Possuímos testemunhos sobre Jesus fora da Bíblia?

Possuímos testemunhos sobre Jesus fora da Bíblia?

Apesar de Jesus ter dividido a história em “antes” e “depois” de Cristo – o que torna praticamente inquestionável Sua existência para historiadores – alguns ainda têm dúvidas de sua historicidade.

Por isso, no presente artigo quero lhe apresentar algumas fontes extrabíblicas que mencionam a Jesus, para que perceba que não apenas os evangelhos falam a Seu respeito.

Fontes extrabíblicas que mencionam Jesus

Segundo Norman Geisler, “uma quantidade surpreendente de informação sobre Jesus pode ser extraída dos historiadores que foram contemporâneos dele ou viveram logo depois”1.

A seguir, listarei historiadores mencionados na obra de Geisler2, que é a base principal para o presente artigo.3

  • Tácito. Foi um romano do século I, considerado um dos historiadores mais precisos do mundo antigo. Ao nos informar sobre o grande incêndio de Roma, pelo qual alguns culparam Nero, ele nos dá informações precisas sobre os cristãos e Jesus:

Mas nem todo o socorro que uma pessoa poderia ter prestado, nem todas as recompensas que um príncipe poderia ter dado, nem todos os sacrifícios que puderam ser feitos aos deuses, permitiram que Nero se visse livre da infâmia da suspeita de ter ordenado o grande incêndio, o incêndio de Roma. De modo que, para acabar com os rumores, acusou falsamente as pessoas comumente chamadas cristãs, que eram odiadas por suas atrocidades, e as puniu com as mais temíveis torturas. Christus, o que deu origem ao nome cristão, foi condenado à morte por Pôncio Pilatos, durante o reinado de Tibério; mas, reprimida por algum tempo, a superstição perniciosa irrompeu novamente, não apenas em toda a Judéia, onde o problema teve início, mas também em toda a cidade de Roma.

Veja que essa passagem contém referências aos cristãos e também a Christus (latim de Cristo), que sofreu “penalidade extrema” sob Pôncio Pilatos, como diz o texto bíblico. A “superstição” da qual ele trata e que chegou a Roma pode ser a ressurreição de Jesus quem por sinal, teve testemunhas oculares (ver 1Co 15:3-8).

  • Seutônio. Ele foi secretário principal do imperador Adriano (que reinou entre 117-138). Duas referências dele são importantes para nossa pesquisa:

Como os judeus, por instigação de Chrestus, estivessem constantemente provocando distúrbios, ele os expulsou de Roma (Vida de Cláudio, 25.4).

Nero infligiu castigo aos cristãos, um grupo de pessoas dadas a uma superstição nova e maléfica (Vida dos Césares, 26.2).

Para Norman Geisler, essas breves referências indicam que havia um homem chamado Chrestus (ou Cristo) que viveu durante o século I, e que alguns judeus causaram tumulto por causa desse homem.

Não se sabe que tipo de tumultos foram esses, mas foram suficientes para que Cláudio expulsasse todos os judeus da cidade, inclusive os companheiros de Paulo, Áquila e Priscila em 49 d.C.

  • Flávio Josefo (37/38-97). Josefo foi um revolucionário judeu que, na época da revolta judaica, passou a ser leal aos romanos para salvar a própria vida. Veio a tornar-se um grande historiador, trabalhando sob o patrocínio do imperador Vespasiano.

Em sua obra Antiguidades dos Judeus datada do início da década de 90, há duas passagens interessantes. A primeira refere-se a “Tiago, irmão de Jesus chamado Cristo” (20.9). Isso confirma o que o Novo Testamento diz sobre Jesus ter um irmão com este nome.

Já a segunda passagem de Josefo, ao mesmo tempo em que é explícita, é controversa:

Por essa época surgiu Jesus, um homem sábio, se é que é correto chamá-lo de homem, pois operava obras maravilhosas […] tornou a aparecer-lhe vivo ao terceiro dia, tal como os profetas de Deus haviam predito essas e mais dez mil outras coisas a seu respeito (Antiguidades, 28.33)

Geisler (e outros autores) nos informa que “a genuidade dessa passagem tem sido questionada por especialistas de todas as crenças porque parece duvidoso que um judeu que viveu e trabalhou fora do contexto cristão tenha dito tais coisas sobre Jesus”.4

Todavia, ele também destaca que apesar desses problemas, existem razões favoráveis a favor da genuidade da maior parte da passagem, apesar de algumas prováveis interpolações cristãs:

Primeira, há boa evidência textual para a menção de Jesus e nenhuma evidência textual o contrário. Segunda, o texto está escrito no estilo de Josefo. Terceira, algumas das palavras provavelmente não vieram de um cristão. Quarta, a passagem se encaixa no seu contexto gramatical e historicamente. Quinta, a referência a Jesus em Antiguidades 20 parece pressupor uma menção anterior5

Por essas e outras razões, o autor conclui: “mesmo sem as partes que são provavelmente interpolações cristãs, esse texto é um testemunho extraordinário da vida, morte e influência de Jesus”.6

  • Talo. Esse autor escreveu por volta de 52 d.C e nenhuma de suas obras sobreviveu. Porém, algumas citações fragmentadas foram preservadas por outros autores. Um desses é Júlio Africano que, por volta de 221, cita Talo numa discussão sobre a escuridão que seguiu a crucificação de Cristo:

No mundo inteiro caiu uma escuridão tenebrosa; as rochas foram partidas por um terremoto, e muitos lugares na Judéia e outros distritos foram derrubados. Essa escuridão, Talo, no terceiro dos livros que escreveu sobre a história, explica essa escuridão como um eclipse do Sol – o que me parece ilógico.

  • Plínio, o jovem. Ele foi um autor e administrador romano. Numa carta ao imperador Trajano, por volta de 112, Plínio descreve as práticas de adoração dos primeiros cristãos:

[Eles tinham] o costume de se reunir antes do amanhecer num certo dia, quando então cantavam responsivamente os versos de um hino a Cristo, tratando-o como Deus, e prometiam solenemente uns aos outros a não cometer maldade alguma, não defraudar não roubar, não adulterar, nunca mentir, e a não negar a fé quando fossem instados a fazê-lo; depois disso tinham o costume de separar-se e se reunir novamente para compartilhar a comida – comida do tipo comum e inocente (Epístolas 10.96).

Perceba que essa passagem confirma várias referências do Novo Testamento, unidade entre os crentes, provável santa ceia e especialmente que os cristãos acreditam ser Jesus Deus. Todavia, no restante da carta Plínio chama o ensinamento de Jesus e seus seguidores de “superstição excessiva” e “superstição contagiosa”, que pode se referir à proclamação da ressurreição de Cristo.

  • Imperador Trajano. Em resposta à carta de Plínio, Trajano dá instruções para punir os cristãos:

Nenhuma busca para encontrar essas pessoas deve ser feita; quando eles forem denunciados e condenados, devem ser punidos; mas com a restrição de que, quando a pessoa negar ser um cristão, e provar que não é (ou seja, adorando outros deuses), ela será perdoada por arrependimento, apesar de ter incorrido em suspeita anteriormente (Ibid., 10.97).

Vê-se aqui como o antigo governo romano considerava o cristianismo.

  • Adriano. O historiador cristão Eusébio (265-339) registrou uma carta do imperador Adriano para Míncio Fundano, procônsul asiático, onde também dá instruções sobre como lidar com os cristãos:

Efetivamente, não me apraz deixar a questão sem investigação, não suceda que sejam molestados os inocentes e aos delatores que se dê apoio para exercerem a maldade. Se, pois, os provincianos podem manifestadamente manter essa petição contra os cristãos, pleiteando-a perante o tribunal, empreguem apenas esse trâmite, e não petições nem somente gritos. É preferível, se alguém quer incriminar, que tu mesmo tomes conhecimento da causa.

  • Talmude. Essa é uma obra judaica, e as obras talmúdicas mais valiosas com relação ao Jesus histórico são as que foram compiladas entre 70 e 200 durante o chamado Período Tanaíta. O texto mais significativo é o tratado da Mishná.

Na véspera da Páscoa eles penduraram Yeshu e antes disso, durante quarenta dias o arauto proclamou que [ele] seria apedrejado “por prática de magia e por enganar Israel e fazê-lo desviar-se. Quem quer que saiba algo em sua defesa venha e interceda por ele”. Mas ninguém veio em sua defesa e eles o penduraram na véspera da Páscoa (Talmude Babilônico, Sanhedrin 43ª).

Essa passagem confirma a crucificação, a época do evento na véspera da Páscoa e as acusações.

  • Toldot Yeshu. Esse é um documento anticristão compilado no século V, que explica que o corpo de Jesus foi secretamente removido para uma segunda sepultura porque os discípulos pretendiam roubá-lo. Quando os discípulos chegaram à sepultura, o corpo de Jesus havia sumido, então concluíram que ele havia ressuscitado. Tal opinião já exista bem antes, como lemos em Mateus 28:11-15.

O interessante deste documento é a confirmação da história da ressurreição, que circulava ainda naquela época.

  • Luciano. Luciano de Samosata foi um autor grego do século II que em suas obras apresentou críticas sarcásticas ao cristianismo:

Os cristãos, como sabes, adoram um homem até hoje – o personagem distinto que introduziu seus rituais insólitos, e foi crucificado por isso […] Essas criaturas mal orientadas começam com a convicção geral de que são imortais, o que explica o desdém pela morte e a devoção voluntária que são tão comuns entre eles; e ainda foi incutido neles pelo seu legislador original que são todos irmãos, desde o momento em que se convertem, e negam os deuses da Grécia, e adoram o sábio crucificado, e vivem segundo suas leis. Tudo isso adotam como fé, e como resultado desprezam todos os bens mundanos, considerando-os simplesmente como propriedade comum (Death of pelegrine, 11-3).

Habermas viu nessa citação várias coisas que podem ser destacadas: Jesus era adorado pelos cristãos; introduziu novos ensinamentos; foi crucificado por seus ensinos, etc. Tudo como registrado no Novo Testamento sobre Ele, e sobre o estilo de vida dos convertidos.

Apesar de ser um dos críticos mais declarados, Luciano fornece um dos registros mais informativos de Jesus e do cristianismo primitivo fora do Novo Testamento.

  • Mara Bar-Serapion. Este foi um Sírio, que escreveu para seu filho Serapion entre o século I e o início do século III uma carta com uma aparente referência a Jesus:

Que vantagem os atenienses obtiveram em condenar Sócrates à morte? Fome e peste lhes sobrevieram como castigo pelo crime que cometeram. Que vantagem os habitantes de Samos obtiveram ao pôr fogo em Pitágoras? Logo depois sua terra ficou coberta de areia. Quanta vantagem os judeus obtiveram com a execução de seu sábio rei? Foi logo após esse acontecimento que o reino dos judeus foi aniquilado. Com justiça Deus vingou a morte desses três sábios: os atenienses morreram de fome; os habitantes de Samos foram surpreendidos pelo mar; os judeus arruinados e expulsos de sua terra, vivem completamente dispersos. Mas Sócrates não está morto; ele sobrevive aos ensinos de Platão. Pitágoras não está morto; ele sobrevive na estátua de Hera. Nem o sábio rei está morto; ele sobrevive nos ensinos que deixou (Manuscrito siríaco, add 14, 658; citado em Habermas, p. 200).

Geisler destaca que “essa passagem confirma quatro ensinamentos específicos do Novo Testamento: 1) Jesus era considerado um homem sábio e virtuoso; 2) Jesus foi considerado por muitos, rei de Israel; 3) os judeus executaram Jesus; 4) Jesus continuou vivo nos ensinamentos de seus seguidores”.7

  • O Evangelho da verdade. Esse livro do século II provavelmente foi escrito por Valentino (135-160), e confirma que Jesus foi um personagem histórico em várias passagens:

Pois quando o viram e ouviram, ele permitiu que o provassem e cheirassem e tocassem o Filho amado. Quando ele apareceu instruindo-os sobre o Pai […] Pois veio por meio de aparência carnal (30.27-33; 31.4-6).

Jesus era paciente em aceitar o sofrimento […] pois ele sabia que essa morte é vida para muitos […] foi pregado numa árvore; publicou o decreto do Pai na cruz […] Entregou-se à morte através da vida […] Depois de libertar-se dos trapos perecíveis, vestiu o imperecível, que ninguém jamais poderá lhe arrancar (20.11-14, 25-43).

Citações por demais claras e condizentes com aquilo que o Novo Testamento revela sobre Jesus Cristo.

  • O apócrifo de João. Esta é uma obra gnóstica do século II em que há uma aparente referência à ascensão de Jesus segundo o apóstolo João (1.5-17).

  • O Evangelho de Tomé (140-200). É uma coleção de alguns eventos espúrios e outros reais, além de citações de Jesus. O documento diz várias coisas sobre a identidade de Jesus e nele Cristo se identifica como ressurreto. Em suma, esse falso evangelho se refere à morte e exaltação de Jesus e, mesmo não tendo valor doutrinário, possui algum valor histórico.

  • O tratado sobre a ressurreição. Outra obra gnóstica do final do século II, afirma vários ensinamentos: Jesus realmente era divino, assumiu a forma carnal, morreu, ressuscitou e derrotou a morte para os que creem nele. A obra também possui um valor histórico limitado

  • Atos de Pôncio Pilatos. Apesar de um documento supostamente oficial e que não sobreviveu, é mencionado por Justino Mártir por volta do ano 150 e por Tertuliano por volta do ano 200. Justino escreve:

Transpassaram as minhas mãos e os meus pés” significava os escravos que na cruz transpassaram seus pés e mãos. E depois de crucificá-lo, aqueles que o crucificaram lançaram sorte sobre suas roupas e as repartiram entre si. Que tudo isso aconteceu assim, podeis comprová-lo pelas atas redigidas no tempo de Pôncio Pilatos (I Apologiam p. 35).

  • Flegon. Ele foi um escravo liberto do imperador Adriano. Mesmo que nenhuma de suas obras tenham sobrevivido, ele é mencionado várias vezes por autores posteriores. Flegon falou sobre a morte e ressurreição de Cristo em Crônicas, obra que não sobreviveu, dizendo: “Jesus, enquanto vivo, não se preservou, mas ressuscitou depois da morte e exibiu as marcas de seus castigo, e mostrou como suas mãos foram traspassadas pelos cravos” (citado em Orígenes, 4.455; ver Habermas, 210; Anderson, p. 19). Flegon também mencionou “o eclipse na época de Tibério César, em cujo reino Jesus parece ter sido crucificado, e o grande terremoto que aconteceu na época” (Orígenes, p. 14). Júlio Africano confirma as mesmas citações (Júlio Africano, p. 18).

Portanto, em sua enciclopédia Norman Geilser nos disponibilizou pelo menos 17 fontes extrabíblicas que falam de Jesus e/ou do cristianismo primitivo, de modo que é necessário ter muito mais fé para descrer do que para crer em Sua existência. Para reforçar esse argumento, Lee Strobel destaca que o historiador Gary Habermas em sua obra O veredito da história, lista um total de 39 fontes antigas que documentam a vida de Jesus. Dentre elas, Habermas enumera mais de cem com fatos relativos à vida de Jesus, seus ensinamentos, a crucificação e a ressurreição.8

Como Geisler e Turek destacaram:

À luz dessas referências não cristãs, a teoria de que Jesus nunca existiu é claramente injustificável. De que maneira escritores não cristãos poderiam juntos revelar uma narrativa congruente com o Novo Testamento se Jesus nunca tivesse existido?9

Não há razões plausíveis para duvidar da historicidade de Jesus

Em sua obra O Ceticismo da Fé, Rodrigo Silva destaca:

Sobre os céticos que ainda insistem em dizer que Jesus não existiu, é importante mencionar que eles até podem ter esta compreensão, porém, não é nem de longe o consenso atual dos maiores especialistas em história bíblica, tanto céticos quanto religiosos.10

Como exemplo, Silva nos deixa o testemunho de Bart Ehrman, controverso especialista em crítica textual, pesquisador renomado sobre a vida de Jesus e ateu:

Quero esclarecer logo que nenhuma dessas obras foi escrita pelos especialistas em Novo Testamento e cristianismo primitivo que lecionam em renomados seminários teológicos, escolas de estudos religiosos e nas principais, ou menos secundárias, universidades ou faculdades da América do Norte ou da Europa (ou qualquer outro lugar do mundo). Dos milhares de estudiosos do cristianismo primitivo que lecionam em tais escolas, não há nenhum de meus conhecidos que tenha qualquer dúvida sobre a existência de Jesus. Entretanto, há uma grande quantidade de obras, algumas extremamente inteligentes e bem informadas, levantando essa questão.11

Até mesmo Rabinos e mestres judeus, mesmo não aceitando o Jesus teológico, creem na existência do Cristo histórico. Na obra Jesus segundo o judaísmo, isso é evidenciado em diversos capítulos, dos quais destaco o 10º, que foi escrito pelo Rabino Howard Avruhm Addison. Veja alguns trechos esclarecedores a seguir, onde o estudioso se demonstra humilde e aberto ao diálogo:

Admiro sua capacidade de ir ao encontro dos párias da sociedade […] Uma coisa é certa: ele [Jesus] tinha a habilidade de aproximar-se e de tocar as pessoas de todas as esferas e atividades da vida. Ele leva conforto aos aflitos e tem maneira atraente de afligir os que têm conforto […] Que tipo de homem foi esse? Quando os íntimos voltaram ao túmulo dele, seu corpo não estava em parte nenhuma. Alguns o proclamariam o Messias ressurgido dos mortos. Pessoalmente não estou muito certo sobre o que se deve acreditar. Olho ao redor e não consigo vislumbrar um leão deitado ao lado de um cordeiro. Parece haver ainda mais espadas do que lâminas de arado, mais lanças do que podadeiras. Nossos sábios, porém, falam muitas vezes da techiyat há metim, a ressurreição dos mortos (Mishnah Sanhedrin 10,1); portanto, por que não deviam seus devotos crer que ele foi o primeiro a ressurgir? Dizem que ele vai voltar para estabelecer visivelmente na terra o reino de Deus. Muitos julgam que o Ungido, o filho de Davi, ainda não veio. Quem tem razão? Imagino que nós podemos esperar para ver.12

Augusto Cury que já foi ateu convicto, em sua série Análise da Inteligência de Cristo fez uma análise psicológica de Jesus com base nos quatro evangelhos e, entre outras coisas, concluiu que uma personalidade tão complexa assim jamais poderia ter sido inventada.

No último livro de sua coleção, O Mestre Inesquecível, Cury conclui:

Eu analisei a inteligência de Cristo criticando, duvidando e investigando as quatro biografias de Jesus, os evangelhos, em várias versões. Estudei as intenções conscientes e inconscientes dos autores das suas quatro biografias […] O primeiro resultado é que descobri que o homem que dividiu a história não poderia ser fruto de uma ficção humana. Ele não cabe no imaginário humano. Ele andou e respirou na terra […].13

Todos esses documentos extrabíblicos, bem como testemunhos, deveriam levar aos céticos a serem mais humildes. Isso os ajudaria a analisarem os fatos de forma mais objetiva, o que os levaria a crerem na existência do Jesus histórico que foi, sem dúvidas, o indivíduo mais influente que já viveu, e que dividiu a história em antes e depois de Cristo.

Referências

1 Norman Geisler, Enciclopédia de Apologética: respostas aos críticos da fé cristã (São Paulo: Vida, 2002), p. 448.

2 Geisler, Enciclopédia de Apologética, p. 448-452.

3 Veja também o 5º capítulo intitulado “Jesus – um homem da história”, na obra de Josh McDowell, intitulada Novas evidências que demandam um veredito, vols. 1 e 2 (São Paulo: Hagnos, 2013), p. 279-307.

4 Ibid., p. 449.

5 Ibid.

6 Ibid.

7 Ibid., p. 451.

8 Lee Strobel, Em defesa de Cristo: Jornalista ex-ateu investiga as provas da existência de Cristo (São Paulo: Vida, 2001), p. 118.

9 Norman Geisler e Frank Turek, Não tenho fé suficiente para ser ateu (São Paulo: Vida, 2006), p. 229.

10 Rodrigo Silva, O Ceticismo da Fé: Deus: uma dúvida, uma certeza, uma distorção (São Paulo: Ágape, 2018), p. 408.

11 Bart D. Ehrman, Jesus existiu ou não? (Rio de Janeiro: Agir, 2014), p. 10. Citado por Rodrigo Silva em O Ceticismo da fé, p. 408.

12 Beatrice Bruteau (org.), Jesus segundo o judaísmo: Rabinos e estudiosos dialogam em nova perspectiva a respeito de um antigo irmão, 2ª ed. (São Paulo: Paulus, 2011), p. 144-145.

13 Augusto Cury, O Mestre Inesquecível, 31ª ed. (São Paulo: Academia de Inteligência, 2003), p. 249-250.

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Leandro Quadros
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