Lições do futebol para a fé cristã

Lições do futebol para a fé cristã

Jesus citou acontecimentos do cotidiano para ensinar preciosas lições aos seus discípulos (Mt 13:10-17). Nosso cotidiano pode contextualizar a fé cristã. Jesus assim o fez e deixou-nos seu aval. Observar o que os homens são capazes de fazer por uma pequena bola ensina-nos boas lições espirituais.

O espírito de equipe. Um time, mesmo com talentos individuais, não compete internamente, seu alvo é derrotar o adversário e alcançar a vitória e a união da equipe é essencial. Percebemos a ausência desse espírito de equipe, dessa unidade na Igreja. Digladiamos ao invés de unir esforços na luta contra o adversário que nos é comum. A unidade fortalece para a vitória e leva a maiores conquistas. O reino dividido não subsiste (Mt 12:25).

A motivação. O que leva os atletas a prosseguirem até o fim? Um troféu, status, dinheiro, paixão pessoal. A Igreja também tem razões para prosseguir até o fim (Mt 10:22; 24:13; Hb 6:11; Ap 2:10, 26; Mt 25:34). Quanto você tem se esforçado para ajuntar troféus na pátria celeste? Deveríamos nos entregar até as últimas conseqüências na conquista de vidas para Deus. Triste é reconhecer que nem sempre é visível o empenho dos fiéis.

O investimento. O investimento é muito alto, o retorno depende do empenho de cada um. Temos a tarefa de alcançar o mundo para Deus investindo nossos recursos, e, se preciso, a própria vida. O empenho e contribuição de cada um é essencial (2 Pe 3:12; Sf 1:14).

A torcida. Todos vestem com orgulho a camisa do seu time e entoa com jubilo o hino. Precisamos hastear bem alto o estandarte do Evangelho, cantar os louvores da pátria celeste e jamais perder a alegria de torcer para que vidas sejam salvas (At 26:18; 1 Pe 2:9). Os anjos são grandes torcedores, e festejam sempre que um pecador se arrepende (Lc 15:10).

Muitos são “convocados”, poucos escolhidos (Mt 22:14). É preciso treinar e colocar pessoas certas no lugar certo. Faltas são cometidas. Estrelas despontam. Toda equipe tem um capitão, que não é o melhor jogador mas é o líder do grupo e precisa ser respeitado, porém, não é auto-suficiente, depende dos demais colegas.

Muitos se ferem em jogo, por isso os médicos de prontidão. Na carreira cristã muitos caem, outros chegam feridos, é preciso que a Igreja exerça sua função terapêutica, curando os feridos de corpo e alma e reconduzindo-os ao ministério.

O preparador físico capacita o jogador para entrar em campo. Este precisa estar em boa forma e ter resistência para usar com habilidade sua técnica. O jogador precisa se exercitar, ter uma alimentação saudável, ser disciplinado, abster-se de algumas coisas. Também o cristão precisa de uma boa nutrição espiritual (1 Tm 4:6-10), exercitar-se na piedade e estar preparado para toda boa obra (2 Tm 2:21). Precisa resistir ao diabo e às tentações (Tg 4:7); abster-se do pecado (2 Ts 4:3-7; 5:22; 2 Pe 2:11); examinar-se sempre (1 Cor 11:28); e, usar todo o seu potencial e talento na missão que Cristo lhe confiou.

Um faz gol, outro defende. O gol beneficia a todos, e não apenas a quem o fez. A vitória é de todos, a derrota também. Cada cristão têm a sua importância como membro do corpo de Cristo (1 Cor 12:18-27). Alguns se destacam em algum ministério ou dom, mas a glória não lhe pertence.

O jogo tem ataque e defesa. A Igreja precisa contra-atacar (Jd v. 3), invadir o território adversário e dar-lhe belos dribles (Jd v. 22-23). Aquele que fica na retranca, sem atacar, está propício a tomar gols, afinal, “quem não faz toma”, mas toma também os que não zelam pela sua defesa. Biblicamente, nós não temos somente o escudo da fé, que é um instrumento de defesa, temos também a espada do Espírito, que é um instrumento de ataque (Ef 6:13-17).

Por fim, podemos comparar o narrador ao pregador; os ingressos, às literaturas de evangelização; os times, às várias religiões; as torcidas, aos adeptos das religiões, que respeitam e admiram o adversário sem deixar de acreditar que pertence à melhor.

A bola está em jogo, é o centro das atenções. Podemos compará-la às vidas humanas. Os gols feitos são as vidas resgatadas, os gols tomados são as vidas que se perdem. Nós somos os refletores do estádio (ou “a luz do mundo”). O Brasil é o país do futebol, único penta campeão. Mas é também o país que, hoje, tem o privilégio de carregar a “tocha” do Evangelho, e deve mantê-la acesa.

Há mais torcedores que jogadores, mais seguidores que discípulos, e não faltam os desclassificados. O árbitro, nem se compara ao grande Juiz (Is 33:22; At 10:42), que julgará a todos pelas suas obras (Mt 16:27; Ap 20:12-13). A glória do estádio nem se compara à glória que nos espera no porvir (Cl 3:4; Rm 8:18), nem à cidade cujo arquiteto e construtor é o próprio Deus (Hb 11:10; Ap 21:2).

Desejo que você não seja um torcedor que se assenta na arquibancada, mas um jogador que entra em campo e ajuda a conquistar a vitória. Só a esses será dado receber no último dia o troféu de vencedor das mãos do próprio Deus (Ap 3:21; 22:12).

Jair Souza Leal – Ultimato

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