“Deus nasceu pobre e morreu bandido. Irônico, né?”

“Deus nasceu pobre e morreu bandido. Irônico, né?”

Chegou ao meu conhecimento o twitter de um camarada que gosto muito, mas, que percebo estar equivocado em sua sinceridade.

Diz a mensagem tuitada:

“Deus nasceu pobre e morreu bandido. Irônico, né?”.

De 𝗯𝗶́𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮, essa frase não tem 𝗻𝗮𝗱𝗮. E o silogismo da mesma é falso. Leia com atenção 2 Coríntios 8:9:

“Vocês conhecem a graça de nosso Senhor Jesus Cristo. Embora 𝗳𝗼𝘀𝘀𝗲 𝗿𝗶𝗰𝗼, por amor a vocês ele se fez pobre, para que 𝗽𝗼𝗿 𝗺𝗲𝗶𝗼 𝗱𝗮 𝗽𝗼𝗯𝗿𝗲𝘇𝗮 𝗱𝗲𝗹𝗲 𝘃𝗼𝗰𝗲̂𝘀 𝘀𝗲 𝘁𝗼𝗿𝗻𝗮𝘀𝘀𝗲𝗺 𝗿𝗶𝗰𝗼𝘀”.

Na verdade, o que o texto diz é:

𝗣𝗿𝗲𝗺𝗶𝘀𝘀𝗮 1: Deus sempre foi rico, desde a eternidade.
𝗣𝗿𝗲𝗺𝗶𝘀𝘀𝗮 2: Ele se fez pobre, durante sua encarnação.
𝗖𝗼𝗻𝗰𝗹𝘂𝘀𝗮̃𝗼: Para que por Sua encarnação (e pobreza) nos tornássemos ricos (em salvação e glória) com Ele.

Nada de irônico. Apenas a realidade bíblica do plano de salvação.

Além disso, se analisado com atenção, o referido twitter, mesmo que não intencionalmente, apresenta a Jesus como um pecador. Sei que essa não foi a intenção dessa querida pessoa, mas a forma como apresentou sua ideia, dá a entender isso.

Afinal, se Jesus “morreu bandido”, ao invés ter morrido 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝘀𝗲 𝗳𝗼𝘀𝘀𝗲 bandido (duas coisas BEM diferentes), Ele seria um pecador e, consequentemente, não seria nosso salvador: “É de um Sumo Sacerdote como ele que necessitamos, pois é santo, irrepreensível, sem nenhuma mancha de pecado, separado dos pecadores e colocado no lugar de mais alta honra no céu” (Hebreus 7:26).

Cristo não morreu bandido e muito menos pecador. Morreu 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝘀𝗲 𝗳𝗼𝘀𝘀𝗲 bandido (para os fariseus) ou pecador: “Deus 𝘁𝗼𝗿𝗻𝗼𝘂 pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus” (2 Coríntios 5:21).

E, para finalizar: o perdão de Cristo dado ao criminoso na cruz (ver Lucas 23:42-43) livrou o assassino da morte eterna, 𝗺𝗮𝘀 𝗻𝗮̃𝗼 𝗱𝗮𝘀 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗲𝗾𝘂𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮𝘀 𝗱𝗼𝘀 𝘀𝗲𝘂𝘀 𝗰𝗿𝗶𝗺𝗲𝘀. Ele foi perdoado por Jesus, mas morreu do mesmo jeito.

Mas, esse é um assunto para um outro post que disponibilizarei, quando voltar a trabalhar no meu novo artigo sobre a pena de morte nas Escrituras. Por falar nisso, a pena capital em si NADA tem de racista, pois Quem a instituiu – DEUS – (Gênesis 9:6) não é racista (Romanos 2:11).

Definitivamente, alguns influenciadores precisam muito mais da Bíblia, e muito menos da ideologia do ateu Karl Marx.

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Leandro Quadros
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YouTuber e apresentador dos programas "Na Mira da Verdade" e "En La Mira de La Verdad", na Rede Novo Tempo.

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12 Comentários

  1. Cláudio de Sousa
    janeiro 19, 02:59 Resposta

    Ao meu ver, o conteúdo da discussão aqui, a postagem que diz que “Deus nasceu pobre e morreu bandido. Irônico, né?” não tem nada de contrário à Bíblia e nem insinua que Cristo seja um pecador. E também não há diferença entre as duas frases: “morrer bandido” e “morrer como se fosse bandido”.
    Isso porque o conceito de “ser bandido” para a época, assim como para hoje, não tem absolutamente nada a ver com “ser pecador”.
    De forma resumida, ser pecador significa ser transgressor da lei de Deus, enquanto que ser bandido significa ser transgressor das leis humanas. E num mundo de pecado, essas duas leis não tem quase nada a ver uma com a outra.
    E para as leis idiotas e tradições satânicas, que existiam na época em que Cristo viveu neste mundo, ele era bandido sim. E isso não tem nada de ofensivo. Muito pelo contrário, é motivo de orgulho.
    Quem faz esse tipo de confusão geralmente são pessoas que não têm uma compreensão muito correta sobre legislação, sobre o conceito de bem e mal e, sempre fazem confusão achando que qualquer porcaria jurídica que é aprovada por algum parlamento ou governo ditatorial deve ser interpretado como a autoridade instituída por Deus. Mas a verdade é que o Diabo também legisla, e ele jamais faria isso para justificar os bons e criminalizar os maus.
    E o mesmo se aplica hoje a países como o Brasil e os EUA. Como a própria Bíblia diz, as nossas justiças (humanas), para Deus são como um trapo de imundície. Nenhum cristão verdadeiro deveria se envergonhar de ser chamado de transgressor dessas legislações idiotas.

  2. RONALDO Tavares
    dezembro 29, 00:17 Resposta

    Em qual parte o pastor Leandro deixou de discutir ideias pra discutir pessoas?

  3. Honestamente, não o conhecia. Escutei muito das músicas do Felipe e são bem cristocêntricas. Vim aqui ler e resposta para entender qual foi a ofensa feita. Não encontrei, sinceramente. Todos que se expõem publicamente precisar arcar com o ônus de serem criticados publicamente. E tem de ter ter maturidade para lidar com isso. Não concordei com alguns pontos do seu argumento, mas me alegro que o senhor seja livre para fazê-lo, assim como todos nós deveríamos ser. Passarei a escutá-lo com mais frequência. Paz e bem!

  4. Garotinho Silva Brazil
    dezembro 28, 13:56 Resposta

    Não preblematizar aquilo que definitivamente não é um problema é, de longe, a melhor e MAIS honesta forma de se poupar tempo. O amor e o respeito são dizimados no exato momento em que discutimos e confrontamos pessoas e não ideias, algo que aqui se percebe dos dois lados. Muita política e pouco cristinismo. Não fomos chamados para esse tipo de embate ideológico.

  5. Felícia
    dezembro 28, 12:34 Resposta

    Desonestidade intelectual explícita! Vc, assim como a criança que tenho em casa entendeu sim o sentido da frase, mas a ânsia oportunista de impor suas convicções políticas sobrepõe seu respeito a até mesmo quem diz ter apreço! Lamentável. Repugnante!

    • RONALDO TAVARES
      dezembro 29, 00:27 Resposta

      Primeiro que não há nada sobre política na explicativa do PR. Leandro. Segundo que não há desrespeito à pessoa que mandou a errata. Terceiro que o enunciado de FV, conforme vimos comentários, tem viés lacrador claro, basta ver as pessoas levando pras questões progressistas nos comentários contra Leandro.

  6. Anderson Amorim
    dezembro 28, 09:00 Resposta

    Perdeu a chance, mais uma vez, de ficar calado. O post inicial diz “se fez pecado”, o que é bíblico, e que “se fez bandido sem ser”.
    Quantas vezes vi o próprio professor falar que deveríamos evitar fogo amigo e age, justamente, da maneira que aconselha não se agir.
    Deixei de o seguir a um bom tempo nas redes, mas parece-me que não consigo escapar de topar com suas incoerências.
    Professor, vai tomar conta de responder aos incautos suas dúvidas pífias.

    • Ronaldo Tavares
      dezembro 29, 00:32 Resposta

      Anderson Amorim, falou muito, mas não trouxe qualquer parecer teológico que mostre o porquê do erro. Gramaticalmente, não tendo a partícula “como” inina-se para o marxismo cultural que é um lixo. Vc, deixando de o seguir, vão fazer tanta falta… Rsrss

  7. Eduardo Oliveira
    dezembro 28, 08:06 Resposta

    Prezado. Acho oportuna sua resposta, apresentando sua opinião sobre o assunto. O último parágrafo, entretanto, diminue sua argumentação com um cutucada gratuita que sugere que sua intenção não é transmitir uma opinião teológica, mas vencer algum tipo de discussão boba e pessoal. Parecia teologia e cristianismo, mas é apenas política, de novo.

  8. Matheus Filipe
    dezembro 28, 02:15 Resposta

    Prezado professor, não deixa de ser curiosa a sua preocupação seletiva, e meramente discricionária, com a visível influência que ideologias diversas tem operado sobre a religião. Digo seletiva pq o senhor, ao que parece, só se manifesta contra uma ideologia específica. E falo em discricionariedade em razão de, aparentemente, sua crítica ser baseada não em um imperativo cristão, mas somente em simples conveniência em relação a visões diferentes de mundo. Gostaria muito de ter visto esse mesmo empenho de sua parte em 2018, quando o senhor fazia campanha para o presidente Bolsonaro – que, obviamente, representa uma ideologia com concepções claras a respeito de temas como tortura e pena de morte.
    Enfim, talvez fosse mais honesto de sua parte assumir declaradamente sua posição política em seus textos, para que nossos irmãos possam conhecer, de fato, de que perspectiva está falando o autor do texto.
    De todo modo, o senhor está correto em apontar para a ideologização da religião, só falta assumir que também é um representante desse fenômeno.

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