Santos Católicos: 13 Razões Para Não Venerarmos

Santos Católicos: 13 Razões Para Não Venerarmos

Venerar é uma palavra muito usada entre os irmãos católicos para se defenderem da acusação de que eles “adoram” santos.

Esse post é um esboço do vídeo que apresentei em meu canal no YouTube sobre o mesmo assunto. Se desejar assisti-lo depois de ler esse post, Clique Aqui.

Sendo assim, use-o em seu estudo pessoal da Bíblia ou em classes de estudos bíblicos. Se for um irmão católico, mostre ao seu sacerdote e avalie com atenção as respostas dele. Perceba se elas serão embasadas nas Escrituras.

#1 – O 2o mandamento da Lei de Deus proíbe.

Inegavelmente, a leitura do segundo mandamento, juntamente com outros textos bíblicos, comprova que o mandamento não é uma proibição que diz respeito somente à adoração pagã.

Aliás, isso deve ser destacado porque teólogos e irmão católicos bem intencionados argumentam: “não veneramos a imagem, mas o que ela representa”. Certamente a intenção é boa (demonstrar carinho), mas uma boa intenção para nós não significa que esta seja verdadeira para Deus.

Portanto, veja a seguir o texto que apresenta o 2o mandamento bem como outros dois. Eles provam que o mandamento se aplica também à veneração de santos. Do mesmo modo que no vídeo, na maioria das vezes usarei a tradução católica Ave Maria (Edição de estudos). Todos os grifos em negrito foram acrescidos por mim.

Textos bíblicos

“Não farás para ti escultura, nem figura alguma do que está em cima, nos céus, ou embaixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra” “Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto. Eu sou o Senhor, teu Deus […] ” (Êx 20:4-5).

“Tende cuidado com a vossa vida. No dia em que o Senhor, vosso Deus, vos falou do seio do fogo em Horeb, não vistes figura alguma. Guardai-vos, pois, de fabricar alguma imagem esculpida representando o que quer que seja, figura de homem ou de mulher, representação de algum animal que vive na terra ou de um pássaro que voa nos céus, ou de um réptil que se arrasta sobre a terra, ou de um peixe que vive nas águas, debaixo da terra. Quando levantares os olhos para o céu, e vires o sol, a lua, as estrelas e todo o exército dos céus, guarda-te de te prostrar diante deles e de render um culto a esses astros, que o Senhor, teu Deus, deu como partilha a todos os povos que vivem debaixo do céu.” (Dt 4:19-15).

“Quando Pedro estava para entrar, Corné­lio saiu a recebê-lo e prostrou-se aos seus pés para adorá-lo. Pedro, porém, o ergueu, dizendo: ‘Levanta-te! Também eu sou um homem!’.” (At 10:25-26).

Desse modo, a leitura do 2o mandamento do Decálogo, juntamente com Deuteronômio 4:15-19 e Atos 10:25-26, prova que o preceito se aplica também à atitude de se prostrar diante de seres humanos. Similarmente, o mandamento proíbe prostrar-se diante de ícones que representem humanos. Portanto, a veneração a santos é um tipo de idolatria mais sutil. Não deixa de ser uma idolatria.

O estado dos mortos invalida a veneração a santos

Ademais, há outro fator que impossibilita os santos de receberem veneração, carinho ou de ouvirem orações. De fato, a Bíblia ensina que os mortos estão inconscientes até o dia da ressurreição do corpo. De conformidade com isso, as Escrituras ensinam que tal ressurreição só ocorrerá na 2a vinda de Jesus Cristo. Portanto, até esse evento futuro, todos os que morreram estão dormindo. Os textos a seguir são suficientes para comprovar isso. Leia-os em sua Bíblia:

  • Eclesiastes 9:5, 6, 10.
  • Salmo 6:5.
  • Salmo 115:17.
  • Jeremias 51:57.
  • Daniel 12:2, 12.
  • João 11:11-14.
  • 1 Coríntios 15:23.
  • 2 Timóteo 4:8.
  • Etc.

Definitivamente, a morte é um estado de inconsciência até o momento da ressurreição do corpo, na 2a vinda de Jesus. Assim sendo, os santos não podem sentir nada, de modo que os venerar é sem sentido. Veja o que diz Eclesiastes 9:5,6 e 10 sobre isso:

“Os vivos pelo menos sabem que vão morrer, mas os mortos nada sabem. Já não têm recompensas para receber e caem no esquecimento. Amar, odiar, invejar, tudo que já fizeram ao longo da vida passou há muito tempo. Já não participam de coisa alguma que acontece debaixo do sol […] Tudo que fizer, faça bem feito, pois quando descer à sepultura não haverá trabalho, nem planos, nem conhecimento, nem sabedoria” (Ec 9:5, 6 e 10).

#2 – Só Cristo é intercessor e mais ninguém.

“Porque há um só Deus e há um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo, homem que se entregou como resgate por todos. Tal é o fato, atestado em seu tempo” (1Tm 2:5-6).

Surpreendentemente, a Bíblia ensina que há um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo. Se não há outros, não há um porquê de venerarmos santos “intercessores”.

Além disso, o verso 6 nos dá a razão para que só Cristo seja mediador: Ele “se entregou como resgate por todos”. Com toda certeza, apenas alguém que morreu pelos pecadores e que possui dupla natureza (divina-humana) pode aproximar Deus de nós, e nos aproximar de Deus.

Igualmente, em João 14:6 Jesus disse que é o único caminho que conduz ao Pai.

#3 – A Bíblia não ensina a venerarmos pessoas que estão no céu: Enoque, Elias e Moisés.

Conquanto Enoque (Gn 5:24; Hb 11:5), Elias (2Rs 2:1-8) e Moisés (Mateus 17:1-9; Judas 1:9) estejam no céu, não há um registro bíblico de um judeu cristão venerando tais pessoas.

Nem mesmo na “Galeria dos Heróis da Fé” em Hebreus 11 é cogitado que devamos venerar ícones, que possam representar tais heróis e filhos de Deus.

Além disso, considere que Enoque e Elias foram levados vivos e com seus corpos para o céu. Similarmente, o corpo de Moisés foi para o céu após sua ressurreição (Judas 1:9). Com efeito, a Bíblia é clara:

Deus não levará para o céu almas desincorporadas, mas pessoas com seus corpos glorificados.

Portanto, não existe uma alma sequer de um santo no céu.

De fato, Apocalipse 6:9 parece contradizer os textos acima. Todavia, elaborei uma resposta contextual sobre esse verso. Se quiser, clique aqui para vê-la.

#4 – Em seus dias, Paulo condenou o culto a anjos.

“Ninguém vos roube a seu bel-prazer a palma da corrida, sob pretexto de humildade e culto dos anjos. Desencaminham-se estas pessoas em suas próprias visões e, cheias do vão orgulho de seu espírito materialista” (Cl 2:18).

Em conclusão, o apóstolo Paulo nunca seguiu o ensino católico de venerar a anjos. Afinal, em sua opinião isso equivalia a “desencaminhar as pessoas” da verdadeira adoração.

#5 – Os próprios anjos não aceitam veneração ou adoração.

“Fui eu, João, que vi e ouvi estas coisas. Depois de as ter ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que as mostrava .Mas ele me disse: ‘Não faças isto! Sou um servo como tu e teus irmãos, os profetas, e aqueles que guardam as palavras deste livro. Prostra-te diante de Deus‘” (Ap 22:8-9).

Os próprios anjos não aceitam que seres humanos se prostrem diante deles. Desse modo, que autoridade a igreja tem de contrariar ou mudar a opinião de tais seres celestiais?

#6 – Deus Pai ordenou cultuar Jesus, não a anjos.

“E novamente, ao introduzir o seu Primogênito na terra, diz: Todos os anjos de Deus o adorem […] Ao passo que do Filho diz: O teu trono, ó Deus, subsiste para a eternidade. O cetro do teu Reino é cetro de justiça.” (Hb 1:6 e 8).

Jesus é Deus e os anjos, criaturas. Por sua vez, criaturas adoram, e não recebem adoração ou veneração.

#7 –  Maria não está à direita nem à esquerda de Deus.

“Mas, cheio do Espírito Santo, Estêvão fitou o céu e viu a glória de Deus e Jesus de pé à direita de Deus: ‘Eis que vejo’ – disse ele – ‘os céus abertos e o Filho do Homem, de pé, à direi­ta de Deus’.” (At 7:55-56).

O apedrejamento de Estêvão ocorreu no ano 34 d.C, ao passo que o livro de Atos o registra por volta do ano 62 d.C. Esse foi o período aproximado em que o livro foi escrito.

Assim sendo, mais de 60 anos se passaram e nenhuma revelação foi dada por Deus quanto à presença de Maria no trono com a divindade. Com toda certeza, se a veneração a Maria fosse da vontade de Deus, ela apareceria ao lado de Cristo ou ao lado do Pai. Porém, isso não acontece, como se percebe na visão de Estêvão (veja também Hebreus 1:4).

#8 – A veneração aos santos nunca fez parte do culto do judaísmo cristão.

Prega a palavra, insiste oportuna e inoportunamente, repreende, amea­ça, exorta com toda paciência e empenho de instruir.” (2Tm 4:2)

“A palavra de Cristo permaneça entre vós em toda a sua riqueza, de sorte que com toda a sabedoria vos possais instruir e exortar mutuamente. Sob a inspiração da graça cantai a Deus de todo o coração salmos, hinos e cânticos espirituais. Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.” (Cl 3:16-17).

Paulo deu certas instruções quanto à liturgia do culto (veja também 1 Coríntios 14). Ao mesmo tempo, não dá indicação alguma de que a veneração a santos devesse fazer parte do culto cristão.

Leia também Salmo 105:2, Efésios 5:19, Tiago 5:13, etc.

#9 – Segundo a Bíblia, ninguém se perderá por não venerar santos.

“Portanto, quem der testemunho de mim diante dos homens, também eu darei testemunho dele diante de meu Pai que está nos céus. Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus.” (Mt 10:32-33)

De fato, Jesus disse que o motivo de as pessoas se perderem é negá-Lo como Messias e Salvador. Se a veneração a santos fosse importante, jamais Ele deixaria de nos informar a respeito.

Desse modo, não tema parar de venerar santos. Segundo Jesus, não há motivos para tal temor.

#10 – Jesus convida o pecador a ir até Ele. A mais ninguém.

Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve”. (Mt 11:28-30)

Só Jesus pode aliviar seu fardo e ouvir suas preces juntamente Deus Pai e Deus Espírito Santo (cf. Jd 1:20-21). De conformidade com isso, pare de recorrer a santos, pois o Salvador é suficiente e o único Ser que lhe convida a ir até Ele, a fim de expor-lhe também suas ansiedades (confira 1 Pedro 5:7 e Hebreus 12:2).

Definitivamente, o texto acima é muito claro.

#11 – As intercessões de 1Tm 2:1 não devem ser feitas por santos mortos.

Esse texto é usado para apoiar a “intercessão dos santos”. Porém, lido contextualmente e não de forma isolada, aprendemos o contrário. Em outras palavras, Paulo incentiva a “santos vivos” – os crentes convertidos – a orarem por todas as pessoas, inclusive autoridades governamentais:

“Acima de tudo, recomendo que se façam preces, orações, súplicas, ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que estão constituídos em autoridade, para que possamos viver uma vida calma e tranquila, com toda a piedade e honestidade. Isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade.” (1Tm 2:1-4)

Logo, há aqui somente a conhecida “oração intercessora”, praticada por todos nós cristãos (ver Tiago 5:16).

#12 – Mesmo sendo “bendita entre as mulheres”, Maria venerava e adorava só a Deus.

“E Maria disse: ‘Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador‘” (Lc 1:46-47)

Além de cultuar unicamente a Deus, vemos neste texto que Maria reconhecia ser uma pecadora necessitada de um Salvador. Por conseguinte, ela nunca atraiu a atenção de qualquer adorador para ela mesma! A Tradição Eclesiástica deveria aprender isso com ela (Leia todo o cântico de Maria em Lucas 1:46-56).

Definitivamente, Maria ficará surpresa e até angustiada em saber que muitas pessoas, mesmo sinceras, não direcionaram sua vida cúltica apenas a Deus. Afinal, era assim que ela o fazia. Foi desse modo que Maria aprendeu e ensinou a Jesus.

#13 – A veneração a Maria, santos e anjos faz parte apenas da Tradição, não da Bíblia.

Conforme o vídeo anterior publicado em minhas redes sociais, o interesse em venerar Maria, santos e anjos se desenvolveu ao longo história. Todavia, isso ocorreu por influência da Tradição Eclesiástica, ao invés de ser praticada por ordem das Escrituras.

Você pode assistir a este vídeo que mencionei Clicando Aqui.

Teodoro de Estudita, grande defensor do uso de ícones e imagens, reconheceu:

“A lei é totalmente sagrada, a saber, os costumes antigos que o grande Basílio nos ordena a manter. Isso foi estabelecido pela tradição da igreja, enquanto a igreja sob o céu proclama por meio de suas obras em seus tempos sagrados e ofertas, que desde o início, desde o princípio da proclamação divina [do evangelho], as santas imagens foram erigidas, aquelas que agora vocês condenam. Por isso, examinem a legislação da igreja sobre essa questão!” (Citato por Jaroslav Pelikan em “A Tradição Cristã…”, vol, 2, p. 156).

Assim sendo, reflita nessa citação, tendo como base os textos bíblicos que deixei aqui para você.

Conselho final aos irmãos católicos

De acordo com a Bíblia, o apóstolo Paulo elogiou aos judeus cristãos da cidade de Bereia não por eles serem apegados à Tradição, mas por serem apegados somente às Escrituras:

“Os judeus que moravam em Bereia tinham a mente mais aberta que os de Tessalônica e ouviram a mensagem de Paulo com grande interesse. Todos os dias, examinavam as Escrituras para ver se Paulo e Silas ensinavam a verdade” (Atos 17:11, Nova Versão Transformadora).

Diz o texto que “todos os dias” eles conferiam nas Escrituras se o discurso de Paulo e Silas era verdade.

Da mesma forma, se você deseja que esse elogio de Paulo sirva para você, deve agir como os Bereanos. Em outras palavras, sua principal regra de fé deve ser a Bíblia, não a Tradição Eclesiástica.

Se eles “desconfiavam” (coloquei entre aspas para dar uma ideia positiva ao termo) de Paulo e Silas, imagine nossa responsabilidade em fazer o mesmo nos tempos atuais, quando há “muitos falsos profetas” pelo mundo (ver Mateus 24:24).

Em suma, se quiser ser um cristão bíblico, coloque a Bíblia no lugar que a pertence: acima da autoridade e da tradição eclesiástica.

 

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2 Comentários

  1. Anônimo
    abril 28, 18:33 Resposta

    Leandro vi um video de um rapaz no tik tok (kalleb o nome dele), dizendo que o zoroastrismo existiu antes do cristianismo e pregava a mesma filosofia que os cristãos pregam hoje (criacionismo, sacrificio de um Deus, Justiça e pecado e etc…) pra justificar a idéia de que “Deus” nada mais é do que um ser mitológico, criado por seres humanos que necessitam acreditar em uma divindade suprema, para justificar as atrocidades que acontecem nesse mundo e ter um motivo plausivel para continuar vivendo.
    eu gostaria muito que você fizesse um video comparando as duas religiões e apresentando provas de que Deus realmente existe.

  2. Arminda Costa
    abril 28, 15:55 Resposta

    Debates ilustrativos de verdades biblicas. Muito uteis.
    Sugiro que seja tratado tambem o assunto referente a satanas, se esta e uma entidade espiritual real, ou se tambem e uma criacao da igreja catolica. Como entender algumas ideias as quais satanas nao interfere no comportamento humano, mas sim o EGO da pessoa?

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