo… Nossa esperança não reside em ‘mansões no cume da montanha’, mas em um ‘novo céu e nova terra’, nos quais Deus habitará conosco e nós com ele. Cristãos de todas as tradições creem nessas promessas e no seu cumprimento, mais que em cenários detalhados dos estados intermediários, quer do céu, quer do inferno”[9]

Sobretudo, esse conselho deveria ser seguido por Martinez e outros pastores. Eles têm se esquecido de que a ênfase bíblica está ressurreição final, quando Cristo voltar visivelmente nas nuvens do Céu (1Ts 4:16-17; Ap 1:7; Fp 3:20-21). A Bíblia ensina a salvação do corpo, não simplesmente a redenção da alma, como defende a doutrina espírita.

Considerações finais

Finalizo convidando ao Pr. Martinez para que avalie com atenção minha resposta, e perceba que não tenho o propósito de agredi-lo. Também não estou questionando sua sinceridade e dedicação na condução do CACP. Apenas discuto ideias.

Convido-o também a não ter medo de mudar suas crenças. Isso porque Provérbios 4:18 diz que o caminho do justo “é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”.

Enfim, não precisamos temer a luz, mesmo que a princípio ela possa mostrar coisas em nós que doem. Afinal, é apenas com a presença da luz que a escuridão pode ser dissipada de nossas vidas. Somente ela nos proporcionará a cura e real satisfação com a vida.

Para que ela brilhe sobre nós, precisamos permitir que Cristo, “a luz do mundo” (Jo 8:12), brilhe em nossa mente. Com isso Ele nos tornará dispostos a mudarmos nossas crenças pessoais rígidas. Da mesma forma, se permitirmos que o Espírito atue, Ele flexibilizará tais crenças com a Palavra de Deus.

Por conseguinte, mudanças significativas (e para melhor) ocorrerão, porquanto Deus tem prazer em nos mudar. Ele também se alegra em refinar nossos conceitos teológicos.

Referências

[1] Allan Kardec, O Livro dos Médiuns, ou, Guia dos médiuns ou evocadores: espiritismo experimental, 71a ed.  (Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2003), p. 42. Disponível em: https://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/07/136.pdf Acessado em 05 de abril de 2019. Grifos acrescidos.

[2] Kardec, O Livro dos Médiuns, p. 576. Disponível em: https://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/07/136.pdf Acessado em 05 de abril, de 2019. Grifos acrescidos.

[3] Termo criado por Orígenes de Alexandria (185-253 d.C), que se refere à redenção e salvação final de todos os seres humanos, incluindo os que foram condenados ao lago de fogo (ou “inferno”).

[4] Roger Olson, História das Controvérsias na Teologia Cristã: 2000 anos de unidade e diversidade (São Paulo: Vida, 2004), p. 472.

[5] C. H. Pinnock, “The Conditional View”, em Four Views on Hell, W. Crockett, ed. (Grand Rapids, MI: 1993), p. 161.

[6] Oscar Cullmann, Imortalidade da Alma ou Ressurreição dos Mortos? O Testemunho do Novo Testamento (Artur Nogueira, SP: Centro de Estudos Evangélicos, 2002), p. 19.

[7] Ibid., p. 26.

[8] Edward William Fudge, The Fire That Consumes: A Biblical and History Study of the Doctrine of Final Punishment (Lincoln, NE: iUniverse, 2001), p. 65.

[9] Olson, História das Controvérsias na Teologia Cristã, p. 473, 474.

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Leandro Quadros
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Escritor e apresentador dos programas "Na Mira da Verdade" e "Lições da Bíblia"

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2 Comentários

  1. João Carlos Moreira
    junho 15, 17:16 Resposta

    Eu gostaria que o professor Martinez me respondesse sobre o quê os seguintes textos estão falando:

    JOÃO 11 – Versão King James Atualizada
    1) Lázaro estava MORTO há QUATRO DIAS (João11:17 Ao chegar, encontrou Lázaro já sepultado havia quatro dias), Jesus informa Marta que irá RESSUCITAR Lázaro, com o que Marta concorda MAS diz que isso será NO ÚLTIMO DIA (23 Jesus então assegurou-lhe: “O teu irmão ressuscitará!” 24 E Marta lhe disse: “Eu sei que ele vai ressuscitar na ressurreição, no último dia.”)

    a. SE Lázaro foi para o SEIO DE ABRAÃO, esteve no céu com um VOUCHER de 4 dias, para depois voltar para a terra. Não seria muita maldade de Deus dar o “doce” e depois tirá-lo, isto é, usufruir do céu por 4 dias e depois voltar e viver mais uns 30 anos na terra? Neste caso o “deus” do Professor Martinez é um SÁDICO MALDOSO ?

    b. SE Lázaro foi para o INFERNO ele voltou para a terra com muito medo de Deus, pois a certeza do castigo no lago de fogo foi traumática e seria muito bom pra ele andar direitinho, senão…. Neste caso este “deus” é MANIPULADOR e CHANTAGISTA?

    c. SE não foi pra lugar NENHUM, ficou AONDE? No PURGATÓRIO?

    d. Ou a melhor explicação seria que Lázaro ficou INCONSCIENTE nestes 4 dias ?

    JOÃO 6 – Versão King James Atualizada
    2) Nos quatro versos de João 6 Jesus se referiu ao mesmo assunto que João 11:17 – ressuscitar no último dia.

    João 6:39 E esta é a vontade do Pai, o qual me enviou: que Eu não perca nenhum de todos os que Ele me deu, mas que Eu os ressuscite no último dia.
    João 6:40 De fato, esta é a vontade daquele que me enviou: que todo aquele que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia.”
    João 6:44 Ninguém pode vir a mim a menos que o Pai, o qual me enviou, o atrair; e Eu o ressuscitarei no último dia.
    João 6:54 Todo aquele que comer a minha carne e beber o meu sangue tem vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia.

    Nestes quatro versos Jesus está falando sobre REENCARNAÇÃO ou RESSUREIÇÃO? Pois pelo que entendemos de TODOS os textos da bíblia só há ressureição de pessoas MORTAS. Se estiver VIVA é REENCARNAÇÃO. Ou seja, Jesus está ensinando a REENCARNAÇÃO ou a RESSUREIÇÃO?

    Para o professor Martinez como ocorre isto (ressuscitar no último dia) ???

  2. Agnaldo Soares
    maio 28, 16:52 Resposta

    Professor Leandro Quadros você é um homem cheio do Espírito Santo, não somente pelo dom da sabedoria, mas pelos frutos do Espírito que são presentes em seu caráter. Continue sendo essa pessoa humilde e mansa que sempre foi, espero no dia em que estivermos com Cristo na eternidade poder te conhecer pessoalmente!. Peço á Deus que mais pessoas de nossa igreja sejam transformadas pelo Espirito Snto e sejam humildes como você é!. Que Deus abençoe você e a sua família, a paz do Senhor!.

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