Escravos serão salvos?

Escravos serão salvos?

A sua lógica e a minha são limitadas e corrompidas pelo pecado. Portanto, não podemos entender a lógica divina e nem devíamos ter essa pretensão (cf. Is 55:8, 9). Muitas vezes, temos de aceitar pela fé aquilo que não nos é possível alcançar pela razão, crendo que Deus possui razões muito superiores às nossas. É natural que vários leitores discordem do que Ellen G. White escreveu, porém, para quem acredita que ela foi profetisa (não canônica [com livros na Bíblia], é claro), aceitará pela fé aquilo que Deus lhe revelou.


Ellen G. White nunca disse que todos os escravos “não ressuscitariam”. Na resposta disponibilizada abaixo você verá isso (na p. 286 de Primeiros Escritos isso fica muito claro), o que lhe dará ainda mais razões para nunca interpretar textos da Sra. White de forma isolada, como o fazem os críticos que apresentam alto grau de desinformação.
A você, leitor, que nunca ouviu falar no dom profético de Ellen G. White, recomendo que estude por si mesmo, fazendo uso de fontes primárias, sobre sua vida e obra. Alguns livros que recomendo são os seguintes: Caminho a Cristo, onde ela exalta a Pessoa de Jesus e a Bíblia Sagrada (especialmente no cap. 10) e A Mensageira do Senhor, de Herbert E. Douglass, onde ele aborda de maneira ampla a vida e obra desta irmã, bem como as críticas infundadas feitas a ela. Ambos os materiais (entre muitos outros da autora) podem ser adquiridos pelo site da editora Casa Publicadora Brasileira clicando aqui, ou pelo telefone 0800-979-0606.
Enfim, vamos à resposta disponível no site do Centro de Pesquisas Ellen G. White.

Até a próxima.

É verdade que os escravos não ressuscitarão dentre os mortos?

Ellen White aborda esse assunto no livro Primeiros Escritos, pág. 276, em que aparece a seguinte declaração: “Vi que o senhor de escravos terá de responder pela salvação de seus escravos a quem ele tem conservado em ignorância; e os pecados dos escravos serão visitados sobre o senhor. Deus não pode levar para o Céu o escravo que tem sido conservado em ignorância e degradação, nada sabendo de Deus ou da Bíblia, nada temendo senão o açoite do seu senhor, e conservando-se em posição mais baixa que a dos animais. Mas Deus faz por ele o melhor que um Deus compassivo pode fazer.

Permite-lhe ser como se nunca tivesse existido, ao passo que o senhor tem de enfrentar as sete últimas pragas e então passar pela segunda ressurreição e sofrer a segunda e mais terrível morte. Estará então satisfeita a justiça de Deus.”

O próprio texto deixa claro que a Sra. White está se referindo aqui não a todos os escravos de forma generalizada, mas somente àqueles que foram mantidos “em ignorância e degradação, nada sabendo de Deus ou da Bíblia, nada temendo senão o açoite do seu senhor, e conservando-se em posição mais baixa que a dos animais”.

É interessante notarmos que, um pouco mais adiante, no mesmo livro Primeiros Escritos, pág. 286, são mencionados escravos entre os justos que receberão a vida eterna: “Vi o escravo piedoso levantar-se com vitória e triunfo, e sacudir as cadeias que o ligavam, enquanto seu ímpio senhor estava em confusão e não sabia o que fazer; pois os ímpios não podiam compreender as palavras da voz de Deus.”

Existe aqui um evidente contraste entre o escravo “conservado em ignorância”, que será deixado “como se nunca tivesse existido”, e o “escravo piedoso”, que receberá a vida eterna. Esse contraste nos impede de generalizarmos a questão como se todos os escravos fossem tratados da mesma forma.

Portanto, apenas aqueles escravos que foram mantidos nas condições subumanas acima mencionadas, completamente destituídos de livre-arbítrio, é que não receberão nem a vida eterna, por não terem vivido em conformidade com os princípios do evangelho, e nem o castigo final, por não serem responsáveis pelos seus próprios atos.

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Leandro Quadros
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