Podemos ter relações sexuais no Sábado?

Podemos ter relações sexuais no Sábado?

“A associação do sábado com o termo qadash (‘santo’) é significante nesta conexão: a ideia básica é que este dia é separado para um relacionamento especial de amor com Deus. E este relacionamento vertical, ainda, é acompanhado com um relacionamento horizontal. Não é divertido celebrar sozinho. Mesmo celebrar com Deus implica estar com as pessoas. Este é o porquê do sábado ser o dia quando nos reunimos com a comunidade e nos deleitamos na companhia de amigos e da família. Aprender, comer e rir juntos é uma atividade importante do sábado. Guardo memórias agradáveis daquelas sextas-feiras à noite quando nos reuníamos para uma grande refeição de sábado e minha bonita mãe vestia seu avental azul de sábado; irmãos e irmãs agitados ficavam rindo e discutindo acaloradamente enquanto meu pai orava e labutava para criar um ambiente de santidade.

É também uma tradição para casais casados celebrar o Shabbat com relação sexual. É uma mitsvah do sábado especial fazer amor na noite de sexta-feira. Cabalistas ensinam que nessa noite, ocorre a união santa entre o lado masculino Deus, a justiça, e o lado feminino da graça de Deus, Shekhinah. Os textos bíblicos chaves para ler no sábado são Provérbios 31:10–31 e Cantares, dois textos que promovem e exaltam o relacionamento conjugal”.

– DOUKHAN, Jacques. “O que os adventistas podem aprender com os judeus sobre o sábado” (artigo).

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Leandro Quadros
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1 Comentário

  1. Tenho dúvidas e isso afeta meu relacionamento, né ajude:
    Emunah – A Fé dos Santos
    É lícito praticar sexo ao Sábado?
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    O motivo que me leva a escrever sobre este assunto em particular, deve-se a algumas questões que tem sido colocadas por alguns irmãos. Então para esclarecimento de muitos, deixaremos a Torah orientar-nos sobre este assunto.

    É frequente depararmo-nos com algumas pessoas que guardam o Shabbat/Sábado, que consideraram a prática sexual entre o casal com um acto lícito durante o dia de sábado. As suas argumentações que apresentavam para considerar não ser errado, baseavam-se na tese de que o casamento é uma benção de YHWH, logo o sexo dentro do casamento é sagrado. Sendo assim, não há qualquer razão para preocupação!

    Para se ter uma noção de como esta linha de raciocínio é amplamente defendida, daremos um pequeno exemplo: Certo dia, em conversa com um irmão sincero que há vários anos que guarda o Sábado, ao perguntar-lhe qual era a sua opinião sobre a prática de sexo durante o dia de Sábado ele respondeu: Antes a nossa igreja proibia, mas hoje já é permitido!

    Quem partilha da mesma opinião, é melhor que deixemos a Palavra falar por si, e dedicar mais atenção ao estudo das Escrituras Sagradas.

    ANALISANDO AS ESCRITURAS

    1º – NÃO ATENDER À PRÓPRIA VONTADE NO SÁBADO

    Isaías 58:13-14 diz: “Se desviares o teu pé de profanar o Shabbat (sábado), de fazeres a tua vontade no meu santo dia; se ao Shabat (sábado) chamares deleitoso e santo dia do YHWH digno de honra; se o honrares, não seguindo os teus caminhos, nem as tuas próprias vontades nem falando palavras vã”

    Nota: Sendo o Sábado um “Santo dia de YHWH”, é um dia espiritual separado para alimentar o nosso espírito e não a nossa carne. Todos sabemos que os nossos anseios por sexo classificam-se como sentimento terreno, carnal. A vontade de fazer sexo não provém do espírito e sim da paixão da carne. Quando oramos, consagramos ou meditamos na palavra do Eterno, alimentamos o nosso lado espiritual e consequentemente buscamos as coisas de cima, do céu. Em contrapartida, os vícios, sejam eles sentimentais (ira, depressão, vanglória, contenda), químicos (tabagismo, alcoolismo, drogas), assim como o vício sexual. Todos estes se expressam na carne não no espírito, como nos orienta o apóstolo Paulo:

    “Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis.” Gálatas 5:16-17

    YHWH dá-nos seis dias para fazer toda a sua obra, mas o sétimo dia é designado para as coisas espirituais:

    “….se ao Shabat chamares deleitoso e santo dia do YHWH, digno de honra; se o honrares, não seguindo os teus caminhos, nem as tuas próprias vontades nem falando palavras vã”.

    Outra coisa a considerar, é que muitas pessoas no aflorar do acto sexual anima-se deliberadamente e dizem muitas palavras que não ficaria bem em dizê-las, por exemplo, dentro de um lugar Santo/separado. O Sábado também é um santuário!

    2º – A EJACULAÇÃO CONTAMINA SEGUNDO A TORAH:

    A Torah explicita que no momento da ejaculação masculina, tanto o homem quanto a mulher contaminam-se através da emissão do sémen (esperma). E este é o facto crucial para se explicar e demonstrar que não é lícito a prática sexual no Sábado:

    “Também se sair de um homem o seu sémen banhará o seu corpo todo em água, e será imundo até a tarde” Lv. 15:16.

    Nota: Este texto é enfático ao dizer que por intermédio do acto sexual o casal encontrar-se-á cerimonialmente impossibilitado de se achegar ao Eterno. O grau de impureza aqui mencionado é o mesmo em relação a quem se contaminou por algum morto ou aquele que comeu carne de porco, por exemplo.

    É UM MANDAMENTO TOMAR BANHO DEPOIS DA RELAÇÃO SEXUAL

    “Igualmente quanto à mulher com quem o homem se deitar com sémen, ambos se banharão em água, e serão imundos até a tarde” Lv. 15:18.

    Este mandamento do Eterno é explicado por uma questão bem simples: Há vida no sémen! E todos sabem que milhões de espermatozóide irão morrer após a ejaculação. Por isto Elohim ordena que tomemos banho após a relação, esse é um mandamento claro! YHWH não está a condenar o acto sexual em si. Pois através do mesmo é que se concebe o maior dom de Deus, a Vida! No entanto, Ele orienta-nos sobre a contaminação pelo sémen morto! O banho não tem o poder de te purificar, mas é designado para evitar que outros objectos sejam contaminados: “…ambos se banharão em água, e serão imundos até a tarde”

    “E toda roupa, e toda pele sobre que houver sémen (Zera) serão lavadas em água, e serão imundas até a tarde”

    “Zera” é um substantivo masculino em hebraico para esperma (grego). Vem de ZARA que é usado para descrever a “semente” (Sémen), conotativo de posteridade, descendência, sementeira. Foi usada em Daniel 2:43 para descrever, na expressão idiomática “Com semente humana”.

    “Disse mais YHWH a Moisés: Vai ao povo, e santifica-os hoje e amanhã; lavem eles os seus vestidos, e estejam prontos para o terceiro dia; porquanto no terceiro dia descerá o YHWH diante dos olhos de todo o povo sobre o monte Sinai….Então Moisés desceu do monte ao povo, e santificou o povo; e lavaram os seus vestidos. E disse ele ao povo: Estai prontos para o terceiro dia; e não vos chegueis a mulher” Ex. 19:10, 14

    Nesta passagem pode-se notar a preocupação de Moisés em purificar Israel para um inusitado encontro com o Eterno. A ordem do profeta foi que o arraial se purificasse por três dias consecutivos. Todos deviam lavar as suas vestimentas e privarem-se das suas mulheres. O que YHWH ordena por intermédio de Moisés é que nenhum hebreu apareça perante o Eterno contaminado pelo sémen da cópula. Esta passagem é notória por se entender que YHWH, estava a partir deste ponto a ensinar um princípio muito importante para todo Israelita no futuro e que este princípio seria perpetrado no meio do povo escolhido. YHWH os ensinara que sexo e adoração têm que estar em dois opostos.

    Diferentemente do Egipto donde saíram e Canaã para onde entrariam mais adiante, YHWH faz uma separação de águas neste conceito cultural. Por isso, disse sempre repetidas vezes: Sedes santos (Separados) por que eu sou Santo (Separado)! Nestes lugares e por todos os outros, cultos orgásticos eram oferecidos às entidades espirituais em forma de adoração. Assim também como prostituição, defecagens e tantas outras abominações parecidas. Quando o Eterno dava as suas leis de higiene como banhos, lavagens, purificações, para o sumo sacerdote emitia um novo padrão de percepção e comportamento sobre a Sua Natureza.

    Então o Altíssimo estabelece quando e como é que uma mulher está contaminada “pelo sangue de sua separação” (o princípio do sangue menstrual é o mesmo que a do esperma. O sangue é vida segundo a Torah, e quando expelido da mulher, seca-se perecendo. Sem falar nas doenças que na sua maioria, residem no sangue).

    Durante alguns anos, apesar de ainda ser jovem, questionei o facto da Bíblia mencionar a imundice da mulher quando se encontra nos dias de menstruação, e sempre me fez um pouco de confusão. Mas sabia que não era uma mera proibição, não podia ser, Deus é perfeito, sabe o que diz. Recentemente vim a saber, num documentário sobre a Saúde Feminina, que as relações sexuais durante o período da menstruação, acrescem em 80% a possibilidade da mulher vir a contrair cancro do colo do útero (Papiloma virus humano). Dei graças a Deus mais uma vez, por mais uma vez concluir que Deus é perfeito. Tudo mas tudo tem uma razão de ser.

    YHWH ordena que abstenhamo-nos de sexo por sete dias após o início da menstruação das nossas mulheres. Mesmo que, por exemplo, dure apenas três ou quatro dias o fluxo de sangue, ainda assim deve-se manter separação por sete dias, conforme o mandamento de Lev. 15:9.
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    SEXO PÓS- PARTO:

    “Disse mais o YHWH a Moisés:“Fala aos filhos de Israel, dizendo: Se uma mulher conceber e tiver um menino, será imunda sete dias; assim como nos dias da impureza da sua enfermidade (menstruação), será imunda….Depois permanecerá ela trinta e três dias no sangue da sua purificação (resguardo); em nenhuma coisa sagrada tocará, nem entrará no santuário até que se cumpram os dias da sua purificação” Lev. 12:1-4
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    Nota: Os sete primeiros dias pós-parto são considerados como uma menstruação. Neste caso, havia uma separação total da mulher, que naquela época, tinha um quarto separado para esta situação. Devemos considerar é claro que o problema todo, era a contaminação pelo sangue, que no sistema arcaico de prevenção, era usado como proteção, apenas um “+aninho”. Este consistia numa tira de pano com várias dobras, o que não funcionava de forma exemplar, deixando traspassar o sangue, contaminando assim, tudo sobre o que a mulher se assentava como cadeira, sela, cama etc. Hoje, temos técnicas muito mais eficiente, como é o caso do tampão ou do penso higiénico, ambos com características de grande capacidade absorvente, que em alguns casos são 100% confiáveis. Mesmo assim, algumas medidas são necessárias a serem tomadas, as quais relatarei mais adiante.

    Ao término dos sete dias pós-parto, a mulher entra num outro período de 33 dias. Nestes dias, a mulher continua impura, no entanto, o seu estado de separação é amenizado. Eu só entendi o porquê deste preceito depois da minha mulher ter dado à luz o nosso filho. Lembro-me que após a saída do hospital, a minha mulher contou-me a recomendação médica:

    -Amor, a médica disse que seria benéfico se nós nos privássemos da relação sexual pelo menos que deixássemos passar um pouco mais de um mês! Eu sorri para ela e disse:

    – Faz sentido amor, o Médico dos médicos que é YWHW, disse 40 dias. Confio mais nele! Fiquei maravilhado como a prescrição médica para nós era tão próxima da que Elohim dissera à milénios atrás!

    Lembro-me também que durante este período, a minha mulher uma vez por outra, tinha emissões do resto da placenta. Foi aí que entendi de forma plena a recomendação do Criador dos céus e da terra! Realmente a Torah é vida para os que nela se apegam! Baruch Hashem!!

    Caso o nascimento seja menina, os dias de separação diferem, vejamos:

    “Mas, se tiver uma menina, então será imunda duas semanas, como na sua impureza; depois permanecerá sessenta e seis dias no sangue da sua purificação” Lv. 12:5,6.
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    O que se entende aqui, é que caso a mulher conceba menina, dobra-se o período de sua contaminação. É obvio que, se a mulher deu a luz a uma menina, fará purificação por 40 dias por si mesma e mais 40 dias por sua filha. Mas essa não é uma explicação científica para a questão. Falando como leigo, pois não sou médico e não tenho autoridade no assunto. Arrisco-me a dizer que, a complexidade para se gerar uma menina é maior do que, quando um menino. Sabemos que a mulher é em si, mais complica que o homem propriamente dito, por todo o processo que a mesma têm de passar periodicamente, transformando todo o seu metabolismo, chegando até a ter alterações no seu humor, assim como na sua personalidade em alguns casos. Mas o Eterno saberá o porquê desta distinção.

    “Se uma mulher tiver um fluxo de sangue por muitos dias fora do tempo da sua impureza (menstruação), ou quando tiver fluxo de sangue por mais tempo do que a sua impureza, por todos os dias do fluxo da sua imundícia será como nos dias da sua impureza (menstruação); imunda será. Toda cama sobre que ela se deitar durante todos os dias do seu fluxo ser-lhe-á como a cama da sua impureza; e toda coisa sobre que se sentar será imunda, conforme a imundícia da sua impureza…Quando ela ficar limpa do seu fluxo, contará para si sete dias, e depois será limpa” Lv. 12:25-28

    Bem, nesta passagem temos duas possibilidades diferentes. Primeiro é abordada a hipótese da mulher ter algum fluxo de sangue fora do seu período menstrual, por alguma complicação, seja ela qual for. No segundo exemplo, é relatada a possibilidade de a mulher ter o seu fluxo menstrual prolongado. Isto é diferente da menstruação natural. Como foi mostrado pelo gráfico acima, a mulher que sangrar por 4 dias, por exemplo, ficará mesmo assim, por 7 dias sem relações sexuais. Assim sendo, hipoteticamente, ela ficará apenas 3 dias em abstinência após o término do sangramento. Porém, 7 dias ao todo na soma geral, após o começo do fluxo. Já, no caso do texto a examinar não será assim. Se seu fluxo sanguíneo durar eventualmente 10 dias, ao final do sangramento se acrescentará mais 7 dias para a purificação, somando no geral 17 dias de abstinência, sendo o 18º dia apropriado para a retomada da atividade sexual.

    Yeshua, o Filho Unigénito de YHWH, disse em Mt. 5:17,18: “Não penseis que vim acabar com a Torah ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da Torah um só Yud ou um só traço”.

    Se a Torah é a mesma segundo Yeshua e, se YHWH também é o mesmo segundo Ele mesmo, temos que ter muito cuidado para não violarmos voluntariamente a Torah e muito mais cuidado ao ensinar a mesma: “Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus”

    ONÃ DERRAMA SÊMEN NO CHÃO!

    “Então disse Yehudah (Judá) a Onã: Toma a mulher de teu irmão, e cumprindo-lhe o dever de cunhado, suscita descendência a teu irmão. Onã, porém, sabia que tal descendência não havia de ser para ele; de modo que, toda vez que se unia à mulher de seu irmão, derramava o sémen no chão para não dar descendência a seu irmão. E o que ele fazia era mau aos olhos do Senhor, pelo que o matou também a ele” Gén. 38:8-10

    Achámos oportuno e interessante abordarmos esta questão, pelo facto da impressão imediata que o texto emite sobre quem o lê aleivosamente. Há quem pense que o pecado de Onã concentra-se por si só, justamente no acto de ter lançado o seu sémen no chão. Digamos que, se Onã vivesse nos dias atuais, indubitavelmente teria usado um preservativo! Mas o seu pecado não foi este. Onã, pela Torah, competia-lhe suscitar descendência ao seu falecido irmão. Este costume em Israel dava-se primeiramente pela preservação das tribos e dos clãs. Ora, Onã sabendo que os filhos que suscitasse com a sua cunhada Tamar não levariam o seu nome, mas do seu irmão, agiu então de forma leviana e egoísta. Este foi o seu pecado, teve relações com a sua cunhada para um fim bem específico pela Torah, contudo, apesar do prazer sexual, fugia à responsabilidade que lhe cabia. Depois da Torah citar que Onã derramava o sémen no chão, acrescenta: “para não dar descendência a seu irmão” deixando claro que a transgressão não foi do acto, mas a intenção!

    Conclusão:

    Sexo ao Sábado não é lícito segundo a Torah devido à impureza causada pela emissão do sémen. O Eterno dá-nos seis dias da semana para fazermos as nossas tarefas e vivermos o nosso dia-a-dia, e pede que lhe dediquemos apenas um único dia da semana. O Eterno não é nem por sombras egoísta, antes pelo contrário. É benevolente. O Eterno poderia ter determinado 6 dias para dedicarmos a Ele e um para nós, mas não. Faz exactamente o contrário. Quem está de facto a ser egoísta?

    Por isso, santifiquemos ao Eterno, e santifiquemos o

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