A Bíblia, Ellen G. White e o uso da calça comprida feminina

A Bíblia, Ellen G. White e o uso da calça comprida feminina

Introdução

Há algum tempo disponibilizamos em minha página no Facebook um post sobre Deuteronômio 22.5 explicando que o texto não trata da calça comprida em si, mas do travestismo.

Percebendo através de comentários que alguns filhos e filhas de Deus não compreenderam o princípio bíblico tratado no texto, bem como os princípios de modéstia cristã expostos em 1 Timóteo 2.9, 10 e 1 Pedro 3.3,4 (entre outros versos), decidimos fazer algumas considerações sobre o tema, com o objetivo de contribuirmos para a compreensão adequada do texto bíblico.

Por isso, no presente post transcreveremos alguns dos princípios da Bíblia (nossa única regra de fé e prática – Jo 17.17; At 17.11) para o vestuário cristão, e contextualizaremos algumas citações da escritora cristã Ellen G. White que nos levam em direção à um entendimento correto e equilibrado sobre o assunto.

Isso se torna de extrema importância considerando a observação feita por Ellen G. White: de que, infelizmente, em alguns lares “as criancinhas ouvem mais de vestuário do que da salvação”.[1]

O que o texto bíblico diz sobre a calça comprida

A meta hermenêutica (interpretativa) fundamental a ser buscada por todo estudante da Bíblia é compreender o que o autor originalmente tinha em mente quando escreveu o texto. Portanto, como bem apontaram Gordon D. Fee e Douglas Stuart, interpretar a Bíblia “não é ser ‘original’, tentando descobrir aquilo que ninguém viu. É chegar ao sentido claro do texto”.[2]

A tendência de vários cristãos é interpretar Deuteronômio 22.5 como uma advertência de Deus contra o uso de calça comprida por parte das mulheres. Porém, esse não é o caso. Considerando que a calça como vestimenta masculina ou feminina não existia no período em que o texto foi escrito (cerca de 3.500 anos atrás!), é totalmente infundado alegar que Deuteronômio 22.5 proíbe tal vestimenta. Isso faz parte de um procedimento condenado pelos eruditos bíblicos conhecido como “eisegese”, que é o mesmo que colocar no texto ideias pessoais do intérprete. É o “antônimo” de “exegese”, que significa extrair do texto as ideias que o autor original tinha em mente quando o escreveu.

Transcreveremos o texto na Tradução Ecumênica da Bíblia para que o leitor perceba do que realmente trata o verso em questão: “Uma mulher não usará vestes de homem; um homem não se vestirá com um manto de mulher, pois quem quer que assim proceda é uma abominação para o Senhor, teu Deus”.[3]

Destacou-se a palavra “manto” justamente para mostrar que o tipo de vestimenta usada na época não eram calças, ternos, saias, vestidos, etc., mas mantos, túnicas. Naquela época, “não havia muita diferença entre as roupas masculinas e femininas. Uma das principais era que as mulheres usavam o véu, e talvez algumas roupas de cores mais vistosas”.[4]  Além disso, o cinto que prendia a roupa do homem (para facilitar a caminhada) tinha uma cor mais neutra, enquanto que o cinto usado no manto feminino era bem mais colorido.

Portanto, lendo atentamente Deuteronômio 22.5, é fácil perceber que Moisés lida com a questão do travestismo, ensinando que mulher deve se vestir como mulher e homem, como homem.[5] Como destacado por William Coleman, “as mulheres também usavam cinco peças de vestuário, como os homens. E apesar de as diferenças entre as vestes masculinas e femininas serem muito pequenas, elas existiam de fato. Pela lei de Moisés, era proibido que alguém vestisse as roupas do sexo oposto (Dt 22.5)”.[6]

Por isso, os exegetas Gordon D. Fee e Douglas Stuart apontaram acertadamente:

Há, por exemplo, cristãos que baseados em Deuteronômio 22.5, argumentam literalmente que a mulher não deve usar calça comprida nem short. As mesmas pessoas, porém, raras vezes tomam literalmente os demais imperativos daquela lista, que incluem a construção de um parapeito no telhado de casa (v. 8), a não plantação de dois tipos de sementes numa vinha (v. 9), e fazer borlas nos quatro cantos do manto (v. 12). [7]

O que dizer sobre a calça comprida?

Considerando que em nossa cultura ocidental existem calças masculinas e femininas, o princípio realmente ensinado em Deuteronômio 22.5 para nossos dias é que os homens não devem usar calças próprias para mulheres, nem estas usarem calças que são apropriadas para pessoas do sexo masculino. Afirmar que toda calça comprida é um vestuário masculino em nossa cultura ocidental é infundado e, ao mesmo tempo, desconsiderar o propósito principal de Deuteronômio 22.5.

Não há problema algum em uma mulher cristã usar calça feminina no contexto apropriado[8] se sua roupa estiver de acordo com os princípios de modéstia, pureza e decência ensinados em 1 Timóteo 2.9, 10:

“Da mesma forma, quero que as mulheres se vistam modestamente, com decência e discrição, não se adornando com tranças e ouro, nem com pérolas ou com roupas caras, mas com boas obras, como convém a mulheres que declaram adorar a Deus”[9].

Os princípios destacados no texto acima a serem considerados na escolha da roupa feminina são estes:

  • Modéstia
  • Decência
  • Discrição
  • Sem luxo
  • Que não ofusque o que a pessoa é e faça seu corpo aparecer mais do que sua essência e caráter. Ao mesmo tempo, uma roupa com tais características não é sinônimo de desleixo e feiura. O vestuário “deve possuir a graça e a beleza, a conveniência da simplicidade natural. Cristo nos advertiu contra o orgulho da vida, mas não contra sua graça e beleza naturais”.[10]

Há saias e vestidos (e calças femininas) modestos e imodestos. Há saias e vestidos (e calças…) decentes e indecentes. Há saias e vestidos (e calças!) discretos e indiscretos. Há saias e vestidos (sim: e calças) luxuosos e não luxuosos. Resumindo: há saias e vestidos (de novo: e calças…) que chamam mais a atenção para o que a pessoa usa do que para o que ela é.

Perceba que o problema não está no uso de um tipo de roupa, e sim se tal peça do vestuário se harmoniza com os princípios de pureza e modéstia cristã expostos na Palavra de Deus (leia também 1Pe 3.3-5). O Criador não está preocupado se você usará saia ou calça, mas sim se sua roupa estará de acordo com a “moda cristã” ensinada por Ele.

Se você, mulher, escolher uma roupa apropriada para mulheres[11] (saia feminina ou calça feminina) e considerar que tal roupa precisa ser modesta, decente, discreta e sem luxo, estará obedecendo ao mandamento bíblico, além de contribuir para que os homens adulterem menos mentalmente. Sobre isso R. N. Champlin se expressou com muita franqueza:

Mesmo assim, até hoje prefiro que as mulheres crentes usem vestidos; mas tenho de admitir que um vestido é mais sexualmente apelativo do que calças compridas, pelo que, se uma mulher quiser parecer menos atrativa, sexualmente falando, que ela passe a usar calças compridas. Não será isso um ponto em favor do uso de calças compridas por parte das mulheres? Além disso, consideremos que uma mulher com seus longos cabelos soltos, que use um vestido longo bem talhado, fica muito mais atrativa, sexualmente, e assim será mais cobiçada do que uma mulher que use cabelos curtos e calças compridas. Assim, se você quiser reduzir a concupiscência, recomende que as mulheres cortem curto os cabelos e usem calças compridas. Mas é isso o que elas andam fazendo, afinal. O que posso afirmar é que o fato de as mulheres usarem cabelos curtos e vestirem calças compridas pode aliviar muitas tensões.[12]

A opinião de um homem é muito importante, considerando que este é muito mais atraído pelo aspecto visual do que uma mulher.

O uso da calça nos dias de Ellen G. White

Já vimos que uma mulher não deixa de ser uma cristã decente por usar uma calça comprida que tenha sido escolhida com os critérios de Deuteronômio 22.5, 1 Timóteo 2.9, 10 e 1 Pedro 3.3,4.

Porém, algumas pessoas sinceras podem questionar: “mas Ellen G. White não condenou o uso de calça comprida quando escreveu contra o ‘traje americano’”? As orientações para que a mulher não adotasse o “traje americano” se encontram na obra Testemunhos Para a Igreja, vol. 1, p. 456-466.

Para compreendermos devidamente tais orientações, precisamos fazer ao menos duas coisas: (1) saber no que consistia o traje americano condenado por ela e (2) ler todo o capítulo.

Se dúvidas permanecerem, ou se a pessoa se sentir mais segura buscando fontes autorizadas, um terceiro passo é ler o “Apêndice” preparado pelos Depositários do Patrimônio Literário White. É o que faremos no presente tópico.

Em primeiro lugar, se cremos que Ellen G. White foi uma profetisa usada por Deus para levar nossas mentes de volta à Bíblia, nossa única regra de fé e prática[13], não podemos imaginar que ela tenha ensinado algo que não esteja relacionado com os princípios realmente existentes no texto de Deuteronômio 22.5. Se assim o fizesse, ela teria sido uma falsa profetisa (cf. Ap 22.18-19).

Todavia, quando entendemos os escritos de Ellen G. White contextualmente, percebemos que além de tais escritos exaltarem a Jesus Cristo e a Bíblia Sagrada[14], demonstram total coerência com as Escrituras e não acrescentam (jamais poderiam) “um i ou um til” (cf. Mt 5.17) à Palavra de Deus.

Partindo desses pressupostos, estaremos habilitados para compreender o referido trecho de Testemunhos Para Igreja, vol. 1, no qual ela trata sobre “A Reforma do Vestuário”.

No que consistia o traje americano

Tanto Ellen G. White quando os Depositários do Patrimônio Literário White nos informam o seguinte:

Ellen G. White: “Existe ainda outro estilo de vestido adotado pela classe de supostas reformadoras do vestuário. Imitam o máximo possível o sexo aposto. Usam bonés, calças, coletes, paletós e botas, sendo estas últimas as partes mais destacadas no traje… Consiste de colete, calças e uma peça semelhante a um casaco, que vai até a metade da cocha”.[15]

Depositários do Patrimônio Literário White: “O ‘traje americano’, ao qual se refere a irmã White, era uma modificação do estilo anterior patrocinada pela Dra. Harriet Austin, de Dansville, Nova Iorque. Combinava saia curta, cujo comprimento ia ‘até a metade da coxa’ entre os quadris e os joelhos, com calças de aparência masculina, paletó e colete… Este ‘assim chamado vestuário reformado’ foi mostrado à irmã White em 1864 como sendo inadequado para ser adotado pelo povo de Deus”.[16]

Na identificação do traje americano algumas coisas saltam diante dos olhos do leitor:

  1. O mesmo não consistia somente de calça masculina, mas também no uso de boné masculino, colete, paletó, bota e saia curta.
  2. Que Ellen G. White era contra a masculinização do vestuário feminino.

É totalmente infundado alegar que ela esteja sendo contrária a um tipo de roupa em específico – nesse caso, a calça feminina que existe em nossos dias (repetirmos: tal roupa deve estar de acordo com os princípios de modéstia e pureza de 1 Timóteo 2.9, 10).

Do mesmo modo que a condenação dela ao uso de botas masculinas por parte das mulheres não significa que hoje as cristãs não possam usar botas femininas, sua condenação ao uso de calças masculinas não pressupõe que a mulher moderna não possa usar uma calça feminina.

Por uma questão de coerência, quem critica o uso de calças femininas deveria também criticar (e não usar) botas femininas e nem mesmo bonés femininos. Que Ellen White não condena o uso de botas femininas fica bastante claro no contexto:

“A forma do corpo não deveria ser comprimida, no mínimo que fosse, com espartilhos e cintas. O vestido deve ser totalmente confortável, para que os pulmões e o coração possam desempenhar ação saudável. O vestido deve atingir um pouco abaixo da parte alta da bota, mas curto o suficiente para não varrer a sujeita das ruas e calçadas, sem precisar erguê-lo com a mão. Um vestido ainda mais curto do que esse seria apropriado, conveniente e saudável para as mulheres quando nas lides domésticas, especialmente para as que são obrigadas a executar trabalho ao ar livre”.

Preste bem atenção! Se White num parágrafo condenou o traje americano que tinha bota masculina e noutro aprovou o uso de botas femininas[17], é óbvio que nos dias de hoje ela condenaria a calça masculina para as mulheres e aprovaria as calças (modestas e puras) femininas!

Do mesmo modo que ela recomendou botas femininas, com certeza recomendaria também calças, coletes e bonés femininos. Para serem coerentes com o texto, as pessoas que creem ser todas as calças “roupas masculinas”, deveriam também crer que todos os tipos de botas, coletes e bonés também são masculinos. Na verdade, isso seria uma grande incoerência.

O assunto tratado por Ellen G. White é o travestismo

A leitura contextual e imparcial do capítulo 83 do livro Testemunhos Para a Igreja, vol. 1, revela que a Sra. White não trata da calça em si (até porque a calça feminina não existia nos dias dela), mas da moda na época que incentivava o travestismo. Como é de se esperar de um verdadeiro profeta, ela se detém no mesmo princípio de Deuteronômio 22.5.

Os princípios e ensinamentos que extraímos através de uma leitura correta do referido capítulo de Ellen White são os seguintes:

  1. Equilíbrio – “…O motivo de eu chamar-lhes novamente a atenção para o assunto do vestuário é que alguns parecem não compreender o que escrevi anteriormente. Alguns que não estão dispostos a crer no que escrevi, estão fazendo esforços para confundir nossas igrejas sobre esse importante assunto. Não se deve dar aos descrentes nenhuma ocasião de desonrar nossa fé. Somos considerados estranhos e singulares, e não devemos adotar uma conduta que leve os descrentes a pensar que o somos mais do que nossa fé requer que sejamos… Foi-me mostrado que Deus requer que tenhamos uma conduta coerente e sensata”.[18]
  1. Rejeitar qualquer tipo de moda que leve a mulher parecer-se com os homens – “Vi que a ordem de Deus foi invertida e Suas orientações especiais menosprezadas por aqueles que adotam o traje americano. Minha atenção foi chamada para o seguinte verso: ‘Não haverá trajo de homem na mulher, e não vestirá o homem veste de mulher; porque qualquer que faz isto abominação é ao Senhor, teu Deus.’ Deuteronômio 22:5. Deus não deseja que Seu povo adote essa pretensa reforma de vestuário. Trata-se de um vestuário ousado, completamente inadequado às modestas e humildes seguidoras de Cristo. Há uma crescente tendência de as mulheres usarem vestuário e adotarem aparência mais semelhantes aos do sexo oposto e escolherem seus trajes bem parecidos com os dos homens. Mas Deus declara que isso é abominação. ‘Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia’. 1 Timóteo 2:9… Esse testemunho me foi dado como reprovação para as irmãs que se sentem inclinadas a adotar um estilo de vestuário criado para os homens. Mas, ao mesmo tempo, foram-me mostrados os males de um estilo comum para as vestes femininas”.
  1. Fazer distinção entre roupas femininas e masculinas, bem como evitar o luxo – “Deus determinou que houvesse clara distinção entre trajes masculinos e femininos, e considerou o assunto de suficiente importância para dar explícitas instruções a esse respeito, pois se o mesmo traje for usado por ambos os sexos, causaria confusão e grande aumento de crime. Se o apóstolo Paulo estivesse vivo e contemplasse as mulheres que professam piedade usando esse tipo de vestuário, pronunciaria a repreensão: ‘Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos, mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras’. 1 Timóteo 2:9, 10. A maioria dos professos cristãos, desrespeitam totalmente os ensinos dos apóstolos, usando ouro, pérolas e vestidos custosos”.[19]
  1. Não fazer uso de roupas desconfortáveis e que prejudiquem a saúde, incluindo vestidos muito longos “Cremos não estar de conformidade com a nossa fé vestir-se de acordo com o traje americano, usar saias-balão, ou ir ao extremo de vestir compridos vestidos que varrem as calçadas e ruas. Caso as mulheres usassem seus vestidos deixando um espaço de uma ou duas polegadas entre a sujeira das ruas, seus vestidos seriam mais modestos, e poderiam ser conservados limpos muito mais facilmente e durante mais tempo. Esses vestidos estariam de conformidade com a nossa fé”.[20]
  1. Fazer a escolha da roupa considerando os princípios de saúde e o conforto – “As mulheres devem agasalhar seus membros visando maior saúde e conforto. Seus pés e pernas devem estar protegidos — assim como os dos homes”.[21]
  1. Mesmo não aderindo a modas extravagantes e que prejudicam a saúde, as mulheres cristãs não devem se vestir como “extraterrestres”, tornando-se objeto de zombaria diante dos incrédulos – “As mulheres cristãs não se devem dar a trabalhos para se tornarem objeto de ridículo por vestir diferentemente do mundo. Mas, se seguindo suas convicções de dever a respeito do vestir modesta e saudavelmente, elas se acham fora da moda, não devem mudar de vestuário a fim de ser semelhantes ao mundo; porém manifestar nobre independência e coragem moral para ser corretas, ainda que o mundo inteiro delas difira. Caso o mundo introduza um modo de vestir decente, conveniente e saudável, que esteja em harmonia com a Bíblia, não muda nossa relação para com Deus ou para com o mundo ou adotar tal estilo de vestuário. As mulheres cristãs devem seguir a Cristo e fazer seus vestidos em conformidade com a Palavra de Deus. Devem evitar os extremos. Devem elas adotar humildemente uma conduta reta, apegando-se ao direito por ser direito, sem se preocupar com aplausos ou censuras”.[22]
  1. Não fazer uso das orientações de Ellen G. White como pretexto para criticar o vestuário dos outros – “Existe uma posição intermediária nestas coisas. Oh! possamos todos encontrar sabiamente essa posição e conservá-la! Que todos examinemos nosso coração e neste tempo solene, arrependamo-nos dos nossos pecados e nos humilhemos diante de Deus. A obra está entre Deus e o próprio coração. É uma obra individual, e todos têm muito o que fazer sem ser criticar o vestuário, os atos e os motivos de seus irmãos e irmãs…”.[23]

Perceba nesses princípios listados que a preocupação de Ellen G. White não é simplesmente estilística. Ela vai muito além disso. Além disso, dentre os diversos princípios encontrados nos escritos dela sobre vestuário cristão, a “modéstia aparece como um dos princípios mais importantes para guiar o gosto cristão”.[24]

Também devemos considerar que em Testemunhos Para a Igreja, vol, 1, ela não milita contra um formato específico de roupa (calça, saia, vestido, camisa), até porque ela teria problemas de aplicar isso universalmente. Por exemplo, na Escócia, África e Ásia há roupas masculinas que se assemelham a saias e vestidos. As pessoas de tais culturas não veem tais homens como se estivessem vestidos como mulheres. Até mesmo em nossa cultura, quando vemos um pastor batizar com uma túnica que parece um longo vestido, não entendemos que ele seja um homem se vestindo como mulher. Além disso, nos tempos bíblicos, a veste interior, peça básica do vestuário masculino, era “a túnica, uma espécie de camisa longa, semelhante a um vestido ou a uma camisola de dormir”[25], feita de lã ou linho.

O equilíbrio de Ellen G. White em relação ao vestuário é impressionante.                             Mesmo tendo orientado as mulheres a adotarem um estilo de vestuário em seus dias[26], ela escreveu em 1897:

Algumas supõem que o modelo dado era o modelo que todas deviam adotar. Não é assim. Mas algo simples como esse modelo é o melhor que podemos adotar nestas circunstâncias. Nenhum estilo exato me foi dado como sendo a regra para guiar a todas em seu modo de vestir.[27]

Sobre isso escreveram os Depositários do Patrimônio Literário White:

Com o passar dos anos, os estilos predominantes de vestuário feminino mudaram para melhor, tornando-se mais sensatos e saudáveis. O antigo vestido da reforma de saúde em seu modelo exato não era mais recomendado, mas Ellen White deu sempre um testemunho uniforme a respeito dos princípios fundamentais que deviam orientar o cristão neste mundo. Por isso em 1897 ela escreveu: ‘Estejam nossas irmãs vestidas de maneira simples, como muitas o fazem, usando vestidos de tecido bom e durável, modestos, apropriados para a idade, e não permitam que o assunto do vestido lhes ocupe a mente.[28]

Além de visualizarmos nessa citação princípios adicionais na escolha da roupa, ela recomenda às mulheres não ocuparem a mente com esse tipo de questão, considerando que o evangelho é muito mais amplo em sua mensagem de restauração e transformação.

Como o presente artigo já ficou extenso para a internet, não transcreveremos outros princípios para o vestuário cristão que encontramos nos escritos de Ellen G. White. Quem desejar se aprofundar no assunto, recomendamos a leitura do capítulo 78 da obra Testemunhos Para a Igreja, vol. 1, intitulado “Extremos no Vestuário” (p. 425-426); do capítulo 62 do livro Testemunhos Para a Igreja, vol. 4, intitulado “Simplicidade no Vestuário” (p. 628-648).

Também é muito interessante a leitura do capítulo intitulado “Vestuário” na obra A Ciência do Bom Viver (p. 287-294). Por sua vez, os tópicos “Dress and Adornment” (p. 784-786) e “Dress Reform” (p. 776-788) da obra The Ellen G. White Encyclopedia (citada anteriormente), esboçam os princípios gerais para o vestuário encontrados nos escritos da Sra. White.

O que dizer aos travestis?

Qualquer abordagem que ignore a realidade humana do travestismo se torna bastante fragmentada, e não contribui para mostrar a tais pessoas que Deus as ama do jeito que são, e que o evangelho pode mudar a vida delas para melhor (2Co 5.17). Desse modo, quando abordamos essa problemática precisamos lembrar que estamos mexendo com a sensibilidade de pessoas valiosas para Cristo e que sofrem preconceito sem, muitas vezes, entenderem o que Deus requer delas. Afinal, “como invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue?” (Rm 10.14).

O que dizer a uma pessoa que gosta de se travestir, e que não tenha conhecido antes o princípio bíblico de Deuteronômio 22.5?

Em primeiro lugar, o cristão será reconhecido por sua capacidade de amar os outros do jeito que eles são (Jo 13.35), e jamais fará acepção de pessoas, julgando-se “melhor” ou “superior” (Rm 2.11). Uma pessoa que usa roupas apropriadas para seu gênero à luz das Escrituras[29] e que conhece a Cristo intimamente, abordará o assunto de forma amável (Cl 4.6; 2Tm 2.24-26), elegante e bíblica ao mesmo tempo, não gerando no travesti simplesmente um senso de pecaminosidade, mas alegria por uma graça divina que está disponível a ele, que o ajudará a mudar de vida (2Co 5.17) e a ser feliz de verdade (Jo 14.27; 16.33; Fp 4.4; 1Ts 1.6). Resumindo: o cristão tratará as pessoas do jeito que Cristo as trataria.

Em segundo lugar, o travesti precisa entender que nada poderá fazer sem Cristo (Jo 15.5), pois apenas através da força dEle é que qualquer ser humano – hetero, homossexual, travesti ou transgênero – poderá se tornar o tipo de pessoa que Deus deseja. Ser humano algum pode lutar sozinho. Precisamos de Alguém maior do que nós e esse Alguém é Cristo (Jo 14.6; Mt 11.28-30).

Deve ter um relacionamento com Cristo “em espírito e em verdade” (Jo 4.23, 24) para que consiga “querer e realizar” (Fp 2.13) aquilo que o Senhor lhe pede. Isso leva ao terceiro ponto: o travesti precisa viver impulsionado pelo Espírito Santo e não pela letra da lei, pois “a letra mata e o Espírito vivifica” (2Co 3.6).

O amor atuante do Espírito Santo é que lhe ajudará a viver segundo os princípios divinos (Hb 8.10) e a se tornar uma pessoa feliz com o gênero que Deus lhe deu. A consequência disso será nortear a vida pelo princípio de Deuteronômio 22.5, vestindo-se de modo apropriado ao gênero com o qual veio ao mundo. O Criador deseja isso porque Ele quer sua felicidade e saúde plena, e que desfrute da alegria do ser amado e liberto em Cristo. Afinal, Ele veio a esse mundo morrer numa cruz para que você “tenha vida, e a tenha em abundância” (Jo 10.10).

Portanto, caro leitor travesti, jamais duvide do amor de Deus por você! Adaptando Isaías 55.6 e 8 (Nova Versão Internacional), lhe aconselhamos: “Busque o Senhor enquanto é possível achá-lo; clame por ele enquanto está perto. Volte-se para o Senhor, que terá misericórdia de você; volte-se para o nosso Deus, pois ele dá de bom grado o seu perdão”.

Vá a Jesus assim como está e Ele lhe dará o descanso e a paz que tanto busca: “Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo. Deixem que eu lhes ensine, pois sou manso e humilde de coração, e encontrarão descanso para a alma. Meu jugo é fácil de carregar, e o fardo que lhes dou é leve” (Mt 11.28-30, Nova Versão Transformadora).

Referências e notas

[1] Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, vol. 4 (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2012), p. 643.

[2] Gordon D. Fee e Douglas Stuart, Entendes o que lês? Um guia para entender a Bíblia com auxílio da exegese e da hermenêutica (São Paulo: Vida Nova: 1984), p. 13-14.

[3] Tradução Ecumênica da Bíblia (São Paulo: Edições Loyola e Paulinas, 1995). Ver Deuteronômio 22.5

[4] William L. Coleman, Manual dos Tempos e Costumes Bíblicos (Venda Nova, MG: Betânia, 1991), p. 66.

[5] Ao tratar de Deuteronômio 22.5, o Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1 (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011), p. 1132, explica: “Isto provavelmente seja referência ao costume pagão – comum em alguns lugares atualmente – de simular a troca de sexo com propósitos imorais; homens vestindo roupas de mulher, imitando seus trejeitos e oferecendo seus corpos para fins imorais […] Deus criou homem e mulher, e a distinção ordenada deve ser honrada e obedecida. O desejo de minimizar a diferença é resultante de baixos ideais e contribui para a imoralidade”.

[6] Ibid.

[7] Fee e Stuart, Entendes o que lês?, p. 18.

[8] Isso é de certo modo relativo. Em alguns lugares as mulheres adotam na igreja como roupa de culto um terninho feminino folgado no corpo, elegante, modesto e puro, que não possui a mínima possibilidade de mostrar a marca da calcinha, por exemplo. Isso demonstra que há outras roupas femininas que podem ser mais condizentes com os princípios cristãos que muitas saias ou vestidos compridos que acentuam as peças íntimas. Com isso não estamos dizendo que as cristãs devam ser promotoras de discórdia entre as irmãs de suas igrejas locais, que culturalmente são condicionadas a usar saia. Deve haver um respeito mútuo de ambas as partes e uma consideração respeitosa para com a consciência moral e religiosa dos outros. Inclusive nesse tipo de caso, Romanos 14.1-23 deve ser considerado e obedecido.

[9] Bíblia de Estudo Temas em Concordância, Nova Versão Internacional (Rio de Janeiro: Central Gospel, 2000). Ver 1 Timóteo 2.9, 10.

[10] White, A Ciência do Bom Viver, 10ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2014), p. 289.

[11] Referimo-nos ao contexto social. É claro que no convívio íntimo com o marido, a mulher deve investir na intimidade sexual, vestindo-se de maneira muito atraente e sensual para seu esposo, que é fortemente atraído pelo aspecto visual (os homens, por sua vez, têm de contribuir sendo românticos ao longo do dia e estando bem arrumados, limpos e cheirosos). Obviamente, marido e mulher têm de entrar num consenso amigável para que ambos se sintam à vontade e estimulem um ao outro sem que a consciência moral individual seja agredida. O princípio da satisfação sexual entre marido e mulher, como esboçado por Paulo em 1 Coríntios 7:2-5, deve reger a vida conjugal.

[12] Russell Norman Champlin, O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, vol. 2, 2ª ed. (São Paulo: Hagnos, 2001), p. 837. Ver Deuteronômio 22.5.

[13] Sabiamente Ellen G. White recomendou: “Recomendo-vos, caro leitor, a Palavra de Deus como regra de vossa fé e prática. Por essa Palavra seremos julgados. Nela Deus prometeu dar visões nos ‘últimos dias’; não para uma nova regra de fé, mas para conforto do Seu povo e para corrigir os que se desviam da verdade bíblica” – Primeiros Escritos, 10ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2014), p. 78.

[14] Leia, por exemplo, o livro Caminho a Cristo, disponível no site www.cpb.com.br

[15] White, Testemunhos Para a Igreja, vol. 1, 2ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2012), p. 459 e 465.

[16] Depositários do Patrimônio Literário White. Veja-se “Apêndice” na obra supracitada, p. 717-718.

[17] A citação a seguir é bem esclarecedora: “A principal dificuldade na mente de muitos é o comprimento do vestido. Alguns insistem em que a expressão “o cano da bota” faz referência ao alto das botas usadas pelos homens, que alcançam quase até os joelhos. Se fosse costume das mulheres usar tais botas, então essas pessoas não teriam responsabilidade em entender o assunto dessa maneira. Mas as mulheres geralmente não usam tais botas. Elas, portanto, não têm o direito de entender como pretendem o que escrevi” – Testemunhos Para a Igreja, vol. 1, p. 462.

[18] Testemunhos Para a Igreja, vol. 1, p. 456.

[19] Ibid., p. 460.

[20] Ibid., p. 458.

[21] Ibid., p. 459. Na mesma página Ellen G. White apresenta cinco razões para as mulheres não usarem um vestido muito longo: (1) É extravagante e desnecessário ter o vestido tão longo, varrendo a sujeira das calçadas e ruas; (2) Um vestido assim longo absorve o orvalho da grama e a lama das ruas, tornando-se assim uma falta de asseio; (3) Assim enlameado, o vestido entra em contato com os tornozelos sensíveis, os quais não estão protegidos de modo conveniente, esfriam-se rapidamente arriscando a saúde e a vida. Eis aí algumas das maiores causas de produção de catarro e inchações escrofulosas; (4) O comprimento exagerado é um peso adicional aos quadris e intestinos; (5) Embaraça o andar e às vezes atrapalha o movimento de outras pessoas.

[22] Ibid., p. 458-459. Grifos acrescidos.

[23] Ibid., p. 465.

[24] Denis Fortin e Jerry Moon, edts. The Ellen G. White Encyclopedia (Hagerstown, Maryland: Review and Herald Publishing Association, 2013), p. 785.

[25] Coleman, Manual dos Tempos e Costumes Bíblicos, p. 61.

[26] Veja o capítulo 88 intitulado “O Traje da Reforma” (p. 521-525) na obra Testemunhos Para a Igreja, vol. 1.

[27] Carta de E. G. White, Nº 19, 1897. Citada no livro The Story of Our Health Message, p. 145. Grifos acrescidos.

[28] Ibid., 146. Grifos acrescidos.

[29] Ao contrário da tendência atual de nossa sociedade, Gênesis 1.27 e 2.22-24 faz sim distinção entre gêneros: masculino e feminino. Além disso, a Bíblia associa inseparavelmente o gênero ao sexo biológico, não fazendo distinção entre os dois. Desse modo, o cristão aceitará a opinião do Criador (At 5.29), não a opinião de criaturas equivocadas. Contudo, a Igreja Adventista do Sétimo Dia reconhece que um trabalho especial precisa ser feito com os transgêneros que sofrem pelo desalinhamento entre o físico e/ou mental-emocional. Eles precisam conhecer o amor e a graça de Jesus disponíveis a eles. Um documento com a visão teológica da igreja sobre o tema, visão essa bastante amorosa e sensata à luz do texto bíblico, foi aprovado em abril de 2017 e se encontra disponível em: http://noticias.adventistas.org/pt/noticia/comportamento/igreja-adventista-vota-declaracao-sobre-transgeneros/ (Acessado em 19/04/2017).

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Leandro Quadros
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Usos e Costumes 1Comentários

Como Ler Ellen White no Século XXI

O que devemos fazer com uma escritora que aconselha as mulheres a encurtar os vestidos em vinte centímetros, num mundo em que muitas já os usam curtos demais, ou que recomenda que as escolas adventistas ensinem as meninas a arrear e montar cavalos, quando a maioria delas nunca precisará desse conhecimento?

22 Comentários

  1. Luiz Henrique Ascencio
    setembro 20, 01:12 Resposta

    A Igreja Adventista é incoerente. Se a mulher tem que usar “SAIA” pra ir à igreja porque em outro lugar pode usar calça? Se a Igreja Adventista fosse coerente, mulher de pastor não cortaria o cabelo curtinho igual de um homem, sendo que o cabelo da mulher é o seu próprio véu. SÓ SEGUEM O QUE CONVÉM, O QUE NAO CONVÉM ELES FALAM QUE ESTÁ FORA DO CONTEXTO OU QUE FOI ABOLIDO.

  2. Carlos
    setembro 16, 13:43 Resposta

    A intensão do autor ao publicar este estudo é tirar as dúvidas das pessoas….
    Mas Para ficar mais claro: não existe calça feminina DESCENTE.
    Quando uma mulher usa uma calça colada no corpo….fica sensual, se usar a calça folgada, fica paracendo um homem.
    O ideal para as mulheres é usar SAIA comprida, abaixo do joelho..melhor…na altura da panturrilha….fica bonito…saudavel e seguro…outra coisa, a saia não pode ser colada no corpo e nem muito folgada…o pano não pode ser transparente….

    Que Deus abençoe a todos…

  3. Vítor Cruz
    agosto 23, 19:25 Resposta

    Prezado Leandro Quadros, gostaria de contatá-lo. Pode indicar-me o seu email?
    O meu já está associado nesta minha questão…
    Antecipadamente grato.

  4. Paulo Sergio
    maio 03, 10:22 Resposta

    Calça faz parte da “cultura” da nossa época por isso posso usar?
    Alguns meios ditos “católicos” afirmam que a calça Jeans usada por mulheres é totalmente aceitável por fazer parte de nossa cultura. E que a modéstia varia conforme a cultura da época. Eles sabem perfeitamente que a alguns anos atrás, cardeais, papas, bispos condenaram veemente a imodéstia e condenaram o uso de calças por mulheres. E afirmam que naquela época era condenado por conta do movimento feminista, e que a mentalidade de rebeldia estava na mente destas mulheres. Por isso era condenado, o que não se vê hoje em dia, fazendo-se assim a peça totalmente lícita, “feminina” e aconselhável.

    Isso está totalmente errado. É fácil prever que se não houverem freios reais em nossos tempos e retornos reais à verdadeira modéstia a “cultura” vai se tornando cada vez pior. Acompanhe o artigo abaixo:

    Quando as mulheres começaram a usar calças?

    Começo com uma pergunta: Pode algo que foi condenado no passado, ser completamente lícito e ter crescido na base da desobediência de algumas pessoas a alguns anos atrás? Caros leitores, se realmente aquela época era errado, e se as moças tivessem obedecido à Igreja, hoje a moda não teria crescido e hoje as mulheres ainda usariam saias e vestidos.

    Sempre por milênios foi costume as mulheres usarem saias e vestidos. O Uso de calça pelas mulheres não iniciou somente com o movimento feminista, que teve boa parte de influência. Feministas saíam às ruas para gritarem por “direitos iguais” usando calças. Esse era um dos motivos de São Padre Pio de Pietrelcina ter condenado o uso de calças pelas mulheres católicas. Mas não foi o único motivo. Alguns alegam que era apenas por isso e por conta da rebeldia das feministas, porém não foi. Calças, sempre foram roupas de homens, e não é adequado para uma mulher católica utilizar vestimentas que são apenas masculinas. O traje de homens e mulheres devem ser diferentes. Lembro que as nossas “avós” que viveram nessa época contam que usar uma calça era um escândalo, simplesmente por que estava se vestindo como homem. E isso é um fato inegável. Não tem como uma pessoa daquela época julgar uma calça como sendo do vestuário feminino, simplesmente por que isso nunca existiu. Quem alega tal insanidade, não entende absolutamente nada da cultura da época, não entende nada sobre a decadência de nossa sociedade.

    O primeiro contato da moda feminina com a calça, foi quando o designer Paul Poiret, criou em 1909 um modelo mais leve e largo de calças para mulheres, que na verdade era uma pantalona da primeira temporada parisiense dos Ballets Russes.[2] Veja no modelo abaixo:

    Mesmo depois da criação [lamentável] de Paul, um uma época que o traje feminino era marcado pelas grandes saias rodadas e os longos vestidos luxuosos, a calça ganhou mais espaço e isso ocorreu graças a 2ª Guerra Mundial, em 1914, onde os homens precisaram ir aos campos de batalha e deixaram as mulheres responsáveis pela casa e pelo trabalho. Com essa necessidade as mulheres também precisavam de uma roupa confortável, uma vez que os longos vestidos e saias não eram uma boa opção para o trabalho. A estilista Coco Chanel foi uma das primeiras a usar a calça. Com um modelo largo, solto no corpo e modelagem confortável, Chanel deu início para a popularização das calças “femininas”. [2] Veja na imagem:

    Reparem que até então, as primeiras calças que surgiram, eram folgadas e não eram coladas ao corpo. O que os relativistas “católicos” hoje chamam de “modestas”. Elas eram [e ainda são] completamente masculinas. Agora vamos ligar os fatos [até agora não citamos nada de cristãos, apenas modas mundanas que foram criadas em vista de mudar o pensamento conservador da época]. São Padre Pio de Pietrelcina foi ordenado sacerdote 10 de agosto de 1910 no Duomo de Benevento. Portanto, ele acompanhou perfeitamente esta mudança, e por isso o santo condenou totalmente essa moda da época, ele não se adaptou à “cultura” da época, antes condenou, e teve realmente bons motivos para isso. Não tem como uma peça em determinada época ser considerada exclusivamente “masculina” e causar escândalo, e só por que todas usam de repente se torna totalmente aceitável. Isso não tem o mínimo de lógica nem cabimento.

    Com o fim do período de Guerra, as mulheres estavam buscando novidades para o modo de vida e logo foram se espelhar no estilo de grandes atrizes dos filmes da época. Vejam bem, eu disse atrizes, não disse santos, nem cristãos. Uma moda espelhada na mídia, nas atrizes, é o mesmo que eu me espelhar hoje na novela Salve Jorge buscando novidades na moda.

    Como podemos bem ver, a indecência, a vontade mostrar o corpo vem cada vez ganhando mais espaço desde o surgimento da calça. Tanto é que primeiro surgiram calças folgadas, que não revelaram o corpo. Na época do Cardeal Siri e de São Pe. Pio, o que era condenado eram calças folgadas, o que pensariam da calça jeans hoje que são completamente justas ao corpo? É muito óbvio que nenhum deles iria aprovar e dizer que a verdade muda com o passar do tempo e conforme a evolução da moda.

    Dizer que a um tempo atrás, calça era roupa de homem, e hoje não é mais, é relativismo. Estas pessoas querem a todo custo seguir a moda, conforme ela é, sem se preocupar se ela agrada ou não agrada a Deus. A Calça foi quando surgiu, é e continuará sempre sendo roupa de homem.

    Afinal o que é cultura? Devemos sempre aderir a cultura?

    Cultura é um conceito de várias acepções, sendo a mais corrente a definição genérica formulada por Edward B. Tylor, segundo a qual cultura é “aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como membro da sociedade”. [1] Nem toda cultura de determinados povos é totalmente aceitável pelos cristãos. Por exemplo, os jesuítas não se contentaram com a ausência de vestes dos índios, embora os índios estivessem habituados a isso. Eles mudaram a maneira de vestir dos indígenas, como diz o Padre Daniel nesse sermão sobre modéstia. Ora, se a sociedade deve necessariamente aderir a qualquer cultura, não importando quais são as vestes, e que a modéstia depende da cultura e dos povos, por que motivo os jesuítas fizeram questão de vestir os índios? Alguns poderiam alegar que as vestes deles não causavam escândalo por estarem habituados, mas não foi isso que os jesuítas fizeram.

    Nem toda cultura deve necessariamente ser aderida pelos cristãos como boa e pura somente por ser costume da época. Nossa sociedade é decadente e neo-pagã. Todos sabem que está decadente e que cada vez mais os valores morais cristãos estão sendo colocados embaixo do tapete. Por que motivo ela seria tão má e ao mesmo tempo devemos aderir a esta “cultura” da moda? Dou outro exemplo, é cultura do brasil o carnaval com mulheres nuas encima de carros alegóricos, dançando com tapa sexo na frente da sua TV. Seguindo a mesma lógica relativista de pseudo-católicos, já que todos estão habituados não tem problema algum, já que é a cultura brasileira vamos todos aderir a ela, e sair dançando em palcos alegóricos mostrando os peitos pintados de verde amarelo. Senhor relativista, se você defende tanto a cultura de uma sociedade decadente, por que não defende esta mesma cultura quando ela mostra sua face?

    Para quem não está habituado com o mundano, vemos que as vestes que as mulheres usam hoje, tornou-se cultural porque foi-se aceitando a decadência moral da sociedade. E ainda que as modas indecentes não conduzissem ao pecado contra o sexto mandamento, o cristão não deve se contentar com os padrões de uma sociedade decadente, corrompida e neo-pagã. Não estou dizendo que nunca pode-se aderir a cultura e a épocas. Nós católicos podemos levar em conta a cultura dos povos, contando que não seja uma moda indecente e prejudique as pessoas na indecência, desconsiderando os valores cristãos.

    “As vestes devem ser avaliadas não segundo a estimação de uma sociedade em decadência, mas segundo as aspirações de uma sociedade que preza pela dignidade e pela seriedade dos costumes.”

    “Sempre há uma norma absoluta a ser preservada, não importa quão amplos e mutáveis possam ser os costumes morais de então.”
    A Moda de hoje é o Shorts Jeans

    Não felizes em fazer as mulheres usarem calças iguais aos homens, não felizes em mais tarde ajustar estas calças, quanto mais coladas melhores, agora a moda lançada é o shorts jeans. Algo totalmente aceitável não? Caros amigos, se você defende a moda da época, terá que aceitar isso como “modesto”, já que se todos usam torna-se automaticamente “usável”. Infelizmente este é o pensamento de muitos percebem? Aderem a pensamentos de uma sociedade decadente que despreza os valores morais. Se hoje os shorts curtos são considerados indecentes, sempre serão. É falso que a indecência tá tão normal que não provoca mais escândalo, há uma norma moral que sempre deve ser levada em conta, e um limite que é sempre os joelhos e os ombros que devem ser sempre cobertos. Se aderirmos ao relativismo que “dependendo da época” posso mostrar, já que “todos mostram”, não vai demorar para eles defenderem o shorts jeans, ou calcinha e sutiã jeans nas ruas. Com o tempo as roupas estão se tornando cada vez mais imodestas. O mercado que vende e fabrica tais roupas fazem de tudo para mostrar mais o corpo da mulher, colocando enchimento para ter mais bumbum, para tornear as coxas por exemplo, e colocando decotes enormes e transparências. Algo que era totalmente indecente usado por prostitutas no passado, estão sendo usadas hoje por pessoas nas ruas. Essa é a “cultura” que você defende? Pois se decência da roupa depende da época, não demorará muito para ver certos apostolados fazendo propaganda delas. Talves daqui a uns 2 ou 3 anos.

  5. Ivanildo Soares
    maio 03, 09:46 Resposta

    “Vestidos longo demais, vestidos curto demais e um comprimento adequado.”

    Como Foi Revelada a Reforma do Vestuário
    Pergunta
    O costume de as irmãs usarem seus vestidos nove polegadas acima do assoalho não contradiz o Testemunho nº 11, o qual declara que eles devem chegar um pouco abaixo do alto das botas de uma senhora?
    Resposta
    A distância exata da parte inferior do vestido até o assoalho não me foi dada em polegadas. … Mas passaram diante de mim três grupos de mulheres, com seus vestidos das maneiras que seguem, no tocante ao comprimento:
    O primeiro era do comprimento segundo a moda, sobrecarregando os membros, impedindo o passo, varrendo a rua e juntando a sujeira; do qual declarei plenamente os maus resultados. Essa classe, serva da moda, parecia fraca e doentia.
    O vestuário da segunda classe que passou diante de mim era em muitos aspectos como devia ser. Os membros estavam bem vestidos. Achavam-se livres das cargas que a tirana Moda impusera à primeira classe; fora, porém, a um extremo de curteza que desgostara e suscitara preconceitos a pessoas boas, destruindo em grande medida sua própria influência. Esse é o estilo e a influência do “costume americano”, ensinado e usado por muitos em “Nosso Lar”, Dansville, NY. Esse não chega aos joelhos. Não preciso dizer que esse estilo me foi mostrado como sendo demasiado curto.
    Uma terceira classe passou diante de mim com semblantes animados, e passo desembaraçado e lépido. Seu vestuário era do comprimento que descrevi como apropriado, modesto e saudável. Estava umas poucas polegadas acima da sujeira da rua e do passeio e de acordo com todas as situações, como subir ou descer degraus, etc.
    Como declarei mais acima, o comprimento não me foi dado em polegadas. …
    Relação da Visão Quanto ao Escrever e à Prática
    E quero declarar aqui que, se bem que eu seja tão dependente do Espírito do Senhor ao escrever minhas visões como ao recebê-las, todavia as palavras que emprego ao descrever o que vi são minhas mesmo, a menos que sejam as que me foram ditas por um anjo, as quais eu sempre ponho entre aspas.
    Quando escrevi sobre a questão do vestuário, a visão daqueles três grupos reavivou-se em minha mente de modo tão claro como quando a tive; mas foi-me permitido descrever o comprimento do vestuário em minha própria linguagem, da melhor maneira que me fosse possível, o que eu fiz declarando que a parte inferior do vestido devia chegar perto do alto das botas das senhoras, o que seria necessário a fim de estar acima da sujeira da rua sob as circunstâncias mencionadas anteriormente.
    Uso o vestido, do comprimento mais aproximado do que eu vira e descrevera, segundo me foi possível julgar. Minhas irmãs, no Norte de Michigan, também o adotaram. E ao surgir a questão das polegadas, a fim de assegurar uniformidade quanto ao comprimento em toda parte, foi trazida uma régua, e verificou-se que o comprimento de nossos vestidos mediava entre oito e dez polegadas acima do chão. Alguns deles eram um pouquinho mais compridos do que o modelo que me fora mostrado, ao passo que outros eram um pouco mais curtos. Review and Herald, 8 de outubro de 1867. Mensagens Escolhidas Vol.3 – Pág. 277
    Conselhos Sobre Saúde
    Cremos não estar de conformidade com a nossa fé vestir-se de acordo com o costume americano, usar saias-balão, ou ir ao extremo de vestir compridos vestidos que varrem as calçadas e ruas. Caso as senhoras usassem seus vestidos deixando um espaço de uma ou duas polegadas entre a sujeira das ruas, seus vestidos seriam mais modestos, e elas poderiam conservar se limpas muito mais facilmente e durante mais tempo. Esses vestidos estariam de conformidade com a nossa fé. Testimonies, vol. 1, pág. 424.
    Pag. 605

    Mensagens Escolhidas – Volume 3
    O costume de as irmãs usarem seus vestidos nove polegadas acima do assoalho não contradiz o Testemunho nº 11, o qual declara que eles devem chegar um pouco abaixo do alto das botas de uma senhora?
    Pag. 277
    Mensagens Escolhidas – Volume 3
    Uma terceira classe passou diante de mim com semblantes animados, e passo desembaraçado e lépido. Seu vestuário era do comprimento que descrevi como apropriado, modesto e saudável. Estava umas poucas polegadas acima da sujeira da rua e do passeio e de acordo com todas as situações, como subir ou descer degraus, etc.
    Pag. 278
    Mensagens Escolhidas – Volume 3
    Uso o vestido, do comprimento mais aproximado do que eu vira e descrevera, segundo me foi possível julgar. Minhas irmãs, no Norte de Michigan, também o adotaram. E ao surgir a questão das polegadas, a fim de assegurar uniformidade quanto ao comprimento em toda parte, foi trazida uma régua, e verificou-se que o comprimento de nossos vestidos mediava entre oito e dez polegadas acima do chão. Alguns deles eram um pouquinho mais compridos do que o modelo que me fora mostrado, ao passo que outros eram um pouco mais curtos. Review and Herald, 8 de outubro de 1867.
    Pag. 279

    Conselhos Professores, Pais e Estudantes
    Outro sério dano é o usar saias de modo que seu peso recaia sobre os quadris. Este excesso de peso, fazendo-se sentir sobre os órgãos internos, puxa-os para baixo, causando fraqueza do estômago, e uma sensação de lassitude, fazendo com que a pessoa que a traz se incline, o que mais ainda comprime os pulmões, tornando mais difícil a respiração correta.
    Pag. 304
    Conselhos Sobre Saúde
    Uma das invenções extravagantes e nocivas da moda, são as saias que varrem o chão. Desasseadas, desconfortáveis, inconvenientes, anti-higiênicas – tudo isto e mais ainda se verifica quanto às saias que arrastam. É extravagante, tanto pelo desperdício de material exigido como pelo desnecessário gasto, devido ao comprimento. E quem quer que tenha visto uma senhora com uma saia de cauda, mãos cheias de embrulhos, tentando subir ou descer uma escada, entrar num bonde, atravessar uma multidão, andar na chuva ou num enlameado caminho, não necessita outras provas de sua inconveniência e incômodo.
    Pag. 91
    Conselhos Sobre Saúde
    Entre essas modas perniciosas estavam as grandes saias-balão, que freqüentemente causavam exposição indecente da pessoa. Em contraste com estas foi apresentada uma vestimenta simples, modesta e decente, a qual deveria dispensar as saias-balão e os vestidos de cauda, e proveria a devida proteção dos membros. Mas a reforma do vestuário compreendia mais do que encurtar o vestido e proteger os membros. Incluía toda peça de vestuário que está sobre a pessoa. Aliviava o peso de sobre os quadris, fazendo penderem as saias dos ombros. Removia os apertados espartilhos, que comprimem os pulmões, o estômago e outros órgãos internos, e induz à curvatura da espinha e a quase um incontável cortejo de enfermidades. A devida reforma do vestuário provia a proteção e o desenvolvi mento de cada parte do corpo….
    Pag. 599
    Mensagens Escolhidas – Volume 2
    Muitas mulheres puxam para baixo as entranhas e os quadris, nestes dependurando pesadas saias. Os quadris não foram feitos para suster pesos. Em primeiro lugar, nunca se deveriam usar saias pesadas, acolchoadas. São desnecessárias, e um grande mal. O vestido feminino deve ser suspenso dos ombros. Seria agradável a Deus se houvesse mais uniformidade no vestuário entre os crentes. O estilo de vestuário usado antigamente pelos Amigos, é menos objetável. Muitos deles se tornaram indiferentes, e embora conservem a uniformidade da cor, têm condescendido com o orgulho e a extravagância, usando o material mais caro para fazer seus vestidos. Todavia sua escolha de cores simples, e o modesto e correto arranjo de seus vestidos, são dignos de imitação pelos cristãos.
    Pag. 473
    Mensagens Escolhidas – Volume 2
    O corpo feminino não deve no mínimo ser comprimido com espartilhos e barbatanas. O vestuário deve ser perfeitamente cômodo, para que os pulmões e o coração tenham ação sadia. O vestido deve chegar até um pouco abaixo do cano da botina; deve, porém, ser bastante curto para não tocar na imundícia da calçada e da rua, sem que precise ser levantado com a mão. Um vestido mesmo mais curto que isso seria apropriado, conveniente e saudável para as mulheres, quando fazem seu trabalho doméstico, e especialmente para as que são obrigadas a fazer algum trabalho ao ar livre. Com esse estilo de vestuário, uma saia leve ou, no máximo, duas – eis tudo que é necessário, e essas devem ser abotoadas a uma blusa, ou suspensas com tiras. Os quadris não foram feitos para suportar grande peso. As saias pesadas, usadas pelas mulheres, com seu peso forçando para baixo os quadris, foram causa de muitas doenças não fáceis de ser curadas, porque as sofredoras parecem ignorar a causa que as produziu, e continuam a violar as leis de seu ser, apertando o espartilho e usando saias pesadas, até que façam de si inválidas por toda a vida.
    Pag. 478
    Mensagens Escolhidas – Volume 3
    Havia algumas coisas que faziam do vestuário da reforma decidida bênção. Com ele, os ridículos arcos que estavam então na moda, não podiam ser usados. As longas saias que se arrastavam pelo chão e varriam a sujeira das ruas não podiam ser patrocinadas. Agora, porém, adotou-se um estilo de vestuário mais judicioso, o qual não contém esses aspectos censuráveis. O estilo de vestuário de acordo com a moda atual pode e deve ser abandonado por todos
    Pag. 253
    A Verdade Sobre os Anjos
    Nenhuma linguagem humana é capaz de descrever as cenas da segunda vinda do Filho do homem nas nuvens do Céu. … Virá vestido nos trajes de luz, os quais tem usado desde os dias da eternidade. Review and Herald, 5 de setembro de 1899.
    Pag. 278

    Minhas visões pretendiam corrigir a moda atual — os vestidos longos demais que se arrastam pelo chão, bem como os vestidos curtos demais que chegam à altura dos joelhos e que são usados por certos grupos. Foi-me mostrado que devemos evitar ambos os extremos. (Testemunhos Para a Igreja, vol. 1, p. 464)

    “O primeiro era do comprimento segundo a moda, sobrecarregando os membros, impedindo o passo, varrendo a rua e juntando as sujidades; do qual declarei os maus resultados. Esta classe serva da moda, parecia fraca e Lânguida.” – Crede em Seus Profetas, pág. 225.

    “Minhas visões pretendiam corrigir a moda atual – os vestidos longos demais que se arrastam pelo chão…” – Testemunhos para a Igreja, vol. 1, pág. 464.

    “O vestido deve ficar levemente abaixo do cano da bota, curto o suficiente para não roçar a sujeira das calçadas e ruas, sem ser preciso levantá-lo com a mão.” – Testemunhos para a Igreja, vol. 1, pág. 462.

    “Cremos não estar de conformidade com a nossa fé vestir-se de acordo com o traje americano, usar saias-balão, ou ir ao extremo de vestir compridos vestidos que varrem as calçadas e ruas.” – Testemunhos para a Igreja, vol. 1, pág. 458.

    “O vestuário da segunda classe que passou diante de mim era a muitos respeitos como devia ser. Os membros estavam bem vestidos. Achavam-se livres das cargas que a tirana moda impusera sobre a primeira classe; fora, porém, a um extremos de curteza que desgostara e suscitara preconceitos a pessoas boas, destruindo em grande medida sua própria influência. Este é o estilo e a influência do ‘costume americano’, ensinado e usado por muitos em ‘Nosso Lar’ Dansville, Nova Yorque. Esse não chega aos joelhos. Não preciso dizer que este estilo me foi mostrado como sendo demasiado curto.” – Crede em Seus Profetas, pág. 225.

    “Minhas visões pretendiam corrigir a moda atual – os vestidos longos demais que arrastam pelo chão, bem como os vestidos CURTOS DEMAIS QUE CHEGAM À ALTURA DOS JOELHOS que são usados por certos grupos. Foi-me mostrado que devemos evitar ambos os extremos.” – Testemunhos para a Igreja, vol. 1, pág. 464.

    “Uma terceira classe passou diante de mim, com semblantes animados e passos desembaraçados e lépido. Seu vestuário era do comprimento que descrevi como apropriado, modesto e saudável. Estava umas poucas polegadas acima da rua e do passeio e de acordo com todas as situações, como subir e descer degraus.” – Crede em Seus Profetas, pág. 225:
    “E ao surgir a questão das polegadas a fim de assegurar uniformidade quanto ao comprimento em toda parte, foi trazida um régua, e verificou-se que o comprimento de nossos vestidos mediava entre oito e dez polegadas acima do chão.” – Crede em Seus Profetas, pág. 226.

    “Numerosas cartas me chegaram de todas as partes do campo, indagando o comprimento do vestido que me fora mostrado. Tendo visto a régua aplicada à distância do chão a vários vestidos, e tendo ficado plenamente convencida de que nove polegadas é o mais apropriado do modelo que me foi mostrado, dei esse número e polegadas em testemunho número 12 [Vede Testimunies, vol.1 pág. 521], como o comprimento apropriado, com o qual é muito desejável a uniformidade”. – Crede em Seus Profetas, pág. 226.

    “Adotamos o comprimento uniforme de aproximadamente 23 centímetros acima do chão. Aproveito esta oportunidade para responder a essas perguntas, a fim de poupar o tempo requerido para atender a muitas cartas. Recomendo enfaticamente que haja uniformidade no comprimento do vestido. Diria que aproximadamente 23 centímetros estão de acordo com minhas visões sobre o assunto.” – Testemunhos para a Igreja, vol. 1, pág. 521.

    “Caso as mulheres usassem seus vestidos deixando um espaço de uma ou duas polegadas entre a sujeira das ruas, seus vestidos seriam mais modestos, e poderiam ser conservados limpos muito mais facilmente e durante mais tempo. Esses vestidos estariam de conformidade com a nossa fé.” – Testemunhos para a Igreja, vol. 1, pág. 458.

    “Nossas palavras, ações, vestidos, são pregadores vivos e diários, juntando com Cristo, ou espalhando. Isto não é coisa insignificante, para ser passada por alto com um gracejo. A questão do vestuário exige séria reflexão e muito orar.” – Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 596.

    “Há sobre nós, como um povo, um terrível pecado – termos permitido que os membros de nossa igreja se vistam de maneira incoerente com sua fé. Cumpre erguer-nos imediatamente, e fechar a porta contra as seduções da moda. A menos que isso façamos, nossas igrejas se tornarão desmoralizadas.” – Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 600

    “… O pecado destes últimos dias recai sobre o professo povo de Deus. Pelo egoísmo, amor aos prazeres e o amor ao vestuário, negam o Cristo que sua filiação à igreja diz que estão seguindo.” – Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 595.

    TS1 – Pag. 55
    Insiste-se muitas vezes com os jovens para cumprirem deveres, para falar ou orar nas reuniões; insiste-se para morrerem para o orgulho. São instigados a cada passo. Tal religião de nada vale. Transforme-se o coração carnal, e não vos será tão enfadonha tarefa servir a Deus, ó vós, professos de coração frio! Todo aquele amor do vestuário e orgulho da aparência desaparecerão. O tempo que passais diante do espelho arranjando os cabelos a fim de agradar à vista, deve ser empregado em oração, a fazer exame interior. Não haverá, no coração santificado, lugar para o adorno exterior; antes haverá diligente e ansiosa busca do adorno interior, as graças cristãs – os frutos do Espírito de Deus.
    Diz o apóstolo: “O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura de vestidos; mas o homem encoberto no coração; no incorruptível trajo de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus.” I Ped. 3:3 e 4.

    O comprimento do vestido/saia – visão dada a Ellen White
    No livro Mensagens Escolhidas, vol. 3, págs 277 e 278, a irmã White escreve:
    “A distância exata da parte inferior do vestido até o assoalho não me foi dada em polegadas. … Mas passaram diante de mim três grupos de mulheres, com seus vestidos das maneiras que seguem, no tocante ao comprimento: – {ME3 277.5}
    O primeiro era do comprimento segundo a moda, sobrecarregando os membros, impedindo o passo, varrendo a rua e juntando as sujidades; do qual declarei plenamente os maus resultados. Esta classe, serva da moda, parecia fraca e lânguida. – {ME3 278.1}
    O vestuário da segunda classe que passou diante de mim era a muitos respeitos como devia ser. Os membros estavam bem vestidos. Achavam-se livres das cargas que a tirana Moda impusera à primeira classe; fora, porém, a um extremo de curteza que desgostara e suscitara preconceitos a pessoas boas, destruindo em grande medida sua própria influência. Este é o estilo e a influência do “costume americano”, ensinado e usado por muitos em “Nosso Lar”, Dansville, N. I. Esse não chega aos joelhos. Não preciso dizer que esse estilo me foi mostrado como sendo demasiado curto. – {ME3 278.2}
    Uma terceira classe passou diante de mim com semblantes animados, e passo desembaraçado e lépido. Seu vestuário era do comprimento que descrevi como apropriado, modesto e saudável. Estava umas poucas polegadas acima da sujeira da rua e do passeio e de acordo com todas as situações, como subir ou descer degraus, etc.” – {ME3 278.3}
    Temos aqui descritos 3 comprimentos de saia/vestido:
    • Um que é demasiadamente longo, a ponto de arrastar no chão;
    • Um que é demasiadamente curto, acima dos joelhos;
    • Um que tem um comprimento apropriado.
    Este terceiro comprimento é o que devemos, como filhas de Deus, usar. Não foi dado a Ellen White a medida exata deste comprimento. Ela mesma declara isso, como podemos ver no início da citação que usamos aqui. Mas as informações deixadas nos dão base suficiente para examinarmos o que temos vestido.
    O problema das saias e vestidos muito longos
    Quem já usou uma saia muito longa sabe que subir e descer escadas, saltar poças de lama, e o simples andar na rua podem exigir algum trabalho de nossas mãos. Isto porque saias muito longas, que tocam o chão, precisam ser constantemente erguidas para que os passos sejam dados com segurança. Em um dos shoppings aqui de Joinville, cidade onde moro, há um aviso na entrada da escada rolante para que as mulheres de saia longa tomem cuidado para que a saia não agarre. Deve ser uma situação um tanto quanto constrangedora ter sua saia puxada pelos degraus da escada rolante! No tempo de Ellen White, dado o volume e peso das saias, havia ainda outros problemas relacionados a este comprimento demasiadamente longo (você pode conferir em Testemunhos para a Igreja, vol.1, cap. 83 – “A Reforma do Vestuário”).
    O problema das saias e vestidos curtos
    Vestidos e saias acima do joelho possuem vários inconvenientes. Algumas dessas roupas são, aparentemente, inofensivas, até que a pessoa que está vestida com ela experimente sentar-se, abaixar-se ou inclinar-se para a frente. Sim, neste momento, a maior parte das roupas acima do joelho mostram aquilo que deveria estar coberto. Algumas pessoas que usam este comprimento de roupa às vezes dão uma puxadinha aqui e ali tentando amenizar o problema. Outras tentam cobrir as coxas com a Bíblia (na igreja) ou a bolsa. E há ainda o grupo que parece não se importar, deixando tudo à mostra mesmo. Penso que algumas pessoas não percebem que sua calcinha chega a aparecer entre um e outro movimento com as pernas.
    Por mais que esteja na moda, ou seja o mais fácil de encontrar pronto para comprar, este traje é indecoroso dentro e fora da igreja. E em se tratando de roupa para ir à Casa de Deus, torna-se duplamente inadequado, uma vez que chama a atenção para o corpo da pessoa, em um lugar onde toda atenção deve ser dirigida ao Senhor. Toda ostentação (e esta palavra não diz respeito apenas à riqueza mas a todo tipo de exibição, incluindo exibição do corpo) deve ser extinta. “Todos devem ser ensinados a trajar-se com asseio e decência, sem, porém, se esmerarem no adorno exterior que é impróprio para o santuário. Não deve haver ostentação de vestuário, pois isso provoca irreverência. Não raro a atenção das pessoas é dirigida sobre uma ou outra peça de roupa e desse modo são sugeridos pensamentos que não deveriam ocorrer na mente dos adoradores. Deus deve ser a razão exclusiva de nossos pensamentos e de nossa adoração; qualquer coisa tendente a desviar a mente de Seu culto solene e sagrado constitui uma ofensa a Ele.” (T5, p. 499.1). Se não devemos chamar a atenção das pessoas para a nossa roupa, quem dirá para o nosso corpo!
    Além da ofensa a Deus que é gerada quando chamo a atenção para o meu corpo (e isso pode se dar de diversas formas e não apenas com a saia curta), há outro problema espiritual associado ao uso de uma peça que expõe mais do que deve ser revelado. “A roupa aparatosa, extravagante, encoraja muitas vezes o sensualismo no coração do que a usa, e desperta as paixões inferiores no coração do observador. Deus vê que a ruína do caráter é freqüentemente precedida pela condescendência com o orgulho e a vaidade no vestir. Nota Ele que o vestuário dispendioso sufoca o desejo de fazer o bem.” (CSa 602.1). Roupas que violam a modéstia, despertam pecado no coração de quem usa e no coração de quem vê. E sobre este último ponto poderíamos gastar um post inteiro falando apenas sobre ele. (Quem sabe em outra oportunidade!)
    Benefícios da saia abaixo do joelho (até o tornozelo, pois não deve tocar o chão)
    Conversei com algumas amigas para saber quais os benefícios que elas encontram em usarmos saias e vestidos de comprimento adequado. Seguem alguns itens citados por elas:
    1. Não nos deixa desconfortáveis ao sentarmos à plataforma, ou em qualquer outro lugar. Podemos cruzar as pernas sem deixar nenhuma parte íntima à mostra.
    2. Nos dar um “ar” de respeito ao estarmos entre o sexo oposto.
    3. Nos distingue das demais mulheres, sendo um testemunho de que pertencemos a um Deus que preza pela decência.
    4. É mais higiênico que a saia que se arrasta pelo chão.
    5. Não mostra celulite ou qualquer outra imperfeição das pernas.
    6. Evidencia a elegância ao invés das curvas do corpo. (obviamente se não for uma saia muito justa, o que também não é adequado a uma mulher cristã)
    7. Não atrapalha subir e descer escadas (você não precisa suspender a saia pra não arrastar no chão, nem segurar pra não mostrar as pernas para quem vem logo atrás)
    E o maior benefício de todos – honra a Deus! Uma vez que Deus se preocupou em dar uma mensagem a um profeta, esta mensagem não deve ser tratada como irrelevante. Historicamente, o povo de Deus parece sempre ter desprezado a mensagem de Reforma. Às vezes, até ocorria uma ou outra reforma, mas logo o povo voltava a cair. Outras vezes ele rejeitava claramente a mensagem que Deus enviava através de Seus servos. O mesmo ocorreu com a mensagem de reforma do vestuário. Ela foi desprezada no tempo de Ellen White e continua a ser hoje. Contudo, Deus continua nos convidando a glorificá-lo através de nosso vestuário (I Coríntios 10:31).

  6. Alex
    maio 01, 01:25 Resposta

    Amei o texto e é bem esclarecedor e somente não enxerga quem é fanático e não tem os pensamentos próprios. Primeiro que não é somente pensamentos ocidentais que as mulheres se vestem assim e no Oriente como Japão e China já se vestem como o Ocidente e outra se levar ao pé da letra as mulheres teriam que se cobrir da cabeça aos pés como Oriente médio e até busca deveriam usar e os tempos evoluem e claro que em 2017 comparando a antigamente que as mulheres no período do Brasil colônia as pessoas se vestem diferentes de acordo com cada época.

  7. Cristiane
    abril 29, 19:23 Resposta

    Excelente texto, muito esclarecedor …Agora consigo compreender melhor este assunto .
    Grata

  8. Bruno
    abril 22, 14:10 Resposta

    Muito instrutivo. O assim diz o Senhor deve ser sempre a nossa regra de fé. Jamais analisar um texto bíblico sem oração, orientação do Espírito Santo e o contexto em que foi escrito. Deus ama a todos e quer nos salvar. Que possamos aceitar essa Graça.

  9. cris
    abril 21, 07:13 Resposta

    Para mim que ainda não recebi o batismo e já frequento a igreja adventista. Foi muito esclarecedor este texto.

    • Ivanildo Soares
      maio 03, 09:51 Resposta

      “Vestidos longo demais, vestidos curto demais e um comprimento adequado.”

      Como Foi Revelada a Reforma do Vestuário
      Pergunta
      O costume de as irmãs usarem seus vestidos nove polegadas acima do assoalho não contradiz o Testemunho nº 11, o qual declara que eles devem chegar um pouco abaixo do alto das botas de uma senhora?
      Resposta
      A distância exata da parte inferior do vestido até o assoalho não me foi dada em polegadas. … Mas passaram diante de mim três grupos de mulheres, com seus vestidos das maneiras que seguem, no tocante ao comprimento:
      O primeiro era do comprimento segundo a moda, sobrecarregando os membros, impedindo o passo, varrendo a rua e juntando a sujeira; do qual declarei plenamente os maus resultados. Essa classe, serva da moda, parecia fraca e doentia.
      O vestuário da segunda classe que passou diante de mim era em muitos aspectos como devia ser. Os membros estavam bem vestidos. Achavam-se livres das cargas que a tirana Moda impusera à primeira classe; fora, porém, a um extremo de curteza que desgostara e suscitara preconceitos a pessoas boas, destruindo em grande medida sua própria influência. Esse é o estilo e a influência do “costume americano”, ensinado e usado por muitos em “Nosso Lar”, Dansville, NY. Esse não chega aos joelhos. Não preciso dizer que esse estilo me foi mostrado como sendo demasiado curto.
      Uma terceira classe passou diante de mim com semblantes animados, e passo desembaraçado e lépido. Seu vestuário era do comprimento que descrevi como apropriado, modesto e saudável. Estava umas poucas polegadas acima da sujeira da rua e do passeio e de acordo com todas as situações, como subir ou descer degraus, etc.
      Como declarei mais acima, o comprimento não me foi dado em polegadas. …
      Relação da Visão Quanto ao Escrever e à Prática
      E quero declarar aqui que, se bem que eu seja tão dependente do Espírito do Senhor ao escrever minhas visões como ao recebê-las, todavia as palavras que emprego ao descrever o que vi são minhas mesmo, a menos que sejam as que me foram ditas por um anjo, as quais eu sempre ponho entre aspas.
      Quando escrevi sobre a questão do vestuário, a visão daqueles três grupos reavivou-se em minha mente de modo tão claro como quando a tive; mas foi-me permitido descrever o comprimento do vestuário em minha própria linguagem, da melhor maneira que me fosse possível, o que eu fiz declarando que a parte inferior do vestido devia chegar perto do alto das botas das senhoras, o que seria necessário a fim de estar acima da sujeira da rua sob as circunstâncias mencionadas anteriormente.
      Uso o vestido, do comprimento mais aproximado do que eu vira e descrevera, segundo me foi possível julgar. Minhas irmãs, no Norte de Michigan, também o adotaram. E ao surgir a questão das polegadas, a fim de assegurar uniformidade quanto ao comprimento em toda parte, foi trazida uma régua, e verificou-se que o comprimento de nossos vestidos mediava entre oito e dez polegadas acima do chão. Alguns deles eram um pouquinho mais compridos do que o modelo que me fora mostrado, ao passo que outros eram um pouco mais curtos. Review and Herald, 8 de outubro de 1867. Mensagens Escolhidas Vol.3 – Pág. 277
      Conselhos Sobre Saúde
      Cremos não estar de conformidade com a nossa fé vestir-se de acordo com o costume americano, usar saias-balão, ou ir ao extremo de vestir compridos vestidos que varrem as calçadas e ruas. Caso as senhoras usassem seus vestidos deixando um espaço de uma ou duas polegadas entre a sujeira das ruas, seus vestidos seriam mais modestos, e elas poderiam conservar se limpas muito mais facilmente e durante mais tempo. Esses vestidos estariam de conformidade com a nossa fé. Testimonies, vol. 1, pág. 424.
      Pag. 605

      Mensagens Escolhidas – Volume 3
      O costume de as irmãs usarem seus vestidos nove polegadas acima do assoalho não contradiz o Testemunho nº 11, o qual declara que eles devem chegar um pouco abaixo do alto das botas de uma senhora?
      Pag. 277
      Mensagens Escolhidas – Volume 3
      Uma terceira classe passou diante de mim com semblantes animados, e passo desembaraçado e lépido. Seu vestuário era do comprimento que descrevi como apropriado, modesto e saudável. Estava umas poucas polegadas acima da sujeira da rua e do passeio e de acordo com todas as situações, como subir ou descer degraus, etc.
      Pag. 278
      Mensagens Escolhidas – Volume 3
      Uso o vestido, do comprimento mais aproximado do que eu vira e descrevera, segundo me foi possível julgar. Minhas irmãs, no Norte de Michigan, também o adotaram. E ao surgir a questão das polegadas, a fim de assegurar uniformidade quanto ao comprimento em toda parte, foi trazida uma régua, e verificou-se que o comprimento de nossos vestidos mediava entre oito e dez polegadas acima do chão. Alguns deles eram um pouquinho mais compridos do que o modelo que me fora mostrado, ao passo que outros eram um pouco mais curtos. Review and Herald, 8 de outubro de 1867.
      Pag. 279

      Conselhos Professores, Pais e Estudantes
      Outro sério dano é o usar saias de modo que seu peso recaia sobre os quadris. Este excesso de peso, fazendo-se sentir sobre os órgãos internos, puxa-os para baixo, causando fraqueza do estômago, e uma sensação de lassitude, fazendo com que a pessoa que a traz se incline, o que mais ainda comprime os pulmões, tornando mais difícil a respiração correta.
      Pag. 304
      Conselhos Sobre Saúde
      Uma das invenções extravagantes e nocivas da moda, são as saias que varrem o chão. Desasseadas, desconfortáveis, inconvenientes, anti-higiênicas – tudo isto e mais ainda se verifica quanto às saias que arrastam. É extravagante, tanto pelo desperdício de material exigido como pelo desnecessário gasto, devido ao comprimento. E quem quer que tenha visto uma senhora com uma saia de cauda, mãos cheias de embrulhos, tentando subir ou descer uma escada, entrar num bonde, atravessar uma multidão, andar na chuva ou num enlameado caminho, não necessita outras provas de sua inconveniência e incômodo.
      Pag. 91
      Conselhos Sobre Saúde
      Entre essas modas perniciosas estavam as grandes saias-balão, que freqüentemente causavam exposição indecente da pessoa. Em contraste com estas foi apresentada uma vestimenta simples, modesta e decente, a qual deveria dispensar as saias-balão e os vestidos de cauda, e proveria a devida proteção dos membros. Mas a reforma do vestuário compreendia mais do que encurtar o vestido e proteger os membros. Incluía toda peça de vestuário que está sobre a pessoa. Aliviava o peso de sobre os quadris, fazendo penderem as saias dos ombros. Removia os apertados espartilhos, que comprimem os pulmões, o estômago e outros órgãos internos, e induz à curvatura da espinha e a quase um incontável cortejo de enfermidades. A devida reforma do vestuário provia a proteção e o desenvolvi mento de cada parte do corpo….
      Pag. 599
      Mensagens Escolhidas – Volume 2
      Muitas mulheres puxam para baixo as entranhas e os quadris, nestes dependurando pesadas saias. Os quadris não foram feitos para suster pesos. Em primeiro lugar, nunca se deveriam usar saias pesadas, acolchoadas. São desnecessárias, e um grande mal. O vestido feminino deve ser suspenso dos ombros. Seria agradável a Deus se houvesse mais uniformidade no vestuário entre os crentes. O estilo de vestuário usado antigamente pelos Amigos, é menos objetável. Muitos deles se tornaram indiferentes, e embora conservem a uniformidade da cor, têm condescendido com o orgulho e a extravagância, usando o material mais caro para fazer seus vestidos. Todavia sua escolha de cores simples, e o modesto e correto arranjo de seus vestidos, são dignos de imitação pelos cristãos.
      Pag. 473
      Mensagens Escolhidas – Volume 2
      O corpo feminino não deve no mínimo ser comprimido com espartilhos e barbatanas. O vestuário deve ser perfeitamente cômodo, para que os pulmões e o coração tenham ação sadia. O vestido deve chegar até um pouco abaixo do cano da botina; deve, porém, ser bastante curto para não tocar na imundícia da calçada e da rua, sem que precise ser levantado com a mão. Um vestido mesmo mais curto que isso seria apropriado, conveniente e saudável para as mulheres, quando fazem seu trabalho doméstico, e especialmente para as que são obrigadas a fazer algum trabalho ao ar livre. Com esse estilo de vestuário, uma saia leve ou, no máximo, duas – eis tudo que é necessário, e essas devem ser abotoadas a uma blusa, ou suspensas com tiras. Os quadris não foram feitos para suportar grande peso. As saias pesadas, usadas pelas mulheres, com seu peso forçando para baixo os quadris, foram causa de muitas doenças não fáceis de ser curadas, porque as sofredoras parecem ignorar a causa que as produziu, e continuam a violar as leis de seu ser, apertando o espartilho e usando saias pesadas, até que façam de si inválidas por toda a vida.
      Pag. 478
      Mensagens Escolhidas – Volume 3
      Havia algumas coisas que faziam do vestuário da reforma decidida bênção. Com ele, os ridículos arcos que estavam então na moda, não podiam ser usados. As longas saias que se arrastavam pelo chão e varriam a sujeira das ruas não podiam ser patrocinadas. Agora, porém, adotou-se um estilo de vestuário mais judicioso, o qual não contém esses aspectos censuráveis. O estilo de vestuário de acordo com a moda atual pode e deve ser abandonado por todos
      Pag. 253
      A Verdade Sobre os Anjos
      Nenhuma linguagem humana é capaz de descrever as cenas da segunda vinda do Filho do homem nas nuvens do Céu. … Virá vestido nos trajes de luz, os quais tem usado desde os dias da eternidade. Review and Herald, 5 de setembro de 1899.
      Pag. 278

      Minhas visões pretendiam corrigir a moda atual — os vestidos longos demais que se arrastam pelo chão, bem como os vestidos curtos demais que chegam à altura dos joelhos e que são usados por certos grupos. Foi-me mostrado que devemos evitar ambos os extremos. (Testemunhos Para a Igreja, vol. 1, p. 464)

      “O primeiro era do comprimento segundo a moda, sobrecarregando os membros, impedindo o passo, varrendo a rua e juntando as sujidades; do qual declarei os maus resultados. Esta classe serva da moda, parecia fraca e Lânguida.” – Crede em Seus Profetas, pág. 225.

      “Minhas visões pretendiam corrigir a moda atual – os vestidos longos demais que se arrastam pelo chão…” – Testemunhos para a Igreja, vol. 1, pág. 464.

      “O vestido deve ficar levemente abaixo do cano da bota, curto o suficiente para não roçar a sujeira das calçadas e ruas, sem ser preciso levantá-lo com a mão.” – Testemunhos para a Igreja, vol. 1, pág. 462.

      “Cremos não estar de conformidade com a nossa fé vestir-se de acordo com o traje americano, usar saias-balão, ou ir ao extremo de vestir compridos vestidos que varrem as calçadas e ruas.” – Testemunhos para a Igreja, vol. 1, pág. 458.

      “O vestuário da segunda classe que passou diante de mim era a muitos respeitos como devia ser. Os membros estavam bem vestidos. Achavam-se livres das cargas que a tirana moda impusera sobre a primeira classe; fora, porém, a um extremos de curteza que desgostara e suscitara preconceitos a pessoas boas, destruindo em grande medida sua própria influência. Este é o estilo e a influência do ‘costume americano’, ensinado e usado por muitos em ‘Nosso Lar’ Dansville, Nova Yorque. Esse não chega aos joelhos. Não preciso dizer que este estilo me foi mostrado como sendo demasiado curto.” – Crede em Seus Profetas, pág. 225.

      “Minhas visões pretendiam corrigir a moda atual – os vestidos longos demais que arrastam pelo chão, bem como os vestidos CURTOS DEMAIS QUE CHEGAM À ALTURA DOS JOELHOS que são usados por certos grupos. Foi-me mostrado que devemos evitar ambos os extremos.” – Testemunhos para a Igreja, vol. 1, pág. 464.

      “Uma terceira classe passou diante de mim, com semblantes animados e passos desembaraçados e lépido. Seu vestuário era do comprimento que descrevi como apropriado, modesto e saudável. Estava umas poucas polegadas acima da rua e do passeio e de acordo com todas as situações, como subir e descer degraus.” – Crede em Seus Profetas, pág. 225:
      “E ao surgir a questão das polegadas a fim de assegurar uniformidade quanto ao comprimento em toda parte, foi trazida um régua, e verificou-se que o comprimento de nossos vestidos mediava entre oito e dez polegadas acima do chão.” – Crede em Seus Profetas, pág. 226.

      “Numerosas cartas me chegaram de todas as partes do campo, indagando o comprimento do vestido que me fora mostrado. Tendo visto a régua aplicada à distância do chão a vários vestidos, e tendo ficado plenamente convencida de que nove polegadas é o mais apropriado do modelo que me foi mostrado, dei esse número e polegadas em testemunho número 12 [Vede Testimunies, vol.1 pág. 521], como o comprimento apropriado, com o qual é muito desejável a uniformidade”. – Crede em Seus Profetas, pág. 226.

      “Adotamos o comprimento uniforme de aproximadamente 23 centímetros acima do chão. Aproveito esta oportunidade para responder a essas perguntas, a fim de poupar o tempo requerido para atender a muitas cartas. Recomendo enfaticamente que haja uniformidade no comprimento do vestido. Diria que aproximadamente 23 centímetros estão de acordo com minhas visões sobre o assunto.” – Testemunhos para a Igreja, vol. 1, pág. 521.

      “Caso as mulheres usassem seus vestidos deixando um espaço de uma ou duas polegadas entre a sujeira das ruas, seus vestidos seriam mais modestos, e poderiam ser conservados limpos muito mais facilmente e durante mais tempo. Esses vestidos estariam de conformidade com a nossa fé.” – Testemunhos para a Igreja, vol. 1, pág. 458.

      “Nossas palavras, ações, vestidos, são pregadores vivos e diários, juntando com Cristo, ou espalhando. Isto não é coisa insignificante, para ser passada por alto com um gracejo. A questão do vestuário exige séria reflexão e muito orar.” – Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 596.

      “Há sobre nós, como um povo, um terrível pecado – termos permitido que os membros de nossa igreja se vistam de maneira incoerente com sua fé. Cumpre erguer-nos imediatamente, e fechar a porta contra as seduções da moda. A menos que isso façamos, nossas igrejas se tornarão desmoralizadas.” – Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 600

      “… O pecado destes últimos dias recai sobre o professo povo de Deus. Pelo egoísmo, amor aos prazeres e o amor ao vestuário, negam o Cristo que sua filiação à igreja diz que estão seguindo.” – Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 595.

      TS1 – Pag. 55
      Insiste-se muitas vezes com os jovens para cumprirem deveres, para falar ou orar nas reuniões; insiste-se para morrerem para o orgulho. São instigados a cada passo. Tal religião de nada vale. Transforme-se o coração carnal, e não vos será tão enfadonha tarefa servir a Deus, ó vós, professos de coração frio! Todo aquele amor do vestuário e orgulho da aparência desaparecerão. O tempo que passais diante do espelho arranjando os cabelos a fim de agradar à vista, deve ser empregado em oração, a fazer exame interior. Não haverá, no coração santificado, lugar para o adorno exterior; antes haverá diligente e ansiosa busca do adorno interior, as graças cristãs – os frutos do Espírito de Deus.
      Diz o apóstolo: “O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura de vestidos; mas o homem encoberto no coração; no incorruptível trajo de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus.” I Ped. 3:3 e 4.

      O comprimento do vestido/saia – visão dada a Ellen White
      No livro Mensagens Escolhidas, vol. 3, págs 277 e 278, a irmã White escreve:
      “A distância exata da parte inferior do vestido até o assoalho não me foi dada em polegadas. … Mas passaram diante de mim três grupos de mulheres, com seus vestidos das maneiras que seguem, no tocante ao comprimento: – {ME3 277.5}
      O primeiro era do comprimento segundo a moda, sobrecarregando os membros, impedindo o passo, varrendo a rua e juntando as sujidades; do qual declarei plenamente os maus resultados. Esta classe, serva da moda, parecia fraca e lânguida. – {ME3 278.1}
      O vestuário da segunda classe que passou diante de mim era a muitos respeitos como devia ser. Os membros estavam bem vestidos. Achavam-se livres das cargas que a tirana Moda impusera à primeira classe; fora, porém, a um extremo de curteza que desgostara e suscitara preconceitos a pessoas boas, destruindo em grande medida sua própria influência. Este é o estilo e a influência do “costume americano”, ensinado e usado por muitos em “Nosso Lar”, Dansville, N. I. Esse não chega aos joelhos. Não preciso dizer que esse estilo me foi mostrado como sendo demasiado curto. – {ME3 278.2}
      Uma terceira classe passou diante de mim com semblantes animados, e passo desembaraçado e lépido. Seu vestuário era do comprimento que descrevi como apropriado, modesto e saudável. Estava umas poucas polegadas acima da sujeira da rua e do passeio e de acordo com todas as situações, como subir ou descer degraus, etc.” – {ME3 278.3}
      Temos aqui descritos 3 comprimentos de saia/vestido:
      • Um que é demasiadamente longo, a ponto de arrastar no chão;
      • Um que é demasiadamente curto, acima dos joelhos;
      • Um que tem um comprimento apropriado.
      Este terceiro comprimento é o que devemos, como filhas de Deus, usar. Não foi dado a Ellen White a medida exata deste comprimento. Ela mesma declara isso, como podemos ver no início da citação que usamos aqui. Mas as informações deixadas nos dão base suficiente para examinarmos o que temos vestido.
      O problema das saias e vestidos muito longos
      Quem já usou uma saia muito longa sabe que subir e descer escadas, saltar poças de lama, e o simples andar na rua podem exigir algum trabalho de nossas mãos. Isto porque saias muito longas, que tocam o chão, precisam ser constantemente erguidas para que os passos sejam dados com segurança. Em um dos shoppings aqui de Joinville, cidade onde moro, há um aviso na entrada da escada rolante para que as mulheres de saia longa tomem cuidado para que a saia não agarre. Deve ser uma situação um tanto quanto constrangedora ter sua saia puxada pelos degraus da escada rolante! No tempo de Ellen White, dado o volume e peso das saias, havia ainda outros problemas relacionados a este comprimento demasiadamente longo (você pode conferir em Testemunhos para a Igreja, vol.1, cap. 83 – “A Reforma do Vestuário”).
      O problema das saias e vestidos curtos
      Vestidos e saias acima do joelho possuem vários inconvenientes. Algumas dessas roupas são, aparentemente, inofensivas, até que a pessoa que está vestida com ela experimente sentar-se, abaixar-se ou inclinar-se para a frente. Sim, neste momento, a maior parte das roupas acima do joelho mostram aquilo que deveria estar coberto. Algumas pessoas que usam este comprimento de roupa às vezes dão uma puxadinha aqui e ali tentando amenizar o problema. Outras tentam cobrir as coxas com a Bíblia (na igreja) ou a bolsa. E há ainda o grupo que parece não se importar, deixando tudo à mostra mesmo. Penso que algumas pessoas não percebem que sua calcinha chega a aparecer entre um e outro movimento com as pernas.
      Por mais que esteja na moda, ou seja o mais fácil de encontrar pronto para comprar, este traje é indecoroso dentro e fora da igreja. E em se tratando de roupa para ir à Casa de Deus, torna-se duplamente inadequado, uma vez que chama a atenção para o corpo da pessoa, em um lugar onde toda atenção deve ser dirigida ao Senhor. Toda ostentação (e esta palavra não diz respeito apenas à riqueza mas a todo tipo de exibição, incluindo exibição do corpo) deve ser extinta. “Todos devem ser ensinados a trajar-se com asseio e decência, sem, porém, se esmerarem no adorno exterior que é impróprio para o santuário. Não deve haver ostentação de vestuário, pois isso provoca irreverência. Não raro a atenção das pessoas é dirigida sobre uma ou outra peça de roupa e desse modo são sugeridos pensamentos que não deveriam ocorrer na mente dos adoradores. Deus deve ser a razão exclusiva de nossos pensamentos e de nossa adoração; qualquer coisa tendente a desviar a mente de Seu culto solene e sagrado constitui uma ofensa a Ele.” (T5, p. 499.1). Se não devemos chamar a atenção das pessoas para a nossa roupa, quem dirá para o nosso corpo!
      Além da ofensa a Deus que é gerada quando chamo a atenção para o meu corpo (e isso pode se dar de diversas formas e não apenas com a saia curta), há outro problema espiritual associado ao uso de uma peça que expõe mais do que deve ser revelado. “A roupa aparatosa, extravagante, encoraja muitas vezes o sensualismo no coração do que a usa, e desperta as paixões inferiores no coração do observador. Deus vê que a ruína do caráter é freqüentemente precedida pela condescendência com o orgulho e a vaidade no vestir. Nota Ele que o vestuário dispendioso sufoca o desejo de fazer o bem.” (CSa 602.1). Roupas que violam a modéstia, despertam pecado no coração de quem usa e no coração de quem vê. E sobre este último ponto poderíamos gastar um post inteiro falando apenas sobre ele. (Quem sabe em outra oportunidade!)
      Benefícios da saia abaixo do joelho (até o tornozelo, pois não deve tocar o chão)
      Conversei com algumas amigas para saber quais os benefícios que elas encontram em usarmos saias e vestidos de comprimento adequado. Seguem alguns itens citados por elas:
      1. Não nos deixa desconfortáveis ao sentarmos à plataforma, ou em qualquer outro lugar. Podemos cruzar as pernas sem deixar nenhuma parte íntima à mostra.
      2. Nos dar um “ar” de respeito ao estarmos entre o sexo oposto.
      3. Nos distingue das demais mulheres, sendo um testemunho de que pertencemos a um Deus que preza pela decência.
      4. É mais higiênico que a saia que se arrasta pelo chão.
      5. Não mostra celulite ou qualquer outra imperfeição das pernas.
      6. Evidencia a elegância ao invés das curvas do corpo. (obviamente se não for uma saia muito justa, o que também não é adequado a uma mulher cristã)
      7. Não atrapalha subir e descer escadas (você não precisa suspender a saia pra não arrastar no chão, nem segurar pra não mostrar as pernas para quem vem logo atrás)
      E o maior benefício de todos – honra a Deus! Uma vez que Deus se preocupou em dar uma mensagem a um profeta, esta mensagem não deve ser tratada como irrelevante. Historicamente, o povo de Deus parece sempre ter desprezado a mensagem de Reforma. Às vezes, até ocorria uma ou outra reforma, mas logo o povo voltava a cair. Outras vezes ele rejeitava claramente a mensagem que Deus enviava através de Seus servos. O mesmo ocorreu com a mensagem de reforma do vestuário. Ela foi desprezada no tempo de Ellen White e continua a ser hoje. Contudo, Deus continua nos convidando a glorificá-lo através de nosso vestuário (I Coríntios 10:31).

    • Leandro Quadros
      abril 21, 12:15 Resposta

      Fernanda: não é correto você dizer que um artigo foi infeliz sem apresentar provas contrárias ao mesmo. Abra seu coração para outras verdades e viva os princípios da Palavra, a essência daquilo que Deus ensina. Deus a ilumine.

    • Ivanildo Soares
      maio 03, 08:32 Resposta

      VE – Pag. 156
      Vi a distinção entre esses caminhos, e também a diferença entre as multidões que neles viajavam. Os caminhos são opostos; um é largo e suave, o outro estreito e escabroso. Semelhantemente as duas multidões que os percorrem são opostas no caráter, na vida, no vestuário e na conversa.
      Os que viajam pelo caminho estreito conversam a respeito da alegria e felicidade que terão no fim da viagem. Seu rosto muitas vezes está triste e, todavia, brilha freqüentemente com piedosa e santa alegria. Não se vestem como a multidão do caminho largo, nem como eles falam, nem agem como eles. Um modelo lhes foi dado.
      Vi, percorrendo a estrada larga, muitos que tinham sobre si escritas estas palavras: “Morto para o mundo. Próximo está o fim de todas as coisas. Estai vós também prontos.” Pareciam precisamente iguais a todas aquelas pessoas frívolas que em redor se achavam, com a diferença única de uma sombra de tristeza que lhes notei no rosto. Sua conversa era perfeitamente igual à daqueles que, divertidos e inconscientes, se encontravam em redor; mas de quando em quando mostravam com grande satisfação as letras sobre suas vestes, convidando outros a terem as mesmas sobre si. Estavam no caminho largo, e no entanto professavam pertencer ao número dos que viajavam no caminho estreito. Os que estavam em redor deles diziam: “Não há distinção entre nós. Somos iguais; vestimos, falamos e procedemos semelhantemente.”
      “Não há distinção entre nós. Somos iguais; vestimos, falamos e procedemos semelhantemente.” [ … ] para refletirmos … isso diz alguma coisa !!!

      OC – Pág. 427
      Distinção Entre Vestuário de Homem e de Mulher
      Há uma crescente tendência de as mulheres serem em seu vestuário e aparência tão semelhantes ao outro sexo quanto possível e de confeccionarem seu vestuário muito semelhante ao do homem, mas Deus declara que isso é uma abominação. “Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia.” I Tim. 2:9. …
      Deus determinou que houvesse plena distinção entre o vestuário do homem e da mulher, e considera essa questão de suficiente importância para dar explícita orientação a esse respeito; pois o mesmo vestuário usado por ambos os sexos causaria confusão e grande aumento do crime. Testimonies, vol. 1, págs. 457-460.

      Calça é modesta! Será?
      Há alguns”apostolados” que correm hoje na internet, e chegam até a dizer que “calças são tão femininas quanto saias” e aconselham o uso indiscriminadamente. Só que hoje temos que ter discernimento para o que de fato é modesto. Este artigo é uma análise crítica. Isso é pouco, porque exige muito mais inteligência e discernimento. Uma legging; uma calça jeans colada; uma calça de couro brilhante e colada, dentre outras peças que as mulheres utilizam quase que “socadas” sem nenhum pudor.

      Não existe uma “calça modesta”. A calça comprida para mulheres é imodesta, não importa que modelo tenha, contorna as regiões genitais das mulheres, coxas e glúteos que são partes consideradas atraentes pelos homens. São partes que não devem ser reveladas. E uma calça, por mais folgada que seja, vai fazer isso, se não, não seria calças.
      O que a Bíblia diz sobre o vestuário do homem e da mulher?
      Não haverá traje de homem na mulher, e nem vestirá o homem roupa de mulher; porque, qualquer que faz isto, abominação é ao Senhor teu Deus.
      Deuteronômio 22:5

      Aquilo que vestimos fala muito a respeito de quem nós somos, nossa personalidade, nosso caráter, a quem servimos, o que fazemos, etc…
      O problema das saias e vestidos curtos usados por muitos dentro da igreja.
      Vestidos e saias acima do joelho possuem vários inconvenientes. Algumas dessas roupas são, aparentemente, inofensivas, até que a pessoa que está vestida com ela experimente sentar-se, abaixar-se ou inclinar-se para a frente. Sim, neste momento, a maior parte das roupas acima do joelho mostram aquilo que deveria estar coberto. Algumas pessoas que usam este comprimento de roupa às vezes dão uma puxadinha aqui e ali tentando amenizar o problema. Outras tentam cobrir as coxas com a Bíblia (na igreja) ou a bolsa. E há ainda o grupo que parece não se importar, deixando tudo à mostra mesmo. Penso que algumas pessoas não percebem que sua calcinha chega a aparecer entre um e outro movimento com as pernas.
      Por mais que esteja na moda, ou seja o mais fácil de encontrar pronto para comprar, este traje é indecoroso dentro e fora da igreja. E em se tratando de roupa para ir à Casa de Deus, torna-se duplamente inadequado, uma vez que chama a atenção para o corpo da pessoa, em um lugar onde toda atenção deve ser dirigida ao Senhor. Toda ostentação (e esta palavra não diz respeito apenas à riqueza mas a todo tipo de exibição, incluindo exibição do corpo) deve ser extinta. “Todos devem ser ensinados a trajar-se com asseio e decência, sem, porém, se esmerarem no adorno exterior que é impróprio para o santuário. Não deve haver ostentação de vestuário, pois isso provoca irreverência. Não raro a atenção das pessoas é dirigida sobre uma ou outra peça de roupa e desse modo são sugeridos pensamentos que não deveriam ocorrer na mente dos adoradores. Deus deve ser a razão exclusiva de nossos pensamentos e de nossa adoração; qualquer coisa tendente a desviar a mente de Seu culto solene e sagrado constitui uma ofensa a Ele.” (T5, p. 499.1). Se não devemos chamar a atenção das pessoas para a nossa roupa, quem dirá para o nosso corpo!
      Além da ofensa a Deus que é gerada quando chamo a atenção para o meu corpo (e isso pode se dar de diversas formas e não apenas com a saia curta), há outro problema espiritual associado ao uso de uma peça que expõe mais do que deve ser revelado. “A roupa aparatosa, extravagante, encoraja muitas vezes o sensualismo no coração do que a usa, e desperta as paixões inferiores no coração do observador. Deus vê que a ruína do caráter é freqüentemente precedida pela condescendência com o orgulho e a vaidade no vestir. Nota Ele que o vestuário dispendioso sufoca o desejo de fazer o bem.” (CSa 602.1). Roupas que violam a modéstia, despertam pecado no coração de quem usa e no coração de quem vê.
      Não convém para uma mulher, uma jovem cristã usar roupas curtas ou justas, nós sabemos muito bem que uma roupa quando ela é muito justa conforme andamos ela sobe, e quando sentamos ela vai parar no meio das coxas, e isso não é nem um pouco decente, pois além de ser inapropriado para uma serva de Deus, vai tirar a atenção dos irmãos.
      As vezes você vê um modelo de vestido acima dos joelhos, sem decotes, nem vulgar, e que parece modesto. Está no limite encima dos joelhos. Mas onde tá o problema? O Problema é quando a moça senta, o vestido sobe, e deixa as pernas a mostra. Pega um vestido curto, senta e cruza as pernas, então coloca um espelho na frente, façam o teste!

      Se o apóstolo Paulo estivesse vivo e contemplasse as mulheres que professam piedade usando esse tipo de vestuário, pronunciaria a repreensão. Uma mulher cristã decente escolhe os critérios de Deuteronômio 22.5, 1 Timóteo 2.9, 10 e 1 Pedro 3.3,4.

    • Ivanildo Soares
      maio 03, 08:34 Resposta

      VE – Pag. 156
      Vi a distinção entre esses caminhos, e também a diferença entre as multidões que neles viajavam. Os caminhos são opostos; um é largo e suave, o outro estreito e escabroso. Semelhantemente as duas multidões que os percorrem são opostas no caráter, na vida, no vestuário e na conversa.
      Os que viajam pelo caminho estreito conversam a respeito da alegria e felicidade que terão no fim da viagem. Seu rosto muitas vezes está triste e, todavia, brilha freqüentemente com piedosa e santa alegria. Não se vestem como a multidão do caminho largo, nem como eles falam, nem agem como eles. Um modelo lhes foi dado.
      Vi, percorrendo a estrada larga, muitos que tinham sobre si escritas estas palavras: “Morto para o mundo. Próximo está o fim de todas as coisas. Estai vós também prontos.” Pareciam precisamente iguais a todas aquelas pessoas frívolas que em redor se achavam, com a diferença única de uma sombra de tristeza que lhes notei no rosto. Sua conversa era perfeitamente igual à daqueles que, divertidos e inconscientes, se encontravam em redor; mas de quando em quando mostravam com grande satisfação as letras sobre suas vestes, convidando outros a terem as mesmas sobre si. Estavam no caminho largo, e no entanto professavam pertencer ao número dos que viajavam no caminho estreito. Os que estavam em redor deles diziam: “Não há distinção entre nós. Somos iguais; vestimos, falamos e procedemos semelhantemente.”
      “Não há distinção entre nós. Somos iguais; vestimos, falamos e procedemos semelhantemente.” [ … ] para refletirmos … isso diz alguma coisa !!!

      OC – Pág. 427
      Distinção Entre Vestuário de Homem e de Mulher
      Há uma crescente tendência de as mulheres serem em seu vestuário e aparência tão semelhantes ao outro sexo quanto possível e de confeccionarem seu vestuário muito semelhante ao do homem, mas Deus declara que isso é uma abominação. “Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia.” I Tim. 2:9. …
      Deus determinou que houvesse plena distinção entre o vestuário do homem e da mulher, e considera essa questão de suficiente importância para dar explícita orientação a esse respeito; pois o mesmo vestuário usado por ambos os sexos causaria confusão e grande aumento do crime. Testimonies, vol. 1, págs. 457-460.

      Calça é modesta! Será?
      Há alguns”apostolados” que correm hoje na internet, e chegam até a dizer que “calças são tão femininas quanto saias” e aconselham o uso indiscriminadamente. Só que hoje temos que ter discernimento para o que de fato é modesto. Este artigo é uma análise crítica. Isso é pouco, porque exige muito mais inteligência e discernimento. Uma legging; uma calça jeans colada; uma calça de couro brilhante e colada, dentre outras peças que as mulheres utilizam quase que “socadas” sem nenhum pudor.

      Não existe uma “calça modesta”. A calça comprida para mulheres é imodesta, não importa que modelo tenha, contorna as regiões genitais das mulheres, coxas e glúteos que são partes consideradas atraentes pelos homens. São partes que não devem ser reveladas. E uma calça, por mais folgada que seja, vai fazer isso, se não, não seria calças.
      O que a Bíblia diz sobre o vestuário do homem e da mulher?
      Não haverá traje de homem na mulher, e nem vestirá o homem roupa de mulher; porque, qualquer que faz isto, abominação é ao Senhor teu Deus.
      Deuteronômio 22:5

      Aquilo que vestimos fala muito a respeito de quem nós somos, nossa personalidade, nosso caráter, a quem servimos, o que fazemos, etc…
      O problema das saias e vestidos curtos usados por muitos dentro da igreja.
      Vestidos e saias acima do joelho possuem vários inconvenientes. Algumas dessas roupas são, aparentemente, inofensivas, até que a pessoa que está vestida com ela experimente sentar-se, abaixar-se ou inclinar-se para a frente. Sim, neste momento, a maior parte das roupas acima do joelho mostram aquilo que deveria estar coberto. Algumas pessoas que usam este comprimento de roupa às vezes dão uma puxadinha aqui e ali tentando amenizar o problema. Outras tentam cobrir as coxas com a Bíblia (na igreja) ou a bolsa. E há ainda o grupo que parece não se importar, deixando tudo à mostra mesmo. Penso que algumas pessoas não percebem que sua calcinha chega a aparecer entre um e outro movimento com as pernas.
      Por mais que esteja na moda, ou seja o mais fácil de encontrar pronto para comprar, este traje é indecoroso dentro e fora da igreja. E em se tratando de roupa para ir à Casa de Deus, torna-se duplamente inadequado, uma vez que chama a atenção para o corpo da pessoa, em um lugar onde toda atenção deve ser dirigida ao Senhor. Toda ostentação (e esta palavra não diz respeito apenas à riqueza mas a todo tipo de exibição, incluindo exibição do corpo) deve ser extinta. “Todos devem ser ensinados a trajar-se com asseio e decência, sem, porém, se esmerarem no adorno exterior que é impróprio para o santuário. Não deve haver ostentação de vestuário, pois isso provoca irreverência. Não raro a atenção das pessoas é dirigida sobre uma ou outra peça de roupa e desse modo são sugeridos pensamentos que não deveriam ocorrer na mente dos adoradores. Deus deve ser a razão exclusiva de nossos pensamentos e de nossa adoração; qualquer coisa tendente a desviar a mente de Seu culto solene e sagrado constitui uma ofensa a Ele.” (T5, p. 499.1). Se não devemos chamar a atenção das pessoas para a nossa roupa, quem dirá para o nosso corpo!
      Além da ofensa a Deus que é gerada quando chamo a atenção para o meu corpo (e isso pode se dar de diversas formas e não apenas com a saia curta), há outro problema espiritual associado ao uso de uma peça que expõe mais do que deve ser revelado. “A roupa aparatosa, extravagante, encoraja muitas vezes o sensualismo no coração do que a usa, e desperta as paixões inferiores no coração do observador. Deus vê que a ruína do caráter é freqüentemente precedida pela condescendência com o orgulho e a vaidade no vestir. Nota Ele que o vestuário dispendioso sufoca o desejo de fazer o bem.” (CSa 602.1). Roupas que violam a modéstia, despertam pecado no coração de quem usa e no coração de quem vê.
      Não convém para uma mulher, uma jovem cristã usar roupas curtas ou justas, nós sabemos muito bem que uma roupa quando ela é muito justa conforme andamos ela sobe, e quando sentamos ela vai parar no meio das coxas, e isso não é nem um pouco decente, pois além de ser inapropriado para uma serva de Deus, vai tirar a atenção dos irmãos.
      As vezes você vê um modelo de vestido acima dos joelhos, sem decotes, nem vulgar, e que parece modesto. Está no limite encima dos joelhos. Mas onde tá o problema? O Problema é quando a moça senta, o vestido sobe, e deixa as pernas a mostra. Pega um vestido curto, senta e cruza as pernas, então coloca um espelho na frente, façam o teste!

      Se o apóstolo Paulo estivesse vivo e contemplasse as mulheres que professam piedade usando esse tipo de vestuário, pronunciaria a repreensão. Uma mulher cristã decente escolhe os critérios de Deuteronômio 22.5, 1 Timóteo 2.9, 10 e 1 Pedro 3.3,4. …

  10. rafael gomes
    abril 20, 21:04 Resposta

    otimo,bem explicado,espero que sirva para abrir os olhos de muitos!

  11. Maricelia
    abril 20, 20:25 Resposta

    Concordo plenamente temos que ter equilíbrio e analisar o texto no seu contexto.

    • Paulo Sergio
      maio 03, 10:26 Resposta

      Calça faz parte da “cultura” da nossa época por isso posso usar?
      Alguns meios ditos “católicos” afirmam que a calça Jeans usada por mulheres é totalmente aceitável por fazer parte de nossa cultura. E que a modéstia varia conforme a cultura da época. Eles sabem perfeitamente que a alguns anos atrás, cardeais, papas, bispos condenaram veemente a imodéstia e condenaram o uso de calças por mulheres. E afirmam que naquela época era condenado por conta do movimento feminista, e que a mentalidade de rebeldia estava na mente destas mulheres. Por isso era condenado, o que não se vê hoje em dia, fazendo-se assim a peça totalmente lícita, “feminina” e aconselhável.

      Isso está totalmente errado. É fácil prever que se não houverem freios reais em nossos tempos e retornos reais à verdadeira modéstia a “cultura” vai se tornando cada vez pior. Acompanhe o artigo abaixo:

      Quando as mulheres começaram a usar calças?

      Começo com uma pergunta: Pode algo que foi condenado no passado, ser completamente lícito e ter crescido na base da desobediência de algumas pessoas a alguns anos atrás? Caros leitores, se realmente aquela época era errado, e se as moças tivessem obedecido à Igreja, hoje a moda não teria crescido e hoje as mulheres ainda usariam saias e vestidos.

      Sempre por milênios foi costume as mulheres usarem saias e vestidos. O Uso de calça pelas mulheres não iniciou somente com o movimento feminista, que teve boa parte de influência. Feministas saíam às ruas para gritarem por “direitos iguais” usando calças. Esse era um dos motivos de São Padre Pio de Pietrelcina ter condenado o uso de calças pelas mulheres católicas. Mas não foi o único motivo. Alguns alegam que era apenas por isso e por conta da rebeldia das feministas, porém não foi. Calças, sempre foram roupas de homens, e não é adequado para uma mulher católica utilizar vestimentas que são apenas masculinas. O traje de homens e mulheres devem ser diferentes. Lembro que as nossas “avós” que viveram nessa época contam que usar uma calça era um escândalo, simplesmente por que estava se vestindo como homem. E isso é um fato inegável. Não tem como uma pessoa daquela época julgar uma calça como sendo do vestuário feminino, simplesmente por que isso nunca existiu. Quem alega tal insanidade, não entende absolutamente nada da cultura da época, não entende nada sobre a decadência de nossa sociedade.

      O primeiro contato da moda feminina com a calça, foi quando o designer Paul Poiret, criou em 1909 um modelo mais leve e largo de calças para mulheres, que na verdade era uma pantalona da primeira temporada parisiense dos Ballets Russes.[2] Veja no modelo abaixo:

      Mesmo depois da criação [lamentável] de Paul, um uma época que o traje feminino era marcado pelas grandes saias rodadas e os longos vestidos luxuosos, a calça ganhou mais espaço e isso ocorreu graças a 2ª Guerra Mundial, em 1914, onde os homens precisaram ir aos campos de batalha e deixaram as mulheres responsáveis pela casa e pelo trabalho. Com essa necessidade as mulheres também precisavam de uma roupa confortável, uma vez que os longos vestidos e saias não eram uma boa opção para o trabalho. A estilista Coco Chanel foi uma das primeiras a usar a calça. Com um modelo largo, solto no corpo e modelagem confortável, Chanel deu início para a popularização das calças “femininas”. [2] Veja na imagem:

      Reparem que até então, as primeiras calças que surgiram, eram folgadas e não eram coladas ao corpo. O que os relativistas “católicos” hoje chamam de “modestas”. Elas eram [e ainda são] completamente masculinas. Agora vamos ligar os fatos [até agora não citamos nada de cristãos, apenas modas mundanas que foram criadas em vista de mudar o pensamento conservador da época]. São Padre Pio de Pietrelcina foi ordenado sacerdote 10 de agosto de 1910 no Duomo de Benevento. Portanto, ele acompanhou perfeitamente esta mudança, e por isso o santo condenou totalmente essa moda da época, ele não se adaptou à “cultura” da época, antes condenou, e teve realmente bons motivos para isso. Não tem como uma peça em determinada época ser considerada exclusivamente “masculina” e causar escândalo, e só por que todas usam de repente se torna totalmente aceitável. Isso não tem o mínimo de lógica nem cabimento.

      Com o fim do período de Guerra, as mulheres estavam buscando novidades para o modo de vida e logo foram se espelhar no estilo de grandes atrizes dos filmes da época. Vejam bem, eu disse atrizes, não disse santos, nem cristãos. Uma moda espelhada na mídia, nas atrizes, é o mesmo que eu me espelhar hoje na novela Salve Jorge buscando novidades na moda.

      Como podemos bem ver, a indecência, a vontade mostrar o corpo vem cada vez ganhando mais espaço desde o surgimento da calça. Tanto é que primeiro surgiram calças folgadas, que não revelaram o corpo. Na época do Cardeal Siri e de São Pe. Pio, o que era condenado eram calças folgadas, o que pensariam da calça jeans hoje que são completamente justas ao corpo? É muito óbvio que nenhum deles iria aprovar e dizer que a verdade muda com o passar do tempo e conforme a evolução da moda.

      Dizer que a um tempo atrás, calça era roupa de homem, e hoje não é mais, é relativismo. Estas pessoas querem a todo custo seguir a moda, conforme ela é, sem se preocupar se ela agrada ou não agrada a Deus. A Calça foi quando surgiu, é e continuará sempre sendo roupa de homem.

      Afinal o que é cultura? Devemos sempre aderir a cultura?

      Cultura é um conceito de várias acepções, sendo a mais corrente a definição genérica formulada por Edward B. Tylor, segundo a qual cultura é “aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como membro da sociedade”. [1] Nem toda cultura de determinados povos é totalmente aceitável pelos cristãos. Por exemplo, os jesuítas não se contentaram com a ausência de vestes dos índios, embora os índios estivessem habituados a isso. Eles mudaram a maneira de vestir dos indígenas, como diz o Padre Daniel nesse sermão sobre modéstia. Ora, se a sociedade deve necessariamente aderir a qualquer cultura, não importando quais são as vestes, e que a modéstia depende da cultura e dos povos, por que motivo os jesuítas fizeram questão de vestir os índios? Alguns poderiam alegar que as vestes deles não causavam escândalo por estarem habituados, mas não foi isso que os jesuítas fizeram.

      Nem toda cultura deve necessariamente ser aderida pelos cristãos como boa e pura somente por ser costume da época. Nossa sociedade é decadente e neo-pagã. Todos sabem que está decadente e que cada vez mais os valores morais cristãos estão sendo colocados embaixo do tapete. Por que motivo ela seria tão má e ao mesmo tempo devemos aderir a esta “cultura” da moda? Dou outro exemplo, é cultura do brasil o carnaval com mulheres nuas encima de carros alegóricos, dançando com tapa sexo na frente da sua TV. Seguindo a mesma lógica relativista de pseudo-católicos, já que todos estão habituados não tem problema algum, já que é a cultura brasileira vamos todos aderir a ela, e sair dançando em palcos alegóricos mostrando os peitos pintados de verde amarelo. Senhor relativista, se você defende tanto a cultura de uma sociedade decadente, por que não defende esta mesma cultura quando ela mostra sua face?

      Para quem não está habituado com o mundano, vemos que as vestes que as mulheres usam hoje, tornou-se cultural porque foi-se aceitando a decadência moral da sociedade. E ainda que as modas indecentes não conduzissem ao pecado contra o sexto mandamento, o cristão não deve se contentar com os padrões de uma sociedade decadente, corrompida e neo-pagã. Não estou dizendo que nunca pode-se aderir a cultura e a épocas. Nós católicos podemos levar em conta a cultura dos povos, contando que não seja uma moda indecente e prejudique as pessoas na indecência, desconsiderando os valores cristãos.

      “As vestes devem ser avaliadas não segundo a estimação de uma sociedade em decadência, mas segundo as aspirações de uma sociedade que preza pela dignidade e pela seriedade dos costumes.”

      “Sempre há uma norma absoluta a ser preservada, não importa quão amplos e mutáveis possam ser os costumes morais de então.”
      A Moda de hoje é o Shorts Jeans

      Não felizes em fazer as mulheres usarem calças iguais aos homens, não felizes em mais tarde ajustar estas calças, quanto mais coladas melhores, agora a moda lançada é o shorts jeans. Algo totalmente aceitável não? Caros amigos, se você defende a moda da época, terá que aceitar isso como “modesto”, já que se todos usam torna-se automaticamente “usável”. Infelizmente este é o pensamento de muitos percebem? Aderem a pensamentos de uma sociedade decadente que despreza os valores morais. Se hoje os shorts curtos são considerados indecentes, sempre serão. É falso que a indecência tá tão normal que não provoca mais escândalo, há uma norma moral que sempre deve ser levada em conta, e um limite que é sempre os joelhos e os ombros que devem ser sempre cobertos. Se aderirmos ao relativismo que “dependendo da época” posso mostrar, já que “todos mostram”, não vai demorar para eles defenderem o shorts jeans, ou calcinha e sutiã jeans nas ruas. Com o tempo as roupas estão se tornando cada vez mais imodestas. O mercado que vende e fabrica tais roupas fazem de tudo para mostrar mais o corpo da mulher, colocando enchimento para ter mais bumbum, para tornear as coxas por exemplo, e colocando decotes enormes e transparências. Algo que era totalmente indecente usado por prostitutas no passado, estão sendo usadas hoje por pessoas nas ruas. Essa é a “cultura” que você defende? Pois se decência da roupa depende da época, não demorará muito para ver certos apostolados fazendo propaganda delas. Talvez daqui a uns 2 ou 3 anos.

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