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Leandro Quadros

Artigos e cursos do Prof. Leandro Quadros, apresentador na Novo Tempo.

Há contradição entre Eclesiastes 9:5-6 e 10, 2 Coríntios 5:8 e Filipenses 1:23 sobre o estado dos mortos?

Um querido amigo perguntou-me se havia contradição entre Eclesiastes 9:5-6 e 10, 2 Coríntios 5:8 e Filipenses 1:23 sobre o estado dos mortos. A pergunta dele me motivou a elaborar uma breve resposta sobre o assunto para que lhe auxilie, querido (a) leitor (a), em seu estudo das Escrituras.

Em uma primeira leitura – sem análise contextual – parece haver contradição entre os textos mencionados. Porém, estudando-os no contexto bíblico em que foi escrito; e levando em conta outros versos de Paulo que ensinam acerca do momento em que os justos receberão a recompensa, tudo ficará esclarecido.

O texto de Eclesiastes 9:5, 6,7 e 10 está em harmonia com os demais versos das Escrituras. Alguns exemplos:

“Se lhes corta o fio da vida, morrem e não atingem a sabedoria”. Jó 4:21.

“Eu, porém, na justiça contemplarei a tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a tua semelhança”. Salmo 17:15.

“Lembra-te de que a minha vida é um sopro; os meus olhos não tornarão a ver o bem. Os olhos dos que agora me vêem não me verão mais; os teus olhos me procurarão, mas já não serei”. Jó 7:7-8.

“Pois, na morte, não há recordação de ti; no sepulcro, quem te dará louvor?” Salmo 6:5.

“Os mortos não louvam o SENHOR, nem os que descem à região do silêncio”. Salmo 115:17.

“Que proveito obterás no meu sangue, quando baixo à cova? Louvar-te-á, porventura, o pó? Declarará ele a tua verdade?” Salmo 30:9.

“A sepultura não te pode louvar, nem a morte glorificar-te; não esperam em tua fidelidade os que descem à cova. Os vivos, somente os vivos, esses te louvam como hoje eu o faço; o pai fará notória aos filhos a tua fidelidade”. Isaías 38:18-19.

“Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda”. 1 Coríntios 15:23.

“E serás bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com que recompensar-te; a tua recompensa, porém, tu a receberás na ressurreição dos justos”. Lucas 14:14.

“De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia”. João 6:40.

“Sai-lhes o espírito, e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia, perecem todos os seus desígnios”. Salmo 146:4.

“Mostrarás tu prodígios aos mortos ou os finados se levantarão para te louvar? Será referida a tua bondade na sepultura? A tua fidelidade, nos abismos? Acaso, nas trevas se manifestam as tuas maravilhas? E a tua justiça, na terra do esquecimento?” Salmo 88:10-12.

A Bíblia é clara em afirmar que, ao morrer, a pessoa dorme (Jeremias 51:57; Daniel 12:13). Jesus também se referiu ao estado do homem na morte com sendo um sono (João 11:11-14). Esse fato nos ensina sobre a importância de usarmos o conjunto das Escrituras (ler Isaías 28:10) para que possamos compreender qualquer doutrina.

Deixemos que Paulo fale por si…

Em ambos os textos, (2 Coríntios 5:8 e Filipenses 1:23) o apóstolo fala que gostaria de estar com Cristo não no momento da morte, mas quando fosse ressuscitado. Essa conclusão não é pessoal e sim baseada em 2 Timóteo 4:6 e 8, 1 Tessalonicenses 4:13-18 e 1 Coríntios 15:51-54:

“Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia [volta de Jesus!]; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.”

“Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras [com a doutrina da ressurreição e não com o ensino de que a alma ou espírito vai para um lugar melhor…].”

“Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados [Evento único, não separado!]. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória.”

Esses versos tomados em conjunto nos permitem crer que:

1) Paulo tinha conhecimento de que receberia a coroa da justiça “futuramente”, por ocasião da volta de Jesus e não após a sua morte (2 Timóteo 4:8);

2) Paulo diz que os mortos em Cristo dormem (1 Tessalonicenses 4:13) e que, por ocasião da volta de Jesus os vivos transformados e os mortos em Cristo serão arrebatados JUNTOS [veja: os mortos não vão para um lugar intermediário primeiro!] para encontrar o Senhor nos ares e estar para sempre com Ele (conferir os versos 14-17). Se os mortos irão para o Céu COM OS JUSTOS VIVOS (não antes) quando o Senhor vier buscar Seus filhos, isto deixa claro que ninguém está no Céu ainda, “em espírito”.

3) O que vai para o Céu não é um “espírito imaterial” mas sim um corpo transformado e glorificado. (ver 1 Coríntios 15:51-54).

Como bem concluiu o Dr. Oscar Cullmann (Luterano e uma das maiores autoridades em Novo Testamento que já pisaram nesse planeta) em seu livro “Imortalidade da alma ou ressurreição dos mortos?”: a dicotomia (separação entre corpo e alma) do filósofo grego Platão (428/27 a.C – 347 a.C.) não se harmoniza com o ensino bíblico da ressurreição dos mortos.

Assim, a doutrina da “consciência” e uma possível “recompensa após a morte” não é bíblica.

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Leandro Quadros

YouTuber e apresentador dos programas "Na Mira da Verdade" e "En La Mira de La Verdad", na Rede Novo Tempo.

8 comentários em “Há contradição entre Eclesiastes 9:5-6 e 10, 2 Coríntios 5:8 e Filipenses 1:23 sobre o estado dos mortos?

  1. Percebi que o “Martelo dos Hereges” martelou a própria consciência, ao retirar textos de contextos TOTALMENTE DIFERENTES, cujos os assuntos não tratam da morte, e usá-los ao seu Bel prazer, naquilo que lhe apraz. Nisso, 1 Coríntios 4:6, 2 Pedro 1:20 e Lucas 24:27,44, foram desrespeitados. Ferir as ordens da Bíblia é a verdadeira heresia.

  2. Os israelitas possuíam, sim, a noção de sobrevivência da alma. É o que vai insinuado já pelo simples fato de que julgavam lícito matar irracionais, ilícito, porém, matar um homem; isto bem atesta a diferença que admitiam entre alma humana e princípio vital dos animais inferiores.

    Ademais «morrer» para os. israelitas, equivalia a «reunir-se ao seu povo, voltar a seus pais» (cf. Gên 15,15; 25,8.17; 35,29; 49,29.32; Num 20 24.26; 27,13; 31,2; Dt 31,16; 32,50). Tais expressões significam ou reunião dos corpos em uma sepultura comum ou reunião das almas em um mesmo estado ou local. Em certas passagens, porém, é claro que não designam sepultamento em túmulo comum de família, como. por exemplo, nos casos de Abraão (sepultado na gruta recém adquirida de Maepelá; cf. Gên 25,8), de Aarão (Num 20 24), de Mo.sés (cf. Num 27,12; 31,2; Dt 31,16); também Davi, Omri e Manassés «foram reunidos a seus pais», não. porém, sepultados no túmulo de sua família (cf. 3 Rs 210; 16 28; 4 Rs 21,18). Estes textos, supondo evidentemente a reunião póstuma das almas após deixarem os respectivos corpos, atestam a sobrevivência das mesmas. Jacó. julgando que seu filho fora devorado por uma fera, exprimiu o desejo de ir juntar-se a ele (cf. Gên 37,36), o que não pode significar reunião de cadáveres num sepulcro.

  3. Depois da morte e ressurreição de Cristo o céu foi aberto a todos e Cristo levou as almas que morreram na servidão divina consigo para o céu, pois antes todos estavam no XEOL.

        “Mas a cada um de nós foi dada a graça, segundo a medida do dom de Cristo, pelo que diz: Quando subiu ao alto, levou muitos cativos (ou cativeiro), cumulou de dons os homens (Sl 67,19). Ora, que quer dizer ele subiu, senão que antes havia descido a esta terra?

        Aquele que desceu é também o que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas.” (Efésios 4, 7-10)

        XEOL é o nome hebraico dado no AT para os “infernos”, “abismo” ou “morada dos mortos” (Gn 37,35; Is 38,18). Julgava-se que o Xeol ficava debaixo da terra.

        “Desceram vivos à morada dos mortos, eles e tudo o que possuíam; cobriu-os a terra, e desapareceram da assembléia.” (Números 16, 33.)

        Jesus, ao morrer, desceu ao Xeol (At 2,24-31; Rm 10,6-7; Ef 4,8-10) para anunciar aos mortos a sua vitória sobre a morte pela ressurreição (Ap 1,18; Mt 27,51-53; 1Pd 3,19s).

        “Pois dele diz Davi: Eu via sempre o Senhor perto de mim, pois ele está à minha direita, para que eu não seja abalado. Alegrou-se por isso o meu coração e a minha língua exultou.

        Sim,também a minha carne repousará na esperança, pois não deixarás a minha alma na região dos mortos, nem permitirás que o teu santo conheça a corrupção. Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, e me encherás de alegria com a visão de tua face (Sl 15,8-11). ” (Actos 2, 25-28).

        Não preciso citar mais versículos para provar que depois de Jesus, os servos de Deus vão para o céu em alma repousar no “seio de Abraão”, ACORDADOS. Só mais duas pra completar:

        “Mas, cheio do Espírito Santo, Estevão fitou o céu e viu a glória de Deus e Jesus de pé à direita de Deus: Eis que vejo, disse ele, os céus abertos e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus. Levantaram então um grande clamor, taparam os ouvidos e todos juntos se atiraram furiosos contra ele. Lançaram-no fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas depuseram os seus mantos aos pés de um moço chamado Saulo. E apedrejavam Estevão, que orava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito” (At 7,55-59)

                   ESTEVÃO FOI PRA ONDE?

       “Estamos, repito, cheios de confiança, preferindo ausentar-nos deste corpo para ir habitar junto do Senhor. É também por isso que, vivos ou mortos, nos esforçamos por agradar-lhe” (2 Cor 5,8-9)

    UMA PESSOA DORMINDO AGRADA A DEUS?

        Mas Alguem pode Objectar dizendo que isso não prova nada dos santos, quer dizer, da intercessão dos Santos, pois bem, vamos lá:

        Os que morreram por Deus e pelo Evangelho também aparecem bem vivos, acordados e tendo acesso direito para clamar ao Pai. (Lc 9, 28-31; Ap 6, 9-10).

        Ora, como Elias e Moisés apareceram glorificados para Cristo conversando com ele? (Lc 9, 28-31) Se eles não soubessem de nada e estivessem dormindo como eles falariam do êxodo e saberiam que Cristo ainda não tinha sido crucificado e até mesmo que aquele homem era o Messias?

        “Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários.E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar o nosso sangue contra os habitantes da terra?” (Apocalipse 6, 9-10)

        Ai diz que a multidão clamava por Justiça e estava sob o altar. Como eles saberiam que ainda não tinha se consumado tudo?

        Como eles saberiam que Deus ainda não tinha executado a vingança contra os habitantes da terra?

        Como eles estariam no sob o altar, se não estão no céu?

       E como eles poderiam Clamar por justiça dormindo?

        De facto no Antigo Testamento todos os que morriam não tinham esperança alguma de Céu, e nada sabiam sobre o que acontecia aqui neste mundo, debaixo do sol:

        A Terra (Ecle 9:5) e sequer podiam rezar por alguém (Sl 115:17)nem louvar a Deus (Is 38,18-19). E muito menos sabiam dos factos do Céu. Mas, Jesus fez uma Obra de Redenção plena e mudou esta realidade. Foi pregar aos que estavam na Região dos Mortos desde a criação do mundo até Sua Crucificação (1.ª Pd 3, 18-20; 4, 5-6). Vencendo a morte levou muitos deles para o Céu (Sl 68:19; Ef 4). Moisés foi agraciado antecipadamente, pois, morreu, mas, seu corpo foi levado para o Céu, e lá ele foi vivificado e glorificado na carne (Dt 34, 5-6; Judas 1, 9).

        E MAIS:

       “Quando, enfim, abriu o sétimo selo, fez-se silêncio no céu cerca de meia hora. Eu vi os sete Anjos que assistem diante de Deus. Foram-lhes dadas sete trombetas.Adiantou-se outro anjo e pôs-se junto ao altar, com um turíbulo de ouro na mão. Foram-lhe dados muitos perfumes, para que os oferecesse com as orações de todos os santos no altar de ouro, que está adiante do trono. A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus.” (Apocalipse 8, 1-4).

  4. Quando a Escritura diz que alguém que morreu está dormindo, ou descansando, está se referindo à bem-aventurança alcançada por ter morrido na amizade de Deus, e não porque a alma esteja dormindo.

    Na linguagem semítica utilizada pela Bíblia, o prêmio daqueles que permanecem fiéis a Deus é comparado a um descanso.

    Os israelitas passaram 40 anos no deserto, após o Senhor tê-los libertado do cativeiro no Egito. Devido à grande murmuração do povo, nem todos chegaram à Terra Prometida. É o que recorda o Salmista:

    “Não vos torneis endurecidos como em Meribá, como no dia de Massá no deserto, onde vossos pais me provocaram e me tentaram, apesar de terem visto as minhas obras. Durante quarenta anos desgostou-me aquela geração, e eu disse: É um povo de coração desviado, que não conhece os meus desígnios. Por isso, jurei na minha cólera: Não hão de entrar no lugar do meu repouso” (Sl 94,8-11) (grifos meus).

    Também ensinou Isaías: “Aquele que à direita de Moisés atuou com o seu braço glorioso, e dividiu as águas diante dos seus para assegurar-se um renome eterno; e os conduziu através dos abismos, sem tropeçarem, como o cavalo em descampado. Como ao animal que desce ao vale, o espírito do Senhor os levava ao repouso. Foi assim que conduzistes vosso povo, para afirmar vosso glorioso renome” (Is 63,12-14).

    O início desta teologia se encontra em Deuteronômio: “Quando tiverdes passado o Jordão e vos tiverdes estabelecido na terra que o Senhor, vosso Deus, vos dá em herança, e ele vos tiver dado repouso, livrando-vos dos inimigos que vos cercam, de sorte que vivais em segurança” (Dt 12,10) (grifos meus).

    Povo chegou ao Jordão pelo comando de Josué, sucessor de Moisés. Moisés foi proibido de entrar na Terra Prometida por ter quebrado as primeiras tábuas dos Dez Mandamentos (cf. Ex 32,19; Dt 32,50-52; Dt 34,1-4).

    Josué, testemunha em seu livro o cumprimento da promessa do Senhor: “E o Senhor deu-lhes repouso em todo o derredor de sua terra, como tinha jurado a seus pais; nenhum dos seus inimigos pôde resistir-lhes, pois o Senhor entregou-os todos nas suas mãos” (Js 21,44) (grifos meus).

    A peregrinação que os Israelitas fizeram no deserto durante 40 anos e a posse da Terra Prometida dada aos fiéis, é figura da nossa peregrinação terrestre, na qual os que vencerem tomarão posse da Pátria do Povo de Deus, isto é, o Céu.

    Este é o ensinamento que encontramos na Carta aos Hebreus:

    “Se, pois, ele repete: Não entrarão no lugar do meu descanso [cf. Sl 94,11], é sinal de que outros são chamados a entrar nele. E como aqueles a quem primeiro foi anunciada a promessa não entraram por não ter tido a fé, Deus, após muitos anos, por meio de Davi, estabelece um novo dia, um hoje, ao pronunciar as palavras mencionadas: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações. Se Josué lhes houvesse dado repouso, não teria depois disso falado dum outro dia. Por isso, resta um repouso sabático para o povo de Deus. E quem entrar nesse repouso descansará das suas obras, assim como descansou Deus das suas. Assim, apressemo-nos a entrar neste descanso para não cairmos por nossa vez na mesma incredulidade. Porque a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4,5-12) (grifos meus).

    O autor chama o prêmio dos justos de “repouso sabático” pois o compara com o descanso de Deus após a criação, que se deu num sábado.

    A Carta aos Hebreus, além de confirmar que o sono, repouso ou descanso dos justos é a posse da bem-aventurança, também dá testemunho da realidade dualística do homem: alma e corpo.

    O ensinamento desta epístola é confirmado pelo salmista: “Apenas me deito, logo adormeço em paz, porque a segurança de meu repouso vem de vós só, Senhor” (Sl 4,9).

    Também ensinou o Profeta Isaías: “Porque aqui está o que disse o Senhor Deus, o Santo de Israel: É na conversão e na calma que está a vossa salvação; é no repouso e na confiança que reside a vossa força” (Is 30,15).

    Por isso que Jesus ao ressuscitar a filha do centurião (Mc 5,35-39), a filha do chefe da sinagoga (Mt 9,23-25) e Lázaro (cf. Jo 11,11-14), diz que estão dormindo. Pois, morreram na amizade de Deus. Se fossem ímpios Jesus não os ressuscitaria, pois já estariam perdidos. Mas, antes mortos e agora ressuscitados, serviriam como testemunhas da Majestade de Jesus, tanto por terem visto o Céu quanto por serem ressurretos.

  5. Verdade é que o autor do Eclesiastes se refere à alma humana e ao princípio vital dos irracionais como se perecessem do mesmo modo após a vida terrestre (cf. Ecl 3,19-21). Na realidade, o autor, ao se exprimir desta forma, quer apenas indicar o que se pode observar com os sentidos anteriormente a qualquer raciocínio: o fenômeno da morte, não há dúvida, tem a mesma aparência no homem e no animal inferior. O escritor sagrado, porém, nos trechos em que institui seus raciocínios, não deixa de professar a sobrevivência da alma: sabe, por exemplo, que o corpo se dissolve na poeira da terra, ao passo que o espírito comparece diante de Deus, que o julga; é esta. aliás, a conclusão de todas as suas elucubrações, ou seja, a tese definitiva do Eclesiastes (cf. 12, 7.13s).

    Não se nega, porém, que só aos poucos na história do Antigo Testamento se foi desenvolvendo a noção de que a vida póstuma é não somente sobrevivência, mas também existência consciente, suscetível de prêmio ou de castigo. Testemunhos desta progressão são os textos seguintes: SI 10,7; 15,11; 16,15; 139,14; Dan 12,1-3.

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