Processo de doação de sangue é simples e salva vidas

Processo de doação de sangue é simples e salva vidas

Doar sangue é uma maneira de ser solidário. Pensando nisso, o Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus Engenheiro Coelho, dentro da filosofia do projeto Vida por Vidas, promove duas vezes ao ano uma oportunidade para que os alunos exerçam solidariedade.

A organizadora da iniciativa e enfermeira do campus, Kelly Costa, está à frente desse projeto há quatro anos. “Doar é ter a oportunidade de salvar mais de duas vidas com apenas 450 ml de sangue”, afirma.

A parceria é firmada com o Hemocentro da Universidade de Campinas (Unicamp) e, em coletas como essa, um ônibus adaptado do Hemocentro fica no estacionamento da faculdade para atender professores, estudantes e funcionários para que tenham a oportunidade de doar sem sair de sua zona de conforto.

A doação de sangue é um procedimento seguro, sigiloso e rápido. Para ser um doador basta ter mais que 18 anos, pesar acima de 50 quilos, estar alimentado e ter em mãos documento original com foto. Se a pessoa estiver com gripe ou resfriado, não deve doar temporariamente. Mesmo que tenha se recuperado, deve aguardar uma semana para que esteja novamente apta para isso.

O processo é simples. Primeiramente, é realizado um cadastro dos dados pessoais. Em seguida, a equipe de profissionais faz uma entrevista de triagem clínica com teste de anemia, verificação da pressão arterial e o peso do doador para finalmente realizar a coleta. Após a coleta do material, o mesmo passa por uma série de exames para então ser realmente disponibilizado nos bancos de sangue. E em tudo isso o doador só gasta, em média, 15 minutos.

No entanto, existem alguns mitos dentro desse assunto, como por exemplo, dizer que a doação entope as veias, ou que “engrossa” o sangue ou, ainda, que deve ser uma prática pelo resto da vida. Nenhuma dessas afirmações é verdadeira. Porém, contribuem para que pessoas desistam de doar e os hemocentros recebam menos voluntários.

De acordo com Kelly, é possível doar mais de uma vez. O intervalo ideal para homens e mulheres é diferente: dois meses para eles e três meses para elas. Isso porque a reposição de cada componente do sangue demora um tempo específico.

Kátia Francischi, colaboradora da Fundação Pró-Sangue, declara que a filosofia da instituição preza pela fidelização dos doadores. “Temos, por exemplo, uma ação de fidelização conhecida como Clube Irmãos de Sangue. A ideia nasceu da vontade de reconhecer e demonstrar o orgulho, a admiração e a gratidão que a Pró-Sangue tem por esses doadores voluntários,” declara.

Outra ação é o serviço Alô Pró-Sangue, no qual a Fundação oferece atendimento voltado ao doador por meio de ligações telefônicas. Tudo isso para que o ato se torne um hábito na vida dos brasileiros. [Equipe ASN, Caroline Oliveira]

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Leandro Quadros
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6 Comentários

  1. Ane
    junho 28, 08:21 Resposta

    Muitas vidas são salvas no momento… mas os problemas decorrente do tratamento transfusional vem depois….

  2. Daniel Oliveira
    dezembro 08, 15:11 Resposta

    Que bom que a medicina vai sempre avançando. Um dia estaremos livre desse péssimo tratamento e também da indústria que há por detrás dele.

  3. Caique
    novembro 28, 19:05 Resposta

    Primeiramente os benefícios da transfusão de sangue, são muito “questionáveis” hoje em dia entre o meio médico, eu como estudante “ocasional” de medicina conheço bem os malefícios da transfusão de sangue, existe vários casos de morte relacionados ao uso desse procedimento. Tanto é que hospitais ao redor do mundo estão trabalhando cada vez mais para reduzir o máximo o numero de transfusões de sangue! Sei que muita gente tem uma percepção positiva quanto ao uso de sangue, mais queria informar que isso não é tão verdade assim, gostaria de deixar uma oportunidade aos que gostam de pesquisar acessar o seguinte site: http://bloodless.com.br/pt/ Onde existe uma serie de artigos médicos ao redor do mundo, explicando muito detalhadamente os malefícios das transfusões de sangue, bem como os tratamentos médicos alternativos para esse processo, nos quais muitas testemunhas de Jeová fazem uso. Mais antes de qualquer conclusão precipitada queria informar que o site não é TJ, e nem eu faço parte dessa organização. Queria que os caros leitores não levassem para o lado religioso, mais sim para o lado medico e cientifico.

    • Leandro Quadros
      dezembro 04, 09:41 Resposta

      Prezado Caique: obrigado por seu comentário. Gostaria de sugerir que atente para o fato de que raramente (se é que posso dizer assim) um procedimento científico é 100% seguro. Entretanto, nem por isso o rejeitaremos, ainda mais considerando que muito mais vidas são salvas (por ele) do que perdidas.

      Estamos num mundo envenenado pelo pecado. Desse modo, muitas vezes teremos de escolher “dos males o menor” – sempre dentro dos princípios divinos, obviamente.

      Um abraço e feliz semana.

    • Os benefícios superam os supostos malefícios, não há nenhum procedimento capaz de recuperar o sangue como uma transfusão. Mesmo “não sendo tão seguro assim”, devemos utiliza-lá. A falta de doadores e interesses economicos é que contribui para a diminuição do uso de transfusão.

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