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Leandro Quadros

Artigos e cursos do Prof. Leandro Quadros, apresentador na Novo Tempo.

Pena de Morte: A Ignorância é Atrevida

Má-educação

Surpreendentemente, um internauta comentou sobre meu post acerca da pena de morte (“White Era a Favor da Pena de Morte”) de modo muito mal-educado.  A maneira como me atacou e rotulou (chamou-me de “insensato”, “analfabeto bíblico”, “fundamentalista”, etc., além de me tratar com um sarcasmo maldoso), demonstra quão medíocre é sua capacidade argumentativa.

Com toda certeza, quem ataca pessoas, ao invés de discutir ideias de forma ponderada revela mediocridade. Também falta de educação e pouca noção de filosofia ou retórica. Afinal, ao usar ataques pessoais, o interlocutor faz uso da condenável falácia ad hominem. E o pior: dá um péssimo exemplo de cristianismo, caso seja um cristão. E se não o for, dá um mau exemplo como cidadão.

Como se não bastasse, além de argumentação precária, ele se demonstrou muito arrogante. Por fim, tratou-me como se eu fosse o “analfabeto bíblico” (palavras dele) e ele, o erudito.

Contudo, uma simples leitura do comentário desse internauta deixa visível:

  • Que além de mal-educado, ele não sabe argumentar. E também não possui noções básicas de filosofia e retórica.
  • Que ele não sabe interpretar um texto escrito.
  • Que ele não tem familiaridade com os princípios hermenêuticos de interpretação do texto bíblico.
  • Que ele não possui familiaridade com a disciplina chamada Ética Cristã.
  • Que ele foi seletivo, propondo-se a refutar apenas aquilo que quis. Na verdade, o que ele “acha” que consegue refutar. Inegavelmente, sem nenhum constrangimento ele deixou de comentar diversos textos bíblicos que citei. Ignorou os argumentos que ponderei e as citações disponíveis no post anterior.

Como bem dizia o Prof. Pedro Apolinário aos seus alunos de grego bíblico: “A ignorância é atrevida”.

Portanto, neste post será evidenciado o despreparo e a arrogância desse internauta. Uma pena que isso tenha de acontecer. Porém, ele precisa de um chacoalho para, talvez, refletir e se tornar uma pessoa humilde.

Apresentarei as acusações e argumentação dele entre aspas e na forma de subtópicos. Consequentemente, a respectiva resposta.

Ataques e Refutação

“Ler uma “explicação bíblica” feita por Leandro Quadros (ou por fundamentalistas semelhantes) é um martírio”.

Concordo. Infelizmente, analfabetos funcionais não entendem nem mesmo um texto escrito em ordem direta. Imagine se saberão ponderar argumentos! Como se isso não bastasse, há aqueles que distorcem o texto. Isso pelo simples fato de não se adequar às ideias preconcebidas deles.

Na verdade, preciso ser honesto em dizer que ontem à noite (02/01/2021), ao prometer a esse internauta que o responderia no dia seguinte, o fiz por um motivo principal. Porque ao começar ler todo seu palavreado, além de naturalmente ficar chateado com as rotulações, me deu uma preguiça e um sono “daqueles”. Sim: eu já estava com sono e, ao ler um comentário como aquele, que despreza os outros e tenta alegar para si erudição, percebi que esse tipo de leitura é tão eficaz para fazer alguém adormecer quanto um Rivotril de 2mg.

“A grande ‘técnica’ dele é a metodologia ‘pula-pula’, ou seja, salta de um texto a outro, ainda que sem a menor preocupação com nexo lógico, contexto literário, histórico, social, (ainda que tudo isso esteja disponível a quem queira). Ela salta do Novo Testamento, ao Antigo, depois vai para EGW, com tanta habilidade como um farofeiro faz farofa”.

Aqui encontramos o palavreado do tolo. Segundo Eclesiastes 5:3:

“Porque, da muita ocupação vêm os sonhos, e a voz do tolo da multidão das palavras” (Grifos acrescidos).

 

Ao invés de escrever tanta bobagem num só parágrafo, deveria ser sábio como orienta Provérbios 17:27-28:

“Quem realmente detém o conhecimento é comedido no falar, e quem possui o entendimento demonstra alma tranquila. Até mesmo o tolo passará por sábio, se conservar sua boca fechada; e, se dominar a língua, parecerá até que tem grande inteligência”.

 

Escrever, escrever e escrever qualquer um pode fazer, se o souber. A coisa muda quando a pessoa se propõe a provar seu falatório, fazendo uso de argumentação e lógica. Isso ele não o fez porque foi bem seletivo em sua abordagem. Isso porque o internauta fez menção apenas os pontos que ele achou ser capaz de responder.

Além disso, considerando o princípio hermenêutico de que a Bíblia é sua própria intérprete, e que o Antigo e Novo Testamento se constituem na Palavra de Deus (2Tm 3:16; 2Pe 1:21; 2Pe 3:15-16), é lógico que se queremos compreender devidamente um tema, devemos “pular” de um Testamento para outro. Obviamente, sempre respeitando o contexto histórico-gramatical do texto bíblico.

De conformidade com isso, foi o que fiz. Por sua vez, o internauta nem de perto conseguiu fazer o mesmo. Inegavelmente, ele confundiu interpretação bíblica com rotulação, o que chega a ser vergonhoso.

Cabe a ele o ônus da prova de que usei os textos sem nenhum nexo. Ou que desconsiderei o contexto deles. Para isso, o mínimo que ele deveria fazer é dar uma interpretação alternativa aos textos que usei. Além disso, deveria apresentar alguma fonte teológica ou histórica que contradissesse o que eu escrevi. Desse modo, poderíamos seguir num debate honesto, com o objetivo de aprendizagem.

Lamentavelmente, muitos argumentos que apresentei para discussão ele nem sequer cogitou mencioná-los. Não sei se isso ocorreu por não entender o que lê, ou porque foi tendencioso mesmo. Ele e Deus o sabem.

“Apesar de ele dizer que toda a Bíblia precisa ser levada em consideração, curiosamente, ele não mencionou o explícito ensino paulino, como se verifica em Gal 3:15-25; ou 2ºCor 3:6-18 etc., que o Cristão não vive regido pela Torá judaica, aquela mesma outorgada a Israel, no Sinai, 430 anos após a aliança com feita com Abraão (é Paulo que escreveu isso explicitamente). Segundo Paulo, a vida no Espírito é superior e distinta daquela vida regida pela Torá mosaica. Ele mesmo não se pauta por ele (Gal 2:19a)”

Esse comentário revela despreparo para interpretar o texto bíblico. Também, o desconhecimento da posição Protestante, Reformada e Adventista a respeito da Lei. Não sei a qual denominação religiosa essa pessoa pertence. Mesmo assim, ele deveria conhecer algumas literaturas essenciais como as Confissões de Fé Reformadas (mesmo que naturalmente não concorde com tudo o que elas dizem). Assim, não correria o risco de escrever a respeito daquilo que não sabe.

Em primeiro lugar, seu total desconhecimento bíblico é demonstrado quando afirma que a Torá foi dada a Israel “no Sinai”. De fato, isso é um absurdo. Afinal, no Monte Sinai Deus deu apenas o Decálogo (ver Êx 19 e 20), escrito por Seu próprio dedo (Êx 31:18). Posteriormente, o Decálogo veio a fazer parte da Torá propriamente dita, composta primeiros cinco livros de Moisés.

Em segundo lugar, a tentativa de invalidar a Torá é a única maneira que encontrou de abolir a pena de morte. Entretanto, a seguir você verá que o “tiro saiu pela culatra”.

Por exemplo, se ele conhecesse os padrões doutrinários da igreja reformada (nem estou citando o adventismo), os chamados Catecismos, veria que nenhum teólogo conservador (mesmo não sendo observadores do sábado) crê na “abolição da Torá”.

Segundo a Confissão Belga, de 1561:

“A Sagrada Escritura consiste de dois volumes: o Antigo e o Novo Testamentos, que são canônicos e não podem ser contraditos de forma alguma”.[1]

 

Por outro lado, se tivesse familiarizado com a obra Lei, Graça e Santificação, de Russell P. Shedd (outro teólogo que não era a favor da observância do sábado), saberia que “Jesus não cancelou a lei de maneira alguma: ‘Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas… Até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra (Mt 5:17-18). Pelo contrário, por estas palavras, Jesus estabelece a lei [Torá] de maneira absoluta”.[2]

De maneira idêntica, se tivesse alguma familiaridade com o conteúdo da obra de J. Barton Payne, compreenderia que a interpretação que ele deu, tanto a Gálatas 3:15-20 quanto a 2 Coríntios 3, é destituída de qualquer embasamento teológico sério.

Em contrapartida, Payne é categórico em afirmar:

“Descartar indiscriminadamente os mandamentos dados no Sinai como ‘ministério de condenação e da morte’ [ver 2Co 3:7-0] não passa de uma evidente compreensão errônea do Antigo Testamento. A lei não era, de forma alguma, um fardo impossível (Dt 30:11-14). Israel amava a lei (Sl 1:2; 119:167) […] O requisito essencial da lei era a fé e a crença em Deus (Dt 1:32; 9:23)”.[3]

 

O internauta não parou para pensar que “a Torah, portanto, abrange tanto a lei quanto a graça divina” [assim como o Novo Testamento]. Esse ponto fica claro no Salmo 19: ‘A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma’”.[4]

Simultaneamente, quando afirmou que “o cristão não vive regido pela Torá judaica”, ele desconsiderou por completo as palavras de Jesus em João 5:46-47. Segundo Jesus, não crer em Moisés é o mesmo que não crer nEle. Afinal, Moisés foi inspirado a escrever sobre o Messias:

Se cressem, de fato, em Moisés, creriam em mim, pois ele escreveu a meu respeito. Contudo, uma vez que não creem naquilo que ele escreveu, como crerão no que eu digo?” (Jo 5:46,47, NVT).

 

Definitivamente: não existe separação, dissociação ou contradição entre Cristo e a Torá. Portanto, é óbvio que não há contradição entre Cristo e a pena de morte. Repito: isso ficará evidente no outro artigo que disponibilizarei sobre a pena de morte. Deverei concluí-lo nas próximas semanas.

Em outras palavras, tendo comprovado a unidade essencial entre Cristo e os Escritos de Moisés, vemos que a Torá permanece. Por conseguinte, a Torá teve sua compreensão original restaurada, ampliada por Jesus (veja-se Mateus 5:17).

Isso é o que vemos na perícope (bloco de texto) de Mateus 5 a 7: ao invés de “abolir” a Torá, o Salvador devolve a ela seu significado primário pretendido por Deus. Significado que havia sido perdido pelo legalismo farisaico da época.

A Lei “depois” do Sinai

Se o internauta tivesse lido e refletido apenas nas palavras de Gênesis 4:10-11, Gênesis 26:5, Êxodo 16:1-36 e João 8:44, saberia que a parte moral da Lei existia antes do Sinai.

Do contrário, Caim (Gn 4:10-11) e o Diabo (Jo 8:44) não seriam considerados homicidas; Abraão não teria sido considerado obediente “aos mandamentos e leis” de Deus, e o Sábado não teria sido ordenado quando ainda os israelitas não haviam chegado ao Sinai (Êx 16:1-33).

Assim sendo, quando Paulo diz que “a lei foi dada 430 anos depois” (Gl 4:17), inegavelmente ele se refere à sua forma escrita. Ademais, a existência do pecado antes do Sinai torna isso tão claro que uma criança devidamente ensinada, compreende e aceita esse fato.

Uma vez que ele afirmou que “a vida no Espírito é superior e distinta daquela vida regida pela Torá”, tenho curiosidade de saber como ele harmoniza isso com João 5:46-47 (supracitado), Romanos 3:31 e Romanos 10:1-4.

Mais ainda: estou curioso em saber como ele harmoniza sua crença com o fato de que tanto na Antiga quanto na Nova Aliança a Lei de Deus permanece como parte do processo de santificação do crente. É o que afirma o texto neotestamentário de Hebreus 8:10:

“E esta é a nova aliança que farei com o povo de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei minhas leis em sua mente e as escreverei em seu coração. Serei o seu Deus, e eles serão o meu povo” (NVT).

 

De antemão, digo que aguardarei a interpretação proposta pelo internauta.

Definitivamente, também neste tópico ele desconhece acerca do que escreve.

“Entretanto, farei de conta que sigo a insensatez e o mesmo analfabetismo bíblico do fundamentalista Leandro Quadros, mencionarei outras aplicações da pena de morte ordenadas lá nos mesmos textos em que ele se embasou…”

Mais uma vez o analfabetismo funcional do interlocutor ou sua má fé fica evidente. Quando ele diz que eu selecionei “apenas aquilo” que me interessou, será que não percebeu que tanto no meu artigo quanto em meu vídeo, prometi abordar os argumentos contrários à pena de morte noutro artigo? Ademais, fui claro quanto à isso porque preciso concluí-lo.

Sou levado a duvidar que ele tenha lido o artigo, ou visto o vídeo. Seja como for, é difícil chegar a outra conclusão quando alguém faz uma afirmação tão sem fundamento.

Não vou me ater aos outros rótulos que ele deu a mim neste tópico. Afinal, seria perda de tempo, pois:

Rotular os outros é uma forma medíocre de convencer a si mesmo de que sabe alguma coisa, sendo que, na verdade, não sabe nada.

“Ou melhor, vou citar os textos que ele fez questão de deixar de fora, pois selecionou apenas aquilo que o interessou. Mas segundo Quadros, os textos do Pentateuco sobre pena capital é que devem fundamentar a posição do cristão e do Estado hoje. Vamos ao texto então”.

Como disse anteriormente – e isso ficou bastante claro no meu artigo – abordei apenas uma parte do meu artigo maior. Nele trato dos argumentos “contra” a pena de morte. Espero que o interlocutor se disponha a ler com mais atenção.

Então, vamos aos textos que ele citou. Em seu comentário ele usou Números 15:31, onde um homem foi apedrejado por quebrantar o sábado, bem como uma série de textos de Levítico. Versos que condenam à pena de morte praticantes de vários outros crimes. A finalidade do internauta foi argumentar que tais condenações não seriam viáveis hoje. Portanto, a pena de morte estaria descartada.

Não vou citar todos esses textos porque meu internauta poderá lê-los no comentário dele, que se encontra em meu post anterior. Todavia, demonstrarei neste tópico duas coisas:

  • Que ele não sabe ler devidamente o texto.
  • Que ele desconhece por completo a disciplina teológica Ética Cristã.

Antes de mais nada, vou explicar Número 15:31 e Êxodo 21:20-22, que trata da escravidão, e nada tem a ver com o assunto em pauta.

Segundo ele eu sou “analfabeto bíblico” e não entendo nada de interpretação bíblica. Porém, parece-me o contrário. Afinal, ele não leu Números 15:30, que se constitui no tema central do problema em questão. Diz o verso: “Mas a pessoa que fizer alguma coisa atrevidamente, quer seja dos naturais quer dos estrangeiros, injuria ao Senhor; tal pessoa será eliminada do meio do seu povo…”.

Percebe? Não foi um simples apanhar lenha que fez aquele homem ser apedrejado. Foi o transgredir o sábado com o pecado do atrevimento. Quando ele sabe dessa ordem e decide sair pelo meio do acampamento de maneira atrevida e desafiando a Deus, é óbvio que ele deveria ser punido com rigor.

Assim sendo, consideremos que os Israelitas foram de certa forma desumanizados por causa da escravidão no Egito. Dessa maneira, imagine Deus tolerar o desafio aberto a Ele naquele contexto. Passar a mão na cabeça de um pecador atrevido só pioraria o caráter dele.

Se mesmo ouvindo a voz de Deus, e vendo as manifestações sobrenaturais e trovões no Sinai (Êx 19 e 20), muitos deles em seguida adoraram um bezerro de ouro (Êxodo 32), imagine no que se tornaria o acampamento e a devoção a Deus se tal atrevimento e desafio aberto não fosse punido?!

Em suma: basta o internauta ler Números 15:30-36 e não mais dará esse tipo de “bola fora interpretativo”.

A escravatura

Ao citar a prática da escravidão em Êxodo 21:20-22, ele desviou totalmente a discussão. Apesar disso, vou explicar o texto para o leitor, para não o deixar “no vácuo”.

Antes de mais nada, se o internauta tivesse conhecimento do contexto histórico da época, saberia que as leis mais justas para essa prática cultural (não apoiada, mas tolerada e regulamentada por Deus na Torá).

Entre os povos vizinhos de Israel, um senhor de escravos poderia fazer com ele o que quisesse, até mesmo cortar membros, torturar, matar e jamais indenizar. Já nesse texto bíblico, o agressor do escravo era castigado! Desejo ver provas que nas culturas antigas alguma nação pagã tratasse com tanto respeito um escravo como a Israelita.

Voltemos ao tema. Ao citar os vários textos sobre a pena de morte aplicada a outros crimes, o internauta demonstra não conhecer nada sobre Ética Cristã. Para exemplificar, se ele tivesse lido a obra de John Stott, intitulada Os Cristãos e os Desafios Contemporâneos, veria que sua alegação em torno dos textos que citou é totalmente infundada:

“Mas a vida humana, por ser a vida de seres humanos feitos à imagem de Deus, é sacrossanta… É verdade que na lei mosaica um pequeno número de outras ofensas sérias (p. ex., sequestro, maldizer os pais, feitiçaria, bestialidade, idolatria e blasfêmia, veja Êx 21-22; Lv 24) eram puníveis com a morte. Mas isso não anula o princípio: ‘Quem derramar sangue do homem, pelo homem seu sangue será derramado; porque à imagem de Deus foi o homem criado (Gn 9:6). Ou seja, o derramamento de sangue por assassinato merece o derramamento de sangue da pena de morte, pois no último caso, é o sangue do culpado que é derramado. Em todos os outros casos, o pecado de ‘derramar sangue inocente’ foi cometido. Daí vem a gratidão de Abigail por Davi não ter se vingado contra Nabal, pois ‘não terá no coração o peso de ter derramado sangue desnecessariamente’ […] A evidência bíblica a respeito dessa questão é um testemunho impressivamente unido, da época dos patriarcas, da lei e dos profetas até o Novo Testamento [Veja o quanto a “abolição da Torá” proposta pelo internauta é absurda]”.[5]

 

Além disso, cristãos que aderem ao ponto de vista conhecido como retribucionismo[6] (sou um deles), argumentam que somente crimes hediondos como assassinato (Êx 21:12), estupro (Dt 22:25) e sequestro (Êx 21:16) deveriam ser retribuídos com a morte pelas seguintes razões:

  1. Deus não aplicou a pena de morte para todas as ofensas, mesmo nos dias do Antigo Testamento. O fato de existir uma lista de aproximadamente 23 crimes que mereciam a morte, não significa que tenha sido necessário Deus aplicar a pena a todos os casos. Além disso, devemos recordar que o Criador não puniu a homossexualidade de Sodoma e Gomorra de forma arbitrária, mas deu muito tempo para que eles se arrependessem desse tipo de pecado (Gn 18 e 19), e de outras coisas mais que praticavam (Is 3:9; Ez 16:49-50; Jd 1:7).
  2. “Embora do Antigo Testamento registre vários exemplos em que Deus ordenou o uso da pena de morte, todos exceto um dentre os dezesseis a vinte exemplos do Antigo Testamento podiam ser atenuados por meio de um ‘resgate’. Mas, como ensina Números 35:31, isso não se aplica ao caso de um assassinato premeditado, em que o perpetrador planejou antecipadamente e estava à ‘espreita’ (Nm 35:20) da vítima. Muitos judeus e intérpretes conservadores destacam o fraseado incomum de Números 35:31, que determina: ‘Não aceitem resgate [ou ‘substituto’] pela vida de um assassino, que merece morrer. Certamente terá de ser executado”[7]. Além disso, o referido autor destaca: “Dos vinte crimes que exigiam pena de morte, somente no caso do homicida não havia substituição ou alternativa de resgate a ser oferecida ou aceita; alguém que destruísse a vida de outra pessoa feita à imagem de Deus teria de ser oferecida de volta a Deus pelas autoridades governamentais”.[8] Isso quer dizer que se os demais pecados – com exceção do assassinato – poderiam ser expiados por meio de um substituto [cordeiro] – o argumento de que a pena de morte atualmente é “inviável” por pressupor a morte não apenas de homicidas, estupradores e sequestradores – é um argumento sem sentido, que evidencia total desconhecimento dos certos aspectos da teologia retributiva veterotestamentária.
  3. Mesmo Deus sendo imutável em Seus conceitos, Ele pode mudar a forma de tratar o pecador. Por exemplo, no Novo Testamento o adultério não mais é punido com a morte, mas com a excomunhão da igreja (1Co 5:5). Todavia, essa mudança não aconteceu em relação aos assassinatos, como vemos em Jo 19:11, Atos 25:11 e Romanos 13:1-4. Desse modo, a punição com a morte para assassinos continua. “Uma vez que Deus nunca aboliu esse tipo de punição a ser aplicada pela raça, do mesmo modo que ele nunca aboliu sua promessa feita a Noé de “nunca mais” destruir a terra e a raça humana através de um dilúvio (Gn 9:11), a instituição divina da pena de morte ainda está em vigor sobre toda a raça humana”.[9]
  4. Ao contrário da punição sugerida a feiticeiros, homossexuais, adúlteros e filhos rebeldes, “a pena de morte aplicada a crimes capitais foi dada ao governo humano antes da lei mosaica (Gn 9:6) e foi confirmada após a lei mosaica (Jo 19:10-11; At 25:11; Rm 13:4)”.[10] Portanto, isso sugere que Deus diferencia o homicídio doloso dos demais atos pecaminosos, o que perpetua a pena capital para nossos dias quando o motivo for assassinato.

Além desses comentários abalizados demonstrarem o desconhecimento do internauta sobre Ética Cristã, tornam evidente o fato de que o princípio de valorização da vida em Gênesis 9:6 é universal. Afinal, foi dado por Deus antes de existir qualquer nação sobre a Terra pós-dilúvio.

Como bem comentou Stott na citação supracitada, o fato de alguns outros crimes serem punidos com a pena de morte “não anula o princípio: ‘Quem derramar sangue do homem, pelo homem seu sangue será derramado; porque à imagem de Deus foi o homem criado (Gn 9:6). Ou seja, o derramamento de sangue por assassinato merece o derramamento de sangue da pena de morte, pois no último caso, é o sangue do culpado que é derramado”.[11]

Estou curioso também para saber como o internauta interpreta Gênesis 9:6. Em outras palavras, no seu comentário rotulador e ofensivo, não vi nada a respeito.

“Mesmo que os livros bíblicos citados por ele, neste caso específico do aborto, só aplicam uma “multazinha” ao causador!”

Aqui é revelado o analfabetismo funcional do meu acusador.

Segundo ele, o causador do “aborto” no AT recebia uma “multazinha”. Vamos ler o texto na Nova Versão Transformadora (NVT). Observando as palavras grifadas para vermos se há alguma verdade em sua alegação:

“Se dois homens brigarem e um deles atingir, por acidente, uma mulher grávida e ela der à luz prematuramente, sem que haja outros danos, o homem que atingiu a mulher pagará a indenização que o marido dela exigir e os juízes aprovarem. Mas, se houver outros danos, o castigo deverá corresponder à gravidade do dano causado: vida por vida, olho por olho, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, contusão por contusão” (Êx 21:22-25. Grifos acrescidos).

 

Os grifos nos mostram o seguinte:

  • Que o aborto prematuro que não causasse danos era punido com uma multa.
  • Que o aborto prematuro com maiores danos, causado por aquele que atingiu a mulher, era punido com a morte, pois o texto bíblico diz: “o castigo deverá corresponder à gravidade do dano causado: vida por vida, olho por olho, etc.”.

O que você acha, leitor? Com base na alegação acima e na leitura atenta do texto, realmente sou eu o “analfabeto bíblico” nesse debate?!

“Talvez um dia, o dicionário dará como sinônimo de ‘contradição’ a seguinte definição: cristão conservador fundamentalista. Se for um dicionário ilustrado, trará uma imagem de Leandro Quadros”.

A respeito desse último tópico, que contém mais uma rotulação arrogante, em obediência a Provérbios 14:7 não irei responder:

“Afaste-se do tolo, pois em seus lábios não achará conhecimento”.

 

No dia em que ele aprender a ser educado na forma de discordar, volto a tratar do assunto com ele. Do contrário, dou por encerrada minha resposta.

Referências

[1] Disponível na Bíblia de Estudo de Genebra, 2ª ed. (Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil; São Paulo: Cultura Cristã, 2009), p. 1750. Grifos acrescidos.

[2] Russell P. Shedd, Lei, Graça e Santificação, 2ª ed. (São Paulo: Vida Nova, 1998), p. 20.

[3] J. Barton Payne, The Theology of the Older Testament (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1997), p. 309.

[4] Hans K. LaRondelle, Nosso Criador Redentor: Introdução à teologia bíblica da aliança (Engenheiro Coelho, SP: Terceira Margem do Rio e UNASPRESS,2016), p. 37. Estudos em Literatura Bíblica, vol. 1.

[5] John Stott, Os Cristãos e os Desafios Contemporâneos (Viçosa, MG: Ultimato, 2014), p. 120, 121.

[6] Os retribucionistas recomendam a pena de morte para alguns crimes capitais; os reconstrucionistas creem que a pena deve ser aplicada para todos os crimes de maior gravidade; e, por sua vez, os reabilitacionistas não aceitam a pena de morte para nenhum tipo crime, mesmo os hediondos. Se desejar ler mais artigos meus sobre a pena capital, clique aqui e também aqui.

[7] Walter C. Kaiser Júnior, O Cristão e as Questões Éticas da Atualidade: Um Guia Bíblico para Pregação e Ensino (São Paulo: Vida Nova, 2015), p. 168.

[8] Júnior, O Cristão e as Questões Éticas da Atualidade, p. 168-169. Grifos acrescidos.

[9] Ibid., p. 257.

[10] Ibid., p. 258. Grifos acrescidos.

[11] Stott, Os Cristãos e os Desafios Contemporâneos, p. 120.

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Leandro Quadros

YouTuber e apresentador dos programas "Na Mira da Verdade" e "En La Mira de La Verdad", na Rede Novo Tempo.

28 comentários em “Pena de Morte: A Ignorância é Atrevida

  1. Eu li todos os artigos e não me convenceram nem um pouco. Nesse aqui ele só passou por alto o sentido das passagens que cita, para dar a impressão de que conhece bem a Bíblia, mas não se aprofundou para responder a crítica do internauta.
    É notório também que ele usa muito da opinião subjetiva de vários “teólogos” para forçar uma interpretação dos textos bíblicos favorável à pena de morte, quando não era exatamente ali que o texto bíblico queria chegar.
    Todos os seus puxa-sacos aqui, muito provavelmente não sabem interpretar nada, nem mesmo em sua própria língua, uma vez que nem perceberam a manipulação.
    Eu continuo acreditando que a tal pena de morte do Antigo Testamento é impossível de ser praticada hoje em dia pelos estados modernos. E essa persistência paranóica do Leandro, cercado desse bando de ignorantes puxa-sacos em querer forçar isso no meio cristão, só me faz desconfiar dele cada vez mais.
    E infelizmente não é de hoje que a IASD tem sido conivente com esse tipo de apostasia. Durante todo o século XX foi assim. Há escândalos terríveis registrados em suas próprias publicações, que só tendem a fazer a situação da igreja se agravar, se ela não tomar as devidas providências disciplinares.
    A essa altura eu já acho algo inevitável que ele seja expulso do ministério e, talvez até excluído da igreja.

  2. Cada dia quer passar as pessoas deixar ser usada pelo o inimigo para de trouxe a palavra de Deus. Quer o Senhor continue te abençoando Leandro Quadros,pois vc É um homem de Deus. Amor assistir seu vídeo pois mim levar para mais perto de Jesus. FELIZ ANO NOVO.

  3. Muito bom o professor Leandro, mas está se deixando levar por comentários fúteis, ao gastar tempo para responder certas críticas, isso não deveria ser respondido por ele, mas pelos internautas avaliadores dos comentários. Sem dúvida o professor é o melhor apologeta, da atualidade. Portanto não precisa ficar de batendo com quem sente inveja do seu conhecimento. A vida é curta e temospouco tempo pra anunciar a volta de Jesus e ajudar as pessoas a se prepararem. Boa noite a todos

  4. Li todo artigo. E li também sua resposta ao internauta “tolo”, pois ele se mostrou assim , além de falta de conhecimento e não saber nem o que é contexto. O que dizer dar argumentações. Sua resposta no começo me fez até rir, pois talvez ele não entenda por falta de interpretação de texto. Mais você se mostrou ainda mais sábio parabéns amigo por mostrar seu conhecimento que as pessoas deveriam ter, ou pelo menos buscarem esse conhecimento. Leandro eu e meu esposo te conhecemos aqui em Lavras MG quando veio fazer um encontro só pra casais, foi maravilhoso! Agora vou falar do que tenho passado por perder minha filha amada adolescente de 19 anos Letícia de Paula Pereira. Sou mãe de 4 filhos.

    Sei a dor mais forte que Adão e Eva sentiram quando perderam Abel assassinado. Perdi minha filha Letícia de 19 anos grávida, por um homem que já tinha assassinatos e estupro nas costas e tava solto pela nossa justiça brasileira. Nenhum direito humanos veio atrás de mim, em júri popular que parecia mais um reunião de família pois a população não pode ir devido a pandemia ele foi condenado por apenas 18 anos e meio com 8 anos de em regime fechado sem benefícios. Minha filha não volta mais. Lá no júri que tive noção do que ela passou na mão dele, de joelhos pedindo pra ele não a matar… Ela tava grávida de um menino de 5 meses, ela nem o conhecia …. Hj sigo confiando em Deus que minha filha tenha alcançado salvação e que um dia eu a reecontarei pois está lá em Tessanolissence escrito, na volta de Cristo Leandro. Isso aconteceu em 19/09/2019. Sempre vou dizer que tenho 4 filhos. Aí de mim se eu não conhecese tentasse viver o que a Bíblia ensina.

  5. Leandro! Shalom!

    Que você é inteligente, creio que todos já saibam.
    Uma pergunta a você.
    Você se sentiu incomodado com os comentários desse internauta?
    Se sim, se pergunte o motivo.
    A partir do momento que você publica “coisas” na internet, estará sujeito a críticas. Se você fica incomodado é porque tem algo em você que precisa ser analisado.
    Essas pessoas que te criticam, tem alguma relevância na sua vida??? Se não, deixem falar!
    Quem não tem críticas é porque muito provavelmente, também não tenha nenhum sucesso!

    1. Estimada Kelly:

      Primeiramente quero agradecer por suas palavras amigas e por me levar a refletir. Vou responder abertamente a você.

      Realmente me senti incomodado pelo fato de aquele comentário ficar visível a tantas pessoas. Possivelmente isso se dá pela fato de minha “criança interna” ainda estar no processo de cura de suas feridas.

      Eu me importo pouco com as críticas, mas muito com as ofensas duras. Porém, creio que em minha caminhada com Deus e com o auxílio de minha psicóloga e meu psiquiatra, ficarei ainda mais imune a esse tipo de coisa.

      Tenho trabalhado memórias traumáticas através da abordagem EMDR; já pensamentos e comportamentos, com a T.C.C. Digo isso para afirmar que você acertou na mosca: tenho coisas que precisam ainda ser analisadas, mas estou nesse processo. É doloroso, porém, muito necessário e eficaz.

      Não posso reclamar porque hoje me encontro num nível de saúde emocional bem superior ao de anos atrás.

      Mas, saiba que suas palavras me fizeram muito bem, pode ter certeza. Recordaram-me ensinamentos de minhas sessões de psicoterapia 🙂

      Um abraço e feliz 2021 pra você!

    2. Oi meu querido irmão, sou seu admirador, pois sei que és da parte de Deus tudo que ensina ,pois há tanta coerência na palavra de Deus.
      Olha amigo diante de tantas injustiça que aconteceno Brasil e no mundo , sempre fui a favor da pena de morte, tenho um senso de Justiça muito elevado, porém ,com muito medo de minha consciência está contrário a suposta nova aliança dada a Jesus com relação ao ,assunto, pois foi assim que eu fui ensinado,mas não ia contra minha própria consciência e eu não podia negar para Deus que se Ele fosse contra a pena de morte ,na era Cristã ,eu não estava conseguindo me armonizar mentalmente com sua vontade diante de tantos crimes ediondos e com requintes de crueldades que se ver e sem punições, e ver os infratores impune.
      Hoje tive um dos melhores tempos gastos lendo seu artigo e pude finalmente perceber que minha consciência está maravilhosamente em armonia com a de meu amoravel Deus e que eu é que tinha uma interpretação errônea dos ensinamentos de Jesus consernetes a alguns assuntos .
      Muito obrigado por me fazer enteder melhor que de fato Deus não é contra a punição capital por assassinatos ediondos.
      Obrigado por esclarecer tão bem .
      Tudo que esse internauta te fez resultou em benção par mim, pois do contrário nunca teria conhecido esse teu maravilhoso artigo.

  6. Professor Leandro Quadros, graça e paz !!!

    Estamos num país que ainda possui de certa forma, uma pseuda “liberdade de expressão”…

    Assim, muitos sem o devido conhecimento e humildade necessários, acham-se na condição de “tentarem” refutar assuntos que exigem profundo estudo das Sagradas Escrituras, de preferência nas línguas originais, em conjunto à uma vida de oração e comunhão com Deus, para então, receber dEle, a elucidação de assuntos tão complexos como o que estamos aqui partilhando.

    Mais uma vez caro Professor, Deus lhe usou extraordinariamente na exposição de sua posição frente ao comentário recebido.

    Estou em oração por você e por todos que, com humildade se achegam aos pés do Salvador afim de obterem a verdade.

    1. Graça e paz, irmão Ivair!

      Seu comentário foi muito proveitoso não só para mim, mas também para os demais internautas.

      Peço que Deus o recompense tremendamente por suas orações a meu favor. Ore por mim nem que seja uma só vez, e ficarei muito satisfeito em saber 🙂

      Um abraço e tenha uma feliz semana!

  7. Além do professor Leandro quadros ser muito sábio, ele é também muito humilde e educado nas tanto nas suas palavras como no seu modo de ser, isso que eu chamo de um homem que mesmo com os seus defeitos como qualquer um de nós, sempre busca a sua perfeição em Cristo,que o Senhor Deus continue te abençoando e te usando muito professor Leandro quadros,um grande abraço

    1. Caro João Guilherme: obrigado por suas palavras amigas e cristãs dirigidas a mim, um pecador. Que o Senhor continue dando luz
      à sua vida, e que 2021 seja um ano cheio de boas surpresas vindas do Criador.

      Forte abraço.

    2. Muito bom o professor Leandro, mas está se deixando levar por comentários fúteis, ao gastar tempo para responder certas críticas, isso não deveria ser respondido por ele, mas pelos internautas avaliadores dos comentários. Sem dúvida o professor é o melhor apologeta, da atualidade. Portanto não precisa ficar de batendo com quem sente inveja do seu conhecimento. A vida é curta e temospouco tempo pra anunciar a volta de Jesus e ajudar as pessoas a se prepararem. Boa noite a todos

  8. Só Deus tem o direito de tirar a vida. Um juiz humano que decide que alguém deve morrer sem a ordem divina ñ está agindo certo. Esse negócio aí de um juiz humano ter o de decidir se alguém deve morrer ñ sei ñ.

    1. Estimado Josiel: Vejo sinceridade em seu comentário. Permita-me ajudá-lo a perceber que Deus autorizou o Estado a aplicar a pena capital. Leia o texto a seguir:

      “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal“.

      Perceba que, apesar de o império dominante ser a perversa Roma, Paulo considerou os magistrados como instrumentos de Deus para punir com a espada aqueles que fazem o mal.

      Releia com calma esse texto e verá que foi o Senhor quem autorizou a pena capital, após devido julgamento e com duas ou três testemunhas.

      Graça e paz.

  9. Professor, quando eu era criança, cresci ouvindo meu pai dizer, ” Nunca mexa com alguém, mais velho que você, porque se você apanhar e chegar em casa chorando, vai levar outra surra de mim…”! Esse aviso, serviria muito bem para esss moço. Porque é mais um que tenta te atacar e não dá conta! Tem argumento apenas para atacar, falando mais que a boca. Como sempre digo, você é um homem de Deus! Fácil de ver isso, diante de tanta erudição e sabedoria. Resumindo, é mais um que não deu conta!!! Que Deus continue a lhe abençoar como tem feito até agora!! Um feliz 2021!!!

    1. Olá, Emir: realmente, esse moço precisa aprender muito com a vida. Como bem disse: os “argumentos” dele são para atacar, e inexistem para discutir ideias.

      Obrigado por suas palavras de amizade meu irmão. e que seu 2021 seja repleto de alegrias e surpresas agradáveis do Senhor.

      Abração!

    2. Irmão Emir: agradeço por sua confiança em meu trabalho para Deus. Infelizmente, às vezes temos de ser um pouco mais firmes com a arrogância de algumas pessoas. Por mais que nos esforcemos para tecer um bom diálogo, muitas vezes o interlocutor não quer. Deseja apenas brigar. Uma pena.

      Feliz 2021 pra vc tb! Que a graça do Senhor seja com você e os seus.

  10. Esse rapaz carece de boa fé e de estudos. É muita confusão. Talvez 10 anos de estudos e pesquisas o ajude a resolver seu analfabetismo funcional. Já a má fé só quando criar vergonha mesmo…rs

  11. Obrigada Senhor Deus, por concederes ao Professor Leandro Quadros, Sabedoria e Conhecimento da Tua Sagrada Palavra!
    Foi realmente uma “Surra Santa” e eu te agradeço Querido Pai!!!

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